Preto no Branco

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“A notícia deve servir de base para a construção de uma consciência” disse a jornalista Dalila Santos

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Dalila Santos é natural de Salvador-BA e atualmente é Jornalista e docente do curso de Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo em Multimeios da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Campus III em Juazeiro-BA. Além disso, ela é pesquisadora e militante da Marcha Mundial das Mulheres, Núcleo Sertão (MMM).

Em entrevista concedida ao Portal Preto no Branco, Dalila falou sobre uma das suas disciplinas, Crítica da mídia e fez uma analise da mídia local. Acompanhe:

Entrevista- Por Yonara Santos

PNB: Qual a importância da disciplina Crítica da mídia para o curso de
Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo em Multimeios?

D.S: A disciplina é fundamental para análise crítica do jornalismo
produzido no Brasil e na nossa região. Visa formar um profissional
capaz de ter uma análise crítica, com embasamento teórico.

PNB: De que maneira a disciplina está sendo passada para os graduandos?

D.S: Nós fazemos leituras sobre a análise crítica da mídia, elementos que
abordam a comunicação com um direito, um canal de educação e formação
do cidadão. Também visualizamos a experiência de alguns observatórios
da imprensa em outros cursos de jornalismo e o próprio Observatório da
Imprensa, que nasceu em um curso de jornalismo. Além disso, trazemos
alguém que pesquisa a temática na região para falar um pouco da nossa
realidade.

PNB: O que é notícia? Como deve ser a seleção do que é noticiado? E
como a notícia vem sendo tratada pela imprensa regional?

D.S: A notícia é algo que deve servir de base para a construção de uma
consciência, dando elementos para que as pessoas possam entender a
realidade. O que vemos hoje é a notícia como um produto, meramente
usada como um número: quanto mais notícias melhor, sem explorar o
conteúdo das mesmas. Além disso, a criação da realidade, da verdade
através da notícia. O ideal é que as pessoas possam ter acesso à um
vasto conteúdo e possam avaliar a realidade dos fatos a partir desta
base consciente.

PNB: O rádio é um dos mais antigos meios de comunicação que chegaram
aqui na região e ainda muito presente. Qual a sua avaliação, enquanto
jornalista e docente responsável por essa disciplina, dos programas de
rádio da região? O sensacionalismo ainda é uma característica muito
forte nesse meio?

D.S: A questão do rádio é muito forte na região. A realidade aqui não foge
da maioria do Brasil, onde os comunicadores não tem formação na área e
muitas vezes utilizam do sensacionalismo e se tornam formadores de
opinião. Acabam pregando o achismo, trazem suas opiniões sem
embasamento, muitas vezes influenciados por questões políticas. Aliás,
muitas rádios no Brasil são de propriedades de políticos, o que é
proibido.

PNB: Atualmente, em Juazeiro-BA e Petrolina-PE, só existem dois
jornais impressos. A que fator senhora atribui esse fato?

D.S: Acredito que além do movimento mundial de redução dos impressos, por
conta de outras ferramentas de comunicação, a produção local não
aprimorou a sua escrita. Percebemos, na maioria das vezes, a
publicidade das prefeituras, noticias copiadas de outros veículos.
Isso não atrai o leitor, que busca um texto mais completo, com
discussão sobre a temática.

PNB: Em sua opinião, as duas TV’s da região, conseguem cumprir os seus
papéis de formadoras de opinião, trazendo conteúdos críticos, com
apuração, imparcialidade?

D.S: As duas filiadas de uma emissora acabam fazendo esse papel de
formadoras de opinião, pois o acesso a outros canais é difícil aqui em
Juazeiro. A maioria das casas não recebe os sinais de outras
emissoras. Em muitas reportagens as emissoras tentam modificar a forma
de abordar uma determinada notícia, mas na maioria das vezes acabam
seguindo os modelos nacionais, sem dar uma cara regional para as suas
produções. Muitas vezes não percebemos nenhum diferencial das matérias
produzidas aqui e em outras localidades, muito por conta pela
obrigatoriedade em seguir “um padrão” de determinada emissora. Porém,
em alguns momentos me surpreendo com algumas produções e sempre
registro isso em minhas aulas.

PNB: Nos últimos anos, um novo meio de comunicação se tornou o mais
comum na região, os Blogs e portais de notícias. Em sua opinião quais
as vantagens e desvantagens que esses meios trazem para o jornalismo
da região?

