Após reclamação de um grupo de funcionários do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro, sobre atraso no pagamento do décimo terceiro salário e do salário do mês, a Secretaria Municipal de Saúde, citada na reportagem como responsável pelo atraso no repasse à instituição se manifestou em nota solicitada pelo PNB.
O grupo de profissionais afirmou que, a instituição de saúde, havia informado que por conta no atraso do repasse pela Sesau, estaria tendo dificuldades para cumprir com as obrigações trabalhistas.
No entanto, a Secretaria de Saúde esclareceu que “não existe atraso algum referente ao repasse do município para a Associação Sanfranciscana de Assistência à Saúde Mental – Hospital Nossa Senhora de Fátima.”
Reclamação
Segundo os funcionários, até hoje (21), não foram pagos os salários do mês de novembro e nem o décimo terceiro salário, que deveria ter sido pago até esta quarta-feira (20).
“Uma humilhação que estamos passando com o nosso salário e décimo atrasados e sem nenhuma resposta se vamos ou não receber. Temos família e temos filhos pra criar. Nossas contas e aluguéis estão atrasados. Antes, nós recebíamos os salários no dia 12, depois passou para o dia 20. Agora vem sempre atrasando e a gente esperando que nem besta. Situação triste essa que estamos vivendo. Precisamos tomar dinheiro emprestado, os juros aumentando em nossas dividas. Sem falar que não teremos direito de passar as festas de final de ano com algum dinheiro no bolso. Isso é revoltante,” desabafou um profissional de saúde.
Outro funcionário reforçou a reclamação: “Não recebemos nem a primeira e nem a segunda parcela do décimo e nenhuma resposta se vamos receber o que é nosso por direito. Passou o prazo legal e, infelizmente, não recebemos como esperávamos e nem tivemos resposta e nem justificativa. Estão brincando com nossa cara, deixando nossas contas atrasadas e fazendo a gente de besta. Estamos todos desanimados e cansados de cobrar o que é nosso por direito, pois trabalhamos duro e não somos respeitados por esta instituição que faz o que bem entende com os trabalhadores e não há nenhum órgão por nós.”
Eles cobram uma ação dos órgãos fiscalizadores e dizem ainda que a direção do hospital sempre dá como justificativa pelos atrasos, a falta de repasse de recursos pela Secretaria de Saúde de Juazeiro.
“Queremos uma resposta, tanto do hospital quanto da Secretaria de Saúde de Juazeiro, pois a direção sempre joga a responsabilidade para a Sesau, dizendo que não recebeu o repasse e nós ficamos sem saber qual é o verdadeiro motivo. Sempre colocam a culpa na prefeitura,” disse outro profissional.
Não conseguimos contato com a direção do hospital
Redação PNB



A exploração de sal-gema na capital alagoana ocorreu de 1976 a 2019, resultando em grave instabilidade no solo de bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e adjacências. A área se tornou inabitável, tendo em vista os riscos de desmoronamento de casas, ruas e fechamento do comércio, levando mais de 60 mil pessoas a terem que deixar os bairros.






