Preto no Branco

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Mulheres vítimas de violência terão direito a auxílio-aluguel

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14.09.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Assinatura de Sanção do Projeto de Lei no 4.875/2020, que dispõe sobre a concessão de auxílio-aluguel para mulheres vítimas de violência doméstica, no Palácio do Planalto. Brasília - DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

Mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade socioeconômica poderão receber um auxílio-aluguel para se protegerem do relacionamento abusivo. A medida consta em lei sancionada nesta quinta-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto, que altera a Lei Maria da Penha, havia sido aprovado no mês passado pelo Congresso Nacional.  O auxílio-aluguel não poderá ter duração superior a seis meses, e será pago por estados, municípios ou Distrito Federal, utilizando os recursos destinados à assistência social. Já a decisão de pagar o aluguel deve partir do juiz responsável pelo caso de violência doméstica.

Segundo o governo federal, a proposta contou com parecer favorável do Ministério das Mulheres levando em conta que apenas 134 municípios brasileiros contam com casas-abrigo para mulheres vítimas de violência, além de outras 43 unidades mantidas por governos estaduais em todo o país.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública estimou que cerca de 18,6 milhões de mulheres foram vítimas de violência no Brasil em 2022. Em média, as vítimas foram agredidas quatro vezes ao longo do ano passado. Entre as divorciadas, a média foi de nove agressões em 2022.

Agência Brasil

Frente Parlamentar em Defesa da Gestão e Revitalização do Rio São Francisco é criada oficialmente

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Ao som do Hino Nacional, mas também de lamentos de viola caipira e clássicos regionais como “Asa Branca” e “Riacho do Navio”, ambas gravadas pelo sanfoneiro Luiz Gonzaga e interpretadas no evento pelo músico mineiro Cowboy Estradeiro, foi criada oficialmente em Brasília, na quarta-feira (13), a Frente Parlamentar em Defesa da Gestão e Revitalização do São Francisco. Ao tom dessas lamentações pela situação de abandono do Velho Chico foram acrescidas promessas de ação e muitas acusações de agressões ao chamado Rio da Integração Nacional.

“Ele (o São Francisco) sofre e muito com a poluição, com o uso indiscriminado de agrotóxicos, com despejos de esgotos domésticos e industriais”, denunciou o deputado federal Paulo Guedes (PT/MG), escolhido para presidir a entidade. “Para piorar, há as ações desordenadas de mineradoras e garimpos, o desmatamento, a retirada de matas ciliares e o corte de nada menos que 47% da vegetação de toda a extensão de sua bacia – que equivalente a 8% do território nacional”, comentou o parlamentar.

Ele é natural de Manga, no Norte de Minas, e explicou que a frente vai estudar e discutir todas as questões relacionadas à recuperação, proteção e preservação do rio. Guedes reclama também da monocultura de eucalipto e pastagens desordenadas às margens do curso, das queimadas que secam e provocam a queda de barrancas e sedimentam e aterram o leito. Por isso, pediu a criminalização do desmatamento desordenado e a criação de programas de saneamento básico que ponham fim à poluição por esgotamento sanitário.

Maciel Oliveira, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) – instituição que há anos defende a criação da Frente -, festejou o fato. “Sonhávamos com essa oportunidade”. Segundo ele, “o envolvimento efetivo do parlamento brasileiro nessa ação servirá para mais do que uma recuperação ambiental do rio e suas bacias, mas para uma reabilitação social, cultural, tradicional dos povos que vivem ao seu entorno”, comentou Oliveira. Em seguida, pôs toda a experiência técnica, diversidade social e cultural, planos, projetos, Câmaras Técnicas do CBHSF à disposição dos parlamentares e seus assessores.

O vice-presidente da Frente, o deputado Pedro Campos (PSB-PE), comentou que o São Francisco oferece uma grande lição à vida política e social brasileira: a integração como exemplo, a partir de seus canais e afluentes, sem levar em conta disputas regionais menos relevantes, como divisas estaduais ou municipais – ou mesmo regionais. Também ressaltou a força das comunidades locais, elogiando, por exemplo, a campanha Vire Carranca, que desperta o orgulho e valoriza as tradições e culturas locais.

