Preto no Branco

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‘Convivência sem Preconceito’: Prefeitura de Sento-Sé comemora um ano de criação do grupo de convivência voltado para pessoas com deficiência

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Em alusão ao Setembro Verde, mês voltado à inclusão social de pessoas com deficiência e em comemoração ao um ano de criação do grupo ‘Convivência sem Preconceito’ a Prefeitura de Sento-Sé, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), realizou nesta terça-feira (26), um momento festivo junto às pessoas com deficiência atendidas pelo Creas.

Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Jailson Rodrigues, a gestão Ana Passos trabalha com foco na promoção de ações sociais que alcancem toda população. “Nosso foco é proporcionar um momento de inclusão, escuta, partilha, socialização e reflexão através do desenvolvimento de atividades em grupo, para assim completar o atendimento já é ofertado pela secretaria, por meio do Creas, e assim proporcionamos aos participantes a vivência de experiências que possibilitem o desenvolvimento de potencialidades na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência”, explicou.

A programação teve como objetivo oferecer um atendimento diferenciado a pessoa com deficiência, contribuído com a sua interação social e qualidade de vida e contou com a participação de convidados que trabalharam com o grupo no decorrer do ano, e ainda informações e muita diversão, com a música ao vivo do professor Lecio Ferreira e Pedro Fernandes que participa do grupo, e também sorteio de brindes e um lanche especial.

De acordo com a assistente social do Creas, Aline Rodrigues dos Santos, o momento foi agradável e produtivo. Tivemos uma tarde descontraída, agradável e aprovada por todos os participantes. Contamos com a participação de alguns profissionais como a enfermeira Thayane, a nutricionista Taate, a fisioterapeuta Claudiane e demais profissionais que atuam no equipamento e abrilhantaram ainda mais esse momento tão especial”, avaliou.

Ascom/PMSSE

Sensação térmica em Juazeiro chega aos 42º e Defesa Civil alerta para os cuidados durante onda de calor na região

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Segundo nota emitida pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a previsão é que até o dia 10 de outubro a região nordeste continue apresentando altas temperaturas. Em Juazeiro, há previsão de tempo seco e sem chuvas, além de baixos índices de umidade.  Nesta quarta-feira (27), os termômetros na cidade atingiram os 38º com sensação térmica de 42º.Pensando no bem-estar da população, a Defesa Civil de Juazeiro, listou alguns cuidados que devem ser tomados durante esse período. Beber água constantemente, umidificar o ambiente com vaporizadores, optar por roupas leves e fazer uso constante de protetor solar para evitar queimaduras na pele, são alguns dos cuidados que a população precisa tomar durante esse período.Outras recomendações da Defesa Civil é dar preferência a ambientes arejados e ter mais atenção com os idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e gestantes. Além dos cuidados com a saúde, o coordenador da Defesa Civil de Juazeiro, Ramiro Cordeiro, alerta em relação a ocorrência de incêndios na região “Altas temperaturas   também favorecem a ocorrência de incêndios florestais, a gente pede que a população evite acender fogo ou realizar qualquer tipo de queimada”, pontuou.Ascom/ Sedes

Temendo pela segurança, mães relatam que creches de Juazeiro estão sem agente de portaria: “Não basta nossos filhos ficarem sem aula pela falta de transporte e agora também sem a segurança escolar?”

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Mães e familiares de alunos matriculados em creches do município de Juazeiro, em contato com o PNB, relataram que as instituições que atendem as crianças estão sem agentes de portaria.

Segundo as mães, que preferiram não se identificar, a falta de profissionais coloca em risco a segurança das crianças e também dos profissionais. Elas cobram da Secretaria de Educação a presença dos profissionais.

Um relato veio de uma familiar de aluno da EMEI Luzinete de Oliveira, na Malhada da Areia. Outro relato de uma mãe de aluno do Distrito do Junco, Salitre.

