Moradores denunciam abandono de cães após filhote ser atropelado e morrer no Residencial Dr. Humberto II, em Juazeiro: “Animal não é lixo”

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Moradores do Residencial Dr. Humberto II, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar uma situação que, segundo eles, vem se repetindo no bairro: o abandono de cães nas ruas. De acordo com os moradores, pessoas estariam levando animais para o residencial e deixando-os no local.

“Infelizmente, é cada vez mais comum vermos pessoas trazendo cães para o bairro e simplesmente abandonando-os nas ruas. Talvez isso esteja acontecendo por se tratar de um bairro mais afastado. Com isso, as fêmeas abandonas continuam tendo filhotes, aumentando o número de animais errantes no bairro. Diante da situação, nos últimos meses, alguns moradores têm feito o que podem: colocando água, comida e oferecendo o mínimo de cuidado para esses animais que não escolheram estar nessa situação”, relatou uma moradora

Ainda conforme os relatos, a revolta aumentou após um dos filhotes ser atropelado por outra moradora, que não prestou socorro ao animal.

“Alguns filhotes estavam brincando junto à mãe na Rua C quando uma mulher, moradora do bairro, passou de carro pelo local e atropelou um dos filhotes. Ela seguiu sem prestar socorro. Segundo quem presenciou, o veículo estava em baixa velocidade e dava para perceber a presença dos animais. Ela poderia ter parado, desviado, buzinado ou simplesmente espantado os animais para que saíssem da frente. Mesmo assim, um dos cachorrinhos acabou sendo atropelado. Ele chegou a ser socorrido por outros moradores, mas não resistiu”, afirmaram.

Ainda conforme as informações, moradores que presenciaram a situação chegaram a conversar com a condutora no momento do ocorrido.

“É impossível não perguntar: onde está a empatia? Empatia também é conseguir se colocar diante da dor de outro ser vivo. Aquele animal talvez não fosse seu bichinho de estimação, mas e se fosse? E se fosse o cachorro que você alimenta, cuida, protege e que espera sua chegada todos os dias? Como você se sentiria sabendo que alguém teve a possibilidade de evitar aquela situação e não evitou? E fica uma reflexão ainda mais séria: e se fosse uma criança brincando naquela rua?Não custa nada reduzir a velocidade. Não custa nada parar.
Não custa nada buzinar. Não custa nada espantar o animal. Não custa nada DESVIAR.”, desabafaram.

Para os moradores, o problema vai além do atropelamento e envolve a falta de responsabilidade de quem abandona os animais.

“Animal não é objeto. Não é lixo. Não é algo que pode ser descartado, atropelado ou simplesmente ignorado. É um ser vivo. Sente dor, medo, fome, sede e sofrimento. E não estamos falando apenas de empatia. Os animais também são protegidos pela legislação brasileira, e maus-tratos contra cães e gatos constituem crime. Abandonar animais nas ruas também não deve ser naturalizado.”, disseram.

A comunidade pede que o Residencial Dr. Humberto II discuta o problema do abandono de animais e defende a atuação do poder público, além de maior conscientização dos moradores.

“Residencial Dr. Humberto II precisa discutir urgentemente o abandono de animais. Precisamos de responsabilidade de quem abandona, atuação do poder público e consciência de todos. E aos moradores da Rua C que vêm colocando água, comida e tentando cuidar desses animais: vocês não estão criando o problema. Estão tentando minimizar as consequências de um problema criado por quem abandonou esses animais. Eles não são “gente” no sentido de serem humanos. Mas são vidas. Sentem. Sofrem. Criam vínculos. Precisam de proteção e merecem respeito.”, afirmaram.

Ao final, os moradores deixam um apelo: “Uma sociedade também mostra quem é pela forma como trata aqueles que não conseguem pedir socorro com palavras.Respeito à vida não deveria depender da espécie.”

Redação PNB

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