Preto no Branco

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Ministério Público Federal pede afastamento do cargo do ministro Ricardo Salles

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(foto: arquivo)

Doze procuradores da República pediram à Justiça Federal, em Brasília, nesta segunda-feira (6), o afastamento do cargo do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ministro de improbidade administrativa, pelo o que consideram “desestruturação dolosa das estruturas de proteção ao meio ambiente”. A ação tramita na 8ª Vara da Justiça Federal.

“Por meio de ações, omissões, práticas e discursos, o Ministro do Meio Ambiente promove a desestruturação de políticas ambientais e o esvaziamento de preceitos legais, mediante o favorecimento de interesses que não possuem qualquer relação com a finalidade da pasta que ocupa” afirmaram os procuradores.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse, em nota, que “a ação de um grupo de procuradores traz posições com evidente viés político-ideológico em clara tentativa de interferir em políticas públicas do Governo Federal. As alegações são um apanhado de diversos outros processos já apreciados e negados pelo Poder Judiciário, uma vez que seus argumentos são improcedentes”.

O MPF aponta que os atos de improbidade foram praticados em quatro frentes:

Desestruturação normativa
Desestruturação dos órgãos de transparência e participação
Desestruturação orçamentária
Desestruturação fiscalizatória

A desestruturação normativa ocorreu com a edição de decretos, despachos e portarias. Já a desestruturação dos órgãos de transparência e participação ocorreu pelo “desmonte” do Conama, das informações da página do Ministério do Meio Ambiente; pelo constrangimento ao INPE e pela “censura da comunicação institucional” do Ibama e do ICMBio.

A desestruturação orçamentária se deu a partir da redução de recursos para a fiscalização do Ministério do Meio Ambiente. Por fim, a desestruturação fiscalizatória ocorreu pelo “desmonte” da fiscalização ambiental, explicam os procuradores.

Os procuradores citam na ação a reunião ministerial do dia 22 de abril deste ano, no Palácio do Planalto (veja vídeo acima). No encontro – divulgado em 22 de maio no âmbito do inquérito do STF que investiga se houve interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal – o ministro falou em “passar a boiada” – ou seja, aproveitar o período da pandemia do coronavírus para mudar atos e normas relacionados ao meio ambiente.

No entendimento do MPF, a declaração “escancarou os propósitos de sua gestão e o desvio de finalidade nos atos praticados”.

“Ao alvedrio da legalidade e da lealdade à instituição que chefia, Ricardo de Aquinno Salles está buscando desmontar as estruturas institucionais e normativas dos órgãos federais de proteção ao meio ambiente (MMA, IBAMA, ICMBio), para fazer “passar a boiada”, na expressão utilizada pelo requerido na reunião ministerial de 22/04/2020″, completam.

Os procuradores querem que a Justiça condene o ministro em penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa – entre elas, perda de função pública e suspensão de direitos políticos. Também argumentam que o afastamento de forma cautelar é necessário para evitar o “aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia”.

“Caso não haja o cautelar afastamento do requerido do cargo de Ministro do Meio Ambiente o aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia, consequência direta do desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente, pode levar a Floresta Amazônica a um ‘ponto de não retorno’, situação na qual a floresta não consegue mais se regenerar”, concluíram.

G1

Bolsonaro veta prorrogação da desoneração da folha de empresas ao sancionar MP que permite reduzir jornada e salário

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Presidente Jair Bolsonaro participa da Cerimônia de Comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos nesta segunda-feira (6) a medida provisória que permite a redução da jornada de trabalho e do salário em razão da pandemia do novo coronavírus. Entre os pontos vetados, está a prorrogação até 2021 da desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores da economia.

Ele anunciou a sanção em mensagem em uma rede social. O texto foi aprovado pelo Senado em 16 de junho (relembre no vídeo mais abaixo). “Sancionada hoje a Lei que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (MP-936). Todos os benefícios serão custeados com recursos da União, operacionalizado e pago pelo @MinEconomia diretamente ao empregado”, publicou Bolsonaro.

O presidente vetou a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, que atualmente beneficia 17 setores da economia.