“As creches de Juazeiro estão sem agente de portaria. Esse ano vimos várias notícias ruins em relação a segurança das escolas, aconteceram várias tragédias com crianças e jovens mortos. E, mesmo com o histórico que infelizmente se segue no quadro educacional do país, a prefeitura ainda tira o pouco de segurança que temos para nossas crianças. Tenho familiares que estudam na EMEI Luzinete de Oliveira, na Malhada da Areia, e essa semana já teve até roubo de toalhas das crianças. O muro é baixo, qualquer um com má intenção pode pular. Como fica então a segurança das crianças e dos profissionais que lá trabalham? Todos sabem que a demanda nas escolas e creches são grandes, muitas responsabilidades e a prefeitura quer colocar mais uma demanda nas costas dos profissionais de educação? Isso é um absurdo! Na escola deixamos nossos bens mais preciosos, nossos filhos, sobrinhos, nossas crianças. Elas merecem ter o melhor apoio e segurança. Espero que a comunidade se mobilize e comece a cobrar para que os agentes voltem. As escolas precisam de segurança,” cobrou a familiar.

“Como mãe de aluna gostaria de um esclarecimento da Seduc, pois desde o dia 25/09 as escolas municipais amanheceram sem agentes de portaria. Sou do Junco, Salitre. Já não basta nossos filhos ficarem sem aula pela falta de transporte e agora também sem a segurança escolar? Isto é um absurdo!”, protestou a mãe.

Estamos buscando respostas junto à Secretaria Municipal de Educação.

Redação PNB 

“Prazo era dia 23”: Profissional de enfermagem cobra da Sesau/Juazeiro repasse para pagamento do piso salarial para instituições que atendem SUS; recurso do MS foi creditado nas contas do município

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Uma profissional de enfermagem que atua em uma instituição considerada filantrópica, em Juazeiro, enviou para nossa redação alguns questionamentos sobre o repasse que deveria ter sido feito pela Secretaria de Saúde de Juazeiro para pagamento do piso salarial.

O prazo estipulado para o repasse, segundo o Ministério da Saúde, seria no dia 23 de Setembro.

“Queria saber porque a Secretaria de Saúde de Juazeiro ainda não repassou o dinheiro do piso salarial dos filantrópicos. Trabalho em uma instituição que atende mais de 60 % SUS e  ainda não recebemos nada. O prazo, segundo Ministério da Saúde, era dia 23 de Setembro, mas a instituição diz que nada foi repassado, porém não fala o motivo. Queria saber da Sesau porque ainda não fizeram o repasse e se vão repassar. Todas as instituições que recebem recursos da prefeitura ainda não receberam. A filantropia não tem nada a ver com a prefeitura, pois veio dinheiro separado para cada instituição. Eles deveriam repassar o dinheiro das filantrópica e dos 60% SUS. O dinheiro veio para a gestão municipal. As instituições são Hospital Sote , Clinefro, Hospital Psiquiátrico e Promatre. O dinheiro está para ser repassado pela prefeitura, mas ainda não foi feito o repasse,” explicou a profissional.

Nós enviamos o questionamento para a Secretaria de Saúde de Juazeiro e o órgão esclareceu que “de acordo com os dados enviados pelo Ministério da Saúde, alguns colaboradores de prestadoras de serviços, com 60% ou mais de atividades SUS, tiveram o seu complemento ao piso nacional de enfermagem creditado nas contas do Município de Juazeiro. A Procuradoria Geral do Município informou a necessidade de estabelecer um convênio para esse fim, já em andamento. Vale ressaltar que o cadastro de alguns profissionais apresentaram inconsistências apontadas pelo próprio órgão. As inconsistências apontadas referem-se a: carga horária incompatível, vencimentos acima do valor do piso salarial determinados com base na carga horária desempenhada por cada profissional (44, 40 e 30 horas), inconsistências no Conselho Federal de Enfermagem, irregularidade no CPF, dentre outros. A secretaria ressalta que está à disposição dos profissionais para esclarecer quaisquer dúvidas.”

Redação PNB 

Refresque-se sem aumentar a conta de energia: dicas para enfrentar a onda de calor

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A Bahia enfrenta uma semana escaldante, com temperaturas superando os 35º graus. O alerta vermelho para essa onda de calor, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia – INMET, indica um perigo significativo devido às altas temperaturas e ao clima seco. Manter-se hidratado e os ambientes frescos é fundamental para passar por esse período sem comprometer a saúde. Com o uso intensificado de aparelhos como o ar-condicionado, geladeira e chuveiro, a Neoenergia Coelba reuniu dicas valiosas para garantir conforto sem sustos com a conta de energia no final do mês.

