Preto no Branco

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Câmara Municipal de Juazeiro entrega Comenda do Mérito Legislativo a Christianne Gurgel

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A Câmara Municipal de Juazeiro realizou, na manhã desta terça-feira (30), uma sessão solene para a entrega da Comenda do Mérito Legislativo, uma das mais altas honrarias concedidas pelo Poder Legislativo Municipal.

De autoria do vereador Mitu do Sindicato, a homenageada foi a advogada Christianne Moreira Moraes Gurgel, reconhecida pelo trabalho e dedicação de grande relevância à sociedade juazeirense.

A cerimônia aconteceu no Plenário da Câmara Municipal, às 10h, e reuniu o Procurador do Município de Juazeiro Carlos Eduardo, autoridades, familiares e convidados, que prestigiaram o momento de celebração e reconhecimento.

Durante a solenidade, o vereador Mitu do Sindicato destacou a trajetória de Christianne Moreira e sua contribuição para o desenvolvimento social da cidade. “É uma satisfação imensa em aprovar essa comenda. Que este reconhecimento seja apenas o início de uma nova e promissora jornada. Desejo muito sucesso!”.

Ascom

Unidade Popular em Petrolina reage a termo usado por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina: “Repudiamos o racismo normalizado pelas autoridades”

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Mais uma entidade emite nota pública repudiando uma declaração do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil) com conotação considerada racista contra o ambientalista e escritor Victor Flores.

O ambientalista criticou o projeto da orla 3 da cidade e, em declaração durante um evento realizado no último final de semana, Miguel Coelho usou a expressão “boca preta” (…) e termos como “iludido, apaixonado”.

Victor Flores reagiu, afirmando que o comportamento de Miguel Coelho foi “racismo político”: “Sim, eu sei: boca preta já foi apelido de grupo político no interior. Mas quando um homem branco, herdeiro de coronéis, usa isso contra um homem preto em 2025… não dá pra fingir que é só tradição política. É racismo político, é racismo recreativo. É a velha prática de quem se perpetua no poder desde as capitanias hereditárias e acha normal silenciar as vozes pretas do Sertão. Eu não sou boca preta nem boca branca. Sou a boca do povo, a boca do rio, a boca da Caatinga. E vou lutar pelas bocas pretas e pretos que foram calados por essa hegemonia branca que ainda tenta mandar na nossa terra.
Apaixonado? Sim.
Apaixonado por justiça, sustentabilidade e por um Sertão onde ninguém mais seja chamado de ‘boca preta’ como ofensa”, protestou o ambientalista.

A Unidade Popular em Petrolina expressou sua solidariedade a Victor Flores e fez duras críticas a família Coelho: “representa o atraso, o coronelismo e o racismo em nossa região”.

Confira nota na íntegra

Nós da Unidade Popular em Petrolina viemos expressar nossa solidariedade ao companheiro Victor Flores, e a nossa indignação sobre as falas racistas de Miguel Coelho em evento político de inauguração da Orla 3. Victor Flores fez bem mais pela nossa cidade do que a maioria dos políticos em muitos mandatos, inclusive a família Coelho, que representa o atraso, o coronelismo e o racismo em nossa região.

O histórico dos Coelho em Petrolina é a comprovação de qual lado sempre estiveram. Miguel Coelho, que “herdou” a prefeitura, é prova dessa política do atraso, da miséria e da exploração. O termo “boca preta” é uma expressão racista, violenta e define quem são eles. Nós nos colocamos contra esse tipo de postura, estaremos sempre do lado do movimento negro e de qualquer movimento popular que busque por igualdade. Os Coelhos apoiaram a ditadura militar e, não atoa, estiveram ao lado do governo Bolsonaro, inclusive trabalhando como aliados de primeira hora no Nordeste. Essa fala racista é apenas mais uma prova do espectro político de essa família defende, o lado que oprime a classe trabalhadora.

Não podemos aceitar tal atitude e precisamos lutar contra o controle dessa família que se perpetua através do sofrimento da nossa população, oferecendo em troca propagandas enganosas de que nossa cidade é perfeita. Por isso repudiamos o racismo normalizado pelas autoridades, exigimos que a justiça se pronuncie e expressamos nossa solidariedade ao companheiro Victor, por sua atitude e trabalho, que é de suma importância, esse sim, para nosso povo (Unidade Popular em Petrolina)

O SINASEFE Seção Sindical IFSertãoPE e a diretoria do SINDUNIVASF- Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Vale do São Francisco também emitiram nota de repúdio e de solidariedade ao ambientalista e escritor.