A prorrogação foi incluída no texto pelo Congresso, que pode derrubar o veto — quando um presidente veta trechos de um projeto aprovado pelo Legislativo, os vetos são analisados por deputados e senadores. Para se derrubar um veto na Câmara, são necessários 257 votos. No Senado, 41; ou seja, maioria absoluta nas duas Casas.

A lei atual prevê que o benefício da prorrogação será concedido até o fim de 2020. Se os trechos fossem sancionados, a desoneração seria prorrogada até o fim de 2021.

Defensores da prorrogação da desoneração dizem que esses setores são os que mais empregam no país. Segundo o senador Vanderlan Cardoso, relator da MP no Senado, empresas dessas áreas dão emprego a mais de 6 milhões de pessoas.

Ao vetar esse trecho, segundo a Secretaria-Geral da Presidência, o governo afirmou que “tais dispositivos acabavam por acarretar renúncia de receita, sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória e sem que esteja acompanhada de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro”.

O governo afirmou que tal dispositivo, além de criar despesa obrigatória, daria tratamento distinto entre os diversos tipos de desempregados de forma injustificada.

Outros vetos
Outro dos artigos vetados, de acordo com a Secretaria-Geral, previa que os empregados sem direito ao seguro-desemprego dispensados sem justa causa na pandemia teriam direito ao auxílio emergencial de R$ 600 por três meses contados da data da demissão.

Segundo a Secretaria-Geral, isso criaria despesa obrigatória para o poder público violando regra, prevista na Constituição, que diz que uma proposição legislativa que crie gasto obrigatório ou renúncia de receita deve ser acompanhada de estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

Ainda com base no que foi informado pela secretaria, foi vetado trecho que dizia que o beneficiário que tinha direito à última parcela do seguro-desemprego nos meses de março ou abril de 2020 poderia receber o auxílio emergencial, no valor de R$ 600, pelo período de três meses.

Conforme a Secretaria-Geral da Presidência, foi vetado artigo que dispensava empresas de exigência de cumprimento de nível mínimo de produção para aproveitamento de benefícios fiscais concedidos por prazo certo e em função de determinadas condições.

A medida provisória
O objetivo da medida, editada pelo governo federal em abril, é preservar empregos e renda neste período de pandemia, em que a crise econômica foi agravada.

O texto permitiu às empresas reduzirem a jornada de trabalho com a diminuição proporcional de salários. A MP também autorizou a suspensão temporária de contratos de trabalho.

As regras estavam em vigência desde a edição da medida. Com a aprovação da proposta pelo Congresso e com a sanção presidencial, o texto da MP foi transformado em lei.

Segundo o Ministério da Economia, até o meados de junho, o chamado Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda – criado pela MP – preservou mais de 10 milhões de postos de trabalho.

G1

Brasil terá nova gasolina a partir de agosto; combustível será mais caro, mas deixará veículos mais econômicos

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A partir de 3 de agosto, a gasolina vendida no Brasil deverá seguir novas especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regula o setor.

As mudanças valem para a gasolina tipo C (comum) e premium, aquela indicada pelas fabricantes de carros esportivos.

Na prática, o combustível terá melhor qualidade e deixará os carros mais eficientes – reduzindo o consumo de combustível e as emissões de poluentes.

Por outro lado, o litro da gasolina ficará mais caro, de acordo com a Petrobras. Ainda não há uma estimativa de qual será o aumento.

“Em termos finais de custo, acreditamos que será mais positivo, porque poderá rodar mais com menos”, afirmou Anelise Lara, diretora da Petrobras em uma transmissão da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Ou seja, apesar de o motorista pagar mais pelo combustível, o veículo rodará mais quilômetros com um litro de gasolina.

Para Everton Lopes, mentor de tecnologia em energia da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), a melhoria no consumo do veículo irá compensar o custo mais alto para abastecer. “Há previsões de que os veículos devem ter a performance melhorada, chegando a 3% ou 4% (na economia de combustível)”, disse.

Além disso, a nova gasolina ainda deve ajudar na redução de emissões.

“Cada litro consumido gera uma quantidade de CO2. E, com 4% menos consumo, as emissões também caem 4%”, completou.

O que há de novo
Entre as novidades, estão a introdução de uma massa específica mínima de 715 kg/m³ para a gasolina. A massa específica é a quantidade de uma substância em um determinado volume.