Ele também cobrou que os recursos oriundos da privatização da Eletrobras, já liberados para uso, na faixa dos R$ 350 milhões, sejam imediatamente aplicados nesse processo de revitalização e de melhoras no sistema de adutoras que levam a água a outros estados nordestinos, como Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. “É necessário que a água chegue às torneiras, não apenas aos canais de distribuição”, reforçou ele.

Otto Alencar, senador do PSD baiano, demonstrou grande conhecimento sobre os efeitos da degradação do São Francisco. “Já fiz várias expedições e visitas e sei que todos os biomas, da Mata Atlântica (em Minas) ao Mangue (na foz de Alagoas e Sergipe) estão comprometidos”. “Então devemos especial atenção ao primeiro, em Minas Gerais, onde o rio nasce, na Serra da Canastra. Para revitalizar um rio é fundamental fazer isso com as nascentes, com afluentes. Hoje, Belo Horizonte joga 30% do esgoto in natura no Rio das Velhas, que desemboca no São Francisco”, denunciou ele.

O evento também contou com a presença de vários órgãos federais, como Marinha do Brasil, Codevasf, Ministério do Desenvolvimento Regional, entre outros.

OPARÁ-Na língua indígena, o rio se chama Opará, o rio-mar: na época da sua descoberta, em 1501, ele entrava cerca de 10 quilômetros mar adentro; hoje, o mar o invade por cerca de 12 quilômetros. Ele passa por cinco estados e 521 municípios, nascendo em Minas Gerais e deságua na divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, drenando uma área de 641 mil quilômetros quadrados. Sua bacia integra as regiões Nordeste e Sudeste do país, alcançando também municípios de Goiás e o Distrito Federal, no Centro-Oeste. Com o Projeto de Integração com outras bacias do Nordeste, suas águas também garantem segurança hídrica para 12 milhões de habitantes, em 390 municípios, nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

 

Ascom

Justiça do Trabalho decide que Uber deverá registrar motoristas

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A Justiça do Trabalho decidiu que a Uber deverá registrar em carteira todos os seus motoristas ativos, assim como aqueles que vierem a trabalhar na plataforma a partir de agora. A decisão, da 4ª Vara do Trabalho de São Paulo, assinada pelo juiz Mauricio Pereira Simões, tem abrangência nacional. Na sentença, resultante de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho em São Paulo (MPT-SP), a plataforma digital foi condenada ainda a pagar R$ 1 bilhão por danos morais coletivos.

“Condeno a Ré [Uber] a obrigação de fazer, qual seja, observar a legislação aplicável aos contratos firmados com seus motoristas, devendo efetivar os registros em CTPS digital na condição de empregados de todos os motoristas ativos, bem como daqueles que vierem a ser contratados a partir da decisão, sob pena de multa diária de R$ 10.000,00 para cada motorista não registrado”, diz o texto da decisão.

A Uber poderá recorrer da decisão. Segundo a sentença, a plataforma digital deverá registrar os motoristas apenas após o trânsito em julgado da ação, ou seja, após o julgamento de todos os recursos. “A obrigação de fazer deverá ser cumprida no prazo de 6 meses, a contar do trânsito em julgado e intimação para início de prazo”, diz a sentença.

O MPT-SP ajuizou ação civil pública em novembro de 2021 solicitando à Justiça o reconhecimento do vínculo empregatício entre a empresa de transporte e seus motoristas. O Ministério Público do Trabalho afirmou que teve acesso a dados da Uber que demonstrariam o controle da plataforma digital sobre a forma como as atividades dos profissionais deveriam ser exercidas, o que configuraria relação de emprego.

O juiz do Trabalho acatou, na decisão, o argumento do MPT. “O poder de organização produtiva da Ré [Uber] sobre os motoristas é muito maior do que qualquer outro já conhecido pelas relações de trabalho até o momento. Não se trata do mesmo nível de controle, trata-se de um nível muito maior, mais efetivo, alguns trabalhando com o inconsciente coletivo dos motoristas, indicando recompensas e perdas por atendimentos ou recusas, estar conectado para a viagem ou não”.

