Preto no Branco
Operação Paz da Polícia Militar segue em Juazeiro; ação ocorre em 12 estados do país
Como enfrentar a onda de calor; confira dicas
A onda de calor que se instalou em todas as regiões do Brasil está prevista para se estender até a primeira semana da primavera, com alguns lugares superando os 40ºC.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de nível laranja, configurando um grau perigoso de severidade.
Diante dessa situação, confira algumas dicas essenciais para enfrentar a onda de calor no Brasil.
Quem são os mais vulneráveis?
As ondas de calor podem afetar todas as pessoas, mas existem grupos mais vulneráveis que estão em maior risco de sofrerem consequências adversas devido às altas temperaturas, que incluem:
- Idosos: Os idosos têm uma capacidade reduzida de regular a temperatura corporal e muitas vezes têm condições médicas crônicas que podem ser agravadas pelo calor.
- Crianças nos primeiros anos de vida: pois podem ter dificuldade em regular a temperatura corporal, e elas geralmente não reconhecem quando estão superaquecidas.
- Pessoas com medicamentos que afetam a termorregulação: Alguns medicamentos podem afetar a capacidade do corpo de regular a temperatura, tornando aqueles que os usam mais vulneráveis ao calor.
- Condições médicas preexistentes: Indivíduos com doenças crônicas, como doenças cardíacas, respiratórias, diabetes ou obesidade, estão em maior risco de complicações de saúde durante as ondas de calor.
- Indivíduos com transtornos mentais ou sofrimento psíquico: Pessoas com problemas mentais podem ser mais vulneráveis ao calor extremo devido a medicamentos, isolamento social e estresse adicional.
Se houver idosos ou pessoas vulneráveis em casa, certifique-se de que eles tenham acesso a áreas com ar condicionado ou ventiladores.
Como enfrentar a onda de calor
- Mantenha-se hidratado. Beba muita água ao longo do dia, mesmo sem ter sede. Sucos de frutas naturais sem adição de açúcar também são opções interessantes para se manter hidratado. Evite bebidas alcoólicas, com cafeína e elevado teor de açúcar, pois elas podem aumentar a desidratação.
- Opte por refeições de baixo teor calórico, com menos temperos e realize-as em intervalos mais curtos ao longo do dia.
- Use roupas leves e frescas. Opte por roupas de tecidos naturais, como algodão e linho, que permitem a ventilação e reduzem a sensação de calor.
- Aplique protetor solar de amplo espectro com FPS adequado para proteger a pele dos raios UV prejudiciais.
- Evite exposição direta ao sol, especialmente durante o pico de calor, que geralmente ocorre entre as 10h e às 16h.
- Procure evitar atividades físicas intensas ao ar livre durante as horas mais quentes do dia.
- Se possível, fique ou passe mais tempo em ambientes climatizados.
- Se você não tiver acesso ao ar condicionado, use ventiladores para melhorar a circulação de ar, se possível.
- Em sua casa, mantenha as cortinas ou persianas fechadas durante as horas mais quentes do dia para bloquear a entrada de luz solar direta e calor excessivo. Procure facilitar a circulação do ar. Durante as horas mais frescas do dia e à noite, abra as janelas para permitir a circulação de ar.
- O que significa uma onda de calor?
Uma onda de calor é um período anormalmente quente e prolongado em relação às condições climáticas típicas de uma determinada região. Isso geralmente envolve temperaturas muito acima da média por um período estendido.
O que pode provocar uma onda de calor?Uma onda de calor pode ser provocada pela combinação de fatores, incluindo a presença de uma forte massa de ar quente e seca sobre a área, muitas vezes relacionada a sistemas de alta pressão atmosférica que inibem a formação de nuvens e reduzem a circulação de ventos. Isso resulta em condições meteorológicas quentes e secas que contribuem para a persistência do calor durante um período prolongado. Outros fatores como padrões climáticos, influência de fenômenos climáticos como El Niño e mudanças climáticas globais podem contribuir para uma onda de calor.
