“Merecemos um transporte escolar de qualidade e seguro”: destacam alunos do Junco/Salitre, em Juazeiro, sobre problemas com veículos

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Estudantes que utilizam o transporte escolar que sai do distrito do Junco, na região do Salitre, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, seguem criticando as condições dos veículos utilizados para transporta-los até os colégios estaduais Luiz Eduardo Magalhães (Modelo) e Lomanto Júnior. Desta vez, eles relatam que constantemente os ônibus apresentam problemas mecânicos.

“Após os nossos responsáveis reclamarem que o antigo veículo estava com partes enferrujadas, estruturas danificadas, bancos bastante desgastados e problemas no revestimento e no piso do ônibus, substituíram por esse. Porém, o problema não foi resolvido, já que o que botaram só vive quebrando. Na tarde da última segunda-feira o ônibus quebrou quando voltava com os alunos. Hoje pela manhã, quando estava levando os alunos, quebrou de novo”, relataram.

Os estudantes destacam ainda que estão sendo prejudicados com a situação.

“Hoje tivemos que aguardar no meio da estrada trocarem os ônibus e acabamos chegando atrasados nos colégios. A gente não aguenta mais isso. Toda vez que substituem o veículo, é sempre por um em condições precárias. Isso é uma falta de respeito com nós, alunos. Merecemos um transporte escolar de qualidade e seguro”, cobraram.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Educação de Juazeiro em busca de esclarecimentos.

Relembre

Responsáveis por alunos já haviam entrado em contato com o Portal Preto no Branco para relatar a situação do veículo que estava sendo utilizado pelos estudantes. Na ocasião, eles relataram que o ônibus estaria circulando superlotado, colocando os estudantes em risco.

“Os alunos estão enfrentando superlotação diariamente, sendo que vários estudantes precisam fazer o trajeto em pé, tanto na ida quanto na volta da escola. Essa situação é preocupante, principalmente porque se trata de um transporte destinado a estudantes e deveria oferecer condições adequadas de segurança e conforto”, relatou um responsável.

Os responsáveis também reclamaram das condições de conservação do veículo.

“Além da superlotação, o veículo apresenta péssimas condições de conservação. Há partes enferrujadas, estruturas danificadas, bancos bastante desgastados e problemas no revestimento e no piso do ônibus”, afirmou.

Os responsáveis acrescentaram ainda na ocasião que a situação já havia sido levada à Secretaria das escolas, mas as reclamações, segundo eles, não teriam resultado em mudanças.

“O que adianta nós, pais e alunos, procurarmos a Secretaria da escola para reclamar, se nenhuma providência é realmente tomada? Estamos cansados de receber sempre as mesmas respostas e ouvir que o problema será resolvido, mas, na prática, nada muda. Os problemas continuam e, em alguns casos, a situação está até pior”, declarou um dos responsáveis.

Os pais destacaram ainda que situação não podia ser tratada como normal, principalmente por envolver o transporte diário de estudantes, e finalizaram cobrando providências.

“Nós, pais e alunos, queremos providências de verdade, não apenas respostas. Estamos cansados de sermos cobrados e responsabilizados por nossas obrigações enquanto a própria estrutura oferecida aos estudantes continua em condições precárias.
Não queremos mais promessas. Queremos soluções. Pedimos que os responsáveis tomem as devidas providências, fiscalizem o transporte escolar e garantam condições dignas e seguras para os alunos. A situação já foi reclamada anteriormente e não pode continuar sendo ignorada”, concluiu.

Na ocasião, em nota, a Seduc informou que identificou a rota e verificou que se tratava de um motorista terceirizado que, ao substituir o veículo para a realização de manutenção no veículo anterior, acabou utilizando um veículo inadequado. Após ser notificada, a empresa terceirizada teria se comprometido a resolver a situação ainda naquela segunda-feira. A Seduc informa ainda que encaminharia uma equipe de fiscalização ao local para acompanhar a prestação do serviço e verificar as condições do veículo utilizado.

Redação PNB

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