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“Cenários, Tendências e Mercado”: CDL promove evento em Juazeiro para discutir economia, inovação e reforma tributária

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A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Juazeiro realiza, no próximo dia 31 de março de 2026, o encontro “Cenários, Tendências e Mercado”, um evento voltado para empresários, gestores, profissionais liberais e interessados em entender os novos rumos da economia e do ambiente de negócios no Brasil. O evento acontecerá no auditório da Univasf, em Juazeiro (BA), reunindo especialistas reconhecidos nacionalmente para discutir temas estratégicos que impactam diretamente o setor produtivo.

A programação contará com palestras e debates sobre economia, mercado de trabalho, inovação e os impactos da reforma tributária, um dos assuntos mais urgentes para empresas e empreendedores neste momento. Entre os palestrantes confirmados estão especialistas de destaque no país, como Eurico Santi, Doutor e mestre em direito tributário pela PUC-SP; Luziane Farias, reconhecida por sua atuação em direito tributário e empresarial; Fred Alecrim empresário, mentor e palestrante internacional com mais de 25 anos de experiência e referência nacional em conteúdo para o varejo, além de Zeh Gomes, ex-presidente do Banco do Nordeste; Mestre em economia pela UFPE, com Especialização em “banking” pela EASP-FGV-SP e MBA em finanças pela EPG E-FGV-RJ.

Segundo a CDL de Juazeiro, o encontro tem como objetivo conectar empresários da região, promover atualização estratégica e estimular a troca de conhecimento sobre os desafios e oportunidades para 2026. A iniciativa busca fortalecer o ambiente de negócios no Vale do São Francisco, trazendo informação qualificada e discussões relevantes para quem toma decisões no dia a dia das empresas.

As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas, devido à capacidade do auditório. Empresários e interessados podem garantir participação através do sympla.com.br
O evento promete reunir lideranças empresariais, representantes de instituições e profissionais de diversos setores, consolidando-se como um dos encontros mais relevantes do calendário empresarial da região.

Se inscreva aqui: https://www.sympla.com.br/evento/cenarios-tendencias-mercado/3335185?algoliaID=73510aff857702b5a5ceedf4dfff0603&referrer=www.redegn.com.br&referrer=www.redegn.com.br&referrer=www.redegn.com.br&referrer=www.redegn.com.br

Serviço
Evento: Cenários, Tendências e Mercado
Data: 31 de março de 2026
Local: Auditório da Univasf – Juazeiro (BA)
Inscrições: vagas limitadas

Ascom/CDL

Armas de fogo foram usadas em 47% das mortes de mulheres no Brasil

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Em 2024, 47% dos homicídios contra mulheres ocorreram por meio de armas de fogo, segundo o levantamento ‘Pela Vida das Mulheres: o Papel da Arma de Fogo na Violência de Gênero’, do Instituto Sou da Paz.

A pesquisa, que foi divulgada no domingo, 8, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, aponta que, no total, foram registrados 3.642 homicídios dolosos de mulheres, sendo 1.492 classificados como feminicídios.

Entre 2020 e 2024, a média anual de homicídios femininos foi de 3,8 mil casos e apresentou uma redução de 5% no período. Ao considerar o crimes com a utilização de arma de fogo, a redução foi de 15%, mas, ainda sim, é considerada a principal forma de agressão letal de mulheres.

Em 2024, 40% dos homicídios correspondiam ao crime de feminicídio, sendo 48% com uso de arma branca e 23% com arma de fogo. São considerados feminicídios os assassinatos de mulheres cometido por razões da condição de sexo feminino.

De acordo com o levantamento, em relação ao local do crime, 64% ocorreram em residência e 21% em via pública.

O número de mulheres mortas com uso de armas é maior na faixa etária entre 18 e 29 anos, com pico entre 18 e 24 anos.

Nos homicídios por outros meios, 61,2% equilavem a faixa dos aos 44 anos. Já em casos de feminicídio, 70,5% das vítimas possuem entre 18 e 44 anos.

