Na madrugada desta quarta-feira (4), o presidente Donald Trump sofreu uma derrota histórica, após as eleições de meio de mandato quando o Partido Democrata conquistou a maioria no Senado e na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.
O resultado muda o equilíbrio de forças em Washington e dá à oposição o controle das duas Casas do Congresso pelos próximos dois anos.
A vitória democrata foi marcada pela conquista de sete cadeiras que estavam sob controle republicano nos estados do Texas, Kansas, Ohio, Iowa, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul. O partido também conseguiu manter 12 assentos que já ocupava no Senado.
Antes das eleições, os republicanos tinham maioria nas duas Casas legislativas. Com a apuração, perderam o controle do Senado e, horas depois, também da Câmara dos Representantes.
As duas disputas representaram derrotas para candidatos apoiados por Trump. No Texas, o presidente havia declarado apoio a Paxton, procurador-geral do estado envolvido em diversos escândalos, durante as primárias republicanas contra o senador John Cornyn. Lideranças nacionais do partido chegaram a alertar que Paxton enfrentaria dificuldades na eleição geral.
Na Carolina do Sul, Trump também apoiou Graham, apesar das dúvidas dentro do próprio Partido Republicano sobre a experiência e o conhecimento da candidata para conquistar a cadeira anteriormente ocupada por seu irmão, Lindsey Graham, após a morte inesperada dele.
Os democratas também conquistaram uma cadeira na Carolina do Norte e mantiveram assentos disputados em New Hampshire e na Geórgia.
Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff conseguiu a reeleição ao derrotar o deputado Mike Collins. Com o resultado, os republicanos perderam uma cadeira que consideravam uma de suas principais oportunidades de avanço.
Em Illinois, a democrata Juliana Stratton foi eleita para substituir o senador Dick Durbin, também do Partido Democrata.
Renovação
Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos passa por uma renovação parcial a cada dois anos. Quando as eleições legislativas acontecem na metade do mandato presidencial, recebem o nome de midterms, ou eleições de meio de mandato.
Em 2026, 35 das 100 cadeiras do Senado estavam em disputa. As outras 65 serão renovadas nas eleições de 2028.
Para conquistar a maioria no Senado, um partido precisa eleger pelo menos 51 senadores.
Redação PNB, com informações Agência Brasil



