Acusado de assassinar Dário Monteiro Lopes em Juazeiro é preso no Tocantins após nove meses foragido

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Um homem, identificado como Audir Sampaio Bezerra S., foi preso acusado de assassinar Dário Monteiro Lopes, conhecido como “Darinho”, de 40 anos, ocorrido em outubro de 2025, no distrito do Salitre, zona rural de Juazeiro, na região Norte da Bahia. A prisão ocorreu na última terça-feira (21), no município de Juarina, no Tocantins.

O suspeito foi localizado por equipes da Polícia Civil do Tocantins, por meio da 3ª Divisão Regional de Polícia Civil (3ª DRPC) de Colinas do Tocantins, após uma denúncia anônima informar que o foragido estava na cidade. Durante as diligências, os policiais encontraram o suspeito no endereço indicado.

Segundo a polícia, no momento da abordagem, o homem apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em nome de outra pessoa, na tentativa de ocultar sua verdadeira identidade e impedir o cumprimento das ordens judiciais. Após a identificação, foi confirmado que se tratava de Audir Sampaio Bezerra S., que possuía dois mandados de prisão em aberto.

Além da ordem judicial expedida pela Justiça baiana pelo assassinato de Dário, o suspeito também era procurado pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Crato (CE), onde foi condenado por outro homicídio, com pena a ser cumprida em regime fechado.

Ele também foi autuado em flagrante pelo crime de falsa identidade, por apresentar documento de terceiros durante a abordagem. Após os procedimentos legais, foi encaminhado para a unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

O assassinato de Dário

Dário Monteiro Lopes foi morto com disparos de espingarda na manhã de 18 de outubro de 2025, em uma fazenda localizada no distrito do Salitre, zona rural de Juazeiro, onde trabalhava como chefe de setor.

Na época, a Polícia Civil informou ao Portal Preto no Branco que a Delegacia de Homicídios de Juazeiro já possuía indícios da autoria do crime e realizava diligências para localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Familiares da vítima relataram ao PNB que Dário exercia a função de chefe de setor na Fazenda Aroeira e atribuíram o crime a um homem que, segundo eles, teria se revoltado pelo fato de a vítima cumprir seu papel como gestor.

Em um relato emocionado, a família descreveu Dário como um homem trabalhador, pai dedicado e responsável pelos cuidados da mãe idosa. Também afirmou, na ocasião, que o suspeito já respondia por outros homicídios e possuía um mandado de prisão em aberto desde 2018, cobrando justiça pelo crime.

Após o homicídio, a Fazenda Aroeira divulgou nota de pesar lamentando a morte do colaborador e esclarecendo que o homem apontado pela família como autor do crime não possuía vínculo empregatício com a empresa. A fazenda também afirmou que o caso não tinha relação com o ambiente de trabalho, classificando o episódio como uma tragédia de natureza pessoal, e informou que estava colaborando com as investigações para que o responsável fosse localizado e responsabilizado.

 

Redação PNB 

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