D.S: Os blogs são excelentes ferramentas de comunicação, onde podem ser
exploradas diversas linguagens, mas o que observamos é a falta de
responsabilidade nas publicações da maioria dos blogs. Muitos não tem
jornalistas, nem pessoas com experiências na área (quando não se
existia a obrigatoriedade do diploma) em suas redações, o que
atrapalha no processo. Além disso, acaba seguindo um pouco da lógica
do rádio: patrocínio de determinados políticos. Além do exercício do
“copia e cola” de notícias de outros veículos.

Insisto que quando utilizado de forma responsável e com
comprometimento, os blogs são ferramentas fundamentais para abordar
temas específicos, aprofundar o debate.

PNB: Duas TV’s Universitárias realizam uma cobertura jornalística
educativas aqui na região. O que precisa ser feito para que esse meio
ganhe espaço na região?

D.S: Precisamos publicizar mais essas produções, pois elas acabam ficando
apenas dentro das universidades. Muitas pessoas não sabem da
existência dessas duas TV’s, que trazem formas diversas de produções
de matérias, programas jornalísticos, debates… Possuem uma grande
variedade de temas e formas de abordagem. Ambas estão na plataforma
digital, o que facilita o acesso. Acredito que precisamos apresentar
esses veículos para a população, fazer ampla divulgação.

PNB: Qual a sua avaliação sobre o mercado de trabalho
regional que espera esses futuros profissionais de comunicação?

D.S: O mercado para o jornalismo vem sendo reduzido, pois acaba concentrado
a produção das notícias nos grandes grupos, onde os profissionais
exercem diversas funções. Porém, existe um movimento de interiorização
dos veículos de comunicação, o que abre portas para que os novos
profissionais possam se inserir no mercado. Além disso, as ferramentas
tecnológicas podem facilitar o empreendedorismo desses novos
jornalistas, criando um novo mercado que tem amplo espaço e públicos
diversificados.

PNB: Na opinião da senhora, os jornalistas que atuam na imprensa
regional estão qualificados e atualizados na forma de tratar a
notícia?

D.S: Acredito que existe uma parte qualificada, que sempre atualizam o
conhecimento sobre jornalismo e o enxergam de forma e responsável. Por
outro lado, existe uma parte que tem o jornalismo como hobby ou apenas
uma forma de ganhar dinheiro, colocando o seu veículo a serviço de
interesses particulares. O curso de jornalismo da UNEB tem papel
fundamental na reorganização do jornalismo na região, colocando
profissionais com base teórica e prática, com responsabilidade e ética
profissional.

PNB: Os novos profissionais estão tendo espaço e estão sendo
valorizados pela mídia local?

D.S: Temos uma grande gama de profissionais atuando na região que são
oriundos do curso da UNEB. Consigo perceber  a inserção dos novos
profissionais nas diversas plataformas do jornalismo na região. Além
disso, temos muitos estagiários e estagiárias nos veículos de
comunicação da região, fato que também contribuiu para o
desenvolvimento do jornalismo na região.

Hoje na história, 17 de Maio é dia Internacional contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia.

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Transviado. Pervertido. Anormal. Doente. Estes termos utilizados contra os homossexuais já tiveram suporte da medicina, com direito a “tratamentos” que incluíam castração, hipnose, choques elétricos e lobotomia, mas deixaram de fazer sentido há 26 anos. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o homossexualismo de seu rol de distúrbios mentais, deixando de considerar essa tendência como um desvio e, ao mesmo tempo, abolindo o termo (já que, na área de saúde, o sufixo “ismo” caracteriza uma condição patológica). Assim, dizer que a homossexualidade é vício, tara ou algo doença a ser curada passou oficialmente à categoria de ignorância e preconceito. E, por isso, 17 de maio foi declarado o Dia Internacional de Combate à Homofobia, quando pessoas de todo o mundo se mobilizam para falar de diversidade e tolerância.

“O fato de tirar esta experiência humana da condição de doença é algo que ainda merece ser comemorado”, afirma Benedito Medrado-Dantas, doutor em psicologia social, que pesquisa sexualidade e masculinidades na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para Benedito, contudo, não se pode olhar só para as conquistas ocorridas desde então. “Este é um marco importante, que só ocorreu pela pressão de um movimento forte. Porém, as pessoas tendem a achar que não há mais problemas, que não é necessário discutir o assunto. O fato é que vivemos no Brasil um momento de retrocesso. Às vezes é mais fácil lidar com a homofobia explícita, do que quando ela acontece de forma cortês”, alerta.

