Preto no Branco

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Covid-19: Petrolina tem 21,31% de taxa de ocupação dos leitos públicos de UTI nesta terça-feira (22)

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No boletim de ontem (22), onde confirmou 69 novos casos e mais uma morte pela covid-19, totalizando a confirmação de 5.156 casos e 89 mortes pela covid-19, a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, trouxe os números atualizados de ocupação dos leitos.

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 22,95%. Dos 61 leitos disponíveis, 14 estão ocupados, sendo que 11 pacientes são de Petrolina e 3 de outras cidades da região. Já 5,38% – 13 dos 242 – dos leitos intermediários públicos estão ocupados: 12 são pacientes de Petrolina e 1 de outra cidade.

Leitos de UTI

No que se refere aos internamentos nas UTI’s em leitos públicos, os dados mostram que no Hospital Universitário, que possui 20 leitos exclusivos abertos pela prefeitura, não possui internamentos. No Hospital Memorial, 2 dos 5 leitos estão ocupados por 1 paciente de Petrolina (em investigação) e 1 de Salgueiro-PE (confirmado). Sobre os 5 leitos municipais no Memorial, nenhum está ocupado.

No Neurocardio, 5 dos 5 leitos públicos estão ocupados por 3 pacientes de Petrolina (2 confirmados e 1 em investigação), 1 de Campo Formoso-BA (em investigação) e 1 de Santa Maria da Boa Vista-PE (confirmado). Os seis leitos inaugurados pela gestão municipal exclusivos para pacientes da cidade no Neurocardio continuam desocupados.

Na Unidade de Pronto Atendimento Especializada (UPAE), dos 20 leitos disponíveis, 7 estão ocupados por pacientes de Petrolina (confirmados). O Hospital Regional de Juazeiro tem 1 paciente de Petrolina (descartado) e o Hospital Promatre não tem internamentos. O Hospital São Vicente, em Serra Talhada-PE, tem 1 paciente de Petrolina (descartado) internado.

No que se refere aos leitos da rede privada, a prefeitura divulgou que na unidade da UNIMED não há pacientes internados. O Neurocárdio terminou o dia de ontem com 1 paciente de Lagoa Grande-PE (confirmado). O Hospital Geral e Urgência (HGU), o Hospital Memorial e o Hospital Promatre não têm internações.

Leitos intermediários

Sobre os leitos públicos intermediários, segundo a secretaria, até ontem (22), no Hospital de Campanha Monte Carmelo, que possui 100 leitos, 4 pacientes de Petrolina (confirmados) estão internados. Na UPAE, dos 30 leitos disponibilizados, nenhum está ocupado por pacientes.

Já no Hospital Dom Malan, nos leitos infantis, 6 estão ocupados por 5 pacientes de Petrolina (em investigação) e 1 de Juazeiro (em investigação). Nos leitos mulher, nenhum está ocupado.

HU-UNIVASF não tem internação. O HC do Estado tem 2 pacientes de Petrolina (descartados) internados e a Upa 24h tem 1 paciente de Petrolina (confirmado). O Hospital Regional de Juazeiro possui 1 paciente de Petrolina (em investigação) e 1 de Santa Mª da Boa Vista-PE (descartado) e o Hospital Promatre não tem internações.

Na rede privada, segundo a secretaria, a situação é a seguinte:

Hospital Geral e Urgência (HGU)
– 1 paciente de Juazeiro (em investigação);

UNIMED
– 1 paciente de Recife-PE (descartado);
– 2 pacientes de Juazeiro (confirmado);

Neurocardio
– sem internamentos;

Hospital Memorial
– sem internamentos;

Promatre
– não informado;

*imagem ilustrativa

Da Redação

Auxílio Emergencial: Caixa paga nova parcela a 5,6 milhões de beneficiários nesta quarta

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A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta quarta-feira (23) mais uma parcela do Auxílio Emergencial a 5,6 milhões de trabalhadores.

