
No último dia 14 de junho, o portal Preto no Branco publicou o desabafo da professora Elisabet Moreira, moradora de Petrolina, que usou sua página na rede social Facebook para reclamar dos transtornos causados pelo volume do som provocado pelo “Forró da Espora”, evento realizado no Estádio Paulo de Souza Coelho, que fica localizado numa área residencial de Petrolina.
“A maldição do Forró da Espora”, foi o título do texto da professora.
“Não se consegue dormir, o som a todo volume, a noite inteira. Por onde anda a fiscalização ou o Ministério Público para checar tais infrações e abusos?”, questionou a professora.
Ela também informou que desde o passado havia enviado um abaixo-assinado para a Secretaria de Cultura do município e chamou atenção do Ministério Público, deixando claro não ser contra a realização do evento, mas ao local. “Não seria muito melhor que este forró fosse no Capim, onde já acontece a jecana, ou outro local mais adequado?”, perguntou a professora.
O PNB encaminhou a reclamação de Elisabet Moreira para a promotora responsável pelo setor de Meio Ambiente do Ministério Público de Petrolina, Rosane Cavalcanti, que nos informou por se tratar de um evento que já estava incluso no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do São João de Petrolina, a realização do “Forró da Espora” está mantida até às 2h da madrugada.
E o “Forró da Espora” aconteceu neste sábado (23).
E como foi que a professora Elisabet e a vizinhança passaram a noite? Ela já se manifestou e levantou outros questionamentos, com o desejo de que “os cidadãos sejam mais cidadãos:”
“O que estou pensando? Penso na noite mal dormida deste São João, ao lado do estádio municipal, onde aconteceu o Forró da Espora, com o volume de som altíssimo de amplificadores poderosos, como se todos os participantes fossem surdos… Ainda que o som tenha sido desligado às 2 da manhã, num acordo com o Ministério Público – o que muito agradeço pela iniciativa de PretonoBranco.org – foi uma tortura aguentar o barulho.
É um desrespeito muito grande para os que desejam apenas dormir em suas casas, um direito cidadão. E ainda tem gente que criticou dizendo deixa de mimimi ou “é apenas uma noite”… quanta falta de consciência de civilidade e cidadania!
Quero deixar bem claro mais uma vez, não sou contra a realização do Forró da Espora (uma alegada “tradição”) mas CONTRA O LOCAL, num entorno residencial, inclusive com a Casa Geriátrica e seus idosos na maioria doentes.
Mas ainda restam duas perguntas: 1) a lei do silêncio não vai até 22 horas?
2) É legal ver uma praça pública cercada de cordas, com uma “entrada” controlada por particulares que pagam o estacionamento? Interessante que até quiseram me intimidar quando questionei este fato. O “índio”, responsável ontem, se justificou que “eles” permitem. Então perguntei, quem são “eles” e a resposta foi “os políticos”… precisa dizer mais???
Agora, os vaqueiros e pseudo-vaqueiros vão rezar na orla, na missa do vaqueiro, depois de uma noite de excessos no forró da espora… Que os céus os abençoe!
E que os cidadãos se tornem mais cidadãos nesta alegada democracia em que vivemos!” (Elisabet Moreira)
Foto: Alexandre Justino (Blog Edenevaldo Alves)
Da Redação


