A indústria de alimentos manteve, em 2024, a posição de principal empregadora do setor industrial brasileiro, reunindo cerca de 2,1 milhões de trabalhadores, segundo dados da Pesquisa Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No total, conforme o órgão, à época do levantamento, 8,7 milhões de pessoas trabalhavam na indústria de mais de 358 mil empresas distribuídas pelo país.
A pesquisa mostra ainda que a maior parte do emprego industrial está concentrada nas indústrias de transformação, responsáveis por 97,1% do total de vagas.
Além do setor alimentício, outras atividades com forte presença no mercado de trabalho incluem a confecção de roupas e acessórios, a produção de metais e a fabricação de veículos automotores.
Receita e renda
Em 2024, as empresas do ramo registraram receita bruta de R$ 8,8 trilhões, com destaque para a venda de produtos e serviços industriais, responsável pela maior parte do faturamento.
A receita líquida de vendas alcançou R$ 6,8 trilhões, enquanto o valor gerado pela transformação industrial somou R$ 2,6 trilhões.
Os dados apresentados também revelam forte concentração empresarial. As empresas com 500 ou mais funcionários concentraram quase 70% de toda receita, o que evidencia que essas corporações exercem grande peso na estrutura industrial do país.
Quando o assunto são os salários, os rendimentos pagos na indústria chegaram a R$ 481,1 bilhões, com predominância do setor de transformação. Em média, o salário variou conforme a atividade, com maior destaque para a extração de petróleo e gás natural, que apresentou os maiores valores médios de remuneração.
No recorte por região, o sudeste segue como o principal polo industrial do Brasil, concentrando mais da metade de valor gerado pelo setor. São Paulo lidera entre os estados, seguido de Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Outras regiões também apresentam destaque em segmentos específicos, como o polo industrial de Manaus, no Amazonas, e a agroindústria, no centro-oeste do país.
A Tarde



