PNB

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Cadastro eleitoral está reaberto a partir desta terça-feira (5)

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e-Título é um aplicativo móvel para obtenção da via digital do título de eleitor

A Justiça Eleitoral reabre, a partir desta terça-feira (5), o cadastro eleitoral, fechado, desde o dia 9 de maio, para a preparação das Eleições Municipais de 2024. Com a reabertura, os serviços eleitorais voltam a ser oferecidos pela internet, na plataforma Autoatendimento Eleitoral – Título Net, e, presencialmente, nos cartórios eleitorais.

Dessa forma, serão retomadas diversas operações que ficaram suspensas no período, como:

  • pré-atendimento para emissão de novos títulos eleitorais (alistamento eleitoral);
  • regularização do título de eleitor;
  • alteração de dados pessoais;
  • inclusão de nome social; e
  • transferência de domicílio eleitoral, entre outras.

A emissão de certidões pela internet e pelo aplicativo e-Título são outros serviços eleitorais que estão disponíveis para eleitoras e para eleitores.

150 dias fechado

Em anos eleitorais, a Justiça Eleitoral fecha o cadastro eleitoral por 150 dias para organizar e preparar as eleições. O prazo é definido pela Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) e, neste ano, se estendeu até esta terça (5), exatamente 30 dias após a data do 1º turno das Eleições 2024, realizado em 6 de outubro. A suspensão e a retomada do cadastro eleitoral estão previstas no calendário eleitoral, regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio da Resolução nº 23.738/2024.

O que é o cadastro eleitoral?

O cadastro eleitoral é um banco de dados da Justiça Eleitoral que armazena dados pessoais das eleitoras e dos eleitores, como nome, endereço e local de votação. O cadastro contém, ainda, o histórico de cada cidadã e de cada cidadão, com informações sobre:

  • situação do título;
  • comparecimento às urnas;
  • justificativas eleitorais;
  • transferências de domicílio;
  • atuação como mesário;
  • débitos eleitorais.

Até a década de 1980, o cadastro eleitoral era descentralizado. O modelo nacional atual foi criado pela Lei nº 7.444/1985, que implantou o processamento eletrônico de dados. A Resolução nº 23.659, de 2021, define regras para a gestão do cadastro, além de normas de acesso.

 

TSE

Participantes que perderam o primeiro dia de ENEM podem solicitar reaplicação do exame; saiba como

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Os participantes que tenham perdido o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, realizado no último domingo (3), podem solicitar a reaplicação do exame, caso apresentem um motivo válido, como doenças infecciosas ou problema logísticos. As provas de reaplicação ocorrerão nos dias 10 e 11 de novembro.

O pedido de reaplicação deverá ser feito na Página do Participante, no portal do INEP, entre os dias 11 e 15 de novembro. Serão abraçados motivos justificados, como, por exemplo, participantes impedidos de comparecerem por estarem infectados por doenças transmissíveis, como tuberculose, coqueluche, difteria, meningites, varíola, Mpox, influenzas A e B, poliomelite, sarampo, rubéola, varicela e COVID-19.

Outro motivo que pode resultar na aceitação da solicitação é a ocorrência de problemas logísticos, como desastres naturais, comprometimento da infraestrutura do local, falta de energia elétrica e erro na execução de procedimentos que causem prejuízos ao participante. Além disso, participantes que fariam a prova a mais de 30 km de sua residência também têm direito à reaplicação se solicitarem.

As solicitações serão avaliadas com base em intercorrências registradas em cada município, como notificações da Defesa Civil sobre desastres naturais. Para comprovação de doenças contagiosas será solicitado atestado médico.

É necessário ressaltar que os candidatos que faltaram somente a primeira prova, realizada neste domingo, poderão participar do segundo dia do exame, na data regular, no dia 10. A solicitação só é válida para a prova na qual a ausência for justificada.
Bahia Notícias

“Liberdade Aprisionada”: escritora juazeirense de 15 anos lança seu primeiro livro sobre empoderamento feminino

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Na última sexta-feira (01), a adolescente juazeirense, Ana Luíze, lançou o livro intitulado “Liberdade Aprisionada”, sua primeira obra literária publicada pela Editora Viseu. A publicação, financiada com recursos do governo federal por meio da Lei Paulo Gustavo, foi lançada no Cineteatro Wellington Monteclaro, no bairro Tabuleiro, em Juazeiro.

