Em entrevista, procurador diz que PF fez acordo com Palocci para provar que tinha o poder de fazer

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(Foto: Rodolfo Buhre/Folha Press)

No último domingo (30) o site Folha de São Paulo publicou uma entrevista com o procurador da Lava Jato, Fernando dos Santos Lima, sobre as colaborações premiadas. Durante a conversa com a jornalista Ana Luiza Albuquerque, ele teria feito críticas sobre a delação de Antônio Palocci.

De acordo com o site, há três meses a Polícia Federal marcou posição ao fechar a delação do ex-ministro, mesmo a contragosto do Ministério Público. “Qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada.”, declarou o procurador, segundo a Folha.

Ainda de acordo com a matéria, Fernando teria declarado também que a autorização do Supremo Tribunal Federal aos acordos com a polícia “deu excessivo poder ao juiz”. “A PF faz o acordo: você me entrega e depois o juiz vai te dar o benefício. Nosso acordo diz assim: você me entrega isso e vamos oferecer esse benefício. Se o juiz negar, vamos recorrer. Isso dá mais segurança jurídica.”.

Ao responder uma pergunta sobre a imagem do instituto perante a opinião pública após o acordo dos irmãos Batista, da JBS, Fernando teria citado o acordo com Palocci como exemplo e definiu as colaborações como “um ataque ao instituto”. ”

“Vou dar o exemplo também do acordo do [Antônio] Palocci, celebrado pela PF depois que o Ministério Público recusou. Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos.
Fora isso, qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Essas expectativas não vão se revelar verdadeiras. O instituto é o problema? Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer.”, afirmou o procurador regional da República.

Clique aqui e veja a entrevista completa

Da Redação com informações da Folha de São Paulo

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