Servidores seguem criticando demissões de profissionais da Secretaria de Educação de Juazeiro com contratos vigentes; SEDUC alega reorganização do quadro

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Profissionais que atuam como agentes de portaria e vigilantes contratados da Secretaria de Educação de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para criticar uma série de demissões que, segundo eles, vêm ocorrendo há cerca de duas semanas. De acordo com os trabalhadores, os desligamentos estão atingindo profissionais que foram contratados por meio de processo seletivo e ainda possuem contratos dentro do prazo de vigência.

“São centenas de demissões de agentes de portaria e vigilantes sem nenhuma explicação. Tem pessoas que acabaram de entrar na prefeitura através de processo seletivo e que estão sendo desligadas mesmo com o contrato vigente”, relatou um dos profissionais.

Segundo os trabalhadores, além da falta de explicações, alguns desligamentos estariam ocorrendo sem aviso prévio.

“Nosso contrato é de dois anos, podendo ser renovado por mais dois. Mesmo assim, estão mandando as pessoas embora antes do prazo e sem dizer o motivo”, afirmou outro trabalhador.

Os profissionais também levantam suspeitas de que as vagas estariam sendo utilizadas para acomodar pessoas indicadas politicamente.

“A gente está vendo pessoas sendo retiradas dos seus postos para colocar outras no lugar. A sensação que fica é de que estão tirando quem entrou pelo processo seletivo para colocar os apadrinhados deles”, denunciou um dos servidores.

Ainda segundo os trabalhadores, a situação tem causado insegurança entre os profissionais que permanecem contratados.

“Não sabemos quem será o próximo. A pessoa entra por processo seletivo, começa a trabalhar, acredita que vai cumprir o contrato e, de repente, recebe a notícia de que está sendo desligada, sem uma explicação clara”, relatou outro profissional.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Educação. Em nota, a SEDU informou que “está realizando uma reorganização do quadro de agentes de portaria das unidades escolares, adequando a quantidade de profissionais às necessidades de cada escola e ao modelo de governança estabelecido pela SEDUC. Durante esse processo, foi identificado que algumas unidades contavam com um número de profissionais superior à demanda necessária. Dessa forma, foram realizados ajustes na distribuição do quadro, o que resultou no encerramento de alguns contratos. A Secretaria esclarece que o encerramento dos contratos não decorre de qualquer avaliação negativa quanto ao desempenho, à conduta ou à idoneidade dos profissionais. Trata-se exclusivamente de uma medida de gestão administrativa, adotada com base em critérios de conveniência e oportunidade e na necessidade de adequação do quadro funcional às demandas da Rede Municipal de Ensino, conforme a legislação municipal vigente”.

Redação PNB 

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