Preto no Branco

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Sempre Aos Domingos: “Livros, cultura, música e arte. Retomamos nosso protagonismo? por Sibelle Fonseca 

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Passando pelo centro de Juazeiro na manhã deste sábado, 25, último dia do Festival Juá Literária, uma cena chamou minha atenção: pequenos consumidores transitavam com sacolas de livros e brinquedos educativos, roubando o lugar dos costumeiros clientes que compram coisas nas lojas.

Vi uma mãe, segurando a mão da filha pequena, apressada para pegar o ônibus. A garotinha dava tanta importância à sacola de livros como se soubesse que ali estava carregando o essencial para sua vida: o conhecimento, forma única de libertação e poder.

Lembrei de mim, quando criança, e da minha mãe que me apresentou aos livros, com a assinatura mensal da revista “Amiguinho”, meu passaporte para leitura, lugar que frequento desde lá e que salvou a minha vida. Quem seria eu, não fossem os conhecimentos, ainda que parcos, os quais adquiri com os livros. Fui capaz de ver aquela menina doida pra chegar em casa e pegar o livro, sentir o cheiro do livro, soltar sua imaginação e não ser a mesma depois daquele livro.

Nesse instante, o amigo Amilcar, juazeirense da minha geração, me enviou a foto que ilustra essa coluna, com o seguinte comentário: “Essa cena, eu presenciei ontem no Castelo Branco. Todas essas crianças alegres e satisfeitas com livros nas mãos. Nada de celular. Tinham chegado do Juá literária”.

Lembrei do Círculo do Livro que eu frequentava na adolescência. Era no Círculo Operário, na Visconde do Rio Branco, todos os sábados à tarde. Meninos e meninas liam livros, em grupo, depois expressavam o que entenderam, expunham dúvidas, aventuravam certezas, trocavam exemplares e debatiam sobre conhecimento.

No Juá Literária, segundo dados da Prefeitura de Juazeiro, foram comercializados mais de R$ 6 milhões em livros nos 31 estandes de 600 editoras. Os restaurantes da Vila Bossa Nova registraram aumento médio de 30% nas vendas e os informais da praça de alimentação da Orla, contabilizaram um crescimento de 90%, ainda conforme os dados. Na Feira Solidária, que reuniu pequenos produtores e artesãos, o ganho foi, em média, R$750,00 em vendas diárias de alimentos e R$400,00 de artesanato, roupas e acessórios.

Cerca de 80 mil pessoas circularam pela cidade, durante o festival, e a rede hoteleira também registrou uma movimentação alta, informou a prefeitura.

Com uma filha amante de Juazeiro, comemoro os ganhos para a economia e turismo do município.

Mas, como pessoa das letras, minha avaliação entusiasmada, é por acreditar na transformação que o conhecimento faz. Tenho esperança naquelas sacolinhas de livros das crianças, a maioria de alunos da rede municipal que ganharam bônus para escolher seus livros. Eles não compraram coisas, adquiriram a senha para um mundo mágico que, certamente, lhes levará a compreender a realidade e desejar transformá-la.

Meu entusiasmo é ver uma ação concreta, na minha cidade, que contemplou os artistas locais, os escritores independentes, a diversidade cultural, todas as ideologias, idades, gostos, credos e raças, e, de quebra, trouxe grandes intelectuais e referências da cultura nordestina e brasileira.

Meu entusiasmo é ver Juazeiro voltar a respirar arte, e fazer jus a fama de cidade de cultura efervescente. A terra de João, Edésio Santos, Galvão, Bebela, Edilson Monteiro, Wellington Monteclaro, Antonila, Chico Romão, Euvaldo Macedo, Tatau, Zé Maurício, Pedrinho de Biloto, Marcelino Paes Landim, Professores Joselino e Lurdes Duarte, Parlim, Neto de Mundinho, dos Congos, do Reis de Boi, Chá das 5 e dos Penitentes.

Eu, Amilcar e outros iguais a nós, que nos últimos tempos vínhamos acompanhando, tristes e impotentes, o cortejo fúnebre da cultura juazeirense, tomamos um fôlego, um respiro bom, daqueles que inspira e faz bater no peito o orgulho Juazeiro.

Retomamos nosso protagonismo! É preciso reconhecer. E que venha mais!

Sibelle Fonseca é juazeirense, radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, humanista, mãe de Carla, Pingo, Mariana,  Ananda e humana de Diana, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e dos animais, uma amante da vida e das gentes.