 

A Tarde

Campus Petrolina do IFSertãoPE abre inscrições para curso gratuito de Inglês Básico – Nível II

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O Campus Petrolina do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE)  tornou pública a abertura das inscrições para o Curso de Inglês Básico  – Nível II, ofertado na modalidade de Formação Inicial e Continuada (FIC), com carga horária total de 60 horas. A iniciativa tem como objetivo possibilitar ao estudante a compreensão da Língua Inglesa, bem como oferecer embasamento para aplicação desse conhecimento nas diversas esferas da vida, tanto no âmbito pessoal quanto profissional. O curso também busca desenvolver nos participantes as quatro habilidades básicas no aprendizado de uma língua estrangeira: leitura, escrita, compreensão auditiva e fala.

Ao todo, estão sendo ofertadas 10 vagas para o turno da tarde, destinadas a pessoas a partir de 15 anos de idade, incluindo estudantes e servidores do Campus Petrolina, além de membros da comunidade externa. Do total de vagas disponíveis, sete são reservadas para alunos e servidores da instituição e três para a comunidade externa.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 10 de março de 2026, exclusivamente de forma on-line, por meio do formulário disponível no link: https://forms.gle/dHDjT4SXtBcoVMRMA.

O processo seletivo contará com a aplicação de um teste de nivelamento, que será realizado no dia 12 de março de 2026, às 13h30, na Sala B27 do Campus Petrolina. Para aprovação, o candidato deverá obter nota mínima de 70 pontos. Caso o número de candidatos ultrapasse o limite de vagas ofertadas, a classificação será feita de acordo com a pontuação obtida no teste de nivelamento, sendo formada também uma lista de espera para possíveis desistências. Caso as vagas não sejam totalmente preenchidas, todos os candidatos inscritos que atingirem a nota mínima exigida serão considerados classificados, e a lista será divulgada em ordem alfabética.

O início das aulas está previsto para o dia 20 de março de 2026, no Centro de Línguas – NIIT do Campus Petrolina, no horário das 13h30 às 16h30.

Ascom/IFSertãoPE

Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa

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Ter autonomia financeira para decidir sobre a própria vida está no topo das prioridades das mulheres ouvidas pela pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho, divulgada no último sábado (7).O levantamento confirma que o mundo do trabalho permanece desigual e traz a percepção delas sobre práticas discriminatórias e violentas no ambiente profissional.

Realizada pela Consultoria Maya, com base no cadastro da plataforma de educação corporativa Koru, a pesquisa investigou a visão de 180 mulheres sobre trabalho e vida pessoal. Para isso, entrevistou diferentes perfis etários e etnorraciais, com exceção de indígenas.

Ao falar sobre ambições, a independência financeira foi apontada como prioridade por 37,3% delas. Em segundo lugar, estava a saúde mental e física (31%) e, em seguida, a realização profissional. Ter uma relação amorosa não é a meta nem de uma em cada dez mulheres consultadas.

“Estamos falando de ter um salário, de ter rendimento, de ter poder de decisão, não é de poder de compra”, explicou a diretora da Consultoria Maya, Paola Carvalho. A autonomia, destacou, permite à mulher sair de um relacionamento abusivo ou oferecer melhor condição de vida para a sua família.

“Autonomia financeira é condição para liberdade de escolha”, frisou.

Violência e discriminação

Para muitas mulheres, o caminho para a autonomia passa pelo trabalho remunerado. No entanto, permanecem várias barreiras culturais ao acesso e à ascensão delas no mercado, apesar de terem melhor formação e currículo, segundo a visão das próprias. Entre os problemas, estão a discriminação e a violência.

Dentre as entrevistadas, 2,3% relatam ter sido preteridas em promoções, em geral, por conta da maternidade.

“Primeiro [vêm] os homens, claro, depois, mulheres sem filhos e, por último, mulheres com filhos”, contou uma das mulheres ouvidas na pesquisa, que não foi identificada. “Vejo predileção em promover mulheres que não têm filhos em vez de mães”, avaliou.

A violência psicológica também tem impacto na carreira. Mais de sete entre dez entrevistadas relataram ter sofrido com o problema.

Os casos incluem comentários sexistas ─ que desvalorizam aptidões pelo fato de ser mulher ─, incluindo ofensas sobre a aparência delas, além de interrupções frequentes em reuniões, apropriações de ideias e questionamentos sobre a capacidade técnica.

“Meu coordenador me ofereceu um cargo acima do que eu estava e, quando aceitei, por três vezes, ele me chamou para conversar e questionar se eu achava que conseguiria”, relatou uma das mulheres ouvidas.