Como o corpo responde à onda de calor
Quando o corpo humano é exposto a temperaturas extremas durante uma onda de calor, ele responde com uma série de adaptações para tentar manter a temperatura interna estável. Isso inclui:
- Vasodilatação: Quando o corpo é exposto a temperaturas extremas, ele tenta se resfriar através da vasodilatação, que é a dilatação dos vasos sanguíneos superficiais. Isso ajuda a liberar calor do corpo para o ambiente, mas também pode causar a queda da pressão arterial, tonturas e sensação de fraqueza
- Aumento da frequência cardíaca: O coração trabalha mais para fornecer sangue para a pele e os músculos, ajudando no processo de resfriamento. Isso pode levar ao aumento da frequência cardíaca.
- Sudorese (suor): O corpo produz suor como um mecanismo de resfriamento. O suor evapora da pele, o que ajuda a dissipar o calor e a reduzir a temperatura corporal. No entanto, a sudorese excessiva pode levar à desidratação.
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Problemas de saúde relacionados à onda de calor
No entanto, esses mecanismos de resposta do corpo à onda de calor podem levar a problemas de saúde, incluindo:
- Desidratação: A desidratação ocorre quando o corpo perde mais líquidos do que recebe. Isso pode acontecer devido à sudorese excessiva em temperaturas extremas, resultando em sintomas como sede intensa, boca seca, urina escura e fraqueza.
- Estresse Térmico: O estresse térmico ocorre quando o corpo não consegue dissipar o calor adequadamente e a temperatura interna aumenta. Isso pode levar a sintomas como tonturas, confusão mental e, em casos graves, insolação.
- Cólicas pelo Calor: As cólicas pelo calor são dores abdominais intensas, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, tonturas e fraqueza. São frequentemente causadas pela desidratação e pela perda excessiva de sais minerais devido à transpiração excessiva
- Insolação: A insolação é uma condição grave causada pela exposição prolongada ao calor, resultando em uma temperatura corporal muito alta. Os sintomas incluem confusão, tonturas, náuseas, vômitos e, em casos extremos, perda de consciência. É uma emergência médica.
- Exaustão por Calor: A exaustão por calor é uma condição menos grave do que a insolação, mas ainda séria. Causa sintomas como fraqueza, sudorese intensa, pulso rápido e fraco, náuseas e vômitos.
- Brotoeja pelo Calor (Miliária Rubra): ocorre quando os ductos das glândulas sudoríparas ficam bloqueados, levando a erupções cutâneas vermelhas e coceira.
- Edema pelo Calor: é o acúmulo de líquido nos tecidos, resultando em inchaço, geralmente em áreas como pés, tornozelos, mãos ou rosto. Pode causar sensação de peso, pele quente e vermelhidão, além de possível dor ou sensibilidade na região afetada.
- Portanto, é crucial adotar medidas para se proteger do calor excessivo e prestar atenção aos sinais de problemas de saúde relacionados ao calor durante uma onda de calor. (extraído do site Olhar Digital)
Programa Humanizar: Começam amanhã (26)as inscrições para reforma e/ou adaptação de casa para pessoa com deficiência
Começam nesta terça-feira (26) as inscrições para o Programa Humanizar, da Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes). O Programa Humanizar 2023 vai contemplar 20 unidades habitacionais para pessoas com deficiências física (usuário de cadeira de rodas) e/ou visual (cegueira ou baixa visão), em situação de vulnerabilidade social.
As inscrições para concorrer ao Programa Humanizar devem ser feitas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) Malhada da Areia, João Paulo II, Tabuleiro, Itaberaba e Quidé com a documentação exigida no edital. É importante frisar que o laudo médico precisa atender ao modelo disponibilizado no edital que foi publicado no Diário Oficial do Município de 31 de agosto (https://doem.org.br/ba/juazeiro/diarios/previsualizar/ZVYnvgNQ ).
