Preto no Branco

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Dá tempo: Mega-Sena sorteia R$ 3 milhões neste sábado; apostas podem ser feitas até as 19h

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Apostadores fazem filas em casas lotéricas de Brasília. A Caixa Econômica Federal sorteia amanhã (12) a lotofácil da Independência.

 

O concurso 2663 da Mega-Sena vai sortear, neste sábado (2), às 20h, um prêmio estimado em R$ 3 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 5.

O sorteio contará com transmissão ao vivo pelas redes sociais das Loterias Caixa no facebook e canal da Caixa no YouTube.

 

Redação PNB

“Natal Solidário do Povo de Deus” acontece neste sábado (2); evento beneficente é em prol da Casa Dom José Rodrigues

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A Diocese de Juazeiro (BA) realiza neste sábado (2), o “Natal Solidário do Povo de Deus”, em frente a Catedral de Nossa Senhora das Grotas, a partir das 18h, com a participação da Banda da Polícia Militar, das crianças da Casa Dom José Rodrigues e da dupla Daniel e Stela – 100% Música.

O evento tem como objetivo, estimular a solidariedade e angariar fundos para a Casa Dom José Rodrigues, no bairro Piranga em Juazeiro. O local é um espaço de acolhida e educação para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e coordenado pelas Religiosas da Instrução Cristã (as Irmãs Damas), cujo carisma é a consagração total ao trabalho de educar a juventude.

Haverá feirinha de artesanato, venda de lanches, espaço de lazer para as crianças, com transmissão pelo Canal do Youtube da Diocese, onde um QR CODE estará disponível na tela para doações.

 

Redação PNB

“Há algo errado com a APLB de Remanso”: Secretária de Educação de Remanso, Neila Regis, explica final do ano letivo 

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Um senhor que se identifica como “Noildo Gomes, do corpo jurídico Gomes e Gomes, também diretor estadual da APLB Estadual Sindicato”, teve um vídeo divulgado no Instagram @aplbremanso (O canal oficial do Núcleo de Remanso, que pertence à Delegacia das Esmeraldas, assista aqui a manifestação),  causando espanto e indignação entre professores, gestores e Secretaria Municipal de Educação.

Entre outras afirmações ele diz: “Quero alertar aqui que o gestor e a Secretária de Educação terminaram o ano letivo, né, poram (?) fim ao ano letivo (ipsis litteris), sem respeitar a legislação que exige 200 dias letivos e 800 horas” e vai além, dirigindo-se aos “trabalhadores da educação”: “… e alertando que vocês coloquem no sistema a atividade” e não para por aí: “Voces estão incorrendo em um grave CRIME”, de forma incisiva.

Não satisfeito, completa: “Vamos denunciar isto ao Ministério Público!” e encerra a “denúncia”: “Não vamos aceitar essa FRAUDE aos… à educação do município”

A Secretária de Educação de Remanso, Neila Régis, que tem traz uma longa história na defesa dos direitos dos trabalhadores na educação, reagiu: “Nunca antes a APLB Sindicato assumiu ares de ameaça como assistimos nesse vídeo. Ainda bem que a representatividade, aqui em Remanso, da APLB, está próxima de zero”.

Considerando a atitude do locutor da postagem ofensiva, porém inócua, ainda assim, em respeito aos professores e gestores, acusados de cometer “grave crime” e desculpando-se pelo destempero do locutor, a Secretária Neila deu a conhecer, na tarde desta sexta-feira (01/12) uma nota oficial em que explica as razões do encerramento do ano letivo no início de dezembro de 2023:

Inicia esclarecendo que o Conselho Nacional de Educação – CNE, exige o cumprimento rigoroso dos 200 dias letivos, mesmo havendo defasagem entre o ano letivo e o ano civil. Para evitar essa defasagem “é necessário utilizar dias normalmente não ocupados com o efetivo trabalho escolar, como períodos de férias e/ou sábados e domingos.” 

Transcreve também orientações gerais da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação – UNCME orientando que o efetivo trabalho escolar ““pode e deve ser desenvolvido em sala de aula, mas as atividades escolares podem ser realizadas em outros locais adequados a trabalhos teóricos e práticos”.

