Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, cinco brasileiros que vivem na Noruega e conviveram com Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro (PSL), confirmaram o relato que consta em documento oficial do Itamaraty, redigido em 2011, onde ela afirmou ao vice-cônsul naquele país que havia sido ameaçada de morte pelo ex-marido e que por isso havia fugido do Brasil. As informações são do jornal.
Conforme a noticia publicada pelo jornal, uma das testemunhas, que ainda reside na Noruega, contou que conheceu Ana Cristina em 2009, quando ela deixou o Brasil, e que na época, a ex-mulher de Bolsonaro tentou asilo político, mas foi negado pelo departamento de imigração local.
Segundo ela, Ana dizia que estava sendo ameaçada pelo ex-marido e que ele havia tirado a guarda do filho dela. “Todo mundo aqui em Oslo sabe que o discurso dela era: estou aqui por medo do meu ex-marido. Se você quiser, a gente pode fazer uma lista de pessoas daqui que sabem dessa história”, contou em entrevista ao jornal.
As outras testemunhas contaram que Ana Valle chegou à Noruega muito fragilizada e se aproximou de um grupo de brasileiros. Segundo os relatos das testemunhas ao jornal, ela costumava repetir que a “minha cabeça vale R$ 50 mil”. Como não tinha fluência na língua local e falava com dificuldade o inglês, Ana dependia das pessoas que acabara de conhecer.
Ao jornal, uma das testemunhas contou ainda que Ana chegou a morar em Oslo, na casa de um brasileiro, que teria alugado um quarto para a ex-mulher de Bolsonaro até que ela pudesse se estabelecer no país.
Ainda segundo a Folha, quando morava no exterior, a ex-mulher de Bolsonaro contou aos brasileiros detalhes da disputa judicial que travou com o ex-marido pela guarda do filho do casal, Renan.
O caso foi revelado pela Folha de S. Paulo na última terça-feira (25). Logo após a publicação da reportagem, Ana Cristina divulgou vídeo nas redes sociais no qual negava ter falado sobre o assunto com a embaixada brasileira, rechaçava ter sido alvo de qualquer ameaça e defendia Jair Bolsonaro, atacando a imprensa.
Da Redação