Programa Humanizar
O Programa Humanizar foi instituído pela Lei Municipal 3.032/2021 e é uma atualização do Programa Transformar. A seleção dos candidatos atenderá critérios, entre eles está a deficiência e o grau da mesma, o inscrito não pode ter sido contemplado em programas habitacionais e deve possuir moradia própria ou do responsável legal.
Outras informações podem ser acessadas no edital (https://doem.org.br/ba/juazeiro/diarios/previsualizar/ZVYnvgNQ ), pelo telefone (87) 992055497 ou através do e-mail: diretoriadehabitacao.juazeiro@gmail.com.
Ascom/Sedes
Presidente Lula se prepara para cirurgia na próxima sexta-feira (29)

Na próxima sexta-feira (29), o Presidente Lula (PT) passará por uma cirurgia no quadril. O procedimento será realizado no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Lula tem artrose em parte do fêmur e será submetido a uma artroplastia do quadril, quando receberá uma prótese artificial.
Redação PNB
PM prende dois homens por tráfico de drogas, em Sento Sé
Durante rondas de rotina, policiais militares prenderam dois homens acusados de tráfico de drogas, em Sento Sé, Norte da Bahia.
Segundo a PM, os dois acusados estavam em frente a uma residência em atitude suspeita, e quando os PMs se aproximaram, um dos acusados, de 21 anos, tentou descartar uma sacola na entrada da casa.
Com o segundo suspeito, de 31 anos, a PM apreendeu uma quantia em dinheiro e um invólucro contendo crack. Na sacola descartada, os policiais descobriram mais 371 gramas de maconha e 34 gramas de crack.
Dois celulares também foram apreendidos.
Os acusados e o material foram encaminhados para a Delegacia de Sento Sé.
Redação PNB
Segunda fase do Desenrola começa com leilões de descontos
Após renegociar R$ 13,2 bilhões na primeira fase, o Desenrola, programa especial de renegociação de dívidas de consumidores, inicia a segunda etapa nesta segunda-feira (25). Até quarta-feira (27), 709 credores participarão de leilão de descontos em um sistema desenvolvido pela B3, a bolsa de valores brasileira.

Quem oferecer os maiores descontos será contemplado com recursos do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Com R$ 8 bilhões do Orçamento da União, o fundo cobrirá eventuais calotes de quem aderir às renegociações e voltar a ficar inadimplente. Isso permite às empresas concederem abatimentos maiores no processo de renegociação.
O Ministério da Fazenda estima que o desconto corresponderá a pelo menos 58% das dívidas, podendo superar em muito esse valor, dependendo da atividade econômica. O credor que não conseguir recursos do FGO poderá participar do Desenrola, mas não receberá ajuda do Tesouro.
No último dia 13, a Fazenda tinha divulgado que 924 credores tinham aderido voluntariamente ao programa, mas apenas 709 fizeram o processo de atualização das dívidas e estão aptos a participar da nova fase do programa. As empresas credoras estão agrupadas em nove setores: serviços financeiros; securitizadoras; varejo; energia; telecomunicações; água e saneamento; educação; micro e pequena empresa, educação.
Destinada à Faixa 1 do programa, a segunda etapa do Desenrola pretende beneficiar até 32,5 milhões de consumidores com o nome negativado que ganham até dois salários mínimos. Em tese, só poderão ser renegociadas dívidas de até R$ 5 mil, que representam 98% dos contratos na plataforma e somam R$ 78,9 bilhões. No entanto, caso não haja adesão suficiente, o limite de débitos individuais sobe para R$ 20 mil, que somam R$ 161,3 bilhões em valores cadastrados pelos credores na plataforma.
Portal Gov.br
Nesta semana, o Desenrola está restrito aos leilões de credores. Somente a partir da primeira semana de outubro, os contribuintes poderão formalizar as renegociações. Isso se o Senado aprovar, até 2 de outubro, o projeto de lei do Programa Desenrola.