Segundo o coordenador nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret) do MPT, Renan Kalil Bernardi, o processo que resultou na decisão é de grande importância para o debate sobre o tema no Brasil, em razão de revelar a dinâmica do trabalho via plataformas digitais. “A ação demandou análise jurídica densa e, sem sombra de dúvidas, o maior cruzamento de dados da história do MPT e da Justiça do Trabalho”, destacou.

Recurso

Em nota, a Uber disse que irá recorrer da decisão e que não irá adotar nenhuma das medidas exigidas pela sentença antes que todos os recursos sejam esgotados.

“A Uber esclarece que vai recorrer da decisão proferida pela 4ª Vara do Trabalho de São Paulo e não vai adotar nenhuma das medidas elencadas na sentença antes que todos os recursos cabíveis sejam esgotados”.

A empresa disse também que a decisão causa “evidente insegurança jurídica”. “A decisão representa um entendimento isolado e contrário à jurisprudência que vem sendo estabelecida pela segunda instância do próprio Tribunal Regional de São Paulo em julgamentos realizados desde 2017, além de outros Tribunais Regionais e o Tribunal Superior do Trabalho”.

A Uber afirmou ainda ter convicção de que a sentença não considerou adequadamente o “robusto conjunto de provas produzido no processo” e que a decisão se baseou em posições doutrinárias “já superadas, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal”.

Agência Brasil

Sindsemp se reúne com Secretária de Educação, Rosane Costa, para dar encaminhamento às pautas da categoria

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Na manhã desta quinta-feira (14), a diretoria executiva do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Petrolina (Sindsemp) esteve reunido com a secretária municipal de educação, Rosane Costa e a assessora pedagógica da Seduce, Sonia Passos, para tratar de discutir e encaminhar pautas da categoria.Dentre as pautas discutida s, a diretoria pediu encaminhamentos sobre a gratificação de Difícil Acesso, vagas reais, ampliação de carga horária, reformulação do Estatuto e Plano de Carreira do Magistério Público Municipal De Petrolina (EPCM), Pagamento de verbas indenizatórias do Fundef, eleições de gestores, normativa das escolas de tempo integral, gratificação dos secretários escolares, programação do Dia do Professor e o piso dos auxiliares e assistentes técnicos administrativos, assistentes técnicos operacionais I e assistentes de criança.No encontro, estiveram presentes o presidente do Sindsemp, Walber Lins; a vice-presidente, Inês Silva; a diretora de assuntos extraordinários, Katiane Santos; o diretor de assuntos jurídicos, Edson Santos; a diretora de saúde e segurança do trabalho, Rosicleide Soares e o secretário geral do sindicato, Carlos Odair.Para a vice-presidente do Sindsemp, Inês Silva, o encontro foi importante para debater pautas que ainda precisavam de respostas da gestão e destaca que agora aguarda um pronunciamento oficial por parte da Seduce sobre todos os encaminhamentos a respeito das reivindicações.“Além de todas as pautas oficiais, discutimos também a eleição para gestores, onde a secretária nos garantiu que o edital sai ainda neste ano. O curso está previsto para ser realizado ainda este ano e a Seduce vai nos avisar através de ofício. Nós solicitamos também a mudança na data do feriado do Dia do Professor e a Seduce vai oficializar a antecipação desse feriado. Ainda debatemos a gratificação dos secretários escolares e pedimos concurso para essa área, que tem vaga e precisa desse profissional. Então, em resumo, a reunião foi bastante proveitosa. A gente pediu que a secretária oficializasse os encaminhamentos. Estamos dando um resultado extraoficial, mas no momento em que ela apresentar oficialmente os ofícios, nós vamos divulgar as decisões para os servidores”, ressalta.

Ascom/ Sindsemp

Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto na Bahia comemoraram anulação do marco temporal

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As comunidades de Fundo e Fecho de Pasto na Bahia comemoraram na última semana, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucional o marco temporal dessas comunidades. Assim, a partir da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5783), proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR), em setembro de 2017, foi invalidado o parágrafo 2º, do Art. 3º da Lei estadual da Bahia nº 12.910/2013 que estabeleceu um prazo de cinco anos, até 31 de dezembro de 2018, para que as comunidades formalizassem os pedidos de emissão de certidões de autorreconhecimento e de regularização fundiária de seus territórios tradicionais ao Estado.