No momento, não há exigência de uma específica mínima, mas Everton Lopes afirma que a gasolina produzida no Brasil já estava próxima dessa marca. “Porém, nas importadas, havia o risco de vir com massa menor”, completa.

Segundo o engenheiro:

“Quando a massa específica é muito baixa, há menor conteúdo energético por litro, então o consumo aumenta”.

Além disso, Silvio Shizuo, professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI, ressalta o benefício de se estabelecer uma densidade para a gasolina. “É importante ter a padronização, saber se está boa ou ruim. Também facilita a fiscalização”, disse.

Outra novidade é a adoção de um novo padrão na contagem da octanagem da gasolina. O octano é o nível de resistência à combustão dentro do motor.

“Quanto maior a quantidade de octanos, mais resistente o combustível é à queima, e mais próximo do melhor nível de eficiência ele vai estar”, diz Lopes.

Na hora que o combustível é comprimido pelo pistão dentro do cilindro, há um ponto ideal para a combustão. Se a octanagem é mais alta, essa explosão acontece em um ponto onde o pistão é impulsionado com mais força para baixo, melhorando, assim, o desempenho do veículo

Por outro lado, se uma gasolina tem pouca octanagem, a explosão acontece de forma precoce, prejudicando o desempenho.

Dois padrões
Atualmente, havia apenas um padrão de medição da octanagem, chamado de MON. com octanagem mínima de 82. Agora, a gasolina também deverá seguir a metodologia RON, mais adequada aos motores modernos, com octanagem mínima de 92.

A partir de janeiro de 2022, o índice sobe para 93.

Shizuo acredita que a nova forma de aferição ainda deixa a gasolina brasileira mais próxima da europeia. “Eles divulgavam o MON e o IDA (média entre os dois padrões), enquanto o mais usado lá fora era o RON”.

Só que o aumento nos octanos não deve representar um ganho real no desempenho. No entanto, além da economia de combustível, a octanagem mais alta ajuda vai ajudar a preservar os motores.
A gasolina comum ainda ficará abaixo do combustível premium, que passará de 91 octanos, no padrão RON, para 97. Esse tipo de combustível especial, além de ser mais caro, normalmente é recomendado pelas fabricantes de carros esportivos, que desenvolvem seus motores para essa octanagem mais alta.

Além do maior número de octanos, a gasolina premium também possui menor índice de etanol anidro (sem água). A proporção, inclusive, não sofrerá alterações, e segue em 27% na gasolina C (comum e aditivada) e 25% na premium.

A gasolina aditivada, como o nome já diz, um combustível comum, acrescido de aditivos, seguirá o mesmo padrão de mudanças da gasolina tipo C.

“Estes critérios permitem que os novos motores possam ser projetados com características mais econômicas, menos poluentes e com melhor desempenho. Sem dúvida, é um passo importante na melhoria do combustível e, consequentemente, dos futuros veículos. Mesmo para os veículos atualmente em campo, a nova gasolina poderá causar menos depósitos no motor, aumentando sua vida útil”, concluiu.

Auto Esporte

Tele Coronavírus supera marca de 164 mil atendimentos na Bahia

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O Tele Coronavírus chegou à marca de 164.542 atendimentos registrados até o dia 30 de junho na Bahia. O serviço, que entrou em operação há três meses, é um atendimento gratuito por telefone que coloca a população em contato direto com profissionais voluntários da área de saúde, por meio do número 155. O objetivo principal é orientar o cidadão em caso de dúvida sobre a Covid-19.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), o mês de junho foi o que registrou a maior quantidade de atendimentos, com 67.426, contra 63.346 em maio e 33.770 em abril. A estrutura de atendimento, composta por 40 colaboradores da Rede SAC, está montada no Centro de Operações e Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

Os atendentes recepcionam as ligações e fazem uma triagem, aplicando um questionário desenvolvido pela Secretaria da Saúde (Sesab) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Bahia). Na sequência, transferem para um dos mil estudantes de medicina que participam voluntariamente do projeto.

O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, explica a dinâmica adotada pela plataforma. “O cidadão liga para o número 155 gratuitamente e é atendido por um estudante de medicina do quinto ou sexto ano, devidamente capacitado, que escuta a demanda e faz a orientação, de acordo com o protocolo oficial adotado pela Sesab e Ministério da Saúde. Ao receber essa ligação, o estudante alimenta uma plataforma e esse dado é utilizado para os registros na área de saúde para auxiliar na gestão e na assistência à saúde”, afirma.

