Um morador do bairro Pedra do Lorde, em Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar os transtornos causados por eventos realizados em um clube localizado na rua José Severino Lins. Segundo ele, o funcionamento do espaço tem provocado problemas com estacionamento irregular e poluição sonora.
“Hoje venho compartilhar uma situação que tem afligido todos que moram ao redor do clube e que já não podemos mais aceitar como algo normal ou inevitável. A cada evento realizado no local, o transtorno é geral. Os carros dos frequentadores são estacionados de qualquer jeito, ocupam toda a calçada, obrigando pedestres, inclusive crianças, idosos e pessoas com deficiência, a andar pelo meio da rua, colocando a própria segurança em risco. Muitos veículos são deixados exatamente em frente às garagens das residências, impedindo que os moradores entrem ou saiam de casa”, afirmou.
Segundo ele, os moradores também reclamam do volume do som durante as festas realizadas no espaço, inclusive em dias úteis.
“O que mais chama a atenção, e revolta, é que até mesmo em dias de semana, como nas terças-feiras, quando a maioria precisa acordar cedo para trabalhar, estudar ou cumprir compromissos, são feitos aluguéis do espaço para festas com som ao vivo. O barulho é tão alto e constante que invade as casas, impede o descanso, atrapalha o sono e desestrutura a rotina de toda a vizinhança”, relatou.
O morador ressalta que a comunidade não é contra o funcionamento do estabelecimento, mas cobra respeito às normas e aos direitos da população.
“Sabemos que o clube tem o direito de funcionar e realizar atividades, mas esse direito não pode ser exercido de forma a anular o direito à tranquilidade, à segurança e ao bem-estar de quem mora por perto. As regras de zoneamento, os limites de ruído e as normas de uso do espaço público existem para todos e devem ser cumpridas por todos”, disse.
Segundo ele, os moradores já tentaram resolver a situação por meio do diálogo, mas afirmam que nenhuma mudança foi percebida.
“Já tentamos conversar, já pedimos atenção, mas até agora nada mudou. Queremos que as autoridades competentes tomem as providências necessárias para garantir que um espaço de lazer ou de comércio não se transforme em uma fonte de sofrimento para quem vive ao lado”, declarou.
O morador pede que o município amplie o controle sobre estabelecimentos que promovem eventos em áreas residenciais.
“Também esperamos que o poder municipal fiscalize esses ambientes, que hoje funcionam como espaços de lazer e comércio, levando em consideração a estrutura física e a localização desses estabelecimentos”, concluiu.
Estamos encaminhando a reclamação para a Prefeitura Municipal.
Redação PNB