Ana é uma jovem promessa literária, com múltiplos interesses além da escrita. Ela toca violão, cozinha, assiste a filmes e séries, pratica capoeira e estuda inglês, atividades que influenciam sua visão de mundo e enriquecem sua escrita.

Em “Liberdade Aprisionada”, a autora apresenta a história de Cora, uma mulher que sonhava com uma vida diferente daquela que tinha com sua família, mas que se vê aprisionada por expectativas alheias e tradicionais.

Em entrevista ao Portal Preto no Branco, Ana Luíze Silva explica a temática da obra.

“Liberdade Aprisionada aborda a visão que a sociedade impõe sobre as mulheres. Existe um papel perfeito que elas devem cumprir: ser mãe, dona de casa, dentro de uma visão tradicional, machista e patriarcal.”

A ideia para o livro surgiu em um sarau literário escolar. Ana foi incumbida pela turma de escrever um conto, que cresceu e agora é acessível a todos que desejem lê-lo.

“Nossa turma foi encarregada de escrever um livro, e esse papel ficou comigo. Eu escrevi esse conto voltado para a experiência das mulheres”, conta Ana.

Inspirada pelos contos de Clarice Lispector e pelas vivências das mulheres ao seu redor, Ana criou a personagem Cora, que representa as histórias de muitas mulheres que abrem mão de seus sonhos para seguir papéis impostos pela sociedade.

“Cora é uma fusão de muitas experiências que vi outras mulheres enfrentarem: abrir mão de seus sonhos e seguir expectativas alheias, a exaustão de ser mãe e dona de casa.”

Sobre a mensagem do livro, Ana deseja inspirar, especialmente, as mulheres.

“Quero que o leitor perceba que, embora hoje o cenário esteja mudando e as mulheres tenham uma voz mais altiva, ainda existem muitos abusos, preconceitos e privações de quem elas podem ser. Cora, que é uma artista e pintora, acaba abrindo mão de seu sonho para atender às expectativas impostas a ela.”

Com o lançamento de “Liberdade Aprisionada”, Ana não apenas realizou o sonho de publicar um livro, mas também descobriu sua paixão pela escrita.

“Gosto de escrever e espero poder progredir na escrita, publicando mais obras. Muitos leitores já pedem um novo volume para expandir a história, pois ela realmente pede um desenvolvimento maior.”

Ana lembra com emoção o momento de publicação de seu primeiro livro: “Foi uma mistura de sentimentos. Ver as pessoas comprando e apoiando me deixou muito feliz. Foi algo realmente inexplicável.”

Movida por seu amor à literatura, Ana acredita que a leitura é transformadora.

“A literatura te leva para caminhos inimagináveis. Ler livros pode, de certa forma, te salvar. Eles são uma fonte de conhecimento essencial, e espero que meu livro possa ser isso para alguém. Espero que o leitor se identifique com a história de Cora e não se rebaixe ao que esperam que ele faça. Que ele não siga esse modelo perfeito e inalcançável que, muitas vezes, é imposto sobre nós,” finalizou a jovem escritora.

Evento de lançamento

O evento de lançamento, que contou com tradução em Libras, aconteceu no Cineteatro Wellington Monteclaro, situado na Praça CEU. Na oportunidade, a proponente do projeto aprovado no Edital 03/2023, Valéria Cristiane da Silva Almeida, destacou a importância da produção literária para o incentivo à leitura e à escrita, principalmente do público infanto-juvenil, bem como a relevância do tema abordado no conto que versa sobre o empoderamento feminino, a partir da história da personagem Coralina. Já a jovem Ana Luize agradeceu a oportunidade de publicar o livro que foi fruto de uma atividade escolar e ressaltou a importância da Lei Paulo Gustavo como promotora da cultura no país.