“Em uma das vezes, ele teve a audácia de me pedir para conversar com o meu esposo sobre a minha decisão”, completou outra entrevistada.

A violência no local de trabalho fez com que muitas pensassem em abrir mão do trabalho e, mesmo que muitas não tenham desistido, o problema mostra que a permanência delas no trabalho “ocorre apesar das adversidades, e não pelas condições plenamente equitativas”, diz o texto.

A distribuição de cargos nas empresas evidencia o topo do problema. Segundo o levantamento, a maior parte das entrevistadas atua em posições operacionais e intermediárias, como coordenadora e gerente. Apenas 5,6% chegaram a postos na diretoria ou cargos chamados de “C-levels”, que são os mais altos executivos.

“A presença feminina diminui drasticamente à medida que os cargos se tornam mais estratégicos, revelando uma estrutura sexista por trás desse resultado”, avaliou Paola.

Para mudar o quadro, a consultora sugere comprometimento, do estagiário ao CEO, com uma nova visão e atitudes profissionais no dia a dia.

“É preciso ter um olhar diferente para essas questões. Isso parte de ações individuais e institucionais”, sugeriu. “Em 2026, ter esses resultados é chocante”, concluiu Paola.

Noticia Preta

HU-Univasf promove plantio de árvores em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

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O Dia Internacional da Mulher, oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) na década de 1970, simboliza a luta das mulheres por igualdade e condições sociais, econômicas e de gênero. A data, vai além de uma celebração: é um convite à reflexão sobre como a sociedade trata as mulheres e sobre a importância de justiça, respeito, saúde e saúde. Em alusão à data, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) promoveu um ato de cuidado com o meio ambiente para homenageá-las.

No HU-Univasf, a homenagem aconteceu de forma antecipada, no último dia 2 de março, ocasião em que 16 colaboradoras do hospital protagonizaram um ato simbólico de cuidado com o meio ambiente e com o futuro da nossa região. O grupo de mulheres foi responsável pelo plantio de 16 mudas de árvores nativas no estacionamento da Policlínica. A ação não apenas homenageia a força feminina, mas também busca criar um espaço mais verde e acolhedor para pacientes e funcionários.

As mudas foram viabilizadas através do apoio e doação do Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (NEMA) da Univasf, garantindo que as espécies escolhidas sejam típicas e adequadas ao ecossistema regional.

“O plantio promovido nesta iniciativa desperta a importância do nosso papel na garantia de um ambiente mais sustentável e acolhedor, pois cada folha representa o futuro dos nossos descendentes. São árvores da caatinga que impulsionam também um projeto de reflorestamento e proteção do bioma da região”, explicou a chefe da Divisão de Administração e Finanças, e coordenadora do grupo de pesquisa Sementes do Amanhã do HU-Univasf, Sileide Dias.

“As mulheres possuem uma relação muito intrínseca com o cuidado e com o futuro, algo que fazemos no hospital o tempo inteiro, que é cuidar de pessoas. Por isso, estamos representando o cuidado e a responsabilidade com o outro de forma positiva”, destacou a psicóloga organizacional Bárbara Veloso.

Uma Rede de empoderamento

Na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), esse compromisso se comprova na própria composição da força de trabalho: 70% dos profissionais dos 45 hospitais e administração central são mulheres. “Elas são protagonistas em diferentes áreas — da assistência à gestão, do ensino à pesquisa. Neste Dia Internacional da Mulher, reafirmamos nosso compromisso com a igualdade de oportunidades, a valorização do talento e a promoção de ambientes de trabalho cada vez mais respeitosos e inclusivos, livres de assédio e discriminação”, destacou a diretora de Gestão de Pessoas da estatal, Luciana Gouveia.

Sobre a Ebserh

O HU-Univasf faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo em que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação

CNU: prazo para candidato confirmar interesse em vaga termina hoje

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Candidatos chegam para o primeiro dia de provas do ENEM 2021 em Brasília

O prazo para que 102 candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2025 manifestem  interesse nas vagas imediatas para as quais foram aprovados terminará às 23h59 desta segunda-feira (9).

Os aprovados foram convocados na sexta-feira (6) pelo Diário Oficial da União, no edital nº 3/2026.