O consumidor precisará ficar atento. Só poderá consultar se o débito foi contemplado no programa e verificar o desconto oferecido a quem tiver conta nível ouro ou prata no Portal Gov.br, o portal único de serviços públicos do governo federal. O login único também é necessário para formalizar a renegociação.
As dívidas poderão ser pagas à vista ou em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Os consumidores com débitos não selecionados no leilão poderão conseguir o desconto oferecido pelo credor, desde que paguem à vista
Primeira etapa
Aberta em julho, a primeira etapa do Desenrola, destinada à Faixa 2, renegociou R$ 13,2 bilhões de 1,9 milhão de contratos até o último dia 18. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), isso equivale a 1,6 milhão de clientes, já que um correntista pode ter mais de uma dívida.
Além disso, 6 milhões de pessoas que tinham débitos de até R$ 100 tiveram o nome limpo. Nesse caso, as dívidas não foram extintas e continuam a ser corrigidas, mas os bancos retiraram as restrições para o devedor, como assinar contratos de aluguel, contratar novas operações de crédito e parcelar compras em crediário. A desnegativação dos nomes para dívidas nessa faixa de valor era condição necessária para os bancos aderirem ao Desenrola.
Diferentemente da segunda fase, a primeira etapa renegociou apenas débitos com instituições financeiras. Podem participar correntistas que ganhem até R$ 20 mil por mês e tenham dívidas de qualquer valor, o que permite a renegociação de débitos como financiamentos de veículos e de imóveis. As renegociações para a Faixa 2 devem ser pedidas nos canais de atendimento da instituição financeira, como aplicativo, sites e pontos físicos de atendimento.
Agência Brasil
Processo Seletivo do SAC e Saeb oferece 390 vagas em Salvador, Juazeiro, Barreiras, Guanambi e mais 22 cidades
A Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb) abriu um novo processo seletivo para contratação de pessoal, por tempo determinado, em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). As vagas são para profissionais com formação de nível médio, médio técnico e superior.
São ao todo 390 vagas, nas funções de Analistas Técnicos Temporários, Psicólogo e Técnicos Administrativos Temporários, para atuação na Saeb e na Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC).
A seleção prevê reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência (PcD) e 30% a candidatos pretos ou pardos.
As oportunidades estão estão distribuídas em Salvador e nas cidades de Alagoinhas, Amargosa, Barreiras, Brumado, Camamu, Cícero Dantas, Crisópolis, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Ibicoara, Ilhéus, Inhambupe, Irecê, Itabuna, Itamarajú, Itapetinga, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Maracás, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Serrinha e Teixeira de Freitas.
Os candidatos aprovados serão contratados pelo prazo de 36 meses, podendo ser renovado por igual período, uma única vez, se for do interesse da Saeb. Eles serão lotados nas unidades da pasta, e nas unidades SAC Capital, Interior, Pontos – SAC Interior e SAC Móvel.
A remuneração é de R$ 2.623,60 para as funções de nível médio e de R$ 3.153,30 para as funções de nível superior, ambas com jornada de trabalho de 40 horas semanais. A exceção é para a área de psicologogia, com remuneração de R$ 3.387,11 e carga horária de trabalho de 30 horas semanais.
As inscrições ficarão abertas das 10h desta segunda-feira (25), até às 23h do dia 19 de outubro. Os interessados deverão acessar o site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), entidade responsável pela execução do processo seletivo do SAC e Saeb.
A taxa de inscrição é de R$ 90,00 para as funções de Analista Técnico e de R$ 70,00 para Técnico Administrativo. Candidatos elegíveis de acordo com as regras do edital poderão solicitar a isenção do pagamento entre os dias 25 e 27 de setembro.
Os candidatos serão selecionados por meio de aplicação de prova objetiva, com aplicação em todas as cidades com vagas, prevista para o dia 26 de novembro.
O processo seletivo do SAC e Saeb terá validade de ano, a contar da data da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma vez, por igual período, a critério da pasta.
