Em nota, FIEPE critica aprovação do fim da escala 6×1 e leitora reage: “Ameaçando trabalhadores”; FIEB também se manifesta

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Uma leitora entrou em contato com o Portal Preto no Branco nesta quinta-feira (15) para criticar um comunicado divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) sobre a aprovação da proposta que prevê a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

A leitora classificou o posicionamento da entidade como uma “ameaça” aos trabalhadores pernambucanos.

“O Sistema FIEPE está claramente ameaçando funcionários em Pernambuco diante do fim da escala 6×1. Isso é um absurdo! Trabalhador merece respeito, não intimidação!”, declarou

No posicionamento, a federação alega que a mudança poderá provocar demissões, aumento dos custos de produção, repasse de preços ao consumidor e inflação.

A FIEPE também classifica a medida como um retrocesso para o país, alegando que a redução da jornada pode comprometer a produtividade e a competitividade da indústria brasileira.

Confira a nota na íntegra

CENÁRIO FICA AINDA MAIS PREOCUPANTE APÓS REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO E FIM DA ESCALA 6X1

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), em apoio ao posicionamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), considera preocupante a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6×1. Na avaliação do setor industrial, a medida aprovada pelo Senado Federal causará perdas econômicas, demissões, repasse de custos para a população e inflação em todo o país. Para a FIEPE, a mudança aprovada em pleno período eleitoral representa um retrocesso para o Brasil, que já sofre com baixa produtividade e falta de competitividade no mercado internacional.

Levantamento recente da CNI mostra que a redução da jornada para 40 horas semanais, com manutenção dos salários, elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e resultará em uma queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. Os dados apontam, ainda, que os preços para o consumidor terão alta de 6,2% em média, impactando nas compras em supermercado, por exemplo, que podem ficar 5,7% mais caras. Os produtos industrializados terão alta média de 6% – no caso de roupas e calçados o aumento dos preços pode alcançar 6,6%.

Para o setor industrial, além de causar insegurança jurídica, a emenda constitucional atinge em cheio todo o setor produtivo, que precisará ajustar sua produção e aumentar seus custos em meio a um cenário econômico adverso do país, que já convive com pesada carga tributária e juros estratosféricos. Para o cumprimento da medida, a indústria terá de fazer uma série de adaptações em suas escalas e a reorganização do processo produtivo.

SINDICATOS | FIEPE (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco)

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) também emitiu nota sobre o tema.

Confira:

“A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) reconhece a importância de promover melhores condições de trabalho e qualidade de vida para os trabalhadores. Entretanto, o caminho escolhido com aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6×1, representa um movimento que pode comprometer avanços econômicos e sociais, sem a garantia de melhorias efetivas e duradouras para os trabalhadores.

Uma mudança dessa magnitude não produz efeitos homogêneos. Seus impactos variam conforme a estrutura produtiva, a intensidade de mão de obra, o porte das empresas e as particularidades regionais. Na Bahia, os efeitos podem ser especialmente relevantes para as indústrias que operam em regime de turnos contínuos, para as micro e pequenas empresas e para os segmentos intensivos em mão de obra.

Redação PNB

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