A ADI entrou na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), desde maio deste ano, desde então, foram várias idas dos representantes de diversas comunidades tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto à Brasília, como conta o integrante da Articulação Estadual das Comunidades Tradicionais de Fundos e Fecho de Pasto, no estado da Bahia e na região Canudos, Uauá e Curaçá (CUC), Valdivino Rodrigues. “Tivemos várias vezes em Brasília, em maio nós tivemos uma caravana com 50 pessoas de todo o estado da Bahia, para acompanhar pela primeira vez, o julgamento do STF. Infelizmente não foi julgado naquele período. De lá para cá a gente veio acompanhando. Toda semana entrava na pauta, mas não era julgado. Mas, felizmente, chegou um momento muito importante, que foi o dia 6 de setembro”, data em que foi julgada a inconstitucionalidade do marco temporal.

Valdivino declara ainda que “Foi uma vitória importante para a gente, uma vitória importante para as comunidades, principalmente aquelas que ainda não se autoidentificaram. Então, nós temos mais tempo agora, nós temos todo o tempo agora para que essas comunidades se autoidentifiquem, solicite do Estado a certificação e também a regularização fundiária (…) Nós ficamos felizes e a luta vai continuar para que outros direitos sejam garantidos e assegurados, se não pela lei, mas pela justiça. E a justiça foi feita neste caso”.

Com o autorreconhecimento, “as comunidades terão mais segurança jurídica para defender e buscar valer seus direitos frente às ameaças que rodeiam seus territórios, pois terão tempo para regularizar suas áreas tradicionais saindo dessa margem de invisibilidade e marginalidade. Ao garantir o direito ao autorreconhecimento e a autoidentificação, estas comunidades terão a garantia de sua existência como grupo tradicionalmente diferenciados com direitos específicos garantidos pela legislação nacional e supralegal”, explica a advogada e assessora jurídica das comunidades tradicionais com o apoio do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Edlange Andrade.

Com a anulação do marco temporal, as comunidades de Fundo e Fecho de Pasto passam a ter o direito à consulta prévia livre e informada de boa-fé que deve ser respeitada sempre que houver a previsão de medidas legislativas ou administrativas que possam afetar a comunidade. Assim, quando uma empresa ou órgão público, por exemplo, quiser “mexer” na comunidade deverá ser feita uma consulta e respeitada a posição da comunidade tradicional.

Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

 

STF condena a 17 anos de prisão terceiro réu por atos golpistas

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Sessão extraordinária do STF Crédito para a foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (14) Matheus Lima de Carvalho Lázaro, terceiro réu pelos atos golpistas de 8 de janeiro, a 17 anos de prisão.Também ficou definido que o condenado deverá pagar solidariamente com outros investigados o valor de R$ 30 milhões de ressarcimento pela participação na depredação das sedes dos Três Poderes.

Matheus é morador de Apucarana (PR) e foi preso na Esplanada dos Ministérios no dia dos ataques portando um canivete após deixar o Congresso Nacional. Segundo as investigações, em mensagens enviadas a parentes durante os atos, ele defendeu a intervenção militar para tomada do poder pelo Exército.

Com base no voto do relator, Alexandre de Moraes, a maioria dos ministros confirmou que o réu cometeu os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Defesa

Durante o julgamento, a advogada Larissa Lopes de Araújo, representante do réu, chorou ao fazer a sua sustentação e acusou o Supremo de não respeitar a Constituição.

A advogada disse que Matheus não participou da depredação e afirmou que as imagens de câmeras de segurança mostram o acusado em pontos distantes da Esplanada em menos de cinco minutos de filmagem.

“Em que momento Matheus entrou nos três prédios e quebrou tudo? Fala para mim! Em cinco minutos? Só se ele fosse um super-homem”, declarou.

Mais cedo, o STF condenou mais dois réus pelos cinco crimes. Aécio Pereira, preso no plenário no Senado, foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado. Thiago Mathar, preso dentro do Palácio do Planalto, recebeu pena de 14 anos.