A legislação brasileira não considera a homossexualidade como um crime desde 1830 (ao contrário do que ainda acontece em diversos países, como pode ser visto no gráfico abaixo), mas a violência e o preconceito são pautas centrais do movimento LGBT. Segundo especialistas, ainda há uma espécie de “pena de morte” não-oficial imputada a muitas destas pessoas, que sofrem com a falta de amparo familiar e governamental e com dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

Entre 2011 e 2012, Roberto Efrem, que é professor de sociologia da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), realizou a pesquisa “Corpos Brutalizados”, levantando crimes ligados ao ódio contra homossexuais na Paraíba e em Pernambuco. Ele destaca que ambos estão entre os cinco Estados brasileiros onde mais se mata por homofobia. “As políticas públicas para o segmento são muito precárias e, em especial, os crimes contra travestis e transexuais impressionam pela brutalidade. É como se tivessem que ser exterminados da sociedade. Uma das vítimas levou mais de 30 facadas”, relata o pesquisador.

A situação dos transexuais e travestis é atualmente um paradoxo dentro da realidade do movimento LGBT brasileiro, por ainda serem considerados portadores de um “desvio” de personalidade. “A decisão da OMS desestigmatizou toda uma população ao declarar que a homossexualidade não é doença, mas essa questão ainda é discutida no que diz respeito aos transexuais”, conta Roberto Efrem. A batalha deste segmento, que é visto de forma estereotipada e enfrenta maior rejeição do público heteronormativo, ainda tem muito o que avançar. Ao contrário do que acontece em outros países, no Brasil eles precisam se declarar “doentes” para obter tratamento médico e adequação para seu “transtorno”.

Por outro lado, em 2013 foi arquivado um polêmico projeto na Câmara dos Deputados, que com apoio da bancada religiosa tentava suprimir uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e assim permitir tratamentos de “reversão” e “cura”. A proposta gerou protestos e foi vista como retrocesso por psicólogos e outros profissionais da área de saúde, que temiam que os pacientes, por pressão da família ou de setores religiosos, se submetessem a tratamentos sem base científica. A tendência do CFP, aliás, é encarar a homofobia e não a homossexualidade como doença, especialmente nos casos que envolvem medo, repulsa, violência e empobrecimento da vida e do comportamento social.

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O que é a homofobia?

Homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa pelas relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista (opressão paralela, que suprime os direitos de lésbicas, gays e bissexuais) e da discriminação anti-homossexual.

A homofobia se manifesta de diversas maneiras e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até ao assassinato de LGBTs. Nesses casos, a fobia, essa sim, é uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente, por uma pessoa do mesmo sexo. Ao matar a pessoa LGBT, a pessoa que tem essa fobia procura “matar” a sua própria homossexualidade. A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde, e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. Os valores homofóbicos presentes em nossa cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas LGBT podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito.

Apesar deste reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação da diversidade sexual, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) ainda sofrem cotidianamente as consequências da homofobia. Para tanto, o dia 17 de maio, além de relembrar que a homossexualidade não é doença, tem uma característica de protesto e de denúncia. No mundo inteiro, há um número crescente de diversos movimentos sociais e organizações que lutam pelo respeito à diversidade sexual realizando atividades neste dia.

Fonte: Geledes

Secretária de Saúde visita instalação do Centro de Informação em DST/HIV/AIDS- CIDHA

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A secretária de Saúde de Juazeiro, Tatiane Malta, visitou na manhã de ontem, 16, a instalação provisória do Centro de Informação em DST/HIV/AIDS – CIDHA, localizada na Rua 07, nº 279, bairro Maringá. O espaço ganhou nova pintura e reparos na sua estrutura. O prédio próprio da unidade que funciona no Centro de Saúde 3, bairro Angari, passa por reforma. Até a conclusão da obra, os usuários podem se dirigir ao espaço para atendimento especializado.

No CIDHA de Juazeiro, o público encontra atendimentos especializados, testagem de sorologia (HIV, sífilis e hepatites virais) e acolhimento aos usuários de Juazeiro, Petrolina e de municípios da Macrorregião Norte da Bahia.

O Centro oferece consultas e atendimentos pela equipe multiprofissional do Núcleo, formada por médico, dentista, farmacêutico, psicóloga, enfermeira, assistente social e auxiliar de enfermagem. “Com esse endereço provisório buscamos dar mais conforto aos usuários do serviço até a conclusão da reforma do prédio no Centro de Saúde 3. O local integra o serviço de saúde municipal, tendo toda estrutura médica e física para acolher o paciente”, destaca a secretária Tatiane Malta.

