Nesta quarta-feira (14), a Academia Brasileira de Cinema anunciou apoio à candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A entidade, presidida por Renata Almeida Magalhães, apontou a defesa da democracia, da liberdade de expressão e do fortalecimento da cultura como razões para o posicionamento.
Em um comunicado, a academia destacou a relevância do audiovisual para a economia brasileira e defendeu a manutenção de políticas públicas que garantam recursos e condições para a produção cinematográfica nacional.
“Nosso posicionamento expressa a defesa de um projeto de país que reconheça a cultura como direito, o trabalho artístico como atividade essencial e o audiovisual como parte de nossa soberania, de nossa economia e de nossa presença no mundo”, afirma um trecho do comunicado.
No documento, a instituição afirma que a continuidade do setor depende de medidas que contemplem todas as etapas da atividade, da criação e produção à preservação dos filmes e à ampliação do acesso do público às obras brasileiras.
A nota traz dados que mostram o impacto econômico do audiovisual. De acordo com os dados citados pela entidade, o setor contabilizou mais de 78 mil empregos formais e 4.554 estabelecimentos empregadores em 2025. O comunicado ainda aponta que cada real de valor adicionado diretamente pela atividade gera um impacto adicional estimado entre R$1,81 e R$1,97 no conjunto da economia nacional.
Ao justificar o apoio eleitoral, a Academia associa a valorização da produção cultural à defesa de um projeto de país que reconheça o papel econômico e social do cinema. A instituição, no entanto, ressalta que manterá sua autonomia e continuará cobrando medidas para ampliar a circulação das produções nacionais, reduzir desigualdades regionais e garantir oportunidades para profissionais do setor.
Confira nota na íntegra:
A Academia Brasileira de Cinema manifesta seu apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República neste segundo turno, por compreender que a democracia, a liberdade de expressão e a valorização da cultura são compromissos fundamentais para o futuro do Brasil.
O cinema brasileiro nasce da diversidade de nosso povo, de suas memórias e contradições, da capacidade de transformar experiências em histórias nas quais o país possa reconhecer a si mesmo, e sua continuidade exige políticas públicas que assegurem condições de criação, produção, preservação e acesso.
Nosso posicionamento expressa a defesa de um projeto de país que reconheça a cultura como direito, o trabalho artístico como atividade essencial e o audiovisual como parte de nossa soberania, de nossa economia e de nossa presença no mundo.
Reafirmamos nossa autonomia institucional e nosso compromisso com a cobrança permanente de medidas que fortaleçam o cinema brasileiro, ampliem a circulação de nossas obras, assegurem a continuidade das políticas públicas para o setor e enfrentem as desigualdades regionais que limitam oportunidades para profissionais e públicos.
Renata Almeida Magalhães/ Presidente/ Academia Brasileira de Cinema
Redação PNB, com informações BNews