Neste grupo, estão 1,6 milhão de trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número do NIS é terminado em 5. Também fazem parte 4 milhões de trabalhadores, que fazem parte do Cadastro Único e aqueles inscritos por meio de aplicativo, site ou pelos Correios, aniversariantes em agosto.

Para o público do Bolsa Família, a parcela paga já é a primeira referente ao Auxílio Emergencial Residual, de R$ 300. Os pagamentos para esse grupo são feitos da mesma forma que o Bolsa.

Para os demais, seguem os pagamentos de R$ 600, e a ajuda será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta sexta serão liberados a partir de 13 de outubro.

VEJA QUEM RECEBE NESTA SEXTA-FEIRA:

1,6 milhão de trabalhadores do Bolsa Família aprovados no programa, cujo número do NIS termina em 5
4 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em agosto, recebem a próxima parcela:
– aprovados no primeiro lote recebem a quinta parcela;
– aprovados no segundo lote recebem a quarta parcela;
– aprovados no terceiro e quarto lotes recebem a terceira;
– aprovados no quinto e sexto lotes recebem a segunda;
– aprovados no sétimo lote recebem a primeira parcela;
– aprovados no primeiro lote, mas que tiveram o benefício suspenso, recebem a quinta parcela;
– aprovados em outros lotes, que receberam a primeira parcela em meses anteriores mas tiveram o pagamento reavaliado em agosto, recebem todas as parcelas restantes, até a quinta.

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

G1

Câmara aprova emendas do Senado, e mudanças no Código de Trânsito seguem para sanção

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São Paulo- SP, 20/05/2014- Trânsito lento nos dois sentidos da avenida 23 de maio. A prefeitura suspendeu o rodízio de veículos no período da tarde de hoje (20/05), por conta da greve dos motoristas e cobradores que começou hoje. Na foto, pista no sentido aeroporto.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) parte das modificações feitas pelo Senado no projeto que altera trechos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Com isso, as novas regras vão à sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O texto prevê que as novas regras entram em vigor 180 dias após serem publicadas no “Diário Oficial da União”, ou seja, após a sanção.

Uma das mudanças aumenta para até 10 anos o prazo máximo de validade da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O texto foi enviado ao Congresso Nacional pelo governo Jair Bolsonaro, mas nem todos os pontos defendidos pelo presidente foram aprovados.

A Câmara já tinha aprovado a matéria no fim de junho, mas teve que analisá-la novamente já que o Senado fez alterações na proposta.

Entre as mudanças aprovadas no Congresso estão:

aumento do número de pontos para suspensão, em razão de multas, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
obrigatoriedade do uso de cadeirinha para o transporte de crianças de até 10 anos que ainda não atingiram 1,45 metro;
regras para a circulação de motocicletas entre os veículos quando o trânsito estiver parado ou lento.

Uma das principais mudanças propostas pelos senadores também foi acolhida na Câmara. A emenda prevê que em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda, que restringe direitos.

Atualmente, a legislação diz que a prisão pode ser substituída por penas restritivas de direitos se o crime for culposo (sem intenção).

Desta forma, se um motorista embriagado ou sob efeito de drogas pratica lesão corporal e até homicídio, sua condenação pode ser convertida em uma pena alternativa.

Pontos da proposta original enviada pelo governo, como a retirada da multa para quem transportar criança sem a cadeirinha, ficaram de fora da versão aprovada por deputados e senadores.

O projeto é tratado como prioridade pelo governo. Em junho do ano passado, o próprio presidente Jair Bolsonaro foi pessoalmente à Câmara para entregar o texto.

Ponto a ponto do projeto

Validade da CNH

O projeto amplia o prazo para a renovação da renovação da CNH e dos exames de aptidão física e mental, de acordo com as seguintes situações:

10 anos para condutores com menos de 50 anos;
5 anos para condutores com idade igual ou superior a 50 anos e inferior a 70 anos;
3 anos para condutores com 70 anos ou mais.

O texto prevê, ainda, que, em caso de indícios de deficiência física ou mental ou de progressividade de doença que diminua a capacidade de condução, o perito examinador pode diminuir os prazos para a renovação da carteira.

