Preto no Branco

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Aulão Online para o Enem atrai estudantes de todo Brasil

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Eleita pelo sétimo ano consecutivo o 1° lugar no Enem em Petrolina, a equipe do Plenus Colégio e Curso se reuniu neste sábado (1° de agosto) para realizar gratuitamente o 1° Aulão Online da escola.

Inspirados pelo tema #VaiPassar e muito à vontade diante das câmeras de TV, os professores usaram de bom humor e criatividade para ministrar os conteúdos recorrentes em vestibulares nas áreas de Física (Nivaldo Moreira), Biologia (Ricardo), História (Reginho da Bahia), Química (Luciano), Redação (Diego Alcântara) e Geografia (Elves Alves).

Espalhados por todo Vale do São Francisco e em várias cidades do País, os estudantes participavam com comentários sobre as abordagens das quatro áreas do conhecimento e concorreram a vários brindes. Os feras também foram surpreendidos com uma série de depoimentos de ex-alunos do Plenus e hoje universitários que enviaram vídeos de encorajamento e desejos de boa sorte.

Apresentado pelos professores Leiliane Aline e Marcos Freire e entrecortado pela música da banda Terceira Margem e da aluna Cecília Miranda, o evento atingiu seus objetivos, segundo a diretora Pedagógica da escola, Sílvia Santos. “Obedecendo todas as recomendações de segurança e saúde e divulgando também os cuidados com a pandemia, realizamos com pleno êxito o nosso 1° Aulão Online”, ressaltou.

A diretora acrescentou ainda que o Plenus está entre as 15 melhores escolas de Pernambuco e a melhor de todo interior do Estado. “A única escola de Petrolina citada no ranking do site Top 1000 Brasil”, concluiu.

Clas

Vereadores de Juazeiro se reúnem e decidem pela retomada das sessões presenciais 

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 Convocada pelo Presidente Alex Tanuri (PP), a totalidade dos vereadores de Juazeiro decidiu na tarde desta segunda-feira (03/08), em reunião no Plenário da Câmara que as sessões presenciais retornam a partir de segunda-feira (10/08), sem a presença de público, obedecendo a todas as determinações de segurança necessárias.

“A segurança da população vem sempre em primeiro lugar” – destaca o presidente Alex Tanuri – “Realizaremos as sessões presenciais, sem a presença de público, porém com a garantia de participação da comunidade pelos meios digitais, de forma aberta e transparente”

Além de definir o formato, a reunião definiu que as sessões ordinárias acontecem as segundas e terças-feiras, iniciando-se às 9:00 horas e com término previsto para 11:00 horas.

O Presidente Alex Tanuri convocou a sessão inicial para o dia 10 de agosto, a partir das 9:00 horas.

Manoel Leão/ ASCOM CMJ

 

Covid 19: Sobradinho não registra casos do novo coronavírus, neste domingo (02)

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A Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Saúde (SMS), divulgou neste domingo (02), mais uma edição do boletim epidemiológico, sem registro de casos do novo coronavírus.

O município permanece contabilizando 342 casos confirmados, e 314 curas clínicas, sendo 17 ainda ativos. Até o momento, Sobradinho possui 91,81% dos casos clinicamente curados, e onze óbitos foram registrados.

Destacamos que, até este domingo (02), a ala 2 do hospital Municipal Maria Auxiliadora Torres possui apenas um paciente internado suspeito, não há registro de pacientes de Sobradinho internados em hospitais pertencentes a rede PEBA.

A Secretaria de Saúde informa que a testagem está sendo realizada atendendo rigorosamente as recomendações médicas. Sobradinho atinge a marca de 1.705 testes já realizados, entre os testes rápido e os que são feitos pelo Laboratório Central (Lacen).

Qualquer dúvida ou denúncias referentes a Covid 19, a população pode ligar para: Vigilância Sanitária: (74) 98814 0095 ou Vigilância Epidemiológica: (74) 9 8818 3736.

Ascom PMS

Covid-19: OMS prevê que pandemia durará muito tempo

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Comitê de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que a pandemia da covid-19 irá durar muito tempo e, por isso, é necessário continuar os esforços para a sua contenção em todo o mundo. Segundo dados oficiais da OMS, a doença já provocou 675.060 mortos e infectou quase 17,4 milhões de pessoas em todo o mundo.

O grupo de cientistas, que se reuniu por videoconferência, avaliou a evolução da pandemia de covid-19, tendo em conta toda a informação científica que surgiu sobre o novo coronavírus nos últimos três meses, data da última reunião.O Comité de Emergência da OMS é composto por 18 cientistas de vários países.