Após isso lista uma série de atividades executadas pelos estudantes e professores da rede municipal ao longo do ano letivo, que exigiram  presença dobrada e finaliza reafirmando continuar “com o compromisso da efetivação dos direitos dos nossos professores guerreiros que mesmo diante das adversidades, cumpriram com os 200 dias letivos”.

Leia aqui a íntegra da nota oficial da Secretaria de Educação de Remanso

Ascom

Dia Nacional do Samba: Será neste sábado (2) homenagem ao Professor Negão do Edson, com shows no Centro de Cultura João Gilberto

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Acontece neste sábado (2), Dia Nacional do Samba, uma homenagem ao Professor José Raimundo dos Santos, Negão do Edson, a partir das 15 horas, no Teatro de Arena do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro.

O evento, organizado por sua irmã, Raquel Maria e amigos, contará com a participação de  artistas da região como João Sereno, Mauriçola, Orlando Miranda, Jânio, o grupo “Os Independentes, da Filarmônica da Polícia Militar e outros músicos que vão reverenciar a memória do professor, que também era um amante do samba.

“”Será uma entardecer animado para pessoas de todas idades. Para promover a ação, haverá a participação de artistas convidados que irão envolver o público na acadêmica do samba. Pedimos que as pessoas levem 1kg de alimento não perecível + 15.00 reais. O alimento será doado à Casa do Caminho, do grupo Espírita Bezerra de Menezes. Reserve sua mesa e participe desta belíssima homenagem ao nosso Negão, que tinha o costume de comemorar o Dia do Samba, esse ritmo que toca o coração das pessoas. A mesa está sendo vendida a R$ 100 reais, ingresso individual R$ 15 reais,” informou Raquel.

Juazeirense, nascido em 1957, o Professor José Raimundo, por muitos anos, coordenou a o setor de Educação Física do Colégio Dr. Edson Ribeiro, conquistando primeiros lugares nas competições. Botafoguense e apaixonado pela escola de samba Portela, gostava de cantar entre amigos e tinha o samba como seu gênero preferido.

Querido por familiares, amigos, colegas de profissão, alunos e ex-alunos, Negão do Edson morreu em 2019, aos 61 anos, por complicações do diabetes.

Redação PNB

Maceió registra abalo sísmico na região ameaçada de desabamento

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A Defesa Civil de Maceió informou que nesta sexta-feira (1) foi registrado um evento sísmico de magnitude de 0,39Ml a 330m de profundidade na região do Mutange, onde está localizada a mina número 18 de exploração de sal-gema pela Braskem.

O órgão informou que mantém alerta máximo e constante observação devido ao risco de iminente colapso da mina 18, na região do antigo campo de treinamento do clube de futebol CSA, no Mutange. Três sensores no local continuam apresentando alertas de movimentação.

Nas últimas 24 horas, foi registrado 11,4 cm de afundamento, com média de 1 cm por hora.

Braskem retira trabalhadores

Após recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a mineradora Braskem retirou seus empregados efetivos e terceirizados da área da mina 18.

O procurador do Trabalho Rodrigo Alencar condicionou a retomada dos trabalhos à avaliação técnica das autoridades competentes no sentido de garantir a segurança de todos os trabalhadores relacionados à empresa.

Agência Brasil

Sem energia desde o final da tarde de ontem (1), moradores do bairro Centenário protestam: “Uma falta de respeito”

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Cláudio Lima Duarte, morador da Rua das Oliveiras, bairro Centenário, em Juazeiro, relatou ao PNB que desde às 17 horas desta sexta-feira (1), algumas residências estão sem energia.

Até às 9 horas deste sábado, a Coelba não atendeu ao chamado dos moradores e as casas continuam sem energia.

“Faltou por volta das 17 horas e até agora nada de voltar. Uma falta de respeito com a gente, pois não dão uma posição. A gente liga e ficam dando um horário para restabelecer, mas não resolvem nada. Muita gente vai perder as coisas da geladeira. Uma casa tem, a outra não tem. Não são todas as casas, mas são muitas,” relatou Cláudio Duarte.

Estamos encaminhando a reclamação para a Coelba.