Atualmente, o Código de Trânsito prevê a renovação a cada cinco anos para a maioria dos motoristas e a cada três anos para condutores com mais de 65 anos.

Já o texto enviado pelo governo previa a renovação dos exames a cada 10 anos e, para pessoas acima de 65 anos, a cada cinco anos.

Exame de aptidão

O texto determina, ainda, que os exames de aptidão física e mental sejam realizados por médicos e psicólogos peritos examinadores, com a titulação de especialista em medicina do tráfego ou em psicologia de trânsito, respectivamente. A legislação atual não deixa explícita essa exigência, e os requisitos constam apenas em resoluções do Contran.

Pela proposta, os exames devem ser avaliados “objetivamente” pelos examinados, o que subsidiará a fiscalização sobre o profissional credenciado feita pelos órgãos de trânsito em colaboração com os conselhos profissionais.

Pontuação da CNH

O projeto também prevê limites diferentes de pontuação na carteira de motorista, antes da suspensão, no prazo de 12 meses:

40 pontos para quem não tiver infração gravíssima;
30 pontos para quem possuir uma gravíssima;
20 pontos para quem tiver duas ou mais infrações do tipo.

Os motoristas profissionais terão 40 pontos de teto, independentemente das infrações cometidas. Esses condutores podem participar de curso preventivo de reciclagem quando atingirem 30 pontos. A legislação atual prevê a suspensão da carteira sempre que o infrator atingir 20 pontos.

O projeto original do governo previa uma ampliação geral, de 40 pontos para todos os motoristas, independentemente da vinculação por infração criada pelo relator.

Avaliação psicológica

O relator incluiu, também, a exigência de avaliação psicológica quando o condutor:

se envolver em acidente grave para o qual tenha contribuído;
ser condenado judicialmente por delito de trânsito;
estiver colocando em risco a segurança do trânsito, por decisão da autoridade de trânsito.

Cadeirinha

O projeto aprovado determina também a obrigatoriedade do uso da cadeirinha para crianças de até 10 anos que ainda não atingiram 1,45 m de altura. A cadeirinha deve se adequar à idade, peso e altura da criança.

Pelo texto, o descumprimento desta regra ocasionará uma multa correspondente a uma infração gravíssima.

A proposta original do governo previa que a punição para o descumprimento fosse apenas uma advertência por escrito, sem a multa. Pela proposta do Executivo, endurecida pelo relator, a cadeirinha seria necessária para crianças de até 7 anos e meio.

Exames toxicológicos

Sobre a renovação da carteira de habilitação, o texto também mantém a obrigatoriedade de exames toxicológicos para motoristas das categorias C, D e E.

O fim da obrigatoriedade do exame era um dos pontos polêmicos do texto e foi alvo de críticas de parlamentares e entidades ligadas ao setor.

Segundo a proposta, quem tem idade inferior a 70 anos também terá que se submeter ao exame a cada dois anos e meio, independentemente da validade da CNH. Objetivo é impedir que eventual mudança do prazo da carteira implique em alteração na periodicidade do exame.

Motos

O projeto estabelece regras para a circulação de motocicletas, motonetas e ciclomotores quando o trânsito estiver parado ou lento.

Pelo texto, os motociclistas devem transitar com velocidade compatível com a segurança dos pedestres e demais veículos nessas situações.

A proposta cria ainda uma “área de espera” para motociclistas junto aos semáforo. O projeto diz que haverá uma área delimitada por duas linhas de retenção, destinada exclusivamente à espera destes veículos próximos aos semáforos, imediatamente à frente da linha de retenção dos demais veículos.

Recall

O projeto torna o recall das concessionárias – convocação de proprietários para reparar defeitos constatados nos veículos – uma condição para o licenciamento anual do veículo a partir do segundo ano após o chamamento.

Segundo o relator, são frequentes os casos de descumprimento do procedimento, colocando em risco a segurança dos condutores desses veículos e de outras pessoas.

Cadastro positivo

A proposta cria o Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), em que serão cadastrados os condutores que não tenham cometido infração de trânsito sujeita a pontuação nos últimos 12 meses.