Nesta terceira e última rodada de confirmação de interesse pelas vagas, o candidato convocado deve marcar a opção exclusivamente na Página de Acompanhamento, no site da Fundação Getulio Vargas, responsável pela execução do concurso.

É preciso ter a senha da plataforma Gov.br. O sistema permite apenas um registro por rodada de convocação, sem possibilidade de alteração posterior, mesmo dentro do prazo.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) avisa que após o encerramento do sistema, não será possível registrar a confirmação do interesse na vaga.

Etapa necessária 

A etapa de confirmação do interesse na vaga é necessária para o candidato permanecer habilitado às próximas etapas do concurso como, por exemplo, o curso de formação e a futura nomeação.

Porém, a confirmação de interesse não significa nomeação automática para assumir a vaga. É preciso cumprir as demais fases.

A ausência de manifestação eliminará o candidato da concorrência para aquele cargo específico e para os de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.

Passo a Passo

A convocação pura e simples do candidato aprovado não é garantia de permanecer na disputa pelo cargo do concurso unificado.

O MGI avisa que apenas entrar na plataforma não configura manifestação da vontade. É indispensável o registro formal da decisão de interesse pela vaga diretamente na plataforma, dentro do prazo, para seguir na concorrência.

Basta acessar o site do CNU 2025 da FGV. Depois:

– entrar na Página de Acompanhamento;

– digitar os dados da conta da plataforma Gov.br;

– verificar o cargo convocado;

– confirmar interesse no cargo ou informar que não tem interesse;

– concluir todas as etapas até finalizar o registro.

O sistema da FGV permite apenas um registro nesta terceira rodada de convocação até o fim do prazo, nesta segunda-feira (9).

Não é possível alterar a opção posteriormente, mesmo dentro do prazo aberto para manifestação.

Em caso de dúvida, consulte o site oficial de respostas a perguntas frequentes.

Fluxo de convocações 

Com as confirmações, a administração pública tem uma indicação mais clara de que quem está na lista realmente quer assumir o cargo, o que pode acelerar a chamada dos próximos classificados. Isso porque as vagas não confirmadas serão ofertadas na rodada seguinte.

Segundo o MGI, o modelo de convocações sucessivas mantém o ritmo de preenchimento imediato das vagas.

No dia 16 de março sairá no Diário Oficial da União e no site da FGV a divulgação das classificações finais das pessoas candidatas, em vagas imediatas e lista de espera.

Ausência de manifestação  

Se o candidato convocado pelo MGI informar que não tem interesse na vaga imediata da segunda edição do CNU ou não acessar o sistema da FGV dentro do prazo, será considerado ausente.

Nessas situações, o aprovado será eliminado da concorrência para aquele cargo específico da convocação e para os demais, de menor preferência, permanecendo apenas na disputa por eventuais cargos de maior preferência, se houver.

A falta de interesse na vaga pode alterar significativamente a composição das listas finais de aprovados no CNU 2025.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior e 508 de nível intermediário. Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

O chamado Enem dos Concursos registrou 761.528 inscrições confirmadas, com candidatos de 4.951 municípios.

As provas foram aplicadas em centenas de municípios de todo o país, em dois dias de 2025. A primeira fase, de provas objetivas, ocorreu em outubro. A segunda, de discursivas, em dezembro.

Agência Brasil

Jovem de 20 anos é morto a tiros no Residencial Vivendas I, em Petrolina

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Um homicídio foi registrado na madrugada do domingo (8) no Residencial Vivendas I, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A vítima é um jovem de 20 anos, que foi atingido por diversos disparos de arma de fogo.

De acordo com informações da Polícia Civil de Pernambuco, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do crime.

A ocorrência foi registrada na 214ª Delegacia de Polícia de Petrolina, que ficará responsável pela investigação do caso. As diligências estão sendo realizadas para esclarecer as circunstâncias, bem como identificar a autoria e a motivação do crime.

Redação PNB

Lei reforça vulnerabilidade da vítima em caso de estupro de menor

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou neste domingo, 8, uma lei que reforçar a reforça a vulnerabilidade da vítima no crime de estupro de vulnerável, e que essa não pode ser relativizada, reduzida ou questionada.