– Otimize o uso do chuveiro elétrico, optando pelo banho sem aquecimento. Se não for possível, ajuste-o para a posição “verão”. Quanto mais baixa a temperatura da água, menor será o consumo.
– Ajuste o termostato do ar-condicionado para 23°C e utilize o timer para evitar seu funcionamento desnecessário.
– Após resfriar o ambiente com o ar-condicionado, use ventiladores para manter uma temperatura agradável. Lembre-se de mantê-los limpos para um desempenho econômico.
– Evite abrir a geladeira com frequência, pois a entrada de calor aumenta o consumo de energia. Certifique-se de que o aparelho esteja em um local bem ventilado, com espaço de pelo menos 15 centímetros entre ele e as paredes/armários. Verifique periodicamente a borracha de vedação para evitar desperdício de energia.
– Use fornos e ferros elétricos com parcimônia. Otimizar o uso desses equipamentos evita ligá-los e desligá-los com frequência.

Aumento de 5,8% no consumo de energia em setembro

Na última sexta-feira (22/09), O Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS) anunciou estimativa de 5,8% de aumento no consumo de energia em setembro por causa da onda de calor no país. Segundo o ONS, essa é a maior elevação nas projeções mensais de consumo dos últimos meses. O aumento de 5,8% se dá em relação a setembro de 2022 e representa 75,2 mil megawatts médios (MW) consumidos a mais.

Ascom/Coelba

CCJ do Senado aprova marco temporal para demarcar terras indígenas

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Brasília (DF), 27/04/2023 - Acampamento Terra livre reúne milhares de indígenas de centenas de etnias de todas as regiões do país e tem como tema "O futuro indígena é hoje. Sem demarcação, não há democracia!". Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Parlamentares que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovaram, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei que estabelece que os povos indígenas só têm direito ao usufruto exclusivo das terras que já ocupavam ou reivindicavam em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição Federal.Incluído no Projeto de Lei (PL) 2.903/2023, analisado durante a reunião deliberativa que o colegiado realizou hoje, o chamado marco temporal para demarcação de terras indígenas recebeu 16 votos favoráveis e dez contrários. Ao fim de mais de quatro horas de debates, os parlamentares também aprovaram o envio do PL ao Plenário do Senado em regime de urgência.

Na última quinta-feira (21), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 9 votos a 2, que é inconstitucional limitar o direito de comunidades indígenas ao usufruto exclusivo das terras outrora ocupadas por seus povos em função da data em que a Constituição Federal passou a vigorar.

A Corte retomou nesta tarde, a análise de outros aspectos relativos à demarcação de terras indígenas não apreciados na semana passada, como a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé” e se o pagamento seria condicionado à saída de proprietários das áreas indígenas.

Além do marco temporal, já considerado inconstitucional pelo STF, a possibilidade do pagamento de indenizações e outros aspectos analisados pela Corte estão contemplados no PL 2.903. Para senadores favoráveis ao texto que a CCJ aprovou hoje, a decisão do STF não tira do Congresso Nacional a prerrogativa de legislar sobre o tema.

“A Constituição Federal é muito clara em relação às competências do STF e do Poder Legislativo. Não dá para alguém vir aqui no Senado e sustentar em seu voto que o Parlamento brasileiro está desafiando uma decisão do STF”, comentou o senador Marcos Rogério (PL-RO), relator do PL 2.903 na CCJ.

Já os deputados contrários à tese do marco temporal criticaram a legalidade da proposta aprovada. “É preocupante a CCJ do Senado persistir na intenção de legislar com entendimento contrário aquele consagrado com repercussão geral pelo STF. Parece não fazer sentido essa adoção. Ao menos não na seara de um projeto de lei. Se ainda fosse uma proposta de Emenda à Constituição [PEC] faria sentido confrontar o entendimento consagrado pelo STF, com repercussão geral”, ressaltou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), somando-se a parlamentares que acreditam que a iniciativa será invalidada pelo Poder Judiciário.