Como contrapartida do projeto foi feita a doação de dez exemplares do livro, que ficarão à disposição na Biblioteca Prof. João Viana, localizada na Praça CEU, Bairro Tabuleiro, incluindo três exemplares traduzidos em Braille. O livro “Liberdade aprisionada” está disponível para venda na Amazon (https://www.amazon.com.br/Liberdade-Aprisionada-Ana-Luize-Silva/dp/652548846X) ou pode ser adquirido a partir do e-mail analuize811@gmail.com.

Redação PNB

Câmara aprova projeto que criminaliza filmagem e fotografia de cenas de nudez em local público sem consentimento

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira o projeto de lei que tipifica como crime a filmagem ou fotografia de cenas de nudez, ou com conotação sexual, sem consentimento, em locais públicos. A punição vale, por exemplo, para assediadores que capturem imagens de parte íntimas de vítimas em transportes ou espaços de livre circulação.

O projeto estabelece que a punição deverá ser aplicada, mesmo que as vítimas façam uso de roupas íntimas, impedindo a exposição explícita de partes de seu corpo. O texto segue para o Senado.

Hoje, o código penal já prevê pena de prisão de 6 meses a 1 ano para quem “produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes”. A mesma punição é prevista para quem realiza montagem que inclua a pessoa em cena de nudez ou ato sexual. O projeto acrescenta ao código penal a mesma punição para quem fotografar ou filmar essas cenas em locais público.

“Na mesma pena incorre aquele que registra, em fotografia, vídeo ou qualquer outra forma, qualquer pessoa em cena sensual ou libidinosa, sem o consentimento prévio, em locais públicos ou privados, ainda que as vítimas façam uso de roupas que não possibilitem a exposição explícita de parte íntimas de seu corpo”, diz o texto.

— O substitutivo amplia a tipificação penal, para que o crime também contemple o registro de qualquer pessoa em cenas sensuais ou libidinosas, sem o consentimento prévio, seja em locais públicos ou privados, mesmo que suas roupas não revelem partes íntimas do corpo. Essa nova previsão é importante, porque, muitas vezes, as vítimas são expostas em situações onde não esperavam ser filmadas ou fotografadas — disse a relatora Sylvie Alves (União-GO).

A proposta também estabelece que todos os celulares devem ter um “botão do pânico” para que mulheres vítimas de violência possam acionar em caso de proximidade com seu agressor.

“Os aparelhos de telecomunicação utilizados, na telefonia móvel deverão contar com dispositivo que permita o acionamento de emergência do número telefônico destinado a atender denúncias de violência contra a mulher de que trata o caput”, afirma a proposta.

 

O Globo

Brasil registra 17 mil óbitos por câncer de próstata em 2023; média é de 47 mortes por dia

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Dados e números do Ministério da Saúde informados pela Sociedade Brasileira de Urologia indicaram que o Brasil registrou a morte de 17 mil homens por câncer de próstata no ano passado, uma média de 47 por dia. Segundo a revista científica internacional Lancet, via Agência Brasil, no primeiro semestre deste ano foi previsto que o número de novos casos da doença aumentem nos próximos anos.

De acordo com a comissão de câncer de próstata da publicação, os novos casos no mundo devem dobrar até 2040, indo de 1,4 milhão em 2020 para 2,9 milhões em 2040. O motivo, de acordo com a revista, é o aumento da expectativa de vida global. É previsto  também um crescimento de 85% do número de mortes, passando de 375 mil em 2020 para 694 mil em 2040.

“No Brasil, a mulher vive em média mais sete anos do que o homem. E isso acontece porque a menina acaba [as consultas] com o pediatra e vai para o ginecologista. O menino acaba com o pediatra e não vai para lugar nenhum. Ele fica totalmente sem alguém para cuidar dele, até que ele chegue na idade adulta e que, muitas vezes sem estar informado de tudo o que pode acontecer, acaba tendo tumores oncológicos em estágios mais avançados”, explica o presidente da SBU, Luiz Otávio Torres, via Agência Brasil.

