Preto no Branco

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Secretaria de Saúde de Juazeiro nega ter omitido socorro à família que deu entrada na UPA, após sofrer acidente em Carnaíba do Sertão; motorista que prestou socorro rebate

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Procurada pelo PNB, a Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifestou sobre o relato de Jocenildo Araújo de Lima que, em contato com nossa redação nesta segunda-feira (11), acusou a Unidade de Pronto Atendimento do município de omissão de socorro.

Segundo Jocenildo, após prestar socorro a uma família que sofreu um acidente automobilístico, na noite do domingo (10), no distrito de Carnaíba do Sertão, e encaminhar as vítimas para a UPA, a equipe da unidade não prestou atendimento aos feridos e apenas orientou que os levassem para o Hospital Universitário, em Petrolina.

A Sesau afirmou que “a equipe de plantão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) prestou o primeiro atendimento e que devido à gravidade dos pacientes sinalizou a família a necessidade de serem encaminhados via regulação à uma unidade hospitalar de referência, que compõe a rede PEBA, com a disponibilidade de atendimento compatível com o estado dos mesmos. A equipe não omitiu socorro e sim explicou a família qual seriam os procedimentos adotados, e os mesmos preferiram ir direto para o Hospital de Traumas para adiantar o processo de atendimento”.

Diante da resposta da Sesau, nós voltamos a procurar Jocenildo Araújo que rebateu as informações e voltou a afirmar que os feridos não receberam nenhum atendimento na unidade.

“Não fizeram nada. Só mandaram levar pra o Hospital de Traumas. Eles poderiam, pelo menos, lá na UPA fazerem a regulação para o Traumas,” reafirmou o cidadão.

Entenda o caso

Uma família sofreu um acidente de trânsito na noite dessa domingo (11), na estrada que liga o povoado de Carneiros ao distrito de Carnaíba do Sertão, na zona rural de Juazeiro, no Norte da Bahia. As três vítimas foram socorridas pelo morador Jocenildo Araújo de Lima, que em contato com o Portal Preto no Branco, acusou a Unidade de Pronto Antendimento (UPA) do município de omissão de socorro.

“Quando eu voltava ontem a noite do povoado dos Carneiros, encontrei o carro da família que sofreu o acidente na estrada. Dentro do veículo tinha um casal e uma criança. Eles estavam machucados, eu os socorri, e os levei no meu carro para a UPA. Porém, lá na UPA disseram que não iam atender as vítimas, que eles teriam que ir para o Hospital Universitário de Petrolina. Nem sequer olharam para a menina de 10 anos, e para a mãe dela, que estavam com os rostos ensanguentados”, denunciou.

Jocenildo contou ainda que diante da negativa da equipe da UPA, chegou a procurar o SAMU para solicitar o socorro, mas lá foi informado que as vítimas precisavam ser reguladas.

“Quando voltei para a UPA com essa informação, voltaram a dizer que não iam atender a família.
Chegaram a falar que da mesma forma que eles tinham chegado na UPA, eles poderiam chegar no HU. Uma triste realidade. Não prestaram os primeiros socorros, não encaminharam e nem se quer acionaram o SAMU. Ou seja, omitiram o socorro. A sorte é que um outro homem que estava lá se disponibilizou em levar os três para o HU”, acrescentou.

Até o momento o PNB não foi informado sobre o estado de saúde das vítimas.

Redação PNB

Encontrado o corpo do jovem que morreu afogado no Rio São Francisco, em Maniçoba, Juazeiro

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Foi encontrado nesta segunda-feira (11), o corpo do jovem Thiago, morador do povoado de Jazida 7, distrito de Maniçoba, em Juazeiro, que morreu afogado no Rio São Francisco.

Ontem (10), o jovem saiu para tomar banho com uma turma de amigos e acabou se afogando no trecho do rio, entre as comunidades de Cachoeirinha e Maniçoba Velha.

“Acionamos o grupo de mergulhadores de Salvador que se deslocaram para Maniçoba e encontraram o corpo por volta de meio dia,” informou o Coronel Tarcísio, Comandante do Corpo de Bombeiros.