Agência Brasil

Sucesso na captação de órgãos mostra importância da atuação do Hospital Universitário da Univasf

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Valentina, Flávio, Nicolas, Milena, Ramom, Felipe, Sandra, Rhavy, Patrick, Moara. São nomes de pessoas de todas as regiões do Brasil que têm algo em comum e se unem neste mês de setembro, dedicado à conscientização sobre doação de órgãos. Eles representam, na condição de doadores ou receptores, as 14.182 pessoas que receberam transplantes de órgãos, tecidos e medula óssea no Brasil neste ano.

Só na Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) — estatal que administra 41 Hospitais Universitários (HUs) —, 19 instituições realizaram 791 transplantes no primeiro semestre de 2023, segundo a Base de Dados Nacionais do Sistema Único de Saúde (SIA/SIH/SUS). No ano passado, os HUs da Rede Ebserh realizaram 1.473 transplantes; já em 2021, foram 1.342 cirurgias e, em 2020, 1.094 transplantes na Rede. Os dados são do Serviço de Gestão da Informação, Monitoramento e Avaliação da estatal.
Na cidade de Petrolina, localizada no Sertão pernambucano, houve dez doações de órgãos múltiplos entre janeiro e agosto de 2023. Do total de órgãos e tecidos, entre coração, rins e fígado, nove doações ocorreram no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf/Ebserh), totalizando em média 23 órgãos sólidos viáveis para transplante.
Apesar de ser um importante centro de captação de órgãos, Petrolina não realiza transplantes. “Funcionamos apenas como centro captador, no qual os órgãos são captados e encaminhados para Recife ou outros estados, respeitando o tempo de isquemia de cada órgão, isso caso não haja receptores compatíveis em Pernambuco”, explica Janaína Carvalho, enfermeira da Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Petrolina, entidade parceira do HU-Univasf.
MORTE ENCEFÁLICA
Existem dois tipos de doador de órgãos: o doador em vida e o doador após ser diagnosticado com morte encefálica. Conforme a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a morte encefálica é definida como “morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas”, ou seja, é permanente e irreversível. Após ser diagnosticada com morte encefálica a pessoa não tem mais como “reviver” e, assim, possibilitando a doação.
De janeiro a junho deste ano, foram realizados 18 protocolos de morte encefálica no HU-Univasf e confirmado o diagnóstico em todos os casos. Desses, apenas 14 indivíduos eram potenciais doadores, sendo realizada entrevista visando à doação de órgãos. O Comitê de Transplante e Captação de Órgãos do HU-Univasf recebeu sete respostas positivas para doação e sete recusas de familiares. Entre as principais justificativas para negativa familiar, estavam: ausência de consenso, receio de demora na liberação do corpo e doador contrário à doação em vida.
SAIBA MAIS – Atualmente, Pernambuco tem 2.397 pacientes ativos em lista de espera por órgãos/tecidos, sendo: rim, 1.284; fígado, 98; coração, 8; pâncreas/rim, 17; e córnea, 990. Os dados são do mais recente relatório da ABTO.

Planos de saúde lideram reclamações em nove dos últimos 10 anos

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Agendar um exame no laboratório e descobrir que ele não está mais credenciado no plano de saúde. Marcar uma consulta, e só conseguir agendar para meses depois. Tomar um susto com o valor do reajuste do plano.As operadoras de planos de saúde foram líderes de reclamações, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), em nove dos últimos dez anos. Dúvidas sobre contratos, falta de informação e reajustes estão entre as principais reclamações. O país tem cerca de 50 milhões de beneficiários de planos de assistência médica.

“Aumenta muito rápido. De repente, dão dois aumentos ao mesmo tempo, tanto pela idade, quanto pelo aumento anual”, reclama a comerciante Evani Aparecida da Rocha. Para a analista de sistemas Elisabete Alexandre, o problema é o preço. “Mesmo se faz plano individual ou familiar, ou coletivo, o preço é bem salgado. É difícil manter”, aponta.

Apesar de as empresas serem obrigadas por lei a manter o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e ouvidoria, é comum os problemas não serem resolvidos no contato direto com as operadoras de plano de saúde.

“Mesmo deixando e-mail, eles nunca fazem uma devolutiva que seria importante para a gente entender também quais são os trâmites internos deles. Você liga para o SAC, morre e ninguém sabe o que aconteceu”, acrescenta o técnico em segurança do trabalho Mateus Duarte.