Redação PNB

Professor da rede estadual leva inovação ao ensino de Química com pesquisa sobre hidrogênio verde

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O professor de Química, Robson Luiz Almeida de Jesus, do Colégio Estadual Professor Edgard Santos (CEPES), no município de Governador Mangabeira, desenvolve uma pesquisa no Mestrado Profissional em Química (PROFQUI), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Campus de Amargosa. O trabalho, que alia ciência, tecnologia e sustentabilidade, foca na melhoria do processo de ensino e aprendizagem em sala de aula. A iniciativa integra o movimento de fortalecimento da carreira docente na rede estadual, impulsionado pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) com políticas de valorização e incentivo à formação continuada.

O estudo consiste na construção de uma maquete funcional que simula a produção de hidrogênio verde a partir da eletrólise da água, utilizando energia solar. O equipamento será utilizado como recurso didático no Ensino Médio, tornando os conceitos eletroquímicos mais atrativos e próximos da realidade dos estudantes. A proposta prevê segurança e praticidade, superando limitações de experimentos convencionais e, em etapas futuras, a inclusão de sensores e microcontroladores, ampliando seu uso em projetos ligados à educação ambiental e tecnológica.

“O que me motiva, ao longo de 29 anos lecionando, é saber que a Educação muda a vida das pessoas. No meu caso, filho de caminhoneiro e de operário de fumo, me tornei engenheiro químico e professor concursado do Estado”, contou Robson. Nascido em Cruz das Almas, ele iniciou sua trajetória acadêmica na rede estadual, em 2011. Ao longo da carreira, participou de cursos e formações promovidos pela SEC, como Ciências Ambientais, Inclusão Social e Novas Tecnologias, além da pós-graduação em Ensino de Química.

Destaque no cenário acadêmico

No último dia 15 de setembro, Robson apresentou o trabalho intitulado “Aplicabilidade pedagógica de um modelo comercial de eletrólise (P.E.M.) no Ensino Médio”, no X Encontro de Química da Bahia (EQBA), realizado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), em Jequié. O evento, que teve como tema “Química verde para o desenvolvimento regional sustentável”, reuniu pesquisadores de todo o Estado. Ele também submeteu um trabalho para a Reunião Anual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Recôncavo da Bahia (Reconcitec 2025), que será realizada em outubro, em Cruz das Almas, com o tema “UFRB 2.0: o futuro da ciêncIA”.

A pesquisa reforça a importância de aproximar os estudantes das práticas científicas inovadoras e da discussão sobre a transição energética. “Este é o momento crucial para a química verde, a sustentabilidade e o hidrogênio como alternativa aos combustíveis fósseis. Nosso trabalho oferece uma base sólida para compreender esses processos no Ensino Médio”, destacou. Para o professor, a compreensão dos fenômenos eletroquímicos é fundamental, já que o tema é cobrado no ENEM e em vestibulares.

Com previsão de defesa do mestrado em abril de 2026, o docente segue motivado e engajado em projetos que unem ensino, pesquisa e inovação. “Estou com 51 anos e me sinto jovem. Onde faço mestrado, sou o mais velho da turma, mas acredito que a jovialidade está na cabeça. Pretendo ser referência e modelo para os estudantes”, afirmou. Na escola, ele utiliza metodologias criativas, como cinema, artigos e debates, além de orientações sobre o uso do celular em sala, para estimular o interesse dos alunos e tornar o aprendizado mais dinâmico.

Ascom/SEC

Velho Chico 524 anos: Prefeitura de Juazeiro realiza debate sobre Plano de Gerenciamento Costeiro

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Meio Ambiente/SEMA, promoveu um encontro que reuniu representantes de órgãos públicos, sociedade civil e defensores do Rio São Francisco para discutir de forma ampla os desafios e as estratégias voltadas à preservação desse patrimônio natural e cultural. Durante a reunião, temas de grande relevância estiveram em pauta, como a retomada do debate sobre o plano de gerenciamento costeiro, a definição de locais de balizamento e a construção de propostas conjuntas que fortaleçam a proteção e o uso sustentável das águas do Velho Chico.

O encontro também contou com a presença de representantes do Inema, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil, que endossaram a importância do debate e reforçaram a necessidade de união entre instituições e sociedade civil para garantir ações eficazes de preservação. A participação desses órgãos técnicos e de fiscalização trouxe ainda mais consistência às discussões, evidenciando a importância dos esforços integrados na defesa do rio.