Redação PNB 

Kits gratuitos de antena e conversor de TV digital já estão sendo entregues em Sento-Sé para beneficiários de Programas Sociais

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O sinal digital de TV já é uma realidade em Sento-Sé. E para garantir que toda a população tenha acesso a melhor qualidade de imagem e som a Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Assistência Social e em parceria com a Seja Digital, entidade responsável pelo processo de transição do sinal analógico para o digital, está entregando os kits e antenas de TV digital do Programa Digitaliza Brasil.

A entrega iniciou no dia quatro e segue até o dia 15 de setembro, no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30. Serão entregues 1.648 kits, contendo conversor digital e antena e ainda mais de 4 mil antenas.

O supervisor de entregas, Odeilton Vieira dos Santos, explica que a entrega é para todos os cidadãos que realizaram o agendamento prévio junto ao sistema. “Cada cidadão no momento do agendamento sinalizou a sua necessidade diante da TV que tem em casa e essas informações é que definem quem precisa do kit completo ou só da antena. Para fazer a retirada é necessária a apresentação de um documento com foto e o número do NIS”, explica Odeilton.

A prefeita Ana Passos destaca que a entrega dos kits gratuitos de antena e conversor de TV digital para os beneficiários de programas sociais do Governo Federal, demonstra o compromisso do poder público em promover a inclusão digital e garantir que os moradores tenham acesso à tecnologia de qualidade. “Essa melhoria na qualidade de imagem e som proporcionada pelo programa ‘Seja Digital’ está sendo muito bem recebida pelos sentoseenses. É mais uma conquista!”

Técnicos da empresa ‘Seja Digital’ estão em Sento-Sé para orientar e auxiliar na instalação dos equipamentos, garantindo que todos possam desfrutar da nova tecnologia sem dificuldades.

Ascom/PMSSE

UNEB e Governo do Estado realizam o lançamento do maior evento de robótica da América Latina

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A Reitora da UNEB, Adriana Marmori, e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), André Joazeiro, convidam a imprensa para o lançamento oficial do maior evento de robótica da América Latina, o Robótica 2023. O encontro acontece na próxima quinta-feira (14), às 10h, na Reitoria da universidade, no Campus do Cabula, em Salvador.

Nessa edição, o evento é realizado pela UNEB, através do Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores, Sistemas Inteligentes e Robótica (ACSO), em parceria com o Governo do Estado da Bahia, através da Secti.

Além de organizadora, a UNEB é a única universidade de Salvador que disputa as competições com sua equipe Bahia Robotics Team (BahiaRT), composta por pesquisadores e estudantes do ACSO.

O evento – O Robótica 2023 será realizado entre os dias 8 e 12 de outubro, no Centro de Convenções, localizado na orla do bairro da Boca do Rio, em Salvador.

A iniciativa, gratuita e aberta ao público, reúne as principais universidades e escolas da América Latina, que irão exibir seus experimentos, robôs e projetos de inteligência artificial (IA) para a população. O evento ainda define os campeões brasileiros e latino-americanos em diversos desafios para robôs inteligentes.

A previsão é que duas mil pessoas de toda a América Latina, desde estudantes do ensino fundamental até pesquisadores, participem dos cinco dias de atividades da Robótica 2023.

Nesta edição, o Robótica 2023 incluirá: Finais da XVIII Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), XXI Competição Brasileira de Robótica (CBR), XIII Mostra Nacional de Robótica (MNR), XV Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR),  XVI Workshop de Robótica na Educação (WRE), XX Latin American Robotics Symposium – LARS (Simpósio Latino-Americano de Robótica), e a XXI Latin American Robotics Competition – LARC (Competição Latino-Americana de Robótica).

Ascom

Turistas brasileiros estão isentos de visto para visitar o Japão; medida entra em vigor no dia 30 de setembro

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Novo passaporte comum eletrônico brasileiro. O documento passou a ser emitido desde a última segunda -feira (6) pela Polícia Federal e Casa da Moeda, e terá prazo de validade de 10 anos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A partir do dia 30 de setembro, turistas brasileiros poderão visitar o Japão sem a necessidade de apresentar visto. A medida foi oficializada a partir de uma comunicação diplomática publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União.A isenção é válida para quem ficar no país por até 90 dias. Os brasileiros que viajarem ao Japão em busca de emprego, profissão ou outra ocupação ainda são obrigados a apresentar o visto.

