

Em manifestação enviada ao presidente do Supremo Tribunal Federal- STF, Edson Fachin, na madrugada desta terça-feira (15), Alexandre de Moraes classificou o relatório produzido no âmbito das investigações sobre Daniel Vorcaro, que contém supostas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a ele como “inconstitucional e ilegal”. O ministro negou ter cometido qualquer tipo de irregularidade e considerou os diálogos como “fantasiosos”.
No documento, que tem 44 páginas, Moraes se refere ao relatório de Mendonça, como “mentiroso e imprestável”.
“Há, conforme anteriormente afirmado, uma tentativa de responsabilização objetiva por escritos de terceiro encontrados em ‘bloco de notas’ de celular, que foi apreendido em operação policial exitosa, onde o investigado foi preso.”
Ainda segundo Moraes, das 52 notas encontradas no celular do ex-banqueiro, 47 não foram localizadas nas conversas de WhatsApp interceptadas pela investigação. Assim, na avaliação do ministro, não há nenhum tipo de “correspondência efetiva”.
Para Moraes, o fato de o relatório ter sido feito em sigilo, com pedido de diligência sem assinatura da decisão judicial demonstra “ilegal direcionamento da investigação” por parte de André Mendonça.
O ministro também mencionou o contrato firmado entre o Master e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que tem entre seus sócios a esposa de Moraes. Ele afirmou que nunca atuou em nenhuma causa para o Master ou para Daniel Vorcaro e defendeu a esposa e os filhos: “São advogados e têm direito, como todos os demais advogados, a exercer a profissão, sempre com respeito à legislação e à ética.”
Moraes finalizou citando uma motivação político-eleitoral relacionados ao julgamento por tentativa de golpe de Estado, do qual foi relator, e que condenou a cúpula do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8 de janeiro de 2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas, assim como na primeira vez, o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido.”
Na manhã desta terça-feira (15), os ministros da suprema Corte se reúnem para decidir se Alexandre de Moraes poderá ser investigado por sua suposta relação com o ex-banqueiro.
Redação PNB, com informações Agência Brasil