O secretário de Meio Ambiente, Cláudio Fernandes, destacou a relevância desse diálogo.  “Abrir o debate e trazer representantes de órgãos e da sociedade civil é fundamental para construirmos soluções reais e duradouras para a preservação do Velho Chico. O rio é patrimônio de todos nós e precisa desse cuidado coletivo”, pontuou.

Durante a reunião, também foi discutida a programação do aniversário do Rio São Francisco, que inclui atividades culturais, ambientais e educativas voltadas à valorização do rio e à conscientização da população sobre a necessidade de sua preservação.

Ascom PMJ

Mostra de Educação Inclusiva lembra a importância do respeito à diversidade e de reconhecer as conquistas dos estudantes

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“A deficiência não define e as oportunidades que transformam”. Essa foi a grande mensagem da I Mostra de Educação Inclusiva realizada pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação/Seduc, nesta segunda-feira (29). O evento aconteceu no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco/Univasf, em Juazeiro, e reuniu, pais, estudantes, gestores e professores da rede municipal de ensino.

A diretora de Educação Inclusiva da Seduc, Carliane Oliveira, destacou o objetivo da Mostra. “Nosso objetivo é combater o preconceito e compartilhar as potencialidades dos nossos alunos. O público presente na Univasf pôde apreciar as obras de arte e as apresentações de dança e música dos estudantes. Eles demonstraram que a deficiência não define e as oportunidades transformam”, pontuou.

Na programação da Mostra também incluiu a apresentação da Orquestra Som do Coração e do Coral Mãos que Encantam, da Escola Municipal de Tempo Integral Iracema Pereira da Paixão, os corais de Libras das Escolas Municipais Estação do Saber e Paulo VI, e muito mais. No período da tarde, o público assistiu, ao vivo, à gravação do podcast Vozes da Inclusão, desenvolvido pela Diretoria de Educação Inclusiva e pela TV Escola Juazeiro.

Mãe atípica, a dona de casa Larissa Manoel Soares, parabenizou o município pela iniciativa. “A gente agradece muito pela inclusão e esperamos que a Prefeitura promova mais ações como essa para mostrar o que as escolas podem proporcionar para as nossas crianças”, contou Larissa, mãe do pequeno Heitor Lucas, aluno da EMEI Gentil Damásio.

Ascom/PMJ

Referência: Morre aos 71 anos o músico bonfinense Fernando Coelho

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Morreu nesta segunda-feira (29), aos 71 anos, o bonfinense Fernando Coelho Sobrinho. Entusiasta do São João Senhor do Bonfim, no Norte da Bahia, Fernando foi o fundador e  líder do Grupo Caroá, uma das maiores manifestações culturais da cidade.

Amante das tradições culturais, Fernando era músico e professor. Tocava cavaquinho, bandolim e tornou-se uma inspiração de dedicação e amor pela história de sua cidade natal.

Um bonfinense nato que vivia intensamente as noites de São João e, pelas ruas, exibia o orgulho das tradições juninas em sua terra. Especialmente com o Grupo Caroá, criado no  final dos anos 1970, presença marcante nas ruas da cidade, passando de casa em casa, em todos os dias 23 de junho.

Com forte participação também na vida cultural de Juazeiro, o bonfinense era amigo e parceiro musical de Edésio Santos, com quem dividiu muitos momentos, inclusive fazendo parte da criação do bloco Cabaré das Ilusões, nos idos dos anos 90.

Ainda não há informações sobre o funeral do bonfinense.

O PNB se solidariza com a família de Fernando Coelho, lamentando sua partida que deixará uma lacuna na cultura da região e no coração dos amantes da música e das tradições culturais.

Redação PNB/ foto: arquivo pessoal

Prefeitura de Petrolina se manifesta sobre ataque de cão a uma criança no Parque Josepha Coelho: “O tutor retirou indevidamente a coleira do animal”

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A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, em nota enviada ao PNB, se manifestou sobre ataque de um cão a uma criança no Parque Josepha Coelho, em Petrolina. O fato ocorreu na última sexta-feira (26), quando a família da criança denunciou que o animal de grande porte, que estaria sem focinheira, atacou o menino enquanto ele brincava no espaço público. A vítima sofreu um ferimento no couro cabeludo e está internada em uma unidade hospitalar, onde passará por cirurgia.