O acordo é recíproco. Desta forma, turistas japoneses também estão desobrigados de emissão do visto para visitar o Brasil.

A dispensa do documento tem validade até setembro de 2026, podendo ser prorrogado.

O acordo, anunciado em agosto, é resultado de encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, durante a Cúpula do G7, realizada na cidade japonesa de Hiroshima.

A medida, segundo o governo federal, contribui para ampliar a entrada de turistas japoneses e o comércio bilateral.

Agência Brasil

Substituição da gotinha na prevenção à pólio aumentará proteção

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Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Sarampo.

As gotinhas que entraram para a história da imunização ao eliminarem a poliomielite no Brasil ganharam uma previsão de aposentadoria, e a substituição da vacina oral contra a doença pela aplicação intramuscular significará uma proteção ainda maior para os brasileiros.

No último dia 7 de julho, o Ministério da Saúde anunciou que vai substituir gradualmente a vacina oral poliomielite (VOP) pela versão inativada (VIP) do imunizante a partir de 2024. A decisão foi recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), que considerou as novas evidências científicas que indicam a maior segurança e eficácia da VIP.

Apesar da novidade, o Ministério da Saúde fez questão de destacar que o Zé Gotinha, símbolo histórico da importância da vacinação no Brasil, vai continuar na missão de sensibilizar as crianças, os pais e responsáveis, participando das ações de imunização e campanhas do governo.

A poliomielite é uma doença grave e mais conhecida como paralisia infantil, por deixar quadros permanentes de paralisia em pernas e braços, forçando parte dos que se recuperam a usar cadeiras de rodas e outros suportes para locomoção. A enfermidade também pode levar à morte por asfixia, com a paralisia dos músculos torácicos responsáveis pela respiração. Durante os períodos mais agudos em que a doença circulou, crianças e adultos com casos graves chegavam a ser internados nos chamados “pulmões de aço”, respiradores mecânicos da época, dos quais, muitas vezes, não podiam mais ser retirados.

A partir dos 2 meses

A vacinação contra a poliomielite no Brasil é realizada atualmente com três doses da VIP, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e duas doses de reforço da VOP, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

A partir do primeiro semestre de 2024, o governo federal começará a orientar uma mudança nesse esquema, que deixará de incluir duas doses de reforço da vacina oral, substituindo-as por apenas uma dose de reforço da vacina inativada, aos 15 meses de idade. O esquema completo contra a poliomielite passará, então, a incluir quatro doses, aos 2, 4, 6 e 15 meses de idade.

A facilidade de aplicação e o baixo custo contribuíram para que as gotinhas tivessem sido a ferramenta para o Brasil e outros países vencerem a poliomielite, explica a presidente da Comissão de Certificação da Erradicação da Pólio no Brasil, Luíza Helena Falleiros Arlant. A comissão é uma entidade que existe no Programa Nacional de Imunizações (PNI) junto à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Em 2023, o programa completa 50 anos.

“Em 1988, havia mais de 350 mil casos de pólio no mundo. Crianças e adultos paralisados. Naquela época, o que era preciso fazer? Pegar uma vacina oral que pudesse vacinar milhões de pessoas em um prazo curto para acabar com aquele surto epidêmico. Eram muitos casos no mundo todo, uma tragédia”, contextualiza Luíza Helena.

Ciência evoluiu

O sucesso obtido com a vacina oral fez com que a pólio fosse eliminada da maior parte dos continentes, mas pesquisas mais recentes, realizadas a partir dos anos 2000, mostraram que a VOP era menos eficaz e segura que a vacina intramuscular. Em casos considerados extremamente raros, a vacina oral, que contém o poliovírus enfraquecido, pode levar a quadros de pólio vacinal, com sintomas semelhantes aos provocados pelo vírus selvagem.

Desde então, países de todo o mundo vêm substituindo gradativamente a vacina oral pela inativada, o que já foi feito por ao menos 14 países na América Latina. A meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que a vacina inativada substitua a oral em todo o mundo até 2030.

