A mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar sobre um erro no agendamento de um exame de endoscopia na Policlínica Regional de Juazeiro, na região Norte da Bahia. De acordo com Carla Lorena, mãe do menino de 10 anos, mesmo após agendamento, o exame não pôde ser realizado.
“Ontem levei meu filho para fazer uma endoscopia na Policlínica Regional de Juazeiro. O exame foi agendado pela Secretaria Municipal. Quando chegamos lá, depois de ele passar praticamente o dia todo em jejum, disseram que não fariam o exame por causa da idade.”
Segundo Carla, a equipe da Policlínica informou que a unidade realiza o procedimento apenas em pacientes a partir de 16 anos.
“A Policlínica disse que foi um erro da Secretaria Municipal de Juazeiro, porque lá não faz esse exame em crianças, apenas a partir dos 16 anos. Meu filho tem 10 anos. Ficam jogando a culpa um para o outro, enquanto quem sofre é a criança. Ele passou praticamente o dia todo sem beber água e sem comer para fazer o exame. É um descaso, principalmente porque ele é uma criança autista”
A mãe pede que o problema seja solucionado o quanto antes, já que o exame foi solicitado pelo médico e é necessário para dar continuidade ao tratamento do filho.
“Se a Policlínica não atende pacientes dessa idade, por que o sistema da Secretaria permitiu o agendamento? Isso deveria ser informado no momento da marcação. Agora quero saber onde e quando meu filho poderá realizar esse exame, que foi solicitado pelo médico”
Encaminhamos a situação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro em busca de esclarecimentos. Em nota, a SESAU esclareceu que “após apuração da situação, foi identificado um erro no processo de agendamento do exame de endoscopia. Embora o sistema da Policlínica Regional não bloqueie automaticamente esse tipo de marcação, a agenda disponibilizada pelo prestador estabelece que o exame é realizado apenas em pacientes com idade igual ou superior a 16 anos. Em razão dessa falha, infelizmente o procedimento não pôde ser realizado. A Sesau lamenta o transtorno causado à criança e à sua responsável, especialmente diante da necessidade de jejum para o exame e da condição do paciente, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A Secretaria informa que as medidas administrativas necessárias já foram adotadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer. Por fim, orienta que a responsável pelo paciente compareça à Gerência da Central de Regulação Ambulatorial, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, para que seja realizado o devido encaminhamento a uma unidade habilitada para a realização do exame”.
Redação PNB