 

Lula pede suspensão imediata das tarifas enquanto países negociam; reuniões entre Brasil e EUA já começaram, diz Ministro Mauro Vieira;

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que as negociações com o governo dos Estados Unidos para a suspensão do tarifaço contra as exportações brasileiras serão iniciadas neste domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia. Segundo o chanceler brasileiro, a autorização para o início das negociações foi dada pelo presidente Donald Trump após reunião como presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Vieira disse que a primeira reunião deve ser realizada na noite deste domingo, no fuso do horário da Malásia, que está 11 horas à frente do horário oficial de Brasília. Na conversa, Lula pediu a Trump que as tarifas extras sejam suspensas enquanto os dois países estiverem negociando, o que pode ocorrer após as primeiras conversas entre os representantes brasileiros e norte-americanos.

As negociações serão conduzidas pelo próprio chanceler, que terá auxílio do secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa.

Pelo lado norte-americano, as negociações serão conduzidas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.

Agência Brasil

Um banho de conhecimento, arte e cultura: Juá Literária termina irrigando a economia e o turismo de Juazeiro

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Ao final de 4 dias do maior, melhor e mais intenso festival de cultura, arte e literatura integradas do Nordeste, Juazeiro da Bahia se despediu da Juá Literária, na noite deste sábado (25), com show de Arnaldo Antunes e o balanço positivo de público, programação e comercialização de livros.

A Prefeitura do município estima que foram comercializados mais de R$ 6 milhões
em livros nos 31 estandes de 600 editoras e cerca de 80 mil pessoas circularam pela cidade, conferindo 80 atrações em shows musicais, mesas redondas, lançamentos de livros, contação de histórias, apresentações teatrais, a Kombi do Zé Livrório, Cineteatro Busarte, Carreta Literária e oficinas.

No final da tarde do último dia, o prefeito  Andrei Gonçalves liderou um cortejo literário às margens do Rio São Francisco, distribuindo entre o público infantil mais de 400 livros.

”Já avaliado como o maior evento do gênero em toda a região Nordeste, nossa preocupação agora é fazer, no ano que vem, um encontro maior ainda. Esse é o nosso compromisso em nome da história de Juazeiro que construímos juntos”, ressaltou.

Pontuado por momentos poéticos musicais memoráveis, a exemplo dos encontros entre  Xangai, Maciel Melo e Jessier Quirino; Quinteto Sanfônico do Brasil e Mariana Aydar e Xico Sá, Cida Pedrosa e Sidney Rocha, o festival, segundo a presidenta da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighella, já nasce grande.

“Estou absolutamente encantada com o que eu estou vendo e fico muito feliz com a Bahia protagonizando a cultura como algo que nos confere identidade e singularidade”,
revelou durante a participação de uma mesa sobre agenda, diversidade e políticas culturais.

Maria Marighella acrescentou ainda que a Juá Literária traduz os quatro eixos do Plano Nacional da Leitura, com a democratização do acesso, promoção da leitura, valorização do livro  e da literatura e desenvolvimento da economia do livro.
“Que a cultura seja sempre o caminho nosso, aqui e no mundo”, concluiu.

Evento aquece a economia local com aumento de até 90% nas vendas

A primeira edição da Juá Literária entrou para a história do Vale do São Francisco como um dos maiores festivais de literatura do Nordeste. Em quatro dias de programação, o evento reuniu 80 atrações e promoveu a venda de cerca de R$ 7 milhões em livros adquiridos dentro da Flijua, feira literária que integrou a programação. O resultado reflete o alcance do projeto como um forte estímulo à leitura e à formação de novos leitores, impactando as mais de 80 mil pessoas que circularam pelos espaços do festival.

Além dos lucros para a educação, o evento trouxe benesses para os mais diversos setores econômicos. Na Vila Bossa Nova, restaurantes registraram aumento médio de 30% nas vendas. Já na praça de alimentação da Orla, formada por food trucks, o crescimento chegou a 90%, segundo empreendedores. “Foi bom demais! Além de ser educativo, atraiu muitos clientes. Em seis anos que moro em Juazeiro, nunca havia visto um evento assim”, afirmou o comerciante Rodolfo Caldas.

A Feira Solidária, que reuniu pequenos produtores e artesãos no festival, também registrou bons resultados. Foram contabilizadas, em média, R$750,00 em vendas diárias de alimentos e R$400,00 de artesanato, roupas e acessórios. Além disso, o setor hoteleiro também registrou uma movimentação alta.