A presidente da Comissão de Certificação da Erradicação da Pólio no Brasil acrescenta que a vacina inativada produz menos eventos adversos que a oral, e também traz maior segurança para a pessoa vacinada e para a coletividade.

Para compreender essa diferença, é preciso conhecer melhor o funcionamento dessas duas vacinas. A oral contém o poliovírus atenuado, isto é, ainda “vivo”, porém enfraquecido, de modo que não cause mais a doença. Já a vacina inativada recebe esse nome porque o vírus já foi inativado, “morto”, e não há mais chances de que possa sofrer mutações ou e se reverter em uma forma virulenta.

Estudos sobre o tema têm se intensificado a partir dos anos 2000, conta Luiza Helena, e constatou-se que o poliovírus atenuado que entra no organismo com a imunização pode sofrer mutações e voltar a uma forma neurovirulenta ao ser excretado no meio ambiente com as fezes. Já se tinha conhecimento dessa possibilidade, pondera a pesquisadora, mas hoje se sabe que ela é mais frequente do que se acreditava.

“Hoje a gente sabe que o vírus mutante eliminado pelo intestino pode acometer quem está do lado, e, se essa pessoa não estiver devidamente vacinada, ela pode ter pólio”, afirma ela, que acrescenta que alguns fatores contribuem para elevar esse risco, como as baixas coberturas vacinais contra a poliomielite nos últimos anos e a existência de populações sem saneamento básico, o que pode provocar o contato com esgoto ou água contaminada por fezes que contêm poliovírus selvagens ou mutantes.

Segundo a pesquisadora, é importante ressaltar que, enquanto houver poliomielite no mundo, todas as pessoas estão sob risco de adquirir a doença.

 

Baixas coberturas

Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), as doses previstas para a vacina inativada contra a pólio atingiram a meta pela última vez em 2015, quando a cobertura foi de 98,29% das crianças nascidas naquele ano.

Depois de 2016, a cobertura entrou em uma trajetória de piora que chegou a 71% em 2021. Em 2022, a cobertura subiu para 77%, mas continua longe da meta de 95% das crianças protegidas.

O percentual a que se refere a cobertura vacinal mostra qual parte das crianças nascidas naquele ano foi imunizada. Isso significa que não atingir a meta em sucessivos anos vai criando um contingente cada vez maior de não vacinados. Ou seja, se considerarmos os últimos dois anos, 29% das crianças nascidas em 2021 e 23% das nascidas em 2022 estavam desprotegidas. Como mais de 1,5 milhão de bebês nascem por ano no Brasil, somente nesses dois anos foram mais de 780 mil crianças vulneráveis a mais no país.

As coberturas nacionais também escondem desigualdades regionais e locais. Enquanto o Brasil vacinou 77% dos bebês nascidos em 2022, a cidade de Belém vacinou apenas 52%, e o estado do Rio de Janeiro, somente 58%.

Área livre da pólio

O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1989 e, em 1994, recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem, em conjunto com todo o continente americano.

A vitória global sobre a doença com a vacinação fez com que o número de casos em todo o mundo fosse reduzido de 350 mil, em 1988, para 29, em 2018, segundo a OMS. O poliovírus selvagem circula hoje de forma endêmica apenas em áreas restritas da Ásia Central, enquanto, em 1988, havia uma crise sanitária internacional com 125 países endêmicos.

Sequelas

Com a eliminação da doença, é cada vez mais raro conhecer alguém que viva com as sequelas da pólio, mas essa já foi uma realidade muito mais frequente no Brasil. O ator e músico Paulinho Dias, de 46 anos, conta que teve a doença menos de duas semanas após seus primeiros passos, com 11 meses de idade.

“A pólio afetou meus membros inferiores. Da cintura para baixo, afetou ambas pernas, porém, a maior sequela foi na perna direita, em que fiz mais de dez cirurgias, entre elas de tendão, de nervo que foi atrofiando e de alongamento ósseo, porque a perna começou a ficar curta, porque não acompanhou o crescimento da outra. Antes dessa cirurgia, quase não encostava o pé no chão.”