O Idec orienta que, se o contato direto não resolver o problema, os consumidores devem procurar os órgãos de defesa e, em último caso, a Justiça.

Regulação

Pelo lado dos hospitais privados, também há reclamação em relação às operadoras. Uma pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados mostra que os planos de saúde devem aos 48 hospitais associados mais de R$ 2,3 bilhões. O número representa mais de 15% da receita bruta desses estabelecimentos. A associação de hospitais reclama que as operadoras dos planos vêm aumentando cada vez mais os prazos para pagar os procedimentos.

O setor é regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estipula o teto para reajustes anuais. Neste ano, o aumento não pode passar de 9,63%, mas o índice vale apenas para quem tem plano individual. Beneficiários de planos coletivos ficam sujeitos a reajustes que podem chegar a 20% ou 30% de aumento. Por isso, a necessidade de regulação também para quem tem plano coletivo.

Em nota, a ANS informou que estuda mudanças nas regras de reajuste de planos coletivos, mas que não pretende regular da mesma forma que os individuais. A agência também monitora a garantia de atendimento.

Sobre o valor devido aos hospitais, a Associação Brasileira dos Planos de Saúde informou que as operadoras vêm fazendo análises mais amplas dos serviços já prestados, devido ao grande número de fraudes. A associação afirma que só este ano as operadoras já tiveram prejuízo operacional superior a R$ 4 bilhões, em grande parte devido a essas fraudes. Segundo a entidade, todos os procedimentos realizados estão provisionados e vão ser pagos.

Governo do Estado promove Feira da Pessoa Idosa com 100% dos atendimentos agendados

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Com 100% dos atendimentos agendados, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em parceria com as Voluntárias Sociais da Bahia, promove entre os dias 21 e 23 de setembro, na Arena Fonte Nova, em Salvador, a Feira da Pessoa Idosa. A iniciativa prevê atender até 15 mil pessoas, sendo exclusiva para maiores de 60 anos.

De acordo com a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, “a iniciativa busca facilitar o acesso das pessoas idosas aos serviços de saúde que possuem demanda represada, tais como consultas e exames oftalmológicos, cirurgias eletivas, ultrassonografia, mamografia, eletrocardiograma, preventivo, raio-X, bem como procedimentos odontológicos, avaliação nutricional, dentre outros”.

O agendamento será exclusivamente online, através do site http://feiradapessoaidosa.saude.ba.gov.br, e cada cidadão poderá fazer o agendamento de até três serviços, selecionando o dia e turno do atendimento. “Essa inovação é fruto de uma demanda que partiu da própria população durante as pesquisas que fizemos nas Feiras de Saúde anteriores. Com 100% dos serviços agendados, será possível acolher melhor os idosos e evitar longas filas”, afirma o coordenador da Feira Saúde Mais Perto, Edvaldo Gomes.

Importante destacar que não haverá atendimento por demanda espontânea, ou seja, apenas as pessoas agendadas terão atendimento garantido. Para ter acesso aos serviços de saúde e de cidadania, é necessário apresentar o cartão do SUS, RG, CPF e comprovante de agendamento. No caso de exames de ultrassonografia, exames laboratoriais e consultas para cirurgias eletivas, é preciso apresentar a solicitação médica.

No local, estará estacionada uma carreta do SAC Móvel, onde será ofertada emissão de RG, antecedentes criminais, recadastramento Ceprev (prova de vida para aposentados e pensionistas do Estado), além de atendimento da Ouvidoria Geral do Estado (OGE).

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) também participará da ação com diversos serviços. Destaque para o atendimento da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), rodas de conversa sobre envelhecimento e uso racional de medicamentos, bem como orientações sobre os direitos e deveres da pessoa com deficiência, a exemplo do Passe Livre Intermunicipal. Para alegrar a alma e aquecer os corações, a Orquestra Sinfônica Neojibá fará uma apresentação na abertura do evento, a partir das 9 horas.

A Feira da Pessoa Idosa será a 21º edição da Feira Saúde Mais Perto em 2023. Mais de 240 mil atendimentos já foram realizados em toda a Bahia.

Secom