A Lei nº 15.353, que altera o Código Penal,foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Pela legislação brasileira, são considerados vulneráveis, para fins de tipificação do crime de estupro de vulnerável, os menores de 14 anos e as pessoas que, por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa, não possuem discernimento ou não podem oferecer resistência.

“A sanção desta lei reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a proteção das meninas e mulheres. A violência sexual é uma das mais graves violações de direitos humanos e não pode ser relativizada. Ao estabelecer de forma expressa que a vulnerabilidade da vítima é absoluta, a norma fortalece a segurança jurídica e contribui para que o sistema de Justiça atue com mais firmeza no enfrentamento a esse tipo de crime”, destacou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

O texto também estabelece que as penas previstas no dispositivo se aplicam independentemente de consentimento da vítima, de sua experiência sexual, do fato de ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime ou da ocorrência de gravidez resultante da prática do crime.

Polêmicas judiciais

A proposta surgiu após decisões judiciais que teriam mitigado a vulnerabilidade com base em circunstâncias como relacionamento prévio ou gravidez.

O objetivo da lei é evitar interpretações que relativizem a condição da vítima com base nesses fatores, que não têm impacto na responsabilização penal.

 

A Tarde

PRF cumpre 302 mandados de prisão por violência contra a mulher em operação nacional

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) cumpriu 302 mandados de prisão em aberto relacionados a crimes de violência contra mulheres entre 9 de fevereiro e 5 de março, durante a segunda fase da Operação Alerta Lilás. A ação foi realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8).

Segundo a corporação, a maior parte das prisões ocorreu por não pagamento de pensão alimentícia, com 215 mandados cumpridos. Também houve detenções por estupro (37 casos, sendo 27 contra pessoas vulneráveis) e por descumprimento de medida protetiva (16).

Os estados com maior número de mandados executados foram Rio Grande do Sul (26), Goiás (22) e Minas Gerais (18). Ao longo dos 24 dias da operação, iniciada durante o Carnaval, a média foi de 12 prisões por dia. Na edição de 2025 da ação, 83 mandados haviam sido cumpridos.

Criado pela PRF em 2025, o Alerta Lilás foi instituído em referência ao Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado em 10 de outubro. A iniciativa consiste na ativação de avisos no sistema de consulta criminal da corporação, integrado ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Com o alerta ativado, policiais rodoviários federais de todo o país podem direcionar fiscalizações para localizar pessoas com mandados de prisão em aberto. As abordagens podem ocorrer em unidades da PRF, durante operações de rotina em rodovias, ou em pontos estratégicos, como áreas de descanso, postos de combustível e praças de pedágio.

Apesar do endurecimento da legislação e da ampliação das redes de proteção, o Brasil ainda registra índices elevados de violência contra mulheres. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), em 2025 foram registrados 1.559 feminicídios no país, além de mais de 83 mil casos de estupro, dos quais 59 mil contra pessoas vulneráveis,  em sua maioria crianças e adolescentes.

Em fevereiro, representantes dos três Poderes assinaram o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que prevê ações para fortalecer as redes de proteção, acelerar o cumprimento de medidas protetivas, ampliar campanhas educativas e responsabilizar agressores.

“O Brasil aparece globalmente como o quinto país mais arriscado para as mulheres, onde o sentimento, que compartilho, é de terror. A gente se preocupa com a roupa que veste, com o horário da rua onde anda, se está iluminada, se a gente está sozinha”, afirma a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra. “O Brasil não vai admitir esse ranking. Vamos mudar essa trajetória, mudar essa história do Brasil em relação à vida das mulheres. Queremos as mulheres vivas”, defende a secretária.

Segundo ela, o estupro de vulnerável foi o crime que mais cresceu no país no último ano. “Esse aumento, de 42%, está correlacionado ao sentimento de impunidade. Então a operação da PRF é fantástica no sentido em que ela coloca os mecanismos de Segurança Pública alinhados a uma mensagem para a sociedade, de que a violência contra a mulher é crime, e que quem cometê-la, vai ser punido”, afirma.

Estela também destacou o alto número de mandados ligados à pensão alimentícia. “Esse número mostra gravidade não só da violência contra mulher, mas a violência contra crianças e adolescentes. É preciso combater essa cultura, dos homens que se sentem desobrigados de nutrir, de manter a família economicamente”, diz.

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