“Muitas pessoas vieram como integrantes da feira, além de artistas e visitantes de cidades vizinhas, que encontraram no evento uma opção de entretenimento e educação”, destacou Maraiza Carvalho, presidente do Sindicato Patronal dos Meios de Hospedagem de Juazeiro/Sindhaj.

Para o economista Fernando Holanda, docente da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina/FACAPE, o festival é um exemplo do potencial da economia criativa. “Este é um evento que, naturalmente, movimenta milhões em todos os elos da cadeia produtiva”, avaliou. A expectativa é de que iniciativas deste porte retornem aos municípios realizadores, ao menos, o dobro do investimento, além do valor imensurável ligado à leitura, cultura e educação.

O impacto, de fato, não é só econômico. A Juá Literária reforçou o protagonismo de autores locais, com mais de 40 livros lançados, sendo 30 de escritores de Juazeiro.

Uma das atrações da festa, o cantor e compositor Arnaldo Antunes, declarou: “Eu amei o show! O público daqui é muito amoroso e vibrante”, celebrou reservando um carinho especial ao formato do evento. “É algo que tem que ser prestigiado e alimentado. A gente vive em tempos digitais, de luta pela expressão e circulação de muita informação, e a literatura é um veículo de reflexão e formação das pessoas como indivíduos melhores na sociedade.”

O público compartilhou o entusiasmo. “Acredito no poder da leitura e das palavras, por isso faço questão de estar em eventos desse tipo. É um momento muito rico. E hoje também estive aqui para ver Arnaldo Antunes, trazendo a minha irmã, que é muito fã. Poder prestigiá-lo às margens do Rio São Francisco é uma oportunidade única”, disse o psicólogo Leonardo Victor.

O prefeito Andrei Gonçalves reforçou o papel do movimento da Juá Literária como um investimento no desenvolvimento local. “Este projeto vai além do festival: é um movimento de incentivo à leitura e à educação, com ações nas escolas e fortalecimento da cultura local. E é assim que queremos transformar Juazeiro, com educação, cultura e mais!”, afirmou.

Tenda das Palavras

“Literatura e poesia são liberdade”, a fala do escritor Xico Sá ecoou pelo Espaço Flijuá – Tenda das Palavras, neste sábado (25), no Festival Juá Literária. A frase foi proferida durante a mesa “Palavras, Poesias e Pensamentos”, em que dividiu o palco com os escritores Cida Pedrosa e Sidney Rocha.

O último dia do festival na Tenda das Palavras foi marcado por importantes reflexões sobre a palavra escrita e também sobre a história de Juazeiro. O dia começou com Odomaria Bandeira, Coelhão Assis e Josemar Pinzoh, na mesa “O Rio da Nossa História”, que discutiu um pouco da história de Juazeiro e a sua relação com o Rio São Francisco.

“Falar do rio da nossa história é contar a nossa história do rio. Uma história que é também de nós como pessoas, como um rio que vai correndo, se acumulando na sequência dos anos, do tempo, seguindo o seu curso, sua formação, seus sentimentos, seus significados e trazer um pouco dessa relação nossa, diretamente com o rio, como esse rio se transformou diante de nós, ao longo do tempo”, refletiu Odomaria Bandeira.

Em seguida, subiram ao palco Fabiano Piúba, Maria Marighella e Felipe Oliveira, em um bate-papo abordou as políticas culturais voltadas para a leitura e o livro. “De certa forma, o Juá Literária traduz os quatro eixos do Plano Nacional de Leitura: democratização do acesso, promoção da leitura, valorização do livro e da leitura no imaginário social brasileiro, e o desenvolvimento da economia do livro”, frisou o secretário de formação artística e cultural do livro e leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, avaliando a inserção do festival.

A programação ainda incluiu uma intervenção poética de Chiara Ramos, performance de Rimas InC, lançamentos de livros no Cais da Palavra e a mesa “O reverbo de Outras Vozes”, com Camila Yasmine, Luiza Brito, Fatel e PC Silva e. O encerramento das atividades culturais no Espaço Flijuá ficou por conta da apresentação de PC Silva e Luiza Brito.

Juá Literária

O Festival é realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação/Seduc, como uma culminância do programa Juá Literária. A iniciativa engloba uma série de ações de educação, cultura e arte, para a formação de estudantes cada vez mais leitores, integrando família, sociedade e escola em uma viagem ao mundo transformador da leitura.

Com a curadoria de Maviael Melo, o Festival ainda conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Editora IMEPH e Andelivros. A produção é assinada pela Carranca Produções e pela Entre Versos e Canções Produções Artísticas.