Idealizado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pela Fiocruz Bahia, o Tele Coronavírus recebeu apoio do Governo do Estado, por meio da Sesab, Secti e das secretarias do Planejamento (Seplan), da Segurança Pública (SSP), da Administração (Saeb) e de Infraestrutura (Seinfra). Também aderiram à ação as quatro universidades estaduais (Uneb, Uesc, Uefs e Uesb), a Escola Bahiana de Medicina, a FTC Salvador, a Unifacs, a Unime, a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a Fesftech, esta última responsável pelo desenvolvimento de uma plataforma que é alimentada pelos voluntários.

Da Redação

Carro que havia sido levado de locadora de Fortaleza é recuperado em Petrolina

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(foto: divulgação/PRF)

Um carro que havia sido levado de uma locadora de Fortaleza, no Ceará, foi recuperado nesta segunda-feira (6), na BR-428, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Um homem de 55 anos, que dirigia o veículo, foi detido.

Segundo a PRF, durante a abordagem no Km 185 da rodovia, policiais realizaram uma verificação detalhada no carro e descobriram um registro de apropriação indébita. O veículo havia sido locado no dia 9 de março de 2018 e deveria ter sido devolvido quatro dias depois.

A equipe também descobriu, ainda segundo a PRF, que o carro portava as placas originais e havia sido transferido de forma fraudulenta para outro proprietário. O motorista informou que havia sido contratado para dirigir o veículo até Petrolina.

O homem foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil do município.

Da Redação

Aulas, eventos e transporte intermunicipal estão suspensos até 12 de julho na Bahia

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Estão suspensas em todo território baiano até o dia 12 de julho, as aulas nas redes pública e privada, e as atividades que envolvem aglomeração de pessoas, como eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, apresentações circenses, eventos científicos, passeatas, aulas em academias de dança e ginástica, além da abertura e do funcionamento de zoológicos, museus, teatros, dentre outros.

A decisão foi tomada pelo governador Rui Costa na última sexta-feira (3) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) do sábado, dia 4 de julho. Todas essas restrições estão estabelecidas no decreto n° 19.586, que tinha validade até esta segunda-feira, dia 6 de julho.

A prorrogação do decreto também inclui a suspensão do transporte intermunicipal em diversas cidades baianas. Atualmente, a medida está válida em 356 municípios, onde há registros de pacientes ativos com a Covid-19. Todas as restrições estabelecidas pelo Governo do Estado têm como objetivo conter o avanço da disseminação do novo coronavírus na Bahia.

Da Redação

Secretário Fábio Vilas-Boas prevê abertura de cerca de 200 novos leitos para Covid-19 na Bahia nos próximos dias

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(foto: arquivo)

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, anunciou em entrevista ao Jornal da Manhã desta segunda-feira (6) que o estado ganhará, até a próxima semana, cerca de 200 novos leitos para tratamento de pessoas com coronavírus. A ideia é reforçar a rede de atendimentos para Covid-19 e reduzir a taxa de ocupação.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde (Sesab), dos 2.283 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.467 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 64%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 913 leitos exclusivos para o coronavírus, 725 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 79%.

“Excluímos os leitos pediátricos, que têm taxa de ocupação baixa, em torno de 30%, e puxava artificialmente a taxa de ocupação para abaixo de 80%. Estamos agora tratando dos leitos adultos. Essa taxa de ocupação na capital está acima de 80%, no interior abaixo de 70%. Iremos, ao longo dos próximos dias, abrir mais leitos em Salvador. A prefeitura e o governo deverão abrir em torno de 70 leitos ao longo desta e da próxima semana. No interior do estado vamos abrir, provavelmente na sexta-feira, mais 40 leitos no Clériston Andrade. Mais 60 ou 70 leitos em municípios do interior. Serão quase 200 novos leitos injetados no sistema”, afirmou.

“Isso deve fazer com que a taxa de ocupação de Salvador caia abaixo de 75%, por volta de 73%, posteriormente abaixo de 70%, preservando a taxa de crescimento atual, que está em torno de 2%”, complementou.

