
O Senador Magno Malta (PR-ES) esclareceu, em um vídeo, que não foi comunicado sobre a escolha de sua assessora parlamentar Damares Alves para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ele disse que foi uma decisão pessoal do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
“(Damares) é uma escolha pessoal do presidente, que a convidou, não fui… comunicado, não fui solicitado, não fui eu que a indiquei”, contou o senador. Gostaria de desejar à doutora Damares toda a felicidade do mundo. Merece os meus parabéns, ela é uma pessoa preparada, só esclareço que ela não é uma indicação minha”, destacou o senador.
Nos bastidores, o senador, que não conseguiu se reeleger nas eleições deste ano, tem se queixado que o presidente eleito não pediu sua autorização para convidar Damares e demonstrado sua frustração por não ter sido convidado para ser ministro do novo governo.
Malta não fala com Bolsonaro desde o dia da eleição..
Damares, se manifestou ao vídeo de Malta e disse que o senador é sua “fonte de inspiração”: “Acabei de receber um vídeo lindo dele agora, torcendo para que tudo dê certo. O senador é parceiro, o senador é guerreiro, o senador é fonte de inspiração”.

A indicação da pastora não tem a aprovação de parte da bancada evangélica. Deputados ligados ao bloco e aliados do senador Magno Malta (PR-ES) usaram expressões como “passou a perna” para se referir à nova integrante da Esplanada de Jair Bolsonaro (PSL).
O deputado federal Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), declarou que o que no começo “era ingratidão passou a ser uma afronta”. Para ele, toda a condução do caso foi “antitética”
O nome de Malta chegou a ser cotado para o mesmo ministério, mas ele foi preterido pelo futuro presidente, mesmo tendo sido um dos seus fortes aliados e mediador de apoios de líderes evangélicos ao bolsonarismo. Silas Malafaia, por exemplo.
Com informações da Agência Senado e Folhapress