Durante a campanha Novembro Azul, a entidade alertou ainda que a enfermidade apresenta poucos sintomas em sua fase inicial e que, caso o homem espere por esses sintomas, pode descobrir uma doença em estágio tardio e possivelmente em metástase.

Bahia Notícias

Jerônimo sanciona pedido de empréstimo de R$ 1,6 bilhão; solicitações do governo ultrapassam R$ 10 bi

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT), sancionou, nesta terça-feira (5), o pedido de 2 novos empréstimos, os quais somam R$ 1,6 bilhão. De acordo com publicação do Diário Oficial do Estado (DOE), o primeiro pedido corresponde a quantia de de R$616.000.000,00 que será contratado junto à Caixa Econômica Federal.

Já o segundo pedido é correspondente ao montante de R$1.000.000.000,00. O pedido chega após as solicitações serem divididas em dois Projetos de Lei. O primeiro, de nº 25.483/2024, pede a operação de crédito de R$ 1 bilhão, tendo como garantia a União.

O segundo é o PL 25.482/2024, que requere um empréstimo de R$ 616 milhões para execução de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), incluindo, inclusive, obras no sistema metroviário Salvador-Lauro de Freitas. A sanção acontece após a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovar no último dia 29, o pedido dos valores.

O montante em pedidos de empréstimo na AL-BA da gestão Jerônimo já ultrapassa a casa dos R$ 10 bilhões. No mês de setembro, já tinha sido aprovado um requerimento de urgência formulado pelo líder do governo Rosemberg Pinto (PT), para o PL 25.482, que autoriza o Executivo a contratar outra operação junto à Caixa na ordem de R$ 616 milhões. De acordo com o deputado, a quantia é para assumir contrapartidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

“O governador mandou à Alba um pedido de empréstimo de R$ 616 milhões com o objetivo de assumir as contrapartidas do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento, pois o governo Federal faz sua parte no investimento, mas o governo do Estado também tem que fazer a sua”, disse Rosemberg.

 

Bahia Notícias 

Revolta dos Esgotos: moradores de Juazeiro continuam reclamando de esgotos estourados e criticam o SAAE: “Nada tem feito”

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A “revolta dos esgotos” ganha mais um capítulo. Os problemas com a rede de saneamento no município de Juazeiro, no norte da Bahia, continuam causando transtornos para toda a população. Com inúmeras reclamações diárias, moradores de diversos bairros da cidade voltam a cobrar ações eficazes do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE).

Desde o último dia 6 de outubro, após o resultado das eleições municipais, as queixas sobre a ineficiência do SAAE aumentaram em todo o município. Nos últimos dias, o Portal Preto no Branco vem recebendo reclamações de moradores de diferentes bairros.

No bairro Santo Antônio, moradores também relatam problemas com a rede de esgoto.

“Estamos há mais de 20 dias com o esgoto entupido na rua Inês Lúcia. O SAAE não toma providência; ligamos novamente ontem e disseram que resolveram o problema no dia 30, mas ninguém apareceu para desentupir o esgoto. O odor está muito forte, e sabemos o risco que o esgoto a céu aberto pode causar. Há crianças e idosos nessa rua, precisamos que o SAAE tome as providências”, relata uma moradora.

“No bairro Nova Esperança, os esgotos já estão entupidos há mais de 20 dias, e até agora o SAAE não tomou nenhuma providência, nada tem feito. Isso é um absurdo!”, reclama outro morador.

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“Na Travessa Dona Sargeta, no bairro Alto da Maravilha, há um esgoto estourado há mais de 15 dias. Estamos sofrendo com o mau cheiro, e o esgoto está dificultando a locomoção dos moradores. Onde está o SAAE? Ligamos, enviamos mensagens, e até agora nada. Só mandam aguardar, mas não resolvem o problema”, desabafa outro morador.