Redação PNB 

“Questões administrativas”: Secretaria de Educação se manifesta sobre suspensão das aulas do EJA do Colégio Municipal Helena Celestino, em Juazeiro

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Após reclamação de uma aluna do curso de Educação de Jovens e Adultos- EJA, do Colégio Municipal Helena Celestino Magalhães, no bairro Castelo branco, em Juazeiro, que em contato com o PNB, nesta sexta-feira (1) cobrou a regularização das aulas suspensas desde a última segunda-feira (27), a Secretaria de Educação se manifestou.

A aluna alega que as aulas foram suspensas por falta de pessoal do setor de limpeza.

A Seduc esclareceu que, “de 27 de novembro a 01 de dezembro, as aulas da Educação de Jovens Adultos (EJA) na Escola Municipal Helena Celestino de Magalhães foram realizadas em formato remoto devido a questões administrativas já resolvidas e reitera que, na próxima segunda-feira (04), as aulas serão retomadas presencialmente.”

Reclamação

“Nós alunos, que estudamos no noturno do Helena Celestino, não aguentamos mais ficar sem aulas. Desde a última segunda-feira que estamos sem ir à escola, porque não tem ninguém da limpeza. O ano já está acabando. Como vamos passar sem aula, vivendo essa situação? Isso é uma falta de respeito com nós, alunos,” cobrou a estudante.

Em um comunicado enviado pela aluna, a gestão escolar avisa que ainda está problemas no noturno, no que se refere a ausência de Auxiliares de Serviços Gerais e merendeira de atestado.

Redação PNB

Balança comercial tem superávit recorde de US$ 8,776 bi em novembro

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Beneficiada pela queda nas importações de combustíveis e compostos químicos e pela safra recorde de soja, a balança comercial – diferença entre exportações e importações – fechou novembro com superávit de US$ 8,776 bilhões, divulgou nesta sexta-feira (1º) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é o melhor para meses de novembro e representa alta de 41,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, pelo critério da média diária.

Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 89,285 bilhões em 2023, maior resultado para o período desde o início da série histórica, em 1989. Desde agosto, o saldo positivo acumulado supera o superávit comercial recorde de US$ 61,525 bilhões de todo o ano passado.

Em relação ao resultado mensal, as exportações ficaram estáveis, enquanto as importações despencaram em novembro. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 27,82 bilhões para o exterior, alta de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2022 pelo critério da média diária. As compras do exterior somaram US$ 19,044 bilhões, recuo de 11,2% pelo mesmo critério.

Do lado das exportações, a safra recorde de grãos e a recuperação do preço do minério de ferro compensaram a queda internacional no preço de algumas commodities (bens primários com cotação internacional). Do lado das importações, o recuo no preço do petróleo, de derivados e de compostos químicos foi o principal responsável pela retração.

Após baterem recorde no primeiro semestre do ano passado, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, as commodities recuaram nos últimos meses. Apesar da subida do petróleo e de outros produtos em novembro, os valores continuam inferiores aos do mesmo mês do ano passado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 5,1%, enquanto os preços caíram 4% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada caiu 1,8%, e os preços médios recuaram 9%.

Setores

No setor agropecuário, a safra recorde de grãos pesou mais nas exportações. O volume de mercadorias embarcadas subiu 46,6% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2022, enquanto o preço médio caiu 15,2%. Na indústria de transformação, a quantidade subiu 5%, com o preço médio recuando 2,2%. Na indústria extrativa, que engloba a exportação de minérios e de petróleo, a quantidade exportada caiu 6,5%, enquanto os preços médios caíram 0,7%.

Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram soja (+76%); frutas e nozes não oleaginosas (+81,6%) e animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (+12,2%). Em valores absolutos, o destaque positivo é a soja, cujas exportações subiram US$ 1,178 bilhão em relação a novembro do ano passado. A safra recorde fez o volume de embarques de soja aumentar 105,8%, mesmo com o preço médio caindo 14,5%.

Na indústria extrativa, as principais altas foram registradas em minérios de ferro e concentrados (+27,5%) e pedra, areia e cascalho (+37,7%). No caso do ferro, a quantidade exportada aumentou 5,6%, e o preço médio subiu 20,7%, puxados principalmente pelos estímulos para a economia chinesa.