A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte esclareceu “que, de acordo com a Lei Municipal nº 2.852/2016, o acesso de animais de estimação aos parques e espaços públicos deve obedecer regras específicas como: cães de pequeno e médio porte devem estar, obrigatoriamente, com guia e coleira; e cães de grande porte devem utilizar focinheira, guia e enforcador, além de serem conduzidos por pessoa com condições físicas de contê-los. No caso em questão, tratava-se de um cão de porte médio, que deveria estar com guia e coleira, conduzido por tutor em condições de dominá-lo. No entanto, o tutor retirou indevidamente a coleira do animal, descumprindo a legislação e ocasionando o acidente. Reforçamos que a responsabilidade sobre a condução e controle do animal é integralmente do tutor, sendo ele responsável por qualquer incidente por não cumprir a lei. A Secretaria de Educação, Cultura e Esporte lamenta profundamente o ocorrido e informa que nesta segunda foi realizada uma reunião entre a Gerência do Parque Josepha Coelho e representantes da segurança pública, com o objetivo de intensificar a fiscalização do cumprimento da lei, garantindo maior segurança para todos os frequentadores” (Ascom)

Alerta da mãe da criança

“Meu filho foi atacado por um cachorro grande numa simples caminhada no parque. Acredito que essa cena estava sob controle, nada de perigoso ou arriscado aconteceu. Mas a convivência com cachorros não é tão natural e inofensiva como parece. Cachorros são animais e agem por instinto. Não deveriam circular livremente entre pessoas, principalmente crianças. Precisamos reconhecer o risco, não ignorá-lo. Meu filho foi machucado. O que aconteceu com meu filho não pode ser tratado como um ‘acidente comum’. Não podemos normalizar situações que colocam vidas em risco. Sinto que preciso compartilhar esse episódio, afinal, esse espaço tem o propósito de proteger a infância (,,,) Compartilhem essa publicação para que ela chegue ao maior número de pessoas possível. Que sirva de alerta para que outras pessoas não passem por isso,” disse a mãe em uma publicação em rede social.

Redação PNB

“Racismo político”: Ambientalista Victor Flores reage a fala de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina; entidades repudiam fala considerada racista  

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Em notas públicas, entidades estão repudiando uma manifestação de Miguel Coelho (União Brasil) com conotação considerada racista contra o ambientalista e escritor Victor Flores.

Após críticas de Flores ao projeto da orla 3 de Petrolina, o ex-prefeito Coelho, durante um evento realizado na cidade no último final de semana, usou a expressão “boca preta” (…) e termos como “iludido, apaixonado”.

Victor Flores reagiu, afirmando que o comportamento de Miguel Coelho foi “racismo político”: “Sim, eu sei: boca preta já foi apelido de grupo político no interior. Mas quando um homem branco, herdeiro de coronéis, usa isso contra um homem preto em 2025… não dá pra fingir que é só tradição política. É racismo político, é racismo recreativo. É a velha prática de quem se perpetua no poder desde as capitanias hereditárias e acha normal silenciar as vozes pretas do Sertão. Eu não sou boca preta nem boca branca. Sou a boca do povo, a boca do rio, a boca da Caatinga. E vou lutar pelas bocas pretas e pretos que foram calados por essa hegemonia branca que ainda tenta mandar na nossa terra.
Apaixonado? Sim.
Apaixonado por justiça, sustentabilidade e por um Sertão onde ninguém mais seja chamado de ‘boca preta’ como ofensa”, protestou o ambientalista.

Entidades emitiram notas de repúdio e de solidariedade ao ambientalista e escritor.

Confira

O SINASEFE Seção Sindical IFSertãoPE vem a público manifestar seu total repúdio às declarações proferidas por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e atual presidente do União Brasil em Pernambuco, durante evento político no último fim de semana. Ao se referir a críticos de seu grupo com a expressão “boca preta”, Miguel Coelho utilizou uma fala racista e discriminatória que resgata estigmas coloniais, reforçando divisões raciais e estruturas elitistas ainda presentes no Sertão Pernambucano. Trata-se de uma manifestação inaceitável, que ultrapassa o campo político e adentra o terreno do racismo estrutural. A repercussão nas redes sociais foi imediata, especialmente após a resposta do ambientalista e escritor Victor Flores, que afirmou: “Quando um homem branco, herdeiro de coronéis, me chama de boca preta, isso não é só política, isso é racismo.” Victor também denunciou o projeto de requalificação da Orla 3 de Petrolina, criticando o uso de recursos públicos para atender interesses privados, em prejuízo do direito da população ao acesso ao rio e ao meio ambiente. Como sindicato da educação pública federal, reafirmamos nosso compromisso com a justiça racial, social e ambiental. Repudiamos qualquer tentativa de naturalizar o racismo, silenciar vozes críticas ou transformar a gestão pública em instrumento de manutenção de privilégios. Nos solidarizamos com Victor Flores e com todas as vozes pretas e marginalizadas que seguem resistindo e denunciando as estruturas de exclusão. Não aceitaremos retrocessos. A educação pública é pilar da transformação social e da luta por equidade.