“A pandemia é uma crise sanitária que ocorre uma vez em cada século e os seus efeitos serão sentidos nas décadas seguintes”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao Comité, segundo um comunicado da organização.

O responsável fez também um balanço do que tem acontecido, salientando que “muitos países que pensavam que o pior já tinha passado estão agora enfrentando novos surtos, outros que tinham sido menos afetados estão com aumentos de casos e  de óbitos, enquanto países que tiveram grandes surtos conseguiram controlá-los”.

Recomendações

Entre as principais recomendações que o Comitê de Emergência dirigiu à OMS está a necessidade de continuar a apoiar os países com serviços médicos mais frágeis, bem como a necessidade de continuar a impulsionar as investigações em curso para se encontrar um ou mais tratamentos e vacinas para a covid-19. O objetivo é que, quando existir uma vacina, os países com menos recursos não fiquem de fora por incapacidade de as comprar.Ou seja, defendeu o Comitê,  afirmando que a distribuição de vacinas deve ser a mais equitativa possível.

Atualmente três potenciais vacinas (dos Estados Unidos, da Inglaterra e China) estão na fase três dos ensaios clínicos, para testar a sua segurança e eficácia.

A OMS referiu a este propósito que poderá ser possível que uma vacina esteja pronta para comercialização “na primeira metade de 2021”.

Relativamente às viagens, o Comite indicou que os países devem tomar medidas proporcionais e aconselhar os cidadãos em função dos riscos, avaliando as suas informações de forma regular.

Por outro lado, recomendou que os serviços de saúde sejam reforçados para permitir a identificação de novos casos e o rastreio de contatos.

Agência Brasil

Bancários da Caixa lançam Carta Aberta para defender condições de trabalho e banco 100% público

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A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e o Comitê em Defesa da Caixa divulgaram, nesta sexta-feira (31), uma Carta Aberta à População na qual defendem condições dignas de trabalho, respeito aos empregados, atendimento digno à sociedade e manutenção do banco 100% público.

Os representantes dos bancários criticam a fragilidade das ações do governo Bolsonaro no combate à covid-19 e no enfrentamento da crise econômica como também enfatizam o papel social da Caixa.

No documento “O empregado da Caixa é essencial para o Brasil seguir em frente”, a Fenae e o Comitê relatam as precariedades das condições de trabalho dos empregados, com extrapolação de jornada, pressão e cobranças por metas abusivas, além da exposição à contaminação ao coronavírus por conta das aglomerações e filas que voltaram a ser registradas em agências de diversos locais do país.

As entidades também reforçam, na Carta, que os bancários não têm medido esforços, inclusive com trabalho aos finais de semana, “enfrentando riscos diários de sua contaminação e de seus familiares para garantir que nossa população tenha condições de sobrevivência durante o período de pandemia”.

O documento destaca ainda que os empregados vêm realizando, desde o início da pandemia, um serviço essencial ao país. E que, apesar de “se desdobrarem a cada dia”, têm sofrido críticas, ofensas e até agressões por conta da desorganização do governo e de falhas no sistema de pagamento do auxílio emergencial. Mesmo enfrentando hostilidades, os trabalhadores do banco — conforme enfatizam a Fenae e o Comitê em Defesa da Caixa — já atenderam mais da metade da população, demonstrando que a Caixa Econômica é imprescindível como banco público e primordial em sua ação social.

“Defender a Caixa, como banco público, passa também pelo reconhecimento de seus empregados e pela defesa de melhores condições de trabalho”, diz a Carta. “São eles que, desde o início da pandemia, mostram a força desse banco público. São eles que hoje formam a maior e mais efetiva frente de auxílio à população. Eles merecem respeito, reconhecimento e valorização”, acrescenta o documento.

Ascom Fenae

Boletim deste domingo registra 32 novos casos, 26 curas e lamenta mais um óbito pela COVID-19 em Juazeiro

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No boletim deste domingo (02/08), a Secretaria da Saúde registra 32 novos casos da COVID-19, sendo 16 pessoas do sexo feminino, 16 do sexo masculino e, destes, um é profissional de saúde. A faixa etária dos novos casos é de 12 a 66 anos e 31 resultados foram obtidos por teste rápido e 01 pelo LACEN de Salvador. Com estes dados, o município chega a 2.773 pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Fora o óbito, as outras 31 pessoas estão em isolamento domiciliar acompanhadas pelas equipes de saúde do município.