Redação PNB, com informações Ascom PMJ 

SAAE instala coletores de lixo na orla de Juazeiro, um incentivo ao descarte correto: “Não tem desculpa para jogar lixo no chão”

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A orla de Juazeiro ganhou novos coletores de lixo. Uma ação do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), para incentivar o descarte correto de resíduos e a participação da população na limpeza pública.

O SAAE instalou duas lixeiras de grande capacidade, desenvolvidas especialmente para locais com grande circulação de pessoas. As lixeiras permitem o descarte tanto por abertura superior, para pequenos resíduos, quanto pelo levantamento da tampa, ideal para sacolas e materiais maiores. Confeccionadas pelo próprio SAAE, os equipamentos foram produzidos por um servidor especializado em solda, que desenvolveu todo o projeto e a construção das estruturas, permitindo que elas suportem um maior volume de resíduos e contribuam para a manutenção eficaz da limpeza durante eventos dessa dimensão.

A ação faz parte do Programa “Juazeiro Limpa” que envolve diversas secretarias municipais.

“Já instalamos dezenas de coletores em pontos estratégicos da cidade e reforçamos na orla da cidade, com mais equipamentos, inclusive lixeiras de grande capacidade, desenvolvidas por um servidor do SAAE. Essas lixeiras se destinam ao descarte de sacolas e materiais maiores e teremos mais unidades em outros espaços. Estamos intensificando a limpeza da cidade, numa ação conjunta com o SAAE e pedimos, mais uma vez, a colaboração da população para que contribua com a limpeza pública”, pediu o Secretaria de Serviços Públicos (SESP), Romário Varjão.

Programa Juazeiro Limpa no Festival Juá Literária

A limpeza do espaço, palco do Festival Juá Literária – Um Rio de Letras, que ocorreu nos últimos quatro dias, foi motivo de elogios de quem visitou o evento. O Programa Juazeiro Limpa atuou de forma intensa para garantir que os mais de 30 mil metros quadrados do evento permanecessem limpos, organizados e ambientalmente responsáveis. A ação contou com o trabalho conjunto das equipes da Secretaria de Serviços Públicos (SESP) e do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE), que realizaram limpeza, coleta e implantação de estruturas de descarte em toda a área do festival.

O participante Rafael Souza destacou a importância da ação. “A gente percebe que existe uma preocupação com a limpeza. Caminhar por um evento desse porte e ver tudo organizado faz diferença na experiência de quem vem prestigiar.”

Já a visitante Maria Clara Santos reforçou o papel da população no processo. “As lixeiras estão por toda parte, então não tem desculpa para jogar lixo no chão. A prefeitura faz a parte dela, e o público também precisa fazer a sua.”

Redação PNB, com informações Ascom/PMJ

Prefeitura de Sobradinho lamenta a morte de Dona Severina, condutora da Tocha Olímpica em 2016: “Que sua trajetória inspire a todos nós”

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A Prefeitura de Sobradinho lamenta a morte de Dona Severina, ocorrida neste sábado (25). Em 2016, aos 86 anos, Dona Severina conduziu a Tocha Olímpica, quando o símbolo da olimpíadas passou pela Terra da Barragem, chamando a atenção do mundo pela vitalidade e carisma.

Ela era uma participante engajada do Grupo de Idosos do setor de Assistência Social do município e se tornou um exemplo por sua dedicação e amor por Sobradinho.

“Um momento que ficará para sempre em nossa memória. Dona Severina representou brilhantemente o nosso município carregando a tocha com muita disposição e alegria. Lamentamos seu falecimento e nos solidarizamos com seus familiares e amigos. Sua partida deixa uma lacuna em nossa comunidade. Que sua trajetória inspire a todos nós”, lamentou o Prefeito Cleivynho Sampaio.

Ascom/PMS

 

“Extraordinário”: Cineteatro Busarte, projeto genuinamente juazeirense, é destaque no Festival Juá-Literária

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O escritor, jornalista e apresentador, Xico Sá, um dos participantes do Festival Juá-Literária, que terminou ontem (25), em Juazeiro, visitou o Busarte, um Cineteatro moderno que apresenta um formato inovador de entretenimento e informação.

O equipamento, uma das atrações do evento, idealizado pelo produtor cultural e ator juazeirense, Carlinhos Tapioca, conta com tela de cinema de última geração, sistema de som de alta potência, iluminação LED de teatro de alta qualidade, cortinas clássicas que fazem a atmosfera teatral, piso emadeirado, é totalmente climatizado, e oferece 30 poltronas confortáveis em formato de arena.

