Segundo Victor, a luta das famílias vai muito além do acesso ao diagnóstico. Envolve o direito à saúde, à educação, às terapias e ao acompanhamento contínuo, fundamentais para o desenvolvimento das crianças. Em Petrolina, mais de 5 mil pessoas possuem diagnóstico de TEA, fazendo do município o terceiro de Pernambuco com maior número de casos registrados, segundo dados do IBGE.
Durante a entrevista, Victor destacou o relato de mães como Lídiana Terezinha e Leidaiana Silva, que convivem diariamente com os desafios da falta de atendimento e da descontinuidade das terapias. Um dos casos apresentados foi o de um adolescente de 14 anos que só iniciou o processo de alfabetização recentemente e teve regressão no nível de suporte em razão da interrupção do acompanhamento especializado.
“Não estamos falando apenas de números. Estamos falando de mães que lutam todos os dias para garantir direitos básicos aos seus filhos. Essa é uma pauta de dignidade, de saúde e de educação. Quero levar essa voz para os espaços onde as decisões são tomadas.”
Criada há pouco mais de um ano, a ASPAPE tem buscado, por iniciativa própria, firmar parcerias com terapeutas, médicos e profissionais da área, além de promover ações solidárias para ampliar o atendimento às famílias. Para Victor, a organização das mães demonstra a força de quem transformou a dor em mobilização e reforça a necessidade de políticas públicas permanentes para o segmento.
Ascom Victor Flores



