Ex-diretor e mais oito pessoas são indiciados por esquema de corrupção em presídio de Petrolina

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A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito que investigava um suposto esquema de corrupção na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, no Sertão do estado, e indiciou nove pessoas pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, corrupção ativa e ingresso ou facilitação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que deverá analisar o caso.

Entre os indiciados está o ex-diretor da unidade prisional, Alessandro Barbosa Martins de Sousa, afastado do cargo desde agosto de 2025, quando foi deflagrada a Operação Publicanos. Também foram indiciados policiais penais e detentos que, segundo a investigação, integrariam o esquema.

De acordo com a Polícia Civil, as apurações identificaram indícios de uma organização criminosa voltada ao recebimento de vantagens ilícitas dentro do presídio. A investigação aponta que pagamentos via Pix eram utilizados para viabilizar a entrada de materiais proibidos, como celulares, drogas e bebidas alcoólicas, além da negociação de espaços e benefícios destinados a internos. Conversas extraídas de aplicativos de mensagens fazem parte do conjunto de provas reunidas durante o inquérito.

A Polícia Civil informou também que as responsabilidades de cada investigado foram individualizadas, no entanto, não divulgou a identidade dos demais envolvidos nem detalhou a participação de cada um.

Em manifestação apresentada anteriormente à Justiça, o Ministério Público sustentou que o ex-diretor utilizava a função para conceder vantagens e privilégios a detentos em troca de benefícios financeiros, posicionando-se contra o retorno dele ao serviço público.

As investigações também apontam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada pelo ex-gestor e sua esposa. Segundo o inquérito, o casal movimentou mais de R$ 3,3 milhões desde abril de 2022.

Redação PNB

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