O escritor demostrou sua admiração ao equipamento: “Eu cheguei aqui e conheci um negócio extraordinário (…). A primeira paixão quando eu botei os pés aqui hoje”, disse Xico Sá.

“O Busarte é uma dessas raridades que nascem do encontro entre sonho e necessidade, entre a falta e a abundância de criatividade. Quem vê de fora, pode achar que é só um ônibus. Mas quem entra ali descobre um outro mundo. Atrás das cortinas vermelhas, há um espaço que pulsa como coração cultural do sertão; É um teatro sobre rodas, é cinema em movimento, é cultura que se recusa a ficar parada. O Busarte tem essa magia: chegar em lugares onde a vida é dura, onde o lazer é escasso, onde o espetáculo parecia coisa distante… e, de repente, abrir uma janela luminosa para novas histórias”, definiu Carlinhos Tapioca.

Busarte no Festival Juá Literária

O Cine Teatro Busarte, projeto itinerante que transforma um ônibus em sala de cinema e teatro, encantou o público do Festival Juá Literária com o espetáculo “A Viagem de Francisquinho pelo Reino Encantado do Juazeiro”.

A peça conta a história do menino Francisquinho em sua missão de proteger o Rio São Francisco e as lendas locais contra forças negativas, promovendo uma mensagem de conscientização ambiental e cidadania.

“Buscamos transmitir a mensagem de que cada cidadão deve se tornar um guardião do vale, o que significa cuidar do bem-estar da cidade e do Rio São Francisco”, explicou Júnior Dias, autor e produtor do espetáculo.

O estudante Enzo Gabriel Amorim, de 12 anos, elogiou a apresentação e destacou a importância de não jogar lixo no rio. “Achei muito boa a apresentação, que mostrou que devemos cuidar do rio, não jogando lixo. Eu gostei muito”, disse o estudante.

O Festival Juá Literária, promovido pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da SEDUC, visa fomentar a leitura e a escrita por meio de ações educativas e culturais.

O Cine Teatro Busarte faz parte dessa programação, como destaca Rodrigo Chueco, diretor do projeto: “A ideia do Busarte é democratizar o acesso ao cinema e ao teatro. O projeto é itinerante, e nós vamos às escolas e comunidades levando cultura, teatro e cinema”, explicou.

O evento conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Editora IMEPH, Ande Livros, e produção da Carranca Produções e Entre Versos e Canções Produções Artísticas.

Ascom/PMJ

 

Após reclamações, Pague Menos instala cadeiras na farmácia do centro; unidade atende aos beneficiários do Programa “Farmácia Popular”

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Após reclamações de beneficiários do Programa “Farmácia Popular”, do Governo Federal, sobre o atendimento da rede de farmácia Pague Menos, credenciada no município de Juazeiro, a empresa instalou cadeiras na unidade.

Em contato com o PNB, beneficiários e seus familiares relataram que as filas são uma constante na farmácia que fica no centro da cidade, e as pessoas esperam horas pela dispensação dos medicamentos sem a menor acomodação. A maioria dos beneficiários do programa é de pessoas idosas e com comormidades.

O leitor Leandro Cunha, ao ir na farmácia na noite deste sábado (25), observou a medida adotada pela empresa e destacou: “Aí a força deste veículo. Olha o que a Pague Menos fez para dar um bem estar melhor aos usuários”, comentou.

Ela ainda observou: “Só tem essa única farmácia em Juazeiro e outra em Petrolina que atendem aos usuários do programa nas duas cidades e região. Os representantes precisam intervir para credenciar novas farmácias e assim descentralizar o atendimento”.

No início de outubro, após reclamações de usuários do programa, a Pague Menos se manifestou em nota enviada ao PNB. A rede lamentou os transtornos e informou que “já havia tomado medidas cabíveis para melhorar e agilizar o atendimento dos clientes, como a readequação do quadro de funcionários, disponibilização de água, cadeiras e uma melhor organização do fluxo por meio de senhas

Reclamação mais recente

No sábado (25) pela manhã publicamos reportagem sobre o relato da filha de um beneficiário idoso, sobre as longas filas na unidade do centro de Juazeiro para ter acesso aos medicamentos de uso contínuo. Além do número insuficiente de funcionários, ela reclamou da falta de acomodação na unidade.