O cadastro positivo vai possibilitar que estados e municípios concedam benefícios fiscais e tarifários aos condutores cadastrados.

Inicialmente, o relatório previa que, na Semana Nacional de Trânsito, comemorada em setembro, haveria um sorteio no valor de 1% do montante arrecadado com as multas para premiar os motoristas do cadastro. Contudo, o deputado Juscelino Filho retirou essa parte ao acolher uma emenda de plenário.

Escolas de trânsito

O projeto prevê a criação de “escolas públicas de trânsito” para crianças e adolescentes com aulas teóricas e práticas sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.

Consulta pública

As propostas de normas regulamentares a serem editadas pelo Contran deverão ser submetidas a consulta pública antes da entrada em vigor. O objetivo é dar mais transparência às decisões do conselho.

Multas administrativas

O parecer propõe a isenção de pontos na carteira de motorista em algumas situações de infrações de natureza administrativa, por exemplo:

conduzir veículo com a cor ou característica alterada;
conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório;
portar no veículo placas em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran;
deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor.

Penalidade de advertência

O texto define, ainda, que para infrações leves ou médias deve ser imposta a penalidade de advertência por escrito, em vez de multa, se infrator não tiver cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Atualmente, a legislação já permite essa possibilidade se a autoridade de trânsito “entender esta providência como mais educativa” e desde que o motorista não tenha cometido a mesma infração nos últimos 12 meses.

Faróis

O texto determina a obrigatoriedade de manter os faróis acesos durante o dia, em túneis e sob chuva, neblina ou cerração, e à noite.

O Senado fez uma alteração, mantida na Câmara, para restringir a obrigatoriedade do uso de faróis baixos durante o dia em rodovias de pista simples apenas àquelas situadas fora dos perímetros urbanos.

Ao acolher essa mudança, Juscelino Filho diz que o uso de faróis nas cidades “poderia ter efeito contrário, ao equiparar todos os demais veículos aos ônibus e às motos, que hoje já são obrigados a transitar com farol acesso, para serem diferenciados e melhor percebidos no trânsito urbano.”

Outros pontos

Veja outros pontos do projeto:

Reprovação de exame: o projeto revoga dispositivo que determinava que o exame escrito sobre legislação de trânsito ou de direção veicular só poderia ser refeito 15 dias depois da divulgação do resultado, em caso de reprovação;
Capacete sem viseira: a proposta altera trecho do Código de Trânsito que trata da obrigatoriedade do uso do capacete, retirando a menção sobre a viseira – o que, atualmente, é considerado infração gravíssima. O não uso viseira no capacete ou dos óculos de proteção ganhou um artigo separado na lei, tornando-se infração média;
Aulas à noite: o projeto também retira a obrigatoriedade de que parte das aulas de direção sejam feitas à noite;
Policiais legislativos: o texto prevê que os policiais legislativos da Câmara dos Deputados e do Senado, mediante convênio com o órgão ou entidade de trânsito local, poderão autuar os motoristas em caso de infração cometida nas adjacências do Congresso Nacional quando estiverem comprometendo os serviços ou colocando em risco a segurança das pessoas ou o patrimônio do Legislativo. Os autos de infração serão encaminhados ao órgão competente.

G1

Sindicatos acatam decisão judicial e decretam fim da greve dos Correios

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Um dia após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) determinar o fim da greve dos Correios, todos os 31 sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) decidiram pelo fim da greve e encerraram a paralisação iniciada há 35 dias, durante assembleias realizadas na noite desta terça-feira (22).

Em nota, a entidade afirma que a decisão do TST – que aprovou um reajuste de 2,6% para os trabalhadores – não contempla a categoria e que irá recorrer.

“Vamos acreditar na luta sempre e observar o que tem de remédio jurídico para a gente. Perdemos essa batalha, mas muitas ainda virão. Há muitos desafios pela frente, como não deixar a empresa ser vendida”, disse José Rivaldo da Silva, secretário-geral da Fentect.

Também nesta terça-feira, os Correios afirmaram, em nota, que a maior parte dos funcionários que havia aderido à greve retornou ao trabalho, o que corresponde a 92,7% dos trabalhadores da estatal.

Greve não abusiva
Na decisão de segunda-feira, o TST afirmou que a greve não foi abusiva. Com isso, metade dos dias de greve será descontada do salário dos empregados. A outra metade deverá ser compensada.

Relatora do processo, a ministra Kátia Arruda votou contra a declaração da greve como abusiva – o que levaria ao desconto integral das horas não trabalhadas.

A magistrada disse que a paralisação foi a única solução encontrada pelos trabalhadores, diante do fato de que a empresa tinha retirado praticamente todos os direitos adquiridos da categoria.

“É a primeira vez que julgamos uma matéria em que uma empresa retira praticamente todos os direitos dos empregados”, afirmou.

Cláusulas do acordo coletivo
De acordo com a Fentect, a paralisação foi deflagrada depois que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo, que estaria em vigência até 2021.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do então presidente da Corte, Dias Toffoli, e suspendeu 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho dos trabalhadores dos Correios.

O pedido da suspensão foi feito pelos Correios. A empresa argumentou que não teria como manter as altas despesas, e que precisaria “discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado”.

O acordo coletivo havia sido estendido até o fim de 2021 por decisão do TST em outubro do ano passado.

No julgamento do dissídio, o TST decidiu manter as nove clausulas oferecidas pelos Correios durante a negociação salarial – que incluem a oferta de plano de saúde e auxílio-alimentação – e outras 20 cláusulas sociais, que não representam custos extras aos Correios.

As outras 50 cláusulas do antigo acordo coletivo de trabalho foram canceladas.

Na sessão, Kátia Arruda contestou os argumentos dos Correios sobre problemas financeiros, e apontou que a estatal registrou lucro no primeiro semestre. Segundo a ministra, a empresa também tem lucrado com a pandemia da Covid-19, que resultou em aumento na demanda por entregas.

A ministra disse ainda que os Correios demonstraram “absoluta resistência” durante as negociações do atual acordo coletivo. “A meu ver, não houve negociação coletiva, porque a meu ver não houve qualquer tipo de cessão dos Correios para atender parcialmente às reivindicações da categoria”, disse.

“A Empresa de Correios e Telégrafos entendeu que não deveria haver nenhum benefício para os trabalhadores, que são o maior capital que ela possui”, prosseguiu.

O que dizem os Correios
Em nota, os Correios afirmaram que, desde o mês de julho, buscaram negociar os termos do acordo coletivo “em um esforço para fortalecer as finanças da empresa e preservar sua sustentabilidade”.

“Ficou claro que é imprescindível que acordos dessa natureza reflitam o contexto em que são produzidos e se ajustem à legislação”, informou a empresa.

G1

Estudo brasileiro aponta que covid-19 pode causar danos cerebrais

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Um estudo conduzido por um grupo de 17 cientistas indica que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de infectar células neurais. Os pesquisadores alertam para o risco de danos no sistema nervoso central de infectados. O trabalho foi conduzido através de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

Os resultados do estudo estão disponíveis no portal bioRxiv, que se dedica à publicação de artigos em modalidade preprint. São trabalhos que ainda não foram revisados por outros cientistas. Assim, o estudo ainda deverá ser submetido a uma avaliação externa.

Os pesquisadores analisaram o tecido neural de uma criança que morreu em decorrência da covid-19. Como em outras pesquisas, não se detectou a presença do novo coronavírus na massa encefálica. No entanto, o Sars-Cov-2 foi encontrado no revestimento de células neurais que estão na caixa craniana.

“Partículas virais foram detectadas principalmente no plexo coróide (ChP) e ventrículo lateral (LV), em menor grau no córtex do cérebro humano, mas não no resto do parênquima cerebral”, registra o estudo.

De acordo com o trabalho, o novo coronavírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. No entanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. No caso analisado, os pesquisadores acreditam que essa reação pode ter permitido que o novo coronavírus, células imunes e citocinas acessassem o sistema nervoso central e causassem danos no cérebro da criança.

No início da pandemia, a covid-19 chegou a ser descrita como uma infecção no sistema respiratório. O avanço dos estudos, porém, mostrou que a doença poderia afetar também outros órgãos, como rins e coração. A preocupação com o sistema nervoso, por sua vez, decorre de manifestações neurológicas observadas em alguns casos. Ocorrências de acidente vascular cerebral e encefalite, por exemplo, foram relatadas em pacientes com covid-19. “Manifestações neurológicas descritas são provavelmente devido a efeitos colaterais de uma resposta imunológica sistêmica ao vírus”, sugere o estudo.

Agência Brasil

Deputados baianos gastam na pandemia combustível suficiente para 23 voltas na terra

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Um veículo que roda uma média de 10 quilômetros por litro, com gasolina a R$ 4, se abastecido com R$ 372.150, conseguiria dar 23 voltas na Terra. Esse foi o valor gasto com combustíveis pelos deputados federais baianos entre março e setembro, período em que a Câmara estava com atividades presenciais suspensas e o país em isolamento decretado em razão da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com dados do Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, todos os 513 deputados federais gastaram neste período verba suficiente para um carro dar 268 voltas ao redor do planeta azul, o que totaliza o montante de mais de R$ 4,2 milhões das cotas parlamentares.

Em geral, a justificativa é a mesma: os trabalhos não pararam, mesmo com o início das sessões online em 25 de março. Alguns deputados ainda afirmaram que utilizaram os veículos e, consequentemente, o combustível, com a entrega de emendas nos municípios.

Ranking
Na Bahia, o deputado que aparece no topo da lista dos que mais gastaram é Claudio Cajado (PP-BA), com compra mensal de R$ 6 mil em combustíveis, que, se somados, totalizam R$ 36 mil durante o período de quarentena. A maioria das notas emitidas em nome do parlamentar partiram de um mesmo posto, localizado no Caminho das Árvores.

O deputado explicou que o estabelecimento fica próximo ao escritório dele, em Salvador, e os gastos aconteceram, porque, mesmo com a pandemia, o trabalho dele foi mantido no território baiano, com viagens para diversas cidades para atendimento à população, entre elas Nova Soure, Cipó e Ibotirama.

Em seguida aparece o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA), que gastou R$ 33,3 mil com combustíveis entre março e setembro deste ano. O parlamentar afirmou que, apesar (e em razão) da pandemia do novo coronavírus, os trabalhos se intensificaram. “Sou o deputado da Bahia que mais ando, para Brasília e para os meus municípios”, disse.

Com o mesmo argumento de mais trabalho durante a quarentena, o candidato à Prefeitura de Salvador pelo Avante, Pastor Sargento Isidório, afirmou que tem circulado por bairros da capital baiana e da Região Metropolitana, principalmente mantendo as atividades da Fundação Dr. Jesus.

O candidato ao Thomé de Souza desembolsou R$ 25,4 mil com combustíveis entre maio e julho deste ano, quando se desvencilhou do cargo para concorrer às eleições municipais da capital baiana. Desta forma, gasto médio mensal de Isidório no período para abastecimento de veículos foi de pouco mais de R$ 5 mil.

Na base do ranking dos parlamentares baianos que menos usaram a cota para abastecimento de veículos durante a pandemia estão Igor Kannário (DEM-BA), com gasto de R$ 433,37; Afonso Florence (PT-BA), com R$ 210,04; e Leur Lomanto Jr (DEM-BA), que gastou R$ 200.

Verba
A verba de custeio é dada ao parlamentar para atender às atividades feitas pelo deputado e assessores e não inclui o salário dos funcionários. A cota chega a R$ 45,6 mil mensais, mas na Bahia o valor é de 39 mil por mês, que não se acumula.

De acordo com as normas, não há nada que obrigue que o gasto seja feito em Brasília. O trabalho junto às comunidades locais nos estados é, inclusive, a justificativa apresentada pelos parlamentares para os gastos no período de pandemia.

Por meio de nota, a Câmara dos Deputados afirmou que “o combustível é uma das despesas reembolsáveis, desde que para o apoio à atividade parlamentar”.

Volta na Terra
Apenas para esclarecer, o cálculo para definir quantas voltas na Terra poderiam dar os deputados que utilizaram a cota parlamentar para abastecimento de veículos foi feito tendo como base a gasolina a R$ 4.

Além disso, o BNews utilizou como modelo padrão de veículos dos deputados o Corolla, que faz 10 quilômetros por litro de gasolina. Desta forma, se uma volta na Terra de carro são 39.840 quilômetros, com a gasolina a 4 reais e o consumo médio do veículo de 10 km/l, o gasto de uma volta é de R$ 15.936.

Como os deputados baianos gastaram, entre março e setembro, R$ 372.150, para o abastecimento de veículos, se levarmos em consideração que foi utilizado a gasolina, temos que o montante daria para rodar o equivalente a 23 voltas no planeta azul.

BNews

Juazeiro: comunidades do distrito de Mandacaru I ficarão sem água nesta quarta-feira (23)

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Algumas comunidades do distrito de Mandacaru I, na zona rural de Juazeiro, no Norte da Bahia, ficarão sem água nesta quarta-feira (23), entre 8h e 12h. De acordo com o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), empresa responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, a interrupção é motivada para que seja realizado um serviço de manutenção.

Conforme a empresa, moradores das comunidades de Mandacaru I, Barrinha da Conceição, Vila Juca Viana, Ilha Grande, Lagoa da Areia e Ponta D’água ficarão sem água pois o sistema de abastecimento de água será desligado para que a equipe de manutenção possa realizar ajustes na rede de distribuição.

Segundo o SAAE, o serviço é necessário para melhoria no abastecimento dessas comunidades. Caso seja concluído antes do tempo previsto o sistema voltará a funcionar de imediato.

Da Redação

Reaparecimento do potó, inseto que causa queimaduras de até 2º grau, preocupa juazeirenses; saiba como prevenir

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Insetos bem pequenos, com pouco mais de um centímetro de comprimento, mas que podem fazer um estrago na pele humana que não é proporcional ao seu tamanho. A presença repentina do potó (Paederus irritans) pegou muitos juazeirenses de surpresa. Muitos cidadãos do município baiano estão se deparando, de forma cada vez mais frequente, com a presença do inseto em suas residências. E isso requer cuidados.

Devido ao tamanho, os potós podem até ser confundidos, por algumas pessoas, com as formigas. A diferença é que eles possuem uma cauda vermelha e preta, e podem, inclusive, causar queimaduras de até segundo grau, caso tenha contato com a pele humana. O biólogo Djalma Amorim explica que esses animais, que são da família dos besouros, costumam aparecer sempre no final do período chuvoso, período que coincide com o retorno da época das altas temperaturas.

(foto: reprodução/internet)

Os potós possuem, em média, um ciclo de vida de 60 dias, desde o ovo até a sua morte, período que pode ser alterado de acordo com fatores ambientais, como temperatura, umidade e alimento. De acordo com Amorim, esses insetos têm, como habitat natural, ambientes úmidos, sombrios e que ofereçam possibilidade de alimentos orgânicos para alimentação, já que se alimentam de restos vegetais e animais. A presença da ação humana esses espaços contribui para a invasão deles nas residências, explica o especialista.

“Eles vivem em áreas sombrias, úmidas e quentes, e próximo a áreas cultivadas. Como aqui é um cinturão verde, produz muita fruta, então tem potó. A ação humana no manejo ambiental faz com quê eles fujam do seu habitat natural como forma de defesa. À noite, eles são atraídos pelas luzes da cidade, e com isso ocorrem os acidentes, que é quando há o contato do animal com a pele humana”, explica Amorim. A invasão dos mesmos às residências se dá por se sentirem atraídos pelas luzes brancas.