A taxa de ocupação é importante para o plano de retomada do comércio desenhado pelo governo do estado e prefeitura de Salvador. Segundo Vilas-Boas, o índice será utilizado como parâmetro para a adoção das fases da flexibilização. O projeto deverá ser detalhado pelo governador Rui Costa e pelo prefeito ACM Neto.

“Nós estamos trabalhando em cima disso. Diversas reuniões foram feitas ao longo das últimas semanas dentro do governo, posteriormente junto com a prefeitura da capital, exatamente para alinhar os parâmetros. Como isso envolve algum grau de entendimento, é importante que se alinhe números iguais. Chegamos a um número, deverá ser anunciado nos próximos dias. O número principal diz respeito à taxa de ocupação hospitalar. Não estamos trabalhando com taxa de crescimento, que é variável, pode ser influenciada pela taxa de testagem. Estamos trabalhando no que interessa, que é a capacidade do sistema em absorver a demanda”, afirmou Vilas-Boas.

O secretário de Saúde também criticou o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles. Na última semana, a Justiça acatou um pedido da Ufba e embargou 24 leitos do Hospital Salvador, que seriam dedicados exclusivamente para atendimento a pacientes com o novo coronavírus.

O embargo ocorreu após uma ação movida pela UFBA, que alega que o tratamento de pessoas com Covid-19 na unidade coloca em risco a saúde de gestantes da Maternidade Climério de Oliveira (MCO), gerida pela universidade, e que está com a UTI funcionando no hospital, temporariamente.

“É uma atitude incompreensível, lamentável, essa insensibilidade do reitor da UFBA em adotar essa medida, se dispor a brigar judicialmente para impedir que a prefeitura ofereça 25 leitos de UTI para a população. O governo, inclusive, já orientou a Maternidade Climério de Oliveira, que está em um espaço alugado, que mude o perfil para ser maternidade de gestantes com coronavírus. O sistema público de saúde orientou que mude o perfil. A maternidade presta serviços ao SUS da Bahia, que paga pelo serviço. Eles estão resistentes em aceitar isso, e ainda mais impedindo a abertura de 20 leitos. Lamentável ver a UFBA trabalhando contra o interesse da saúde pública da Bahia”, finalizou o secretário.

Em nota publicada no site da universidade, na sexta-feira (3), a UFBA diz que desde o começo da pandemia, tem atuado firmemente na defesa da vida e da saúde da população, ombreando com a sociedade baiana e suas lideranças na luta contra a pandemia. “Sempre aberta ao diálogo, a Universidade realizou reuniões com a prefeitura para tentar chegar a uma saída razoável, que dispensasse a judicialização do problema, mas não houve acordo”.

A nota fala que é Inaceitável e lamentável pretender tratar pacientes vítimas de Covid-19 no mesmo espaço que abriga gestantes, mães e bebês recém-nascidos, que ficariam perigosamente expostos à contaminação pelo coronavírus.

Ainda segundo a UFBA, a medida é perigosa para a saúde de gestantes, puérperas e recém-nascidos, além do corpo técnico da maternidade, já que, de acordo com pareceres técnicos, o hospital não oferece nenhuma condição de isolamento entre as alas, obrigando o compartilhamento de espaços comuns nas instalações da unidade. “Mais grave ainda: as próprias UTIs – Neonatal e de Covid – ficariam no mesmo andar, separadas apenas por uma precária divisória removível, contrariando todas as normas que regem instalações hospitalares”, diz o documento.

G1

Uso de máscaras não é obrigatório em presídios, diz veto do governo

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O governo do presidente Jair Bolsonaro publicou nesta segunda-feira (6) no “Diário Oficial da União” uma retificação dos vetos à lei que obriga o uso de máscaras em locais públicos. No ajuste, o governo vetou também a obrigatoriedade da máscara em presídios.

Na sexta-feira (3) passada, Bolsonaro sancionou com vetos a lei que disciplina o uso da máscara. O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional no contexto da pandemia do novo coronavírus, que infectou mais de 1,6 milhão de brasileiros e matou mais de 64 mil, conforme consórcio de veículos de imprensa.