Encaminhamos as reclamações ao SAAE e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

Confira as datas de vencimento do IPVA para o mês de novembro

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06/06/2023 Brasília (DF) - Venda de carros na Cidade do Automóvel em Brasília. Foto Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

Os contribuintes do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) que possuem automóveis com placas de finais 9 e 0 devem ficar atentos ao calendário de pagamento do tributo em novembro. Os prazos que terminam neste mês são válidos para os donos de veículos que optaram pelo parcelamento em cinco cotas e para quem vai pagar em cota única, sem desconto.

Nos dias 28 e 29 de novembro vencem, respectivamente, os prazos de quitação da quinta cota ou cota única sem desconto para os automóveis com placas de finais 9 e 0. O mês de novembro encerra o calendário anual de pagamento do imposto, que é a segunda fonte de receita tributária do governo estadual. Metade do valor arrecadado é destinado aos municípios onde os veículos foram emplacados.

O pagamento do IPVA pode ser realizado nas agências, caixas eletrônicos, por meio do aplicativo ou do site do Banco do Brasil, Bradesco ou Sicoob, bastando apenas apresentar o número do Renavam. O calendário de pagamento do IPVA está disponível no site da Secretaria da Fazenda (www.sefaz.ba.gov.br), no Canal Inspetoria Eletrônica – IPVA – Calendário.

Em caso de dúvida, é possível entrar em contato com o call center da Sefaz-Ba de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, pelos telefones 0800 071 0071, para ligações de telefone fixo, e (71) 3319-2501, para ligações de fixo e de celular, ou enviar e-mail para faleconosco@sefaz.ba.gov.br.

Licenciamento completo

De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-Ba), é importante lembrar que o licenciamento completo do veículo engloba outros itens além do IPVA. Ou seja, é necessário quitar também débitos do licenciamento anual e possíveis multas, se houver, para o automóvel estar regularizado.

O Detran alerta ainda para a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo Eletrônico (CRLV-e), já que o documento não é mais enviado para o endereço do contribuinte. O Certificado deve ser impresso ou gerado arquivo digital para ficar salvo no aparelho de celular após o pagamento total do licenciamento. O documento pode ser obtido no endereço www.ba.gov.br

 

Secom

MPF vê omissão do governo Lula no combate à Covid e abre apuração preliminar

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O MPF (Ministério Público Federal) abriu apuração preliminar após levantar indícios de omissão do governo Lula (PT) no combate à Covid. A Procuradoria da República no Distrito Federal avalia que o Ministério da Saúde falhou na busca por vacinas atualizadas, deixou vencer milhões de imunizantes e realizou um número “inexpressivo” de testes de diagnóstico.

Ao decidir abrir um procedimento específico sobre as ações recentes da Saúde, o órgão ainda apontou que o governo petista repete as omissões da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

“As omissões da União com relação à prevenção, controle e tratamento da Covid-19 e seus agravamentos persistiram ao longo dos anos seguintes, mesmo com a troca de governo em 2023”, afirma trecho do documento do MPF, assinado no fim de setembro.

As ações recentes contra a Covid foram avaliadas em inquérito civil que originalmente mirava a gestão Bolsonaro. O MPF, então, distribuiu internamente uma notícia de fato —apuração preliminar que pode, mais tarde, resultar em novo inquérito— para avaliar a estratégia adotada pela equipe de Nísia Trindade contra o vírus.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que a postura da atual gestão “é incomparável à anterior, a começar pela defesa da ciência e da vacinação”. A pasta também diz que reforçou ações para reduzir casos e óbitos com base nas orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O procedimento do MPF vai apurar possíveis “omissões”, “insuficiências” e “ineficiências” da pasta na adoção de medidas para o combate à Covid e prevenção de seus agravos.

“Dentre as quais a aquisição e distribuição de vacinas atualizadas, política de testagem, medidas de mitigação, comunicação à população e profissionais de saúde, tratamento e prevenção da Covid Longa, combate à hesitação vacinal etc”, afirma documento da Procuradoria.

