Terreiro volta a sofrer apedrejamentos no bairro Quidé, em Juazeiro

0

(foto: Preto no Branco)

O terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan foi novamente alvo de intolerância religiosa. A casa, que funciona há mais de 40 anos no bairro Quidé, em Juazeiro, voltou a ser apedrejada neste domingo (26).

De acordo com as informações, os ataques aconteceram ao longo do dia. A líder Yalorixá Adelaide Santos, 66 anos, e que sofre com problemas de hipertensão, precisou ser retirada do local por familiares e amigos.

O caso foi denunciado ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, em Brasília. Ainda nesta segunda-feira (27), representantes do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade (Compir) e a Rede Sertão do São Francisco de Combate ao Racismo Institucional, devem acionar o Ministério Público, as policias Civil e Militar e as secretarias estaduais de Promoção da lgualdade (Sepromi) e da Segurança Pública, a fim de cobrar medidas para garantir a segurança e a preservação da casa religiosa. Os representantes pretendem também formular a denúncia em âmbito internacional.

Essa não é a primeira vez que o terreiro Ilê Abasy de Oiá Gnan é atacado. Em 2015 a casa foi arrombada, apedrejada e teve o telhado parcialmente destruído. As paredes do terreiro foram todas danificadas e marcadas com cruzes. Quadros e fotografias também foram destruídas.

Em maio deste ano, as ações voltaram a se repetir. A repórter Sibelle Fonseca esteve no terreiro e conversou com a líder Adelaide Santos. Reveja:

(as informações são da jornalista Ceres Santos)

Da Redação

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome