Preto no Branco

25624 POSTS 1 COMENTÁRIOS

Papa Francisco envia mensagem a fiéis brasileiros pela Campanha da Fraternidade

0

(foto: reprodução)

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos fiéis brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade, que começa nesta quarta-feira, quando a Igreja Católica celebra a solenidade de Quarta-feira de Cinzas. O tema da campanha, este ano, é “Fraternidade e superação da violência”. O texto, escrito no dia 27 de janeiro, foi divulgado nesta manhã pelo Vaticano.

No documento, o Santo Padre exorta os brasileiros a promoverem uma cultura de paz, reconciliação e justiça. “ Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”, escreve o Pontífice.

A Campanha da Fraternidade foi criada em 1962, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e é apresentada todo ano no início a Quaresma, período de 40 dias no qual a Igreja Católica convida os fiéis a praticar oração e jejum. O objetivo da campanha é despertar a solidariedade dos fiéis em relação a problemas concretos que envolvem a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução.

Confira a íntegra da mensagem:

“Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

Franciscus PP.”

Extra

CNBB diz que não irá apoiar candidatos que ‘promovam ainda mais a violência’

0

(foto: reprodução)

No lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o presidente da instituição, cardeal Sergio da Rocha, afirmou que a Igreja quer candidatos comprometidos com a justiça social e com a paz, e “não aqueles que promovam ainda mais a violência”. A manifestação ocorreu após o cardeal ser questionado sobre como a Igreja irá se posicionar diante dos candidatos das eleições 2018 que defendem a liberação de porte de armas em alguns casos, por exemplo.

“A Igreja está orientando os próprios eleitores, não substituindo suas consciências, mas ajudando a formá-las”, disse o presidente da CNBB a jornalistas logo após a cerimônia de lançamento da campanha, que tem como tema “Fraternidade e a Superação da Violência”.

Com a presença do secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, do secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça de Paz da CNBB, Carlos Moura, e do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), a solenidade foi marcada por discursos que acentuaram a necessidade de superação da violência e a urgência por atitudes mais efetivas do Poder Público para resolver esses problemas.

Anualmente lançada na Quarta-feira de Cinzas, a campanha foi endossada pelos presentes ao evento como essencial após fatos ocorridos durante o feriado de carnaval, marcado por muitos casos de violência, principalmente no Rio de Janeiro (RJ). A cidade registrou diversos saques, arrastões e roubos, que foram destacados nas falas das autoridades na manhã da última quarta-feira, 14.

Desarmamento

Os representantes da CNBB e o deputado Alessandro Molon, coordenador da Frente de Prevenção à Violência e Redução dos Homicídios na Câmara dos Deputados, destacaram em seus discursos que é inadmissível que o Poder Público tente resolver os problemas da violência com atitudes falsas e simplistas. A campanha da CNBB reforça a importância do Estatuto do Desarmamento, o qual congressistas tentam alterar. “É um grande equívoco achar que superamos a violência recorrendo a mais violência”, afirmou o cardeal Sergio da Rocha.

Na apresentação do texto da campanha, o secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) da CNBB, Carlos Moura, destacou que uma alteração do Estatuto teria consequências ainda mais drásticas para a comunidade negra, vítima dos maiores índices de violência do Brasil.

Além de destacar essas questões, o deputado Alessandro Molon criticou o Legislativo, que, segundo ele, está mais preocupado em aumentar penas de crimes para proteger o patrimônio, e não de crimes que atentam contra a vida. Ele ainda afirmou que o carnaval deste ano foi “de violência e omissão”.

Reformas
Aos jornalistas, o presidente da CNBB também comentou sobre as reformas assumidas pelo governo federal. A CNBB já se pronunciou sobre a reforma da Previdência, por exemplo, afirmando que a proposta “escolhe o caminho da exclusão social”.

O cardeal Sergio da Rocha disse que a CNBB deve se manifestar em breve novamente sobre o tema, mas acrescentou que a Igreja tem alertado para o que ele chamou de “perda de direitos sociais”. “Não podemos admitir que mais pobres, mais vulneráveis, possam arcar com sacrifícios maiores quando se trata de reformas e mudanças sociais”, afirmou.

Estadão

Partidos terão R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para campanha eleitoral

0

Os partidos brasileiros terão R$ 2,5 bilhões de recursos públicos para usarem nas campanhas eleitorais dos candidatos nas eleições de outubro.

O montante é formado pelo Fundo Partidário, que teve R$ 888 milhões liberados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pelo fundo público eleitoral, o ‘Fundão’, que teve R$ 1,7 bilhão aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (14), a utilização do uso do Fundo Partidário nas eleições causa divergências entre os partidos. As legendas mais estruturadas queriam barrar o uso dos recursos sob o argumento de que seria desleal a competição com siglas menores, que conseguem guardar verba ao longo do ano para despejar na eleição de seus candidatos, enquanto as siglas maiores precisam investir os valores para manter o dia a dia partidário.

Segundo a publicação, o partido mais beneficiado com o Fundo Partidário é o PT, que terá direito a R$ 118 milhões. O PSDB terá R$ 97 mi; MDB, R$ 95 mi; PP, R$ 57 mi; PSB, R$ 56 mi; PSD, R$ 53 mi.

As legendas que vão ter menos recursos são: PCB, R$ 1,8 mi; PCO, R$ 1,4 mi; PMB, R$ 1,2 mi; Novo, R$ 1,2 mi.

Bocão News

PRF registra 249 acidentes graves no feriado de carnaval com 87 mortos

0

(foto: divulgação)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 249 acidentes graves e 87 óbitos nas rodovias federais desde a última sexta-feira (9). O balanço parcial da Operação Carnaval 2018 foi divulgado hoje (14) pelo órgão. Os números são menores que os do ano passado, quando foram registrados 309 acidentes graves e 131 óbitos até a terça-feira de Carnaval.

A operação segue até a meia-noite de hoje com o reforço de policiamento em trechos e horários críticos nas rodovias federais, aqueles que registram maior incidência de acidentes e de flagrantes de condutas irregulares. O balanço final da Operação Carnaval será divulgado amanhã (15).

Até 0h de ontem (13), as equipes da PRF fiscalizaram 144 mil veículos, com o objetivo de verificar as principais condutas irregulares – ultrapassagens irregulares, excesso de velocidade, mistura álcool e direção, e falta de equipamentos de segurança. Foram autuados 1.497 motoristas por embriaguez ao volante, número 22% menor do que no mesmo período do ano passado, quando foram flagrados 1.914 motoristas embriagados até a terça-feira de Carnaval.

“Outro comportamento perigoso para os que estão nas rodovias e que ainda persiste é a ultrapassagem irregular, quer seja em locais proibidos ou em situações que não há possibilidades de ultrapassagem segura”, informou a PRF, em nota. Até meia-noite de ontem foram registradas 8.109 autuações por ultrapassagens irregulares, número 17% menor do que ano passado, “mas que ainda mostra uma frequência muito grande de um comportamento que pode definir a ocorrência de um dos acidentes mais letais, que é a colisão frontal”.

A Operação Carnaval 2018 é mais uma etapa da Operação RodoVida, que começou no dia 22 de dezembro de 2017 e se encerrará no dia 18 de fevereiro.

Agência Brasil

Economistas projetam inflação menor e juro a 6,75% neste ano

0

(foto: reprodução)

Economistas e consultorias consultados pelo Banco Central reduziram a projeção para a inflação neste ano e mantiveram a expectativa para a taxa básica Selic em 6,75% em 2017, de acordo com o boletim Focus divulgado nesta quarta (14).

A inflação prevista para o fim do ano está em 3,84% -era de 3,94% na pesquisa anterior. A revisão ocorre após o IPCA (índice oficial de preços) de janeiro desacelerar para 0,29%, o menor para o mês desde o Plano Real.

No acumulado em 12 meses, o índice foi para 2,86%, após o ano passado ser marcado pela inflação abaixo do piso da meta, em 2,95%, algo que não ocorria desde a criação do sistema de metas de inflação em 1999.

Para o próximo ano, a previsão para a inflação está em 4,25%.

A expectativa para a taxa de juros se manteve em 6,75% -para 2019, é de 8%. Na semana passada, o Banco Central reduziu a Selic para 6,75% ao ano, e sinalizou o fim do ciclo de afrouxamento monetário.

Nesta quinta, o BC divulga a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Para o PIB (Produto Interno Bruto), o crescimento estimado neste ano se manteve em 2,7%. Para 2019, é de 3%.

Bocão News

Cármen Lúcia mantém suspensão da posse de Cristiane Brasil como ministra

0

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, confirmou nesta quarta-feira (14) sua decisão anterior que suspendeu a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. Entretanto, a ministra entendeu que a questão sobre o afastamento deve ser decidida pelo plenário do STF. A data do julgamento ainda não foi marcada. A ministra confirmou a competência do Supremo para julgar o caso por considerar que a matéria discutida é constitucional.

A nomeação de Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer no dia 3 de janeiro, mas a deputada foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro.

O magistrado acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas. Em seguida, a posse também foi suspensa por decisões da segunda instância da Justiça Federal no Rio de Janeiro e pela ministra Cármen Lúcia.

A defesa da deputada sustentou no STF que a nomeação não afrontou o princípio constitucional da moralidade e que, sendo assim, deveria prevalecer a decisão do STJ, que liberou a posse da deputada. Os defensores de Cristiane também argumentam que os processos trabalhistas enfrentados pela parlamentar não podem ser usados para impedi-la de ser empossada.

“A decisão agravada, no entanto, é absolutamente insustentável, uma vez que não há qualquer violação ao princípio da moralidade, uma vez que a ora reclamada, ao ter ajuizada contra si uma reclamação trabalhista e resistir à pretensão do autor, está exercendo o seu legítimo direito de ação e do devido processo legal”, diz a defesa.

A decisão da ministra foi motivada por um recurso da defesa da deputada. Os advogados alegaram na Corte que deveria ser mantida a competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para julgar a validade de sua nomeação para o cargo de ministra do Trabalho. Em janeiro, o ministro Humberto Martins liberou a posse, por entender que não óbices legais para impedi-la.

Ao decidir sobre o caso, a ministra entendeu que os questionamentos constitucionais sobre a moralidade da nomeação devem ser analisados pela Corte. “Eventual referência de matéria infraconstitucional na causa posta na ação popular não afeta, portanto, a atuação deste Supremo Tribunal na presente reclamação, pela inequívoca natureza constitucional do fundamento utilizado na decisão liminar tida como lesiva ao Poder Público e exposta, com clareza, no requerimento de suspensão de seus efeitos”, decidiu a ministra.

Agência Brasil

6ª rodada do Baianão terá homenagem póstuma à Danilinho; jogo da Juazeirense é remarcado

0

(foto: divulgação)

Durante a realização da 6ª rodada do Campeonato Baiano 2018, que acontecem nesta quarta-feira (14) e sábado (17), a Federação Baiana de Futebol (FBF) determinou que seja realizada uma homenagem póstuma ao jogador Danilo Caçador, que morreu no final da tarde de ontem (13), após passar mal durante um treinamento da Sociedade Desportiva Juazeirense.

Através de um comunicado publicado no site oficial da instituição, a FBF anunciou que em virtude da morte do jogador, “o Presidente da FBF determina que nos jogos da sexta rodada da Série A do Baianão 2018 seja obedecido um minuto de silêncio em “Homenagem Póstuma” ao falecido.”

O jogo da Juazeirense contra o Jequié, a ser realizado no Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro, que aconteceria no próximo sábado (17), foi transferido para domingo (18).

Na tarde de hoje (14), o corpo de Danilinho foi transportando de avião para Bauru (SP), cidade natal do jogador, onde será sepultado nesta quinta-feira (15).

Como as empresas de voo regular que atuam na cidade pernambucana não estão realizando esse tipo de embarque, um taxi-aéreo custeado pela diretoria da Juazeirense está realizando o transporte, e o corpo deve chegar na cidade paulista por volta das 20h.

Danilinho passou mal na tarde de ontem (13), durante o treino do clube juazeirense. De acordo com informações da assessoria do clube, ele já havia treinado e estava agachado no campo observando os colegas de clube quando de repente caiu no gramado.

O jogador chegou a ser socorrido para um hospital da região, mas o óbito foi confirmado por volta das 17h30. Ainda de acordo com as informações, Danilinho sofreu uma arritmia seguida de parada cardíaca, mas a causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.

O atleta deixa um filho de 10 anos. A esposa do jogador já está em Juazeiro, mas ainda não há informações sobre o sepultamento.

Danilinho foi contratado em novembro de 2017 para a temporada 2018 da Sociedade Desportiva. O jogador tinha passagem por clubes como Chapecoense, Figueirense e Atlético-Go.

Da Redação

 

Campanha da Fraternidade quer promover cultura da paz

0

(foto: reprodução)

Após dois anos com temáticas ambientais, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aproveita a campanha que promove anualmente em todas as dioceses do País para discutir a superação da violência com base em uma cultura de paz. O tema foi escolhido ainda em 2016, ano em que o Brasil teve recorde de mortes violentas intencionais, como homicídios e latrocínios: 61 619 vítimas, o equivalente a 168 por dia, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A preocupação da Igreja Católica com os problemas relacionados à violência também tem por base dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo os pesquisadores, com “3% da população do planeta, o Brasil responde por quase 13% dos assassinatos”.

O mote deste ano vem amparado no lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). O texto tem uma dimensão pessoal e familiar, mostrando que ações violentas podem começar em casa e, por isso, é necessário criar uma cultura de paz.

Mas para o secretário executivo da Campanha da Fraternidade (CF), padre Luís Fernando, a superação da violência também “exige comprometimento e ações envolvendo a sociedade civil organizada, a Igreja e os poderes constituídos para a formulação de políticas públicas emancipatórias que assegurem a vida e o direito das pessoas em uma sociedade”. A cobrança por ações governamentais deve estar entre as chaves do debate, uma vez que o tema da CF 2019, já escolhido, é justamente “Fraternidade e Políticas Públicas”.

O texto-base da Campanha destaca que “o Estado combate as consequências, mas não as causas” da violência. Ressalta ainda que a descrença na segurança pública e a certeza da impunidade levam a população a viver encarcerada. O lançamento da CF será na sede provisória da CNNB, em Brasília, e terá a presença da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Discussão

Entre as propostas de ação apresentadas pela CNBB tem destaque a Justiça restaurativa, que chegou ao País há dez anos e é incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também presidido por Cármen Lúcia.

Na prática, o sistema escuta agressores e agredidos e busca soluções intermediárias que não só a punição. Há nesse sentido iniciativas em São Paulo e também no Rio Grande do Sul. Fortemente influenciado pela Pastoral Carcerária, o texto aponta que o sistema penal brasileiro não pode ser “mera expressão de vingança”.

Entre outros indicativos de ação pública, aparecem a defesa da Lei Maria da Penha, do Estatuto do Desarmamento e das diversas legislações sobre direitos humanos, além da participação em conselhos paritários.

A CNBB ainda recomenda aos católicos a “vivenciarem a fraternidade em compromissos concretos, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Estadão

Com sátira a Temer, Paraíso do Tuiuti é vice-campeã do Carnaval do Rio

0

(foto: reprodução/internet)

A Paraíso do Tuiuti conseguiu resultado histórico com o seu enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”. A escola de samba que criticou o presidente Michel Temer e o governo federal foi a vice-campeã do carnaval do Rio de Janeiro.

O título ficou com a Beija-Flor, que somou 269,6 pontos. Já a Paraíso de Tuiuti teve apenas um décimo a menos e participará do desfile das campeãs. Salgueiro, Portela e Mangueira completam o top 5 do carnaval carioca.

O desfile

A Paraíso do Tuiuti, apresentou um enredo com o tema “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, que lembrou que, este ano, completam-se apenas 130 anos desde o fim desta forma de exploração humana no Brasil, sem que suas sequelas tenham sido eliminadas.

Várias alas foram dedicadas a lembrar este fato, como o alto nível de desigualdade social, a exploração do trabalho rural e em oficinas industriais, e o trabalho informal. Também denunciaram a recente reforma trabalhista, que flexibilizou as normas de contratação e demissão.

Em um dos carros alegóricos, uma figura de “Drácula” ganhou os traços do presidente Michel Temer.
O protesto “é um caminho que as escolas retomam, porque têm um papel social: reivindicar a voz das pessoas mais pobres”, disse à AFP o professor de história Leo Morais, 39, que interpretou o Drácula.

(foto: reprodução/internet)

(foto: reprodução/internet)

O Tempo