Paulinho se lembra de relatos da mãe de que inúmeras crianças no entorno também tiveram pólio. A falta de informação na época, em 1977, fazia com que muitas famílias buscassem benzedeiras na ausência de outros recursos, dando ainda mais tempo para agravamento dos casos e disseminação do vírus.“Eu sempre fui a favor das vacinas, mas confesso que nunca fui panfletário em relação a elas até a pandemia de covid-19, que a gente viveu. E também, em pleno século 21, com o risco de a pólio voltar e o risco de outras doenças preveníveis por vacinas voltarem por conta da desinformação, movimentos antivacinistas, medos bobos. Sempre que eu posso, falo para as pessoas se vacinarem, porque é um ato de amor. Vacinem seus filhos, poupem de sofrimento.”

Agência Brasil

Juazeirenses criticam publicidade da Prefeitura de Juazeiro sobre obra da Travessia Urbana:” Propaganda oficial enganosa, mentirosa e propalada com recursos públicos”; obra é do Governo Federal

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O advogado juazeirense Jaime Badeca, em contato com a redação do PNB, nesta segunda-feira (11), fez uma observação ao comportamento da Prefeitura de Juazeiro em relação a obra da Travessia Urbana, de responsabilidade e financiamento do Governo Federal.

Nas peças publicitárias, a administração municipal dá “a entender aos menos atentos e desavisados que se trata de uma obra do município,” pontuou Badeca.

https://www.instagram.com/reel/CuXKk_Mtg6K/?igshid=MmU2YjMzNjRlOQ==

Para o advogado, a gestão municipal vem fazendo “propaganda oficial enganosa, mentirosa e propalada com recursos públicos, caracterizando, assim, improbidade administrativa, o que pode ser motivo de afastamento da gestora”.

Jaime Badeca assim comentou: “Ouvindo algumas emissoras de rádio locais, constato que a Prefeitura de Juazeiro vem fazendo explícita propaganda da Travessia Urbana dando a entender aos menos atentos e desavisados que se trata de uma obra do município. Fala do volume de recursos empregados, de que a obra já foi iniciada e exalta a administração de um Novo Tempo, slogan do atual governo. Em outdoor verificou-se, também , foto aérea da obra e o brasão do município de Juazeiro. Não se fala do Governo Federal, verdadeiro financiador e promotor dessa importante obra de infraestrutura urbana. Trata-se, portanto, de uma propaganda oficial enganosa, mentirosa e propalada com recursos públicos, caracterizando, assim, improbidade administrativa, o que pode ser motivo de afastamento da gestora. A propaganda segue o método nazista de uma mentira insistentemente repetida.”

O Coronel Anselmo, candidato à Prefeitura de Juazeiro nas eleições passadas, através de sua página nas redes sociais, também demonstrou sua indignação a postura da gestão municipal de tentar se “apossar” de uma realização que não é sua.
https://www.instagram.com/reel/Cw_V8bNr3Vk/?igshid=MmU2YjMzNjRlOQ==

“Esses dias me deparei com uma coisa que me indignou. A gestão municipal tenta pongar numa obra federal, fazendo a propaganda oficial, institucional da prefeitura como se a obra da travessia fosse patrocinada por ela. A gestão precisa apresentar as suas obras, o que esta gestão fez de obra estruturante pra juazeiro. Não estou falando de reforma de prédio público, de praças, de rotatórias minúsculas feitas aí. Estou pedindo a gestão que apresente a sua obra estruturante para Juazeiro. Quantos metros de canal saneado, quantos metros de saneamento básico feitos, quantas pavimentações com recursos próprios. Isso que o povo de Juazeiro quer saber (…) O povo de Juazeiro não será enganado. O povo de Juazeiro sabe que este projeto vem de 2005 e é obra de exclusividade do Governo Federal,  sem contrapartida do município,” concluiu o político juazeirense.

Redação PNB

Espetáculo homenageia centenário de Ana das Carrancas, em Petrolina

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A cidade de Petrolina recebe no dia 15 de setembro o espetáculo teatral “A Dama do Barro”, produzido pela Cia 1º Ato. A peça conta a trajetória da ceramista e escultora pernambucana Ana das Carranca e será apresentada para o público em geral no Teatro Dona Amélia às 20h. A entrada é gratuita. A retirada dos ingressos pode ser realizada de 12 a 15 de setembro, das 8h às 11h e das 14h às 16h.