Pela educação pública de qualidade, pela justiça racial e ambiental!
Petrolina/PE, 29 de setembro de 2025
SINASEFE – Seção Sindical IFSertãoPE//

SINDUNIVASF

A Diretoria do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Vale do São Francisco manifesta seu mais veemente repúdio à fala de cunho racista proferida pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.

É lamentável ouvir, da boca de um representante político que se apresenta como parte da renovação do quadro político nacional, em pleno século XXI, declarações que resgatam estigmas coloniais e reforçam estruturas de exclusão historicamente utilizadas pela elite branca brasileira contra a população negra. Tais manifestações não podem mais ser naturalizadas em uma sociedade que busca ser inclusiva, justa e democrática.

Ao mesmo tempo, manifestamos nossa solidariedade ao ambientalista e escritor Victor Flores, alvo direto da fala do ex-prefeito por ter divulgado críticas à construção da Orla III, projeto capitaneado pelo grupo político da família Coelho. Reconhecemos a importância de sua voz na defesa da justiça socioambiental, no questionamento de projetos que privilegiam interesses privados em detrimento do direito coletivo e, sobretudo, na denúncia das estruturas de racismo que ainda persistem em nosso país.

Falas como essa não apenas expõem o quanto ainda precisamos avançar no combate ao racismo estrutural, mas também evidenciam a urgência de proteger e fortalecer todas as vozes críticas que ousam enfrentar os mecanismos de exclusão e desigualdade. Reiteramos que o racismo deve ser denunciado em todas as suas formas e que a universidade pública não se calará diante de tentativas de silenciamento da população negra e de seus aliados.

Petrolina, 29 de setembro de 2025/ Diretoria da SINDUNIVASF

Redação PNB

Saúde em Todo Lugar: Prefeitura de Casa Nova leva atendimento e cuidado ao interior com programa de descentralização

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Garantir saúde perto de casa e com a qualidade que a população merece é o compromisso da Prefeitura de Casa Nova. Pensando nisso, foi criado o programa Saúde em Todo Lugar, desenvolvido pela Secretaria de Saúde, que leva consultas médicas, atendimentos básicos e medicamentos diretamente às comunidades do interior. Só na primeira etapa, realizada em setembro, cerca de 100 pessoas foram atendidas em dez localidades das regiões de Pau a Pique e Bem Bom.

Durante as ações, os moradores tiveram acesso a consultas com clínico geral, aferição de pressão arterial, verificação de glicemia e entrega gratuita de medicamentos. Para muitos, foi a primeira vez que receberam atendimento médico sem precisar se deslocar por longas distâncias.

Daniel Ferreira de Carvalho, morador da localidade, relatou a importância da iniciativa. “É a primeira vez que vejo uma ação como essa aqui. Antes, para ver o médico, precisávamos ir até Pau a Pique, o que era muito difícil. Ter o doutor aqui é bom demais. Estou feliz e agradecido”, comemorou.

O prefeito Anísio Viana destacou que a descentralização dos serviços de saúde é uma prioridade da gestão. “Queremos saúde para todos, em todo lugar. Sabemos o quanto é difícil para nossa população se deslocar até a sede ou até as UBS’s nos distritos, por isso estamos levando os atendimentos para mais perto de cada comunidade. Nosso compromisso é oferecer uma assistência eficaz, humana e que chegue a todos os cantos de Casa Nova”, afirmou.

Segunda etapa

Diante dos bons resultados, o programa continuará em outubro e vai alcançar novas localidades do município. Segundo a secretária de Saúde, Bruna Ramos, o objetivo é expandir cada vez mais. “Estamos muito felizes com a receptividade da população e com os resultados do programa. A cada etapa vamos ampliando o alcance para garantir que todas as regiões recebam a devida atenção. Organizamos a logística com antecedência e avisamos previamente os moradores, para que todos possam ser atendidos com conforto e acolhimento”, destacou.

Confira o cronograma do mês de outubro:

Malvão – 02/10, às 8h, na Escola Municipal

Entroncamento – 07/10, às 8h, na Escola Municipal

Cacimbinha – 09/10, às 8h, na Escola Municipal

Cacimba Zé Vitor – 14/10, às 8h, na Associação da localidade

Junco – 16/10, às 8h, na Escola Municipal

Ascom PMCN