Veja o dital Processo Seletivo do SAC e Saeb
Último processo seletivo do SAC
O último processo seletivo para atuação nas unidades do SAC na capital e no interior ocorreu em maio deste ano. Foram disponibilizadas 30 vagas na função de técnico administrativo em 20 cidades.
Em abril de 2022, um outro processo seletivo ofertou 193 vagas de nível médio e superior. Na ocasião, a seleção dos candidatos ocorre em uma única etapa de avaliação curricular, de caráter eliminatório e classificatório.
Secom
Desinformação sobre vacinas se comporta como epidemia
A enxurrada de desinformação que passou a circular na pandemia de covid-19 com mais força deixou sequelas, impactou serviços de saúde e se comporta como uma epidemia, avaliaram pesquisadores na Jornada Nacional de Imunizações, realizada em Florianópolis, pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A diretora da SBIm e integrante do grupo consultivo da Vaccine Safety Net da Organização Mundial da Saúde, Isabela Ballalai, compara a desinformação à uma doença de fácil transmissão.
Organizar essa resposta se torna ainda mais importante porque movimentos antivacinistas se tornaram mais estruturados na América Latina com a pandemia de covid-19, recebendo inclusive recursos transnacionais. No caso do Brasil, esses grupos chegaram a contar também com apoio do governo de Jair Bolsonaro, que deu voz a antivacinistas em uma audiência pública promovida pelo Ministério da Saúde sobre a vacinação pediátrica contra a covid-19.
Isabela Ballalai chama a atenção para o planejamento de uma comunicação que chegue até as pessoas, uma vez que pacotes de internet mais baratos muitas vezes dificultam o acesso a páginas oficiais e fontes confiáveis de informação, mas garantem a comunicação por redes sociais, local em que conteúdos virais de desinformação circulam fortemente.
Estresse vacinal
Um exemplo emblemático desse padrão foi a campanha de desinformação contra a vacina do HPV no Acre, entre 2014 e 2019. A vacina é indicada para adolescentes de 9 a 14 anos, e é de grande importância para prevenir casos de câncer, como o cérvico-uterino. Episódios de reações à vacina, chamados de estresse vacinal, entretanto, levaram a uma forte campanha de desinformação que atribuiu falsamente à vacina o risco de causar paralisias e epilepsia.
O psiquiatra Renato Marchetti, professor da Universidade de São Paulo, explica que reações de estresse pós-vacinação têm como gatilhos dor, medo e ansiedade e podem se proliferar quando uma pessoa vê imagens ou testemunha outra pessoa sofrendo dessa reação. Esses sintomas afetam principalmente adolescentes do sexo feminino, são involuntários e se parecem com sintomas neurológicos, mas suas causas são psicossociais.
“A gente conviveu com muitos médicos que atenderam às meninas no Acre, e a maior parte deles não eram pessoas mal intencionadas. Eles [médicos] tinham dúvidas sobre o que estava acontecendo porque essa reação não é bem conhecida nem entre os médicos”.
Situações como essa são registradas desde a década de 1990, com diferentes vacinas, e principalmente durante a imunização escolar. Com a divulgação de imagens e relatos pela imprensa ou grupos contrários à vacinação, esses casos se alastram.
Foi o que ocorreu no Acre, em que imagens de adolescentes desmaiadas causaram forte temor e levaram até mesmo profissionais de saúde a contraindicarem a vacinação. O desconhecimento dos profissionais da imprensa e da saúde sobre as reações de estresse vacinal agravaram a situação. O temor e o pico de informação antivacina, explica Marchetti, causa um fenômeno chamado hesitação vacinal reativa transmissível, um surto de hesitação vacinal. No caso do Acre, a cobertura da vacina HPV chegou a menos de 1%.
Até pediatras
A desinformação sobre as vacinas covid-19 pode ter aumentado a hesitação vacinal (relutância ou recusa) até mesmo entre pediatras, indica um estudo ainda em andamento com quase mil médicos brasileiros dessa especialidade.