A apuração preliminar também foi aberta com o objetivo de evitar novas perdas de doses das vacinas, “bem como de robustecer os controles a fim de que não ocorram futuras perdas de imunizante”.

A atuação negacionista e o desdém de Bolsonaro na pandemia foram temas da campanha de Lula em 2022, mas o Ministério da Saúde ainda patina para organizar a imunização da Covid.

A pasta prometeu entregar 70 milhões de doses atualizadas em 2024, mas até agora fechou contrato atrasado por 12,5 milhões de vacinas da Moderna. Desse volume, mais de 4 milhões ficaram travadas no estoque pelo fim da validade —a farmacêutica já iniciou a troca dos lotes por outros ainda válidos.

Diversos estados ficaram sem vacinas da Covid nas últimas semanas, especialmente do modelo que pode ser aplicado em menores de 12 anos. O Rio Grande do Sul, por exemplo, não recebia imunizantes para crianças desde junho.

O Ministério da Saúde já começou a entregar doses a alguns estados. A pasta também afirma que finalizou o registro de preços para compras de até 69 milhões de doses, mas os contratos com as empresas que venceram o pregão ainda não foram assinados.

No ano passado, o governo perdeu ao menos 80% de um lote de 10 milhões de unidades da Coronavac, compradas tardiamente no fim de 2023, o que causou prejuízo superior a R$ 260 milhões.

O contrato da Coronavac e a perda de doses da vacina da Moderna adquiridas em 2024 são citados na decisão do MPF de aprofundar apurações sobre a atual gestão da Saúde.

Diretor do Departamento do PNI (Programa Nacional de Imunizações), o médico Eder Gatti afirma que o “ataque sistemático” dos grupos antivacina à vacinação contra a Covid-19, principalmente para crianças, reduziu a procura pelas doses e desorganizou a imunização no SUS.

“Por que que a demanda [pela Coronavac] foi baixa? Por conta desses grupos antivax. Uma posição que eu defendo: o desperdício tem que ir na conta do antivax. Esse, para mim, é o custo ao Estado brasileiro que esse pensamento negacionista causa”, afirma Gatti.

O MPF, porém, diz que as falhas da Saúde se estendem à testagem, entre outras ações contra a Covid.

“O Ministério da Saúde segue sem publicações atualizadas com dados fidedignos acerca do número de casos, internações e óbitos por Sars-Cov-2 2 ou sobre as variantes atualmente em circulação, em razão da inexpressiva quantidade de testes realizados no país”, diz relatório do órgão.

A área técnica da Procuradoria do DF ainda afirma que a Saúde tem organizado compras de vacinas e testes com base em dados “imprecisos”, que desconsideram as subnotificações da doença e novas variantes.

“Ocorre que o número real de casos e óbitos por Covid-19, especialmente a partir de 2023, é desconhecido, eis que as já escassas políticas de testagem foram completamente abandonadas, sobretudo a partir da metade do ano de 2022”, diz o mesmo relatório.

No documento, o MPF diz que a falta de dados “leva à falsa conclusão de que a transmissibilidade do vírus diminuiu”. “Quando, em verdade, o que decresceu foi somente a quantidade de testes realizada.”

Na nota, a pasta afirma ainda que “mantém diálogo aberto com todos os órgãos de controle”. “O Movimento Nacional pela Vacinação tem sido fundamental para recuperar as coberturas vacinais no país—13 das 16 principais vacinas do calendário infantil em comparação com 2022— e para restaurar a confiança da população nas vacinas.”

A pasta também declara que distribuiu 75 milhões de testes rápidos, além de 715 mil do modelo RT-PCR, considerado o mais eficiente no diagnóstico.

Eder Gatti declara ainda que organizar a imunização da Covid é uma tarefa desafiadora, pois os modelos disponíveis têm diferentes temperaturas de armazenamento, entre outras características. Além disso, os laboratórios públicos brasileiros não produzem mais essas vacinas. O plano da Saúde é regularizar as compras e oferecer de forma contínua as doses, diz ainda o chefe do PNI.

 

Bahia Notícias