Três meses após primeira denúncia, monitores voltam a relatar possíveis maus-tratos a cães no Conjunto Penal de Juazeiro

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Mais de três meses após a primeira denúncia sobre possíveis maus-tratos a cães que atuam no Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ), na região Norte da Bahia, monitores que trabalham no canil voltaram a procurar o Portal Preto no Branco para relatar que os problemas continuam. Os trabalhadores relatam condições sanitárias inadequadas, mau cheiro e possíveis riscos de contaminação para os animais e funcionários.

“Estamos voltando a manifestar nossa preocupação com as condições sanitárias e ambientais do canil. Foi instalada uma caixa coletora destinada ao armazenamento de fezes e outros resíduos orgânicos a menos de três metros das baias onde ficam os cães de procedimento prisional. A proximidade provoca um forte mau cheiro e pode representar riscos de contaminação”, relatam os monitores.

Segundo eles, o problema já teria sido comunicado diversas vezes à direção da unidade, mas nenhuma medida efetiva teria sido adotada pela atual empresa responsável pela cogestão do presídio, a Reviver.

“Essa situação já foi sinalizada várias vezes à direção, mas, até o momento, não tivemos uma solução. Estamos convivendo com um problema que afeta tanto as condições de trabalho quanto o ambiente onde os animais permanecem”, afirmam.

Os trabalhadores também demonstram preocupação com a saúde dos cães e dos profissionais que atuam no local.

“Funcionários e animais vêm apresentando episódios frequentes de adoecimento. Existe também uma preocupação com a qualidade da água utilizada no ambiente. É necessário que seja feita uma investigação técnica, com análise laboratorial, para verificar se há algum tipo de contaminação”, cobram.

Diante da situação, os monitores pedem que os órgãos de fiscalização realizem uma vistoria no local, especialmente a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e defendem que a inspeção aconteça sem aviso prévio.

“Pedimos que a Secretaria de Meio Ambiente vá de surpresa ao CPJ. Porque, se avisar que vai, eles fazem uma maquiagem. Após a primeira denúncia, a gestão do presídio fez uma maquiagem, levou os cães e sacrificaram”, afirmam os denunciantes.

Estamos encaminhando os novos relatos para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Juazeiro.

Relembre

Em 30 de julho deste ano, o Portal Preto no Branco publicou a primeira denúncia sobre as condições de aproximadamente 15 cães que atuavam nas atividades de segurança do Conjunto Penal de Juazeiro.

Na ocasião, fontes relataram que os animais estariam sem assistência veterinária adequada e que alguns apresentavam doenças, entre elas a chamada doença do carrapato. Um dos casos citados foi o de um cão da raça Pit Monster, conhecido como Chocolate, que morreu após adoecer.

“Quando um cão não tem um bom tratamento, adoece e morre. Além da alimentação certa, balanceada, tem que haver a medicação certa, remédio para vermes, vacinas certas, senão o animal adoece. Eles estão deixando os cães morrerem. Teve um cão que morreu recentemente por negligência”, relatou um dos denunciantes na época.

A primeira denúncia também apontava o acúmulo de fezes a céu aberto em uma área próxima ao canil, provocando mau cheiro e condições consideradas insalubres pelos trabalhadores.

Na ocasião, o PNB encaminhou os relatos à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e que tentou contato com a direção do Conjunto Penal de Juazeiro.

Denúncia aponta maus-tratos a cães no Conjunto Penal de Juazeiro: “Que os órgãos responsáveis averiguem essa situação, pois maus tratos a animais é crime”

Redação PNB

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