Quanto aos óleos brutos de petróleo, também classificados dentro da indústria extrativa, as exportações caíram 7,4%. Os preços médios recuaram 8,2% em relação a novembro do ano passado, enquanto a quantidade embarcada aumentou apenas 0,9%.

Na indústria de transformação, as maiores altas ocorreram em açúcares e melaços (+36,8%), farelos de soja (+15,3%) e carne bovina (+11%). A crise econômica na Argentina, principal destino das manufaturas brasileiras, também interferiu no recuo das exportações dessa categoria.

Entre os importados, os produtos que tiveram os maiores recuos foram trigo e centeio não moídos (-30,3%); milho não moído, exceto milho doce (-40,1%) e látex e borracha natural (-60,6%), na agropecuária; óleos brutos de petróleo (-35,4%) e gás natural (-11,4%), na indústria extrativa; e compostos organoinorgânicos (-46,9%) e válvulas e tubos termiônicos (-25,4%), na indústria de transformação.

Quanto aos fertilizantes, cujas compras do exterior ainda são impactadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia, as importações subiram 2,7% na comparação com novembro do ano passado. No entanto, o crescimento seria maior não fosse a diminuição de 37,7% nos preços. A quantidade importada subiu 64,7%.

Estimativa

Apesar da desvalorização das commodities, o governo prevê saldo positivo recorde de US$ 93 bilhões, contra projeção anterior de US$ 84,7 bilhões, feita em julho.

Segundo o MDIC, as exportações ficarão estáveis em 2023, subindo apenas 0,02% e encerrando o ano em US$ 334,2 bilhões. As estimativas são atualizadas a cada três meses. As importações recuarão 11,5% e fecharão o ano em US$ 241,1 bilhões.

As previsões estão um pouco mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 83,05 bilhões neste ano.

Agência Brasil

Anvisa aprova consulta pública sobre proibição de cigarro eletrônico

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A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, nesta sexta-feira (1º) a abertura de uma proposta de consulta pública para revisar a proibição de cigarros eletrônicos no Brasil. Desde 2009, uma resolução da entidade proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como vape. De acordo com a decisão da Anvisa de hoje, a sociedade civil terá 60 dias para manifestar-se sobre o tema na consulta pública.

Ao longo da reunião, transmitida em tempo real por meio do canal oficial da Anvisa no YouTube, diversas manifestações do setor regulado, de entidades civis e da população em geral foram veiculadas por meio de vídeos enviados à agência. Ao todo, mais de 60 pessoas, com opiniões favoráveis e contrárias à regulamentação dos cigarros eletrônicos, foram ouvidas pelos diretores antes que proferissem seus votos.

Protestos 

Enquanto a diretoria colegiada da Anvisa se reunia, um grupo de cerca de 20 pessoas ligadas à organização não governamental (ONG) Direta – Diretório de Informações para a Redução de Danos do Tabagismo defendia, em frente à sede da Anvisa, a regulamentação dos cigarros eletrônicos no Brasil. Entre as argumentações apresentadas está a de que esses dispositivos não causam os mesmos males do tabagismo.

O grupo argumenta ainda que, em razão da ausência de uma regulamentação, dispositivos de má qualidade acabam sendo comercializados livremente no país e que há pessoas fabricando líquido para cigarros eletrônicos até mesmo dentro de casa. O presidente da ONG, Alexandro Lucian Alves Cordeiro dos Santos, cita revisões científicas que indicariam redução de danos de até 95% para pessoas que substituíram o cigarro comum pelo eletrônico.

Ao ser questionado sobre outros estudos que apresentaram resultados diferentes, indicando que dispositivos eletrônicos para fumar podem ser até mais prejudiciais à saúde do que os cigarros tradicionais, ele argumentou que, nesses casos, a confusão se dá porque, enquanto algumas pesquisas abrangem dados brutos sobre a presença da nicotina, outras tratam do potencial de absorção da substância pelo organismo – algo que varia de pessoa para pessoa.

Além disso, acrescentou, como o cigarro eletrônico só começou a ser comercializado em 2006 (nos Estados Unidos e na Europa), não há, até o momento, dados científicos referentes a grupos que utilizaram o cigarro eletrônico na fase adulta e que já tenham chegado à faixa etária dos 80 anos.