O Núcleo de Informações em DST/HIV/AIDS do município funciona das 8h às 17h, de segunda a quinta-feira, oferecendo vários serviços para a população, como distribuição gratuita de medicamentos (para AIDS, DST, Hepatites), preservativos masculinos e femininos, além da realização de exames de sorologia para HIV, Sífilis e Hepatite.

O CIDHA também possui o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que oferece palestras para a comunidade sobre as doenças, de segunda a quinta-feira, às 8h, além da realização de exames e aconselhamento individual e coletivo.

O Serviço de Assistência Especializada (SAE) acompanha os usuários com sorologias positivas e ainda oferta gratuitamente a testagem rápida para HIV, hepatite B, C e sífilis, com resultado em apenas 20 minutos.

Daniela Duarte/ SESAU

Semana do Bebê é encerrada com mutirão de limpeza e combate aos focos do mosquito Aedes

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Mutirão de limpeza e combate a criadouros do mosquito transmissor da dengue no último sábado (14), no bairro João Paulo II, marcou o encerramento da 6ª Semana do Bebê em Juazeiro.

Ao todo, 43 agentes fiscalizaram mais de 900 imóveis. A ação teve como objetivo eliminar possíveis criadouros do Aedes Aegypti, mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunha.

A coordenadora de endemias do município, Núbia Barbosa destacou a importância da ação. “Durante a Semana do Bebê tivemos capacitação sobre a microcefalia e estratégia de enfretamento no combate ao mosquito. Hoje, encerrando as atividades do evento, viemos caçar o Aedes e evitar que se prolifere no bairro”, falou Núbia.

De acordo com a Diretora de Humanização e representante da 6ª Semana do Bebê de Juazeiro, Carla Lorena Pesqueira, a ação teve como objetivo cuidar da saúde da gestante e do bebê. “Esse mutirão de combate ao mosquito Aedes é a maior forma de prevenir as doenças nas gestantes e nos bebês. Na ocasião, pude conversar com a população junto com as agentes para combater de vez esse mosquito”, destacou.

Lorena avaliou positivamente a sexta edição da Semana do Bebê em Juazeiro. “Tivemos diversas atividades envolvendo o social, a educação e a saúde. Foi uma semana de extrema importância para a sociedade, que participou das nossas ações. É sinal que Juazeiro está preocupado em garantir os direitos da primeira infância e contribuir na criação de políticas públicas para nossos jovens”, concluiu.

Daniela Duarte/ SESAU

Espetáculo “Navalha na carne” será apresentado hoje em Juazeiro-BA

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O Coletivo Abordagem Teatral apresenta hoje (17), ao público do Vale do São Francisco, o espetáculo “Navalha Na Carne” baseado na obra escrita em 1967 pelo dramaturgo brasileiro Plínio Marco. A apresentação será as 20h no Centro de Cultura João Gilberto.

Os ingressos serão vendidos no local até 30min antes do início do espetáculo, por apenas R$ 10,00.
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Navalha na Carne é o resultado de seis meses de pesquisa e experimentação do Coletivo Abordagem Teatral.  A montagem pretender aproximar o público da vivência do teatro marginal e no dia Internacional Contra a Homofobia vai provocar a discussões sobre temas como: A prostituição, O homossexualidade, a violência contra a mulher e o homossexual, a pobreza, a violência das relações humanas, a situação opressora e a luta entre outros.

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A peça pode ser vista como metáfora dos mecanismos de poder entre as classes sociais brasileiras, uma vez que as personagens, embora pertençam ao mesmo estrato social, se dedicam a uma contínua disputa pelo domínio sobre o outro. Nessa disputa, as personagens vão da força física à chantagem pela auto piedade, da sedução à humilhação, da aliança provisória entre dois na tentativa de isolar o terceiro, mas a possibilidade de juntar suas forças para lutar contra a situação que os oprime nunca é cogitada.

O espetáculo será apresentado por três atores da região, Elder Ferrari, Yonara Santos e Wamberg Lacerda, com direção de Elder Ferrari, ator e diretor de teatro graduado pela Universidade da Cidade do Rio de Janeiro e atual presidente do Conselho de Cultura de Juazeiro-BA.

