Circuito Teatro e Diálogo reúne estudantes e rede de proteção social contra o trabalho infantil em Juazeiro

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (Sedes), integrou, nesta sexta-feira (10), o Circuito Teatro e Diálogo, ação voltada à prevenção e ao enfrentamento do trabalho infantil. A atividade foi realizada no Colégio Estadual de Tempo Integral Lomanto Junior e reuniu estudantes e profissionais da rede de proteção social do município.

A iniciativa integra o projeto Direitos Humanos em Eventos Populares da Bahia, realizado pelo Instituto Aliança e pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH). Em Juazeiro, a ação contou com a parceria da Sedes, do Bahia Pela Paz, da Auditoria Fiscal do Trabalho e da Gerência Regional do Trabalho e Emprego, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

A programação iniciou com uma apresentação teatral para alunos do Colégio Estadual de Tempo Integral Lomanto Junior e do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, além de profissionais da rede de proteção. Em seguida, os adolescentes participaram de uma roda de conversa sobre o tema, enquanto os profissionais acompanharam a oficina “Direitos Humanos em Festas Populares: Enfrentando o Trabalho Infantil”.

A oficina considerou a realidade de Juazeiro como um município inserido em um importante circuito de festas populares, a exemplo do Carnaval e do São João, períodos que exigem atuação articulada para prevenir violações de direitos de crianças e adolescentes.

A atividade também propôs uma reflexão sobre a mudança de mentalidade em torno do tema. Embora o trabalho seja socialmente associado à dignidade, quando ocorre de forma precoce pode comprometer o desenvolvimento físico, mental e psicológico, além de aumentar a exposição a situações de violência, criminalidade e exploração sexual.

A diretora de Proteção Social Especial da Sedes, Fátima Carvalho, ressaltou a importância da iniciativa para a atuação conjunta no município. “Esse evento é muito importante para a nossa rede de proteção. Temos diversos órgãos envolvidos nesse enfrentamento, e essa ação contribui para que possamos proteger nossas crianças e adolescentes de forma efetiva”, afirmou.

Já o assessor da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Marcelo Arouca, defendeu a importância de levar o debate para dentro da escola. “Discutir o trabalho infantil é fundamental e precisa fazer parte do cotidiano. Na escola, esse diálogo alcança a juventude, que precisa compreender seus direitos, especialmente o direito de estudar”, pontuou.

Ascom

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