“Nosso papel aqui é mostrar que cigarros eletrônicos são alternativas eficazes para ajudar as pessoas a pararem de fumar, substituindo o tabagismo pelo nicotismo”, disse, ao afirmar, que “nicotina não faz tanto mal à saúde e nem causa câncer, apesar de alguns médicos afirmarem que sim”. “Há muita desinformação”, complementou.

O presidente da ONG Direta, que veio do Paraná a Brasília para participar da manifestação, disse também que nunca obteve benefício (financiamento ou parceria) de empresas ou grupos que possam vir a ter alguma vantagem com a comercialização de dispositivos eletrônicos para fumar.

Entenda  

Os dispositivos eletrônicos para fumar são também conhecidos como cigarros eletrônicos, vape, pod, e-cigarette, e-ciggy, e-pipe, e-cigar e heat not burn (tabaco aquecido). Embora a comercialização no Brasil seja proibida, os dispositivos podem ser encontrados em diversos estabelecimentos comerciais e o consumo, sobretudo entre os jovens, tem aumentado.

Desde 2003, quando foram criados, os equipamentos passaram por diversas mudanças: produtos descartáveis ou de uso único; produtos recarregáveis com refis líquidos (que contém, em sua maioria, propileno glicol, glicerina, nicotina e flavorizantes), em sistema aberto ou fechado; produtos de tabaco aquecido, que possuem dispositivo eletrônico onde se acopla um refil com tabaco; sistema pods, que contém sais de nicotina e outras substâncias diluídas em líquido e se assemelham a pen drives, dentre outros.

Riscos à saúde 

Com aroma e sabor agradáveis, os cigarros eletrônicos chegaram ao mercado com a promessa de serem menos agressivos que o cigarro comum. Entretanto, a Associação Médica Brasileira (AMB) alerta que a maioria absoluta dos vapes contém nicotina – droga psicoativa responsável pela dependência e que, ao ser inalada, chega ao cérebro entre sete e 19 segundos, liberando substâncias químicas que trazem sensação imediata de prazer.

De acordo com a entidade, nos cigarros eletrônicos, a nicotina se apresenta sob a forma líquida, com forte poder aditivo, ao lado de solventes (propilenoglicol ou glicerol), água, flavorizantes (cerca de 16 mil tipos), aromatizantes e substâncias destinadas a produzir um vapor mais suave, para facilitar a tragada e a absorção pelo trato respiratório. “Foram identificadas, centenas de substâncias nos aerossóis, sendo muitas delas tóxicas e cancerígenas.”

“O cigarro eletrônico em forma de pen drive e com USB entrega nicotina na forma de ‘sal de nicotina’, algo que se assemelha à estrutura natural da nicotina encontrada nas folhas de tabaco, facilitando sua inalação por períodos maiores, sem ocasionar desconforto ao usuário”, destacou a AMB.

“Cada pod do cigarro eletrônico no formato de pen drive contêm 0,7 mililitro (ml) de e-líquido com nicotina, possibilitando 200 tragadas, similar, portanto, ao número de tragadas de um fumante de 20 cigarros convencionais. Ou seja, pode-se afirmar que vaporizar um pen drive equivale a fumar 20 cigarros (um maço).”

Ainda de acordo com a entidade, o uso de cigarro eletrônico foi associado como fator independente para asma, aumento da rigidez arterial em voluntários saudáveis, sendo um risco para infarto agudo do miocárdio, da mesma forma que os cigarros tradicionais. Em estudos de laboratório, o cigarro eletrônico se mostrou carcinógeno para pulmão e bexiga.

Congresso Nacional  

Além do debate no âmbito da Anvisa, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5008/2023, de autoria da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que permite a produção, importação, exportação e o consumo dos cigarros eletrônicos no Brasil.

Jovens  

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, 22,6% dos estudantes de 13 a 17 anos no país disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 26,9% já experimentaram narguilé e 16,8%, o cigarro eletrônico.

O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos que frequentavam do 7º ano do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio das redes pública e privada.

Controle do tabaco

O Brasil é reconhecido internacionalmente por sua política de controle do tabaco. Em julho de 2019, tornou-se o segundo país a implementar integralmente todas as medidas previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no intuito de reduzir o consumo do tabaco e proteger as pessoas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Agência Brasil