A lei tornou obrigatório o uso de máscara em espaços públicos, transportes públicos como táxis, carros de aplicativos, ônibus, aeronaves e embarcações fretadas.

Bolsonaro, contudo, vetou na sexta a obrigatoriedade da máscara em órgãos e entidades públicos e em estabelecimentos comerciais, industriais, templos religiosos e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas.

O presidente explicou que o trecho “incorre em possível violação de domicílio”. Caberá ao Congresso decidir se mantém ou se derruba os vetos de Bolsonaro.

Nesta segunda, o governo ampliou os trechos vetados por meio de uma a retificação registrando que a obrigação do uso de máscara em presídios e estabelecimentos de medida socioeducativas também está vetada.

Também ficou de fora da lei trecho que dizia que “os órgãos, entidades e estabelecimentos a que se refere este artigo deverão afixar cartazes informativos sobre a forma de uso correto de máscaras e o número máximo de pessoas permitidas ao mesmo tempo dentro do estabelecimento”.

Segundo o “Diário Oficial da União”, a retificação foi necessária porque houve um erro na publicação de sexta-feira.

Ao justificar os novos vetos, o governo argumentou que equipamentos de proteção individual já são regulamentos por normas de trabalho sobre o uso da máscara e a necessidade de cada setor ou atividade.

O governo também justificou que estados e municípios têm autonomia para definir normas adicionais para atender “peculiaridades” sobre o tema.

A justificativa ainda cita que os novos vetos se adequam a outro feito na sexta-feira, no trecho que tornava obrigatório aos estabelecimentos, em funcionamento durante a pandemia, o fornecimento gratuito aos funcionários e colaboradores de máscaras, ainda que de fabricação artesanal.

G1

Escola, creche e quadra do distrito de Abóbora serão reformadas em Juazeiro

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(foto: divulgação/PMJ)

Os projetos de reforma da Escola Manoel de Souza Bonfim, da EMEI Américo Tanuri e da quadra poliesportiva do distrito de Abóbora, situados no Distrito de Abóbora, na zona rural de Juazeiro, no Norte da Bahia, foram apresentados neste domingo (5). As duas escolas irão beneficiar mais de 350 alunos da Educação Infantil e Fundamental (1º ao 9º ano).

O prefeito Paulo Bomfim (PT), acompanhado da secretária de Educação e Juventude (SEDUC), Lucinete Alves, mostrou a maquete e a planta baixa com os detalhes da requalificação das unidades escolares aos líderes comunitários, representantes da escola e alguns vereadores.

A Manoel de Souza será totalmente reformada e contará com 04 (quatro) salas de aula, nova sala de gestão/professor, nova cozinha e refeitório, novos banheiros com acessibilidade, biblioteca e sala de Informática. A Emei Américo Tanuri também terá 04 (quatro) salas de aula, sala de gestão/professor, cozinha e refeitório, banheiro infantis acessíveis, parque infantil, além de outros ambientes.

“É com muita alegria que venho dar essa notícia maravilhosa para os moradores de Abóbora, que tanto sonhavam com essas obras. A equipe de engenharia da SEDUC desenvolveu os projetos com o novo conceito das escolas municipais, que vai proporcionar muito mais conforto e segurança, como as outras unidades que já inauguramos no nosso Governo. A Educação é nossa prioridade e vamos continuar trabalhando para melhorar a vida das nossas crianças e de toda a população. Além das escolas já autorizei a reforma da quadra que fica ao lado da EMEI e do canteiro central da entrada do distrito”, garantiu Paulo Bomfim.

“Preparamos estes projetos com muito carinho para as nossas crianças e adolescentes de Abóbora. São obras importantes para a Educação de Juazeiro e fico feliz em estar aqui com o prefeito apresentando cada detalhe. Na verdade vamos reconstruir duas novas unidades que vão ficar totalmente diferentes, com novos espaços e mais confortáveis e seguras, com ar condicionado e tudo que nossas crianças têm direito. Não é só parede, é respeito, dignidade, valorização de uma comunidade que merece o melhor”, concluiu a secretária Lucinete.

Estavam presentes o presidente da Câmara de Vereadores, Alex Tanuri (PP), os vereadores Agnaldo Meira (PCdoB) e Tiano Félix (PT), e secretários de Governo.

Da Redação