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A montagem teatral também traz a proposta do Projeto Terças Cênicas, onde o público é convidado a ir ao teatro nas terças-feiras, com o convite: Encaixe sua terça, dando a alusão ao diferencial do local onde o espetáculo será apresentado, uma sala multimídia, provocando o teatro intimista.

Navalha na Carne é indicado para maiores de 16 anos.

Por: Yonara Santos

Juazeiro já registrou uma morte causada pelo H1N1 e vacinação acaba na próxima sexta (20)

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Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro informam que já foram imunizadas mais de 21 mil pessoas no município, mas as vacinas estão sendo aplicadas apenas em pessoas classificadas no grupo de risco. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe H1N1 termina na próxima sexta-feira (20) em todo o País.

 Já foram registrados em Juazeiro oito casos suspeitos de H1N1 este ano. Dos casos suspeitos, dois deram resultado negativo, quatro ainda estão sob investigação, e dois foram confirmados, entre eles, uma mulher que morreu na quinta-feira (12), depois de ter ficado alguns dias internada em um hospital da rede particular.

A Secretaria de Saúde garante que todos os casos suspeitos estão sendo acompanhados pelo município, inclusive familiares e pessoas que entraram em contato com a vítima da doença que foi a óbito.

A meta do município, é vacinar até sexta, no mínimo 80% das 44 mil pessoas que pertencem aos grupos alvo da imunização. O público-alvo deve procurar os postos de saúde das 8h às 12h e das 14h às 17h, na zona urbana e na zona rural, das 7h30 às 13h.

A campanha é destinada as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e de outras condições clínicas (doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).

Gripe H1N1

 A gripe H1N1, também conhecida por Influenza, é um vírus de transmissão rápida que pode ocorrer mesmo antes de aparecerem os sintomas que ficam incubados de 3 a 5 dias. Os sintomas mais comuns são febre, tosse, dores de garganta, diarreia e vômito. O contágio se dá principalmente por meio das gotículas expelidas na tosse e nos espirros, do contato com objetos utilizados pelos doentes e até mesmo das mãos dos mesmos.

Vale lembrar que aos primeiros sintomas de uma gripe mais forte, os pacientes devem procurar uma unidade de saúde para começar o tratamento adequado o quanto antes, evitando as complicações da gripe H1N1.

“Avanço na educação profissional” diz Neiva sobre FIEB em Juazeiro

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Após muita luta política, a sede própria da Federação das Indústrias da Bahia será implantada em Juazeiro. No sábado (14), o edital para construção da Unidade Integrada do Norte foi publicado pela FIEB. A obra, que será erguida numa área de 60 mil/m² no Distrito Industrial do São Francisco, está orçada em R$ 20 milhões. “É avanço na educação profissional, especialmente da nossa juventude”, comemora o secretário de Desenvolvimento e Turismo, Carlos Neiva.

Concluído o processo licitatório, o prédio da FIEB em Juazeiro deve ficar pronto em 16 meses, para agregar Senai, Sesi, CIEB e IEL. Em fevereiro deste ano na capital baiana, Neiva, ao lado do deputado estadual Zó (PC do B), renovara junto ao presidente da Fecomércio, Carlos Andrade, a solicitação da unidade fixa para o município. “Argumentamos que nossa demanda por capacitação e qualificação de mão-obra aumentou bastante nos últimos anos”, relembra Neiva.

O secretário ainda recordou que a vinda da unidade integrada da FIEB para Juazeiro teve a contribuição decisiva do ex-presidente da Federação, Carlos Gilberto Farias (falecido em 2014, vítima de câncer), diretor da empresa Agrovale em Juazeiro. “Mesmo com mandato curto de seis meses, Carlos Gilberto pavimentou a estrada para a implantação dessa unidade fixa da FIEB. Era um visionário”, sublinhou o titular do Desenvolvimento e Turismo.

Centro de Excelência em Fruticultura

Outra entidade com edital na praça para construir um centro de formação técnica e profissional em Juazeiro é o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O Centro de Excelência em Fruticultura da Senar, que também terá endereço no Distrito Industrial, tem valor estimado em R$ 8,3 milhões. O edital foi lançado em março deste ano. A expectativa é que, além dos cursos presenciais e à distância, o Centro de Fruticultura juazeirense abrigue uma faculdade de tecnologia.