Emendas

Antes da votação do PL, o senador Marcos Rogério apresentou seu parecer sobre as emendas que senadores apresentaram ao projeto original. Rogério defendeu a rejeição de todas as 49 sugestões de modificações do texto, entre elas a que tentava reverter a autorização para o cultivo de organismos geneticamente modificados em terras indígenas.

“Se o cultivo destes organismos é autorizado em qualquer lugar do Brasil, não permitir isso em terras indígenas seria inclusive violador do princípio da igualdade”, argumentou o relator antes de justificar seu veto à proposta que defendia que o “excepcional contato com povos isolados” só fosse autorizado a prestadores de auxílio médico, “em caso de risco iminente”, e com a intermediação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

“Não se pode excluir a necessidade de contato com povos isolados, inclusive por motivo de relevante interesse nacional, guerras externas ou necessidades inadiáveis, por exemplo”, disse o senador.

Rogério também defendeu que as comunidades indígenas sejam autorizadas a explorar o turismo em seus territórios, recomendando a recusa da emenda que propunha que a possibilidade fosse excluída do projeto de lei. “O turismo em terras indígenas vem sendo defendido até mesmo pela doutrina especializada em direito indígena”, garantiu o senador, defendendo a aprovação de mecanismos legais que permitam “a colaboração entre índios e não indígenas”.

Contrária ao PL, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou o texto aprovado pela CCJ. “Ele fere frontalmente os povos indígenas do Brasil, sobretudo aqueles que estão em situação de isolamento, ao permitir o acesso [a comunidades indígenas isoladas] sem critério de saúde pública, sem respeitar aquilo que está estabelecido hoje. Este projeto também premia a ocupação irregular [dos territórios tradicionais reivindicados por povos indígenas], estabelecendo uma garantia de permanência para quem está em situação irregular”, afirmou Eliziane, sustentando que o projeto de lei, se aprovado em plenário e sancionado, agravará os conflitos fundiários no país, “aumentando a violência contra os povos indígenas”.

Agência Brasil

UNEB de Juazeiro sedia exposição fotográfica “Juventudes”; abertura será nesta quinta-feira (28) 

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Será aberta nesta quinta-feira (28) às 17h, a Exposição Fotográfica “Juventudes”, realizada pelos estudantes da turma de Fotografia do curso Jornalismo em Multimeios (2022.1), do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus de Juazeiro.

A Exposição, que reúne 36 imagens de pessoas das cidades de Juazeiro e Petrolina, que autorizaram os cliques, tem como objetivo pensar a multiplicidade de expressões das juventudes do Vale do São Francisco. Todas as etapas foram realizadas pelo grupo de estudantes: concepção, registro e montagem da exposição, sob a coordenação e curadoria da professora Márcia Guena.

Por meio de retratos, os fotógrafos principiantes tiveram como desafio capturar as juventudes e seus afetos, suas descobertas e inseguranças, esperanças e desesperanças, sonhos e resistências. Para assim, imaginar um futuro possível, juventudes possíveis.

A exposição foi montada no Espaço Ivan Cruz, no Departamento de Ciências Humanas (DCH-III), em Juazeiro-Ba e ficará aberta para visitação até o dia 27 de outubro.

Ascom

Lei Paulo Gustavo: Prazo para inscrição nos editais encerra nesta sexta-feira (29) em Juazeiro

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Encerram nesta sexta-feira (29) as inscrições para os editais de fomento cultural da Lei Paulo Gustavo, publicados pela Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte). Os editais foram publicados no Diário Oficial do Município (DOEM) em 16 de agosto (https://doem.org.br/ba/juazeiro/diarios/previsualizar/1NZP5yjq) e as retificações do prazo estão publicadas no DOEM do dia seguinte (https://doem.org.br/ba/juazeiro/diarios/previsualizar/9jMXBmaW).

São três editais: Um deles contempla produção audiovisual, fomento à produção, capacitação e qualificação do audiovisual e apoio às salas de cinema. O segundo edital contempla as demais áreas culturais, tais como teatro, circo, dança, artes visuais, artesanato, literatura e música.  O terceiro edital é de premiação para grupos tradicionais do município. Todos os detalhes estão disponíveis no Diário Oficial.

