Após operação da PF, Jaques Wagner se defende: “Nunca recebi dinheiro de ninguém”; ele também nega irregularidades sobre apartamento

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“Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos de Augusto Lima”, declarou o Senador Jaques Wagner (PT), em entrevista para a BandNews, na tarde desta quinta-feira (18).

O petista se defendeu das acusações após ser alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal e, segundo suas declarações, os dólares apreendidos em um dos endereços dele em Brasília se referem a diárias de viagens ao exterior.

De acordo com o político, de 2019 para cá, ele recebeu de diárias 70 mil dólares.

“Eu não tenho nenhuma coisa para esconder. Esse dinheiro está guardado guardo no cofre, porque nem sempre uso esse dinheiro. Às vezes gasto com cartão”, ressaltou.

Sobre o suposto apartamento que teria sido pedido por ele ao sócio de Daniel Vorcaro, ele também nega irregularidades.

“É um apartamento que está em construção, aqui no Horto. Tinha o interesse de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima é um investidor, disse à ele ‘você pode comprar, depois eu recompro’. Porque o apartamento ainda não está em construção e eu teria que vender o apartamento de minha filha e pagar ou ela financiá-lo”‘, explicou, afirmando que não tem relação com o Banco Master”.

Ainda na entrevista, Wagner afirmou que vai manter a pré-candidatura ao ao Senado em 2026.

“Estou muito seguro do que fiz. Não tenho CNPJ, empresa e nada”, assegurou.

O petista baiano também afirmou que segue na liderança do Governo Lula e que, inclusive, recebeu uma ligação do presidente em solidariedade após a operação.

“A liderança do governo fica a cargo do presidente Lula. E eu acho muito difícil que ele faça qualquer alteração”, destacou.

Operação PF

Segundo a Polícia Federal, um dos principais indícios levantados na investigação envolve a suposta aquisição de um apartamento de alto padrão no empreendimento Poème Horto, em Salvador.

De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, em 26 de novembro de 2024, o Wagner enviou a Guga Lima o contato do gerente da construtora responsável pelo imóvel, informando que a unidade desejada era a de número 1702 e que o valor era de R$ 2,45 milhões. No dia seguinte, Wagner teria encaminhado o material digital do empreendimento, enquanto Lima repassou as informações a Valério Marega Júnior, identificado pela PF como operador financeiro ligado ao grupo investigado.

A investigação aponta que as tratativas sobre o imóvel continuaram nos meses seguintes. Em maio de 2025, Wagner encaminhou a Guga mensagens atribuídas a um de seus filhos solicitando os dados do proprietário formal do apartamento para a emissão do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), documento necessário para realizar alterações no projeto do imóvel.

Redação PNB, com informações BNews

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