Festival A Praça Convida chega à 47ª edição em Juazeiro com foco na música autoral e na inclusão

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O Festival A Praça Convida, criado em 2013 e realizado na cidade de Juazeiro – BA, já realizou 46 edições desde sua estreia e se consolidou como um dos principais espaços de valorização da música autoral alternativa no Vale do São Francisco.

O Projeto busca apresentar um panorama da música autoral das cidades na região do Vale do São Francisco, apresentando artistas e bandas de diversos gêneros musicais, sempre em espaços acessíveis e democráticos, que não apresentem barreiras de qualquer natureza. Cada edição atinge um público médio de mil pessoas, fortalecendo o vínculo da comunidade com a cultura local.

O Festival nasceu do sonho de dar espaço e visibilidade para a produção musical autoral do Vale do São Francisco, terra que historicamente conta com uma fortíssima expressão musical e cultural, mas que atualmente os seus artistas e bandas autorais ainda enfrentam desafios com a falta de oportunidades e espaços culturais.

Então, o Praça Convida surgiu com o objetivo de criar oportunidades para esses artistas, fomentar e viabilizar a sua arte, e promover o seu contato direto com o público. Diversos talentos locais fizeram sua estreia em palcos estruturados através das edições da Praça Convida. Com uma curadoria de bandas focada em originalidade, comprovada atividade artística e lançamentos recentes, além da não repetição de artistas, o evento busca apresentar a riqueza cultural encontrada na região.

Ao longo de sua trajetória, o Festival A Praça Convida já apresentou uma ampla diversidade de estilos musicais — do rock ao samba, passando por blues, rap, reggae, música eletrônica, funk, punk, metal, maracatu e MPB — revelando a vasta riqueza cultural do Vale do São Francisco. Mais do que um evento, tornou-se um espaço de memória e identidade, onde o público descobre e celebra a força da música autoral regional.

Em sua 47ª edição, o festival acontecerá na Orla de Juazeiro, com a participação de sete artistas e bandas locais. A estrutura contará com palco de médio porte, sonorização e iluminação de qualidade, barracas, sanitários adaptados, seguranças, equipe técnica, camarins, intérprete de Libras, vagas reservadas para pessoas com deficiência, oficinas para capacitação da equipe e dos artistas envolvidos, cadastro e mapeamento de vendedores ambulantes, plano de difusão baseado em parcerias com TVs, rádios locais e comunitárias, comunicadores da cultura, blogs e impulsionamento em redes sociais.

Por ser um evento gratuito, sem cobrança de entradas, será realizada campanha para arrecadação de alimentos não perecíveis, a serem doados para ONGs locais, que terão espaço no palco e nas páginas oficiais do evento, como forma de garantir visibilidade para projetos sociais realizados na cidade. Também será realizado o registro audiovisual das apresentações, com posterior divulgação nas redes digitais, ampliando a visibilidade dos talentos da região. Contando com mini documentário, vídeos de backstage e entrevistas, o Festival busca contar um pouco da história dos artistas apresentados, contribuindo para sua identificação direta com o público.

Além disso, partindo para a sua 47º Edição, o Praça Convida busca inovar seus próprios conceitos e incorporar novas dimensões operacionais. Antes limitado à fruição artística, o Festival busca promover diversidade na formação da sua equipe contratando pessoas com deficiência. Ainda nesse sentido, será realizada capacitação da equipe envolvida em temas como acessibilidade e inclusão, através de cursos e palestras formativas. E para formação dos artistas e bandas contratadas, serão realizadas oficinas de montagem de palco, de produção musical e de marketing digital, como convite para os artistas locais a profissionalizarem cada mais o seu próprio trabalho artístico, permitindo que alcancem novos horizontes e novos palcos.

Assim, o Festival A Praça Convida reafirma seu papel como o principal espaço aberto de valorização da música autoral no Vale do São Francisco, promovendo cultura, diversidade e inclusão, e se apresentando como um espaço de resistência cultural, utilizando a linguagem da música para abordar questões de identidade cultural, vivências e desafios enfrentados por toda a população ribeirinha.

Ascom

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