Inscrições

Para o edital 1 pelo link: https://forms.gle/yWAjb7BaSv33nsJZ6

Para o edital 2 pelo link https://forms.gle/1ymzgEoCXKVZKjEn7

Para o edital 3 pelo link https://forms.gle/Uia7dJS2UTBDZtqy9

Lei Paulo Gustavo

A Lei Paulo Gustavo dispõe sobre ações emergenciais para o setor cultural a serem adotadas em decorrência dos efeitos econômicos e sociais da pandemia da covid-19. Estão previstos R$ 3,862 bilhões distribuídos para estados, municípios e Distrito Federal. O valor destinado para o município de Juazeiro é de mais de R$ 1,8 milhão.

Ascom/Seculte

Estudantes do ensino médio terão bolsa para permanecer na escola

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Estudantes de baixa renda que estão no ensino médio terão acesso a bolsa de permanência na escola, além de uma poupança que poderá sacar ao concluir esta etapa da educação formal. O formato do novo programa, que está em fase final de elaboração, foi anunciado nesta terça-feira (26) pelo ministro da Educação, Camilo Santana. Ainda não foram divulgados valores da bolsa e da poupança.

“Nós estamos finalizando o desenho, dentro das possibilidades de recursos orçamentários que existem, tanto no MEC quanto no Ministério de Desenvolvimento Social. Vamos utilizar o CadÚnico [Cadastro Único de inscritos em Programas Sociais] e o programa Bolsa Família, juntamente, integrando com o Censo Escolar do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira], para que a gente possa atingir”, afirmou Santana durante uma coletiva de imprensa para detalhar o decreto que cria a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. Segundo o ministro, cerca de 7% dos estudantes do ensino médio abandonam a escola, número que o governo pretende reverter com a medida.

“A ideia é que a gente possa garantir um apoio porque quando um aluno chega no ensino médio, idade de 14 ou 15 anos, geralmente é aquela fase que, diante da dificuldade da família, ele precisa trabalhar. Então, muitas vezes, o aluno abandona a escola, falta demais, é reprovado. A ideia é dar um auxílio que será mensal e uma poupança para que ele possa receber ao final do ensino médio, por ano”, acrescentou o ministro da Educação. O objetivo da bolsa é ajudar em despesas do dia a dia. Já a poupança poderá ser resgatada pelo aluno para projetos individuais dele, como abrir o negócio ou pagar estudos em uma faculdade. Nos dois casos, segundo Camilo Santana, serão exigidas contrapartidas dos beneficiários, como frequência escolar e aprovação.

Escolas conectadas

Durante evento no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que cria a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, cuja meta é expandir a conexão em banda larga para todas as 138,4 mil escolas públicas de todo o país até 2026. Serão investidos cerca de R$ 6,5 bilhões em recursos do Novo PAC para financiar a infraestrutura, por meio de convênios com estados e prefeituras.

Ao todo, segundo dados do MEC, cerca de 40,1 mil escolas não têm disponibilidade de tecnologia para acesso à banda larga e outras 42,7 mil não têm acesso à internet em velocidade ou disponibilidade adequadas. Em pelo menos 4,6 mil escolas, nem sequer há rede de energia elétrica. O programa pretende levar energia para essas unidades de ensino a partir de placas solares, em parceria com o Ministério de Minas e Energia. O governo estima que 4,1 milhões de alunos no país não têm acesso adequado à internet nas escolas. E quase 80% das escolas sem infraestrutura estão concentradas no Norte e Nordeste.

Segundo o ministro da Educação, a estratégia pretende não apenas levar conexão e distribuir equipamentos, como tablets e computadores, mas alinhar à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para promover o ensino da cidadania digital e adaptar a conectividade para melhorar os recursos educacionais e a qualidade da aprendizagem, além da gestão da escola. Outro anúncio é o de que, além de levar conectividade às escolas, o programa vai oferecer acesso à internet também em unidades básicas de saúde que ficam nas proximidades.

Agência Brasil