Por meio de entrevistas em que os profissionais declaravam concordar ou discordar de afirmações, os pesquisadores detectaram uma forte correlação entre a crença de que as vacinas contra a covid-19 ainda são experimentais e a desconfiança de que as vacinas não são seguras de forma geral.
A pesquisa é resultado de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Instituto Questão de Ciência (IQC), e busca produzir material direcionado à conscientização desses profissionais, recuperando sua confiança nas imunizações. Foram ouvidos 982 pediatras – 90% fizeram residência médica, 60% declararam que atuam nas redes pública e privada e 41% estavam com o calendário vacinal em dia.
Coordenador do trabalho e diretor de educação científica do IQC, Luiz Gustavo de Almeida apresentou que os pediatras se posicionaram sobre as seguintes afirmações: “as vacinas covid-19 em pediatria ainda podem ser consideradas experimentais”; “a vacina covid-19 de RNAm pode acarretar algum risco de modificação do DNA da criança”; e “a vacinação de crianças é fundamental, pois está é uma doença importante na pediatria que pode levar a casos graves”. As duas primeiras afirmações são falsas e frequentemente usadas em campanhas de desinformação. Já a terceira é verdadeira e comprovada por estudos científicos e autoridades sanitárias de diversos países.
Além das frases sobre as vacinas contra a covid-19, também foram apresentadas outras como “eu tenho total confiança de que as vacinas são seguras”; “a vacina tríplice viral causa autismo”; e a “a vacina HPV administrada na adolescência pode favorecer o início da vida sexual”. As duas últimas frases são mentiras usadas pelo movimento antivacinista.
Almeida disse que a pesquisa constatou forte coesão entre todas as respostas contrárias à confiança nas vacinas, mostrando que a desconfiança propagada contra as vacinas covid-19 pode ter contaminado as crenças sobre outros imunizantes.
Residência médica
O estudo também pode indicar que profissionais que fizeram residência médica estão menos sujeitos a hesitar na recomendação de vacinas para seus pacientes. Os dados preliminares mostram que, entre o grupo minoritário que respondeu à entrevista demonstrando desconfiar das vacinas, a característica mais comum era a ausência de residência médica na formação.
Almeida explicou que os pesquisadores ainda estão debruçados sobre os dados para interpretá-los, mas as respostas já permitiram identificar dois perfis: um que concorda fortemente que as vacinas são confiáveis, e outro que se declara neutro em relação a isso ou discorda parcial ou integralmente. Esse segundo grupo somou cerca de 10% dos respondentes.
De acordo com Almeida, os pediatras estão entre o grupo médico que mais confia nas vacinas. Ele afirmou que a maioria dos que responderam o questionário é favorável à imunização. “Teve esses 10% que têm uma outra visão que não é a mais prevalente. E a ideia de formar esses perfis é munir [com informações] todos que têm dúvidas e não acreditam nas vacinas”.
Entre os que concordam fortemente que as vacinas são seguras, o perfil foi de profissionais que fizeram residência médica, não têm mestrado nem doutorado e atuam nas redes pública e privada. Almeida afirma que uma hipótese dos pesquisadores é que a vivência dos serviços de saúde durante a residência médica reforça a confiança de que as vacinas são seguras e importantes para prevenir doenças.
“Isso é algo que ainda estamos discutindo. Quem passou direto da faculdade para o atendimento talvez não teve esse contato principalmente com o atendimento na rede pública”, diz. “Quem não fez residência pode ter visto nos jornais, mas não viu crianças sofrendo em hospitais”.
Agência Brasil
“Não somos contra o desenvolvimento, mas contra modelos econômicos em desordem planetária”, por Jomar Benvindo
“Maior projeto híbrido eólico, placa solar, transformação social na vida das pessoas…”
Mais uma empresa (proporção gigante) pensada para desenvolvimento regional. Como assim mudar a vida das pessoas?
“Região historicamente conhecida pela seca e desertificação?” Como assim? A região tem outras características naturais positivas e diversidade de riquezas .
