O atraso na circulação de ônibus em Salvador, na manhã deste domingo (25), durante o segundo turno das eleições, foi justificado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) pela presença de adesivos de um candidato nos veículos. A explicação foi apresentada pelo gestor durante uma coletiva de imprensa, na qual ele reconheceu que 75 ônibus ficaram retidos nas garagens no início da operação.
Segundo o prefeito, as empresas responsáveis pelo transporte determinaram a retirada dos adesivos para atender às regras eleitorais. O procedimento teria comprometido o horário previsto para a saída dos veículos. Diante do atraso, a administração municipal autorizou que os ônibus circulassem mesmo com o material colado.
Bruno Reis afirmou que a operação foi regularizada até as 10h e que, posteriormente, houve ampliação da frota em circulação.
Durante a coletiva, o prefeito também mencionou relatos das empresas de transporte sobre uma suposta interferência de sindicalistas ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) no processo de retirada dos adesivos. Ele, no entanto, ressaltou que não poderia confirmar essa informação.
O Sindicato dos Rodoviários (SINTTRUS) negou participação no episódio e atribuiu à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e ao Consórcio Integra a responsabilidade pela organização das escalas e pela saída dos ônibus das garagens.
A manifestação de Bruno Reis ocorreu em meio ao pedido de prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, apresentado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). O prefeito informou que o secretário está em viagem à França, mas que havia deixado as ordens de serviço preparadas antes de viajar. Segundo Reis, Souza deverá se apresentar nesta segunda-feira (26), após retornar ao Brasil.
O prefeito também informou que os relatórios do sistema de GPS dos ônibus serão divulgados. Os registros poderão contribuir para esclarecer os horários de saída dos veículos e o funcionamento da operação de transporte público durante o segundo turno eleitoral.
Redação PNB