De acordo com o biólogo, o potó gosta de calor, por isso escolhe locais mais quentes do corpo humano para pousar, e são nesses momentos, que geralmente acontecem durante o sono, que acontecem os acidentes. “Como eles gostam de locais quentes e úmidos, procuram um ambiente agradável, e encontra isso no corpo humano. Eles vão encontrar calor no pescoço, nas dobras do braço, da perna, e no momento em que a pessoa executa a ação mecânica para afastar o inseto, ele libera uma toxina chamada de pederina, que é esse substância que causa a queimadura na pele”, explica Djalma Amorim.

Essa toxina é liberada através dos poros do abdômen do inseto. O profissional acrescenta que se trata de um mecanismo de defesa do potó, quando se sente ameaçado e desmente que o animal “urina” nas pessoas. Essa toxina é capaz de provocar lesões parecidas com queimaduras provocadas por fogo ou produto químico, por exemplo, e a gravidade dessas lesões pode depender de alguns fatores como a quantidade da substância e sensibilidade pessoal. A depender da concentração, pode ocasionar, inclusive, uma queimadura de terceiro grau, segundo Amorim.

(foto: reprodução/internet)

Tratamento

Ao notar que teve contato com o animal, é preciso, imediatamente, lavar o ferimento com água e sabão, para diluir a toxina e causar uma menor agressão à pele. Posteriormente, deve-se fazer o uso de uma compressa com água fria no local, explica o especialista. Caso não seja tratada corretamente, a queimadura de potó poderá causar uma infecção secundária e até cicatrizes. Nesse caso, é necessário procurar, de forma urgente, uma profissional médico.

O uso de receitas caseiras pode piorar a lesão e também iniciar uma infecção. Ou seja, deve-se evitar o uso de pasta de dentes e maisena, por exemplo, além também de evitar a exposição da área ao sol.

Prevenção

De acordo com o biólogo, trocar a luz branca pela luz amarela nas residências é uma das medidas preventivas mais aconselhadas, visto que esse tipo de iluminação repele que os animais realizem a reprodução. Também é recomendado dormir com as luzes apagadas e improvisar anteparos nas portas e janelas, para evitar a entrada dos animais.

Outra dica é acionar uma empresa especializada em desinsetização para pulverizar as áreas aonde esses insetos costumam aparecer. Caso sinta a presença do animal, é sugerido tentar retirá-lo através de movimentos suaves, que não causem estresse.

Da Redação por Thiago Santos

Com tom de remorso, Olavo de Carvalho ressurge nas redes com novas críticas a Bolsonaro e Damares

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Distante dos holofotes nos últimos meses, o guru bolsonarista Olavo de Carvalho ressurgiu nas redes sociais, mais uma vez para tecer críticas e fazer advertências ao presidente Jair Bolsonaro e também à ministra Damares Alves.

Com tom de remorso, o autointitulado filósofo reclamou de ingratidão e avisou que, assim como Maquiavel, Bolsonaro pode acabar “vivendo da caridade de seus inimigos”.

“Subir na vida e, uma vez lá em cima, livrar-se dos que o ajudaram na escalada. O Bolsonaro aprendeu isso com Maquiavel e vai terminar como Maquiavel terminou: vivendo da caridade de seus inimigos”, escreveu no seu perfil no Facebook.

De acordo com informações da coluna Radar, da revista Veja, Olavo ficou irritado com Damares após a exoneração de Sandra Terena, esposa do blogueiro bolsonarista preso por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), Oswaldo Eustáquio, da secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo Olavo, seus “alunos” foram recomendados por ele a não aceitarem cargos públicos.

“Bolsonaro, Damares, mais todos os ministros e generais, somados, não têm cultura histórico-política suficiente para saber lidar com comunistas. Tomam no xx e se revoltam contra quem quer ajudá-los a escapar disso”, disparou o escritor, que ainda acrescentou que o presidente da República se fragiliza ao posar como “bonzinho” perante a “esquerda”.

“Quanto mais o Bolsonaro tenta se fazer de bonzinho ante a esquerda nacional e internacional, mais ela o difama e achincalha. Acho que ele não tem cultura histórico-política suficiente — como também não a têm seus lindos generais — para entender que acomodação com comunistas é SUICÍDIO”, complementou.

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