Prefeito de Curaçá é acusado de desviar recursos da Caixa Econômica

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O prefeito de Curaçá, Carlos Luiz Brandão Leite, conhecido como Carlinhos Brandão (PPS), é acusado de crime de responsabilidade por apropriação ilegal de recursos da Caixa Econômica Federal (CEF) referentes às parcelas de empréstimos consignados concedidos aos servidores do município. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) constatou desvio superior a R$ 2 milhões.

De acordo com o órgão, o convênio entre a prefeitura e a CEF está em vigência desde 2005 e prevê o desconto dos empréstimos na folha de pagamento dos servidores. Os desvios foram realizados nos períodos de maio a agosto de 2014 e de abril a outubro de 2015, quando não foram efetuados os repasses ao banco.

De acordo com a denúncia do procurador regional da República Alexandre Espinosa, o prefeito Brandão Leite afirmou que, ao obter conhecimento dos atrasos do convênio por meio de ofício encaminhado pela Caixa, procurou a agência do banco para quitar a dívida, o que não ocorreu. A CEF ajuizou ação de cobrança para resolver o caso. Mas, além de não realizar o pagamento dos atrasados, o município continuou descontando os valores dos servidores do município sem o devido repasse.

Caso seja recebida a denúncia, o prefeito de Curaçá (BA) pode pegar de dois a doze anos de prisão, além de ficar impossibilitado de exercer cargo público. O MPF também pede ainda o pagamento integral do valor desviado.

Bocão News

Foi dado o pontapé inicial do Campeonato Interdistrital 2016 em Juazeiro

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Animação e garra consagraram a abertura oficial da 26º edição do Campeonato de Futebol Interdistrital, realizado neste domingo (15), na comunidade de Campos dos Cavalos, região do Salitre. O Interdistrital é considerado o maior evento esportivo promovido na zona rural do município, uma realização da Prefeitura de Juazeiro através da Secretaria de Educação e Esporte – SEDUC.

O evento começou com a apresentação da Fanfarra da Escola Terezinha Ferreira, logo após o desfile das equipes e a execução do Hino Nacional. O prefeito Isaac Carvalho deu o pontapé inicial, marcando a abertura da competição no interior. “Esta é a marca da gestão e mais uma ação do Programa Mais Esporte. A manutenção do calendário contempla várias modalidades, como a Meia Maratona Tiradentes, a Corrida Tiradentinhos, o Campeonato Interbairros, circuitos juazeirenses de Corrida de Rua, etapa brasileira da Maratona Aquática, dentre outras. Que este campeonato seja de muita paz e produtividade. Boa sorte a todas as equipes!”, declarou o prefeito.

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De acordo com o Superintendente de Esportes do município, Gilberto Pacheco, o torneio tem possibilitado o crescimento das equipes dos distritos e este ano vem com novidade. “A competição este ano tem mais uma equipe, a do Mandacaru. Mobilizamos um grande número de pessoas para estarem presentes durante o campeonato, contribuindo assim para a movimentação da economia local, e acima de tudo, vivenciando os reais valores do esporte”, declarou Gilberto.

Para o morador de Campos dos Cavalos, Raimundo Conceição Santana, depois da iniciativa do governo municipal de resgatar o Interdistrital tudo mudou no interior. “Com o calendário já definido, as pessoas se organizam melhor, preparam suas equipes, formam suas torcidas. E as pessoas também têm um lazer nos finais de semana”.

O jogo entre Junco X Abóbora (Grupo A), abrindo o Campeonato terminou em 0 x 0. O campeonato prosseguiu durante todo o dia com mais três jogos, que foram finalizados com os seguintes resultados: Massaroca 0 X 1 Itamotinga (Grupo B); Maniçoba 2 X 0 Pinhões (Grupo A); Juremal 1 X 2 Carnaíba (Grupo B). Vale ressaltar que na 1º fase os jogos são de ida e volta, classificando os dois primeiros de cada grupo. Na 2º fase são as semifinais, jogos de ida e volta. E na 3º fase é a final também com jogos de ida e volta.

No próximo dia 22 de maio, às 15h30, em Carnaíba, acontece o jogo entre Carnaíba x Itamotinga (B); no Mandacaru se enfrentam as equipes do Mandacaru x Massaroca (B), em Mandacaru; e Pinhões x Junco (A) em Pinhões.

Prestigiaram a abertura do Campeonato os vereadores Anastácio de Assis, Sargento Bastos, Anderson Alves e Fabinho, secretários do governo e o deputado estadual, Crisóstomo Lima.

ASCOM – Prefeitura de Juazeiro