Consultoria criada em Petrolina conecta projeto de quadrinhos em Minas Gerais a empresas investidoras; projeto levará livros a escolas públicas do Vale do São Francisco

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Conectar projetos culturais a empresas investidoras é o principal objetivo da ARIS (Alocação de Recursos em Iniciativas Selecionadas), consultoria recém-criada em Petrolina que vem crescendo na região do Vale do São Francisco e que agora também alcança outros estados do Brasil. Desta vez, o projeto 24 Horas de Quadrinhos, iniciativa que integra a programação do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte (MG), conta com a ARIS para estruturar a captação de recursos, ampliar seu alcance e estabelecer relações estratégicas entre cultura, mercado e sociedade.

A primeira parte do projeto acontecerá durante a 13ª edição do FIQ, entre os dias 4 e 8 de novembro de 2026, no Minascentro, em Belo Horizonte. Considerado o maior festival de quadrinhos da América Latina, o evento tem expectativa de receber 75 mil visitantes e reunir aproximadamente 400 quadrinistas em atividade no país. Nesse contexto, o 24 Horas de Quadrinhos propõe uma experiência que combina produção autoral, formação técnica e valorização dos profissionais responsáveis pela criação de histórias em quadrinhos.

De Belo Horizonte ao Vale do São Francisco — A programação também prevê a produção de um livro coletivo, com tiragem de 1.200 exemplares impressos e versão digital gratuita. Do total, 600 exemplares serão destinados a escolas públicas do Vale do São Francisco, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, ampliando o acesso dos estudantes à produção cultural e ao universo das histórias em quadrinhos.

A atuação da ARIS está concentrada na estruturação estratégica do projeto, com foco na mobilização de recursos, no relacionamento com empresas e na construção de contrapartidas alinhadas aos objetivos de cada investidor. “A ARIS é a ponte que une produtores culturais do país todo a marcas que buscam visibilidade com retorno mensurável. É uma estrutura completa, onde todos saem ganhando, principalmente as marcas, que ganham visibilidade institucional de meses e até mesmo de anos”, afirma Maria Coelho, fundadora da ARIS.

O 24 Horas de Quadrinhos tem aprovação do Ministério da Cultura para captação integral dos recursos autorizados por meio da Lei Rouanet. A ARIS prevê a participação de empresas investidoras, com cotas e contrapartidas definidas de acordo com o perfil e os objetivos de cada parceria.

“Estou animado porque vamos bater a meta de financiamento proposta e, quem sabe, até arrecadar mais. É um projeto lindo e faz a diferença ter alguém que consiga mostrar isso para potenciais investidores. Fazer cultura já é um trabalhão por si só. Vender cultura é algo que a gente se beneficia ao ter alguém especializado tomando conta”, pontua Rapha Pinheiro, organizador do 24 Horas de Quadrinhos.

Para Maria Coelho, estruturar ações como essa permite apresentar às empresas uma proposta de investimento cultural com objetivos concretos e definidos, com contrapartidas reais para os investidores. “Estamos apenas no início, mas a aceitação de instituições e suas marcas demonstra a seriedade da nossa missão e fortalece o diálogo entre todos os participantes. A metodologia da ARIS já está em ação em projetos em todo o Brasil, com destaque para o Vale do São Francisco, onde estrutura a mobilização do média-metragem Revoada e do Ópera Café. Estamos muito animados com os resultados alcançados e sabemos que isso é só o começo”.

Bia Braga

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