Ana Leopoldina dos Santos, a “Ana das Carrancas”, nasceu em Ouricuri (PE) no ano de 1923 e ficou popularmente conhecida em Pernambuco pelas carrancas que produzia como artesã. Para homenagear essa importante figura feminina, o espetáculo “A Dama do Barro” celebra o centenário de nascimento da artista que teve o barro como o seu principal instrumento de trabalho.

A Cia 1º Ato atua no Vale do São Francisco há mais de 30 anos e já presenteou a região com diversas produções artísticas e culturais. A criação desse novo espetáculo teve como foco inicial apresentar a história de Ana das Carrancas para estudantes dos ensinos fundamental e médio da região. No entanto, o grupo optou por abranger, também, a comunidade petrolinense em geral em uma apresentação única.

Na peça, a personagem de Ana das Carrancas é interpretada pelo ator e diretor da Cia 1º Ato, Devilles, também responsável pela criação e execução do projeto desde o início.

“Me veio o insight de fazer o espetáculo pelo centenário, pela importância da artista. Procuramos o livro, que inspirou o nosso roteirista a criar o texto. Entramos em contato com a família, com o pessoal da Fundação Ana das Carrancas e comecei um workshop de preparação para incorporar a personagem”, disse.

“A Dama do Barro” é uma produção teatral baseada no livro de mesmo nome, escrito pelo jornalista e professor Emanuel Andrade e lançado em 2007. A obra conta toda a história da artesã.

Serviço: Espetáculo: “A Dama do Barro”
Data: 15 de setembro
Local: Teatro Dona Amélia
Horário: 20h
Entrada: gratuita (é necessário apresentar RG no momento de retirada do ingresso).

Marcha das Mulheres Indígenas começa nesta segunda (11) em Brasília

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Mulheres indígenas de todo o país reúnem-se em Brasília, de 11 a 13 de setembro, a fim defender os direitos das mulheres e a preservação das culturas indígenas. Com o tema “Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade através das raízes ancestrais”, a abertura oficial da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorre na noite deste domingo (10).A marcha de 2023 também marca a continuação da luta contra o garimpo ilegal, pela demarcação de terras e pela formação política de representação indígena nos espaços de poder.

O evento é promovido pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e as atividades se concentram no Eixo Cultural Ibero-Americano, na área central da capital federal. Estão previstas plenárias, grupos de trabalho e ações culturais. Na quarta-feira (13), elas sairão em caminhada pela Esplanada dos Ministérios e terão diálogo com autoridades sobre a carta de reivindicações, que foi entregue na pré-marcha, em janeiro deste ano.

“Nossos maiores inimigos são as leis que não reconhecem nossa diversidade e nossa existência. Falar em demarcação de terras indígenas é gritar pela continuidade da existência dos nossos povos. Ter uma mulher indígena como primeira ministra indígena é afirmar que as mulheres são a cura da terra e a resposta para enfrentamentos à violência de gênero e racismos como o estrutural, institucional e ambiental”, diz a Anmiga, em referência à ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

“No centro dessa marcha está um poderoso apelo por direitos iguais para as mulheres indígenas. Essas mulheres enfrentaram inúmeros desafios e injustiças ao longo de suas vidas, mas se recusam a continuar sendo silenciadas. Exigimos acesso a cuidados de saúde de qualidade, educação e oportunidades econômicas. Lutamos pela proteção da terra e recursos naturais, que vêm sendo explorados por muito tempo. Defendemos o fim da violência contra as mulheres indígenas, um problema generalizado que tem atormentado nossas comunidades há gerações”, acrescentou.

Representantes do movimento de mulheres indígenas de outras partes do mundo também estarão presentes, como do Peru, dos Estados Unidos, da Malásia, da Rússia e da Nova Zelândia. “Essa diversidade de participantes destaca a universalidade das questões enfrentadas pelas mulheres indígenas, como o acesso à terra, a violência de gênero, a discriminação e a luta pela autonomia e empoderamento”, explicou a Anmiga.

A 1ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorreu em 2019, com o tema “Território: nosso corpo, nosso espírito”. A segunda edição foi em 2021 e teve como tema “Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra”.

BNews