A diferença é que não existe vontade política para dimensionar positivamente as riquezas naturais, arqueológicas, minerais, culturais, turísticas, gastronômicas, outras vocacionadas (endógenas).
Destruir 50 mil hectares de vegetação, implantação de 500 aerogeradores, 1,5 milhão de placas solares. A pergunta que não quer calar? Se instalará em qual terreno? Começa por aí, comprou de quem? Se o INEMA concede licença ambiental, está regularizada, pelo menos pra esse podre sistema que instalou-se para a destruição rápida e certeira dos mananciais, fauna, flora, territórios tradicionais e da própria vida humana em vários aspectos.
Em três municípios que têm problemas de regularização fundiária secular, para esta empresa este problema não existiu!
O Inema concede licença ambiental. Alguém me esclarece por favor a IGNORÂNCIA, mas houve escuta da população que estará no entorno?
Quais compensações estão pactuadas para mitigar efeitos da destruição da caatinga? A matéria não evidencia…
Penso que este assunto deve ser pauta de diálogo da população, em no mínimo obter respostas que são de obrigação, tanto de governos, quanto da empresa. Primeiro como cidadania, segundo como oportunidade em contribuir com desenvolvimento regional com práticas sustentáveis (ESTOU SENDO INOCENTE OU PROVOCANTE?)
Como falar de crédito de carbono, se no mínimo 50 mil hectares estarão sendo destruídos. Não há crédito mas sim GRANDE CONTRIBUIÇÃO COM CONSEQUÊNCIAS DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA.
Dúvidas precisam ser esclarecidas. Afinal qual modelo econômico queremos para nosso território de identidade? Modelo excludente, concentrador, destruidor do meio ambiente, tensão social ? Ou queremos modelo econômico que inclui, distribui riquezas e seja socioambientalmente justo?
A existência da Agência nos impulsiona a certas atitudes corajosas, colaborativas transformadoras de realidades que trazem desconformidades com o planeta.
Estes 500 aerogeradores estarão a qual distância das comunidades (moradores) do entorno?
Obedecem à distância necessária para evitar os atuais problemas de insônia, ansiedade, depressão (entre outras coisas) na gente do lugar?
Quais condicionantes e medidas pactuadas para mitigar tais efeitos o INEMA pontua?
Fica esta reflexão para a sociedade de uma vez por todas se organizar. Para dizer não a modelos econômicos excludentes que trazem sofrimentos incalculáveis.
Decidir ações que podemos realizar para no mínimo dirimir tais dúvidas e identificar oportunidades; cobrar normativas atribuídas em Leis, através do acesso às tais condicionantes, por exemplo (obrigatoriedade).
Penso que a sociedade não pode mais ficar assistindo, enquanto sofre consequências danosas sem nada fazer, para enfrentar esta triste realidade de modos operacionais de implantação destas empresas em nossa região: ARTICULAR E REALIZAR AUDIÊNCIAS PÚBLICAS em nosso território é factível para debater, esclarecer e propor encaminhamentos que direcionem ações para possíveis soluções.
Repito: não sou contra modelo econômico de desenvolvimento, mas contrário ao atual modelo econômico adotado em nossa região; a qual tem excluído, concentrado renda e poder, provocado sofrimento às comunidades, contrário a ordem planetária de sustentabilidade .
Vivemos consequências climáticas no planeta oriundas de modelo econômico que destrói sem mitigar efeitos desta desordem em nome do mercado.
“Digo NÃO aos grandes empreendimentos e órgãos públicos que não estão em conformidade com práticas e normativas para equilíbrio social, econômico e ambiental.
Existem casos de sucesso?
Me informem para que eu não generalize minha fala.
Alguém conhece alguma exceção?
E você? O que pensa sobre sobre tudo isso?
Jomar Benvindo
Turismólogo.
Especialista em Tecnologias de Baixo Carbono.
Diretor de Desenvolvimento da SMAD PT JUAZEIRO (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento).