“Fui levar meu pai idoso com Parkinson, Ficamos 1:30 minutos da fila. Um total descaso com os usuários. A farmácia centralizou a dispensação de medicamentos e insumos que fazem parte do programa do governo federal para uma única unidade, sendo que não dão suporte para demanda. Ficamos geralmente 1 a 2 horas na fila em espera para sermos atendidos e existe somente um funcionário dispensando para as duas filas e outro para o caixa, sendo que esse funcionário tem que ir deixar a medicação no caixa, parando assim o atendimento. Ao questionar a um funcionário, ele me informou que haviam mais quatro colaboradores, porém estavam todos lá dentro, na parte interna da farmácia. Mas havia somente um no atendimento. Várias pessoas idosas, com comorbidades aguardando em pé por horas e horas para pegar uma medicação”, contou Jéssica Thuanne.

Jéssica criticou também a logística da farmácia e sugeriu que o serviço se estenda a outras unidades: “Um funcionário deixa a medicação do usuário no caixa, parando o atendimento, sendo que a cada atendimento é necessário fazer esse mesmo percurso. A unidade tem que rever essa logística para melhor atender os usuários. Por que não deixa o programa em outra farmácia também?” concluiu.

Redação PNB

 

“Ótima reunião”, avalia Lula, após encontro com Trump na Malásia;

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Pelas redes sociais, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (26) que teve uma “ótima reunião” com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois presidentes se encontraram em Kuala Lumpur, na Malásia, durante 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).Lula disse que discutiu de “forma franca e construtiva” a agenda comercial entre Brasil e EUA e acertou que as diplomacias das duas nações vão avançar nas negociações para suspender o tarifaço contra as exportações e as sanções contra autoridades brasileiras.

Tarifaço

Em julho deste ano, Trump anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.

Redação PNB, com informações Agência Brasil

No último dia da Juá Literária, Praça dos Poetas encerra programação com encanto, música e imaginação infantil

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O último dia da Praça dos Poetas – Espaço Manuca Almeida, dentro do Festival Juá Literária – Um Rio de Letras, foi marcado pela ludicidade, pelo afeto e pela celebração da literatura para o público infantil. A programação deste sábado (25) contou com a apresentação especial de Sálua Chequer e Igor Reis, o carismático Zé Livrório, e a participação da pedagoga Kalypsa Brito, encerrando o espaço com poesia, música, reflexão e muita interação com as crianças.

Toalha Tem História: parlendas, rimas e imaginação

A programação ganhou ritmo logo de início com o espetáculo “Toalha Tem História”, apresentado por Sálua Chequer e Igor Reis, que vieram de Salvador (BA) exclusivamente para o Juá Literária. A dupla trouxe parlendas, trava-línguas, brincadeiras rimadas e canções que fizeram as crianças participarem do começo ao fim.

“A gente brinca com a criançada de rimar, cantar histórias e trava-língua. Isso envolve, diverte e forma. É uma satisfação enorme participar dessa feira, que entende a importância da infância e do futuro dos leitores. Viemos exclusivamente para o Juá Literária, passando por Juremal e Carnaíba do Sertão, e agora fechamos esse ciclo aqui em Juazeiro com muita alegria”, destacaram os artistas.

Zé Livrório e o encanto da palavra

O espaço também recebeu estudantes de escolas municipais, que mergulharam em histórias, cantorias e momentos especiais de aproximação com o universo literário ao lado de Zé Livrório. Entre eles estava Luane da Silva Nunes, da Escola Municipal Mandacaru, no bairro Jardim Primavera. Sorrindo e empolgada, ela resumiu a experiência. “Eu achei bem legal porque reviveu músicas antigas, e elas são muito legais também. Tinha a do Saci, que eu adorei. Eu amei o evento e comprei livros, alguns de atividade e outros de pintar.”

Kalypsa Brito: literatura afro, identidade e pertencimento

Encerrando as apresentações do dia, a pedagoga Kalypsa Brito trouxe reflexões sensíveis sobre literatura afro para crianças, destacando o papel da arte na reconstrução de narrativas, no fortalecimento das identidades e na valorização das histórias do território. Sua fala reforçou a importância da representatividade no imaginário infantil, formando leitores conscientes de suas raízes e memórias.

Neste último dia, a Praça dos Poetas reafirmou seu papel no festival: ser o espaço da palavra que acolhe, brinca, emociona e educa. Sob o legado de Manuca Almeida, a programação voltada para crianças e jovens mostrou que formar leitores é também formar identidade, memória e futuro.

Ascom/PMJ