Juazeiro tem mais 26 pessoas recuperadas da doença, somando 1.180 curas clínicas. Sobre o óbito, este aconteceu dia 31/07 no Hospital Memorial em Petrolina, o paciente era do sexo masculino, tinha 38 anos e como comorbidades apresentava hipertensão, diabetes e obesidade mórbida. Com este registro, Juazeiro chega a 64 óbitos em decorrência da COVID 19.

O município já realizou 12.099 exames sendo que 9.326 tiveram resultado negativo para o novo coronavírus, considerados descartados. Dos 2.773 casos, 1.561 são do sexo feminino, 1.212 do sexo masculino e, destes, 203 são profissionais de saúde. Em isolamento domiciliar estão 1.497 pessoas e o município tem 32 pessoas com COVID confirmado internadas, sendo 15 em leitos de UTI e 17 em leitos de enfermaria.

Lista completa de casos internados:

 

Débora Sousa/SESAU

“Tem cloroquina aí?”, pergunta Bolsonaro ao entrar em farmácia

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Após tomar café em uma padaria, o presidente Jair Bolsonaro foi a uma farmácia, neste domingo (2), em Brasília, e perguntou ao atendente se havia hidroxicloroquina à venda. Ao ouvir que sim e descobrir o preço do medicamento, falou: “Olha aí, barato, viu?”.

Questionado sobre o preço do medicamento, o farmacêutico informou que “a caixinha com 6 unidades está saindo por R$ 17”. Bolsonaro, então, avaliou que o produto está “barato”, porque tem “muita gente comprando, já que os médicos estão passando [a receita]”.

A ida à farmácia ocorreu após o presidente decidir fazer uma parada em uma padaria, onde tomou café, em meio a um passeio de moto. No comércio, Bolsonaro conversou com apoiadores.

A apoiadora Rosimeire Peris, de 53 anos, bancária, falou com o presidente enquanto ele tomava café. Ela relatou o diálogo que teve com Bolsonaro. “Eu falei: Olha, presidente, obrigada por tudo que o senhor tem feito pela gente. Fui à missa e rezei pelo senhor. O senhor está salvando o Brasil”.

Bolsonaro teria respondido: “Tá difícil [salvar o Brasil], não está muito fácil não. Peguei o Brasil em uma situação muito difícil. Tava cheia a missa?”. Rosimeire então contou que a missa “não estava lotada e que havia distanciamento entre os fiéis”.

Bolsonaro ficou 15 dias de quarentena por conta da infecção pelo novo coronavírus. Com o negativo divulgado no dia 25 de julho, ele voltou a fazer as rondas de moto e os passeios pela cidade, dos quais fazia com frequência antes de pegar Covid-19.

Apesar de estar curado da doença, sua esposa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro está infectada, com resultado publicado nessa quinta-feira (30/07).

Metrópoles

Após reclamação de familiares, Conjunto Penal de Juazeiro adota sistema de visitas virtuais de familiares a internos

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No último dia 28 de julho o PNB, procurado por mulheres de detentos do Conjunto Penal de Juazeiro, publicou matéria sobre o que elas consideraram como “descaso por parte da administração da unidade prisional” que segundo nos informaram, desde o início da pandemia da covid-19, estão sofrendo sem notícias de seus familiares presos.

Ela relataram que os últimos cinco meses têm sido de muita preocupação e angústia, pois além de não poderem visitar pais, maridos, irmãos ou parentes, também não têm informações sobre eles. As mulheres alegaram ainda que estavam sendo maltratadas por funcionários da unidade, quando ligavam pedindo informações.

Segundo a esposa de um presidiário, que preferiu não ser identificada, um dos maiores anseios das famílias é obter uma previsão de quando as visitas presenciais, que foram suspensas desde o início da pandemia.

“Já vão fazer quatro meses que nós não vemos nossos maridos. Entendemos a questão da pandemia, mas é um verdadeiro descaso o que fazem com a gente. Ligamos para lá, tratam a gente com ignorância, ficam dizendo prosa [piadas], como já fizeram comigo. A gente liga para saber se tem previsão de quando vão voltar as visitas, mas às vezes desligam o telefone em nossa cara. Estão fazendo um descaso com a gente. A gente quer uma resposta. Se for para ser em setembro, outubro, a gente espera, mas queremos uma resposta. A gente visitando, já trata eles [os presidiários] como uns cachorros, imagine sem a gente visitar”, desabafou a esposa, que contou ainda que os familiares tentaram marcar uma reunião com o diretor, Manoel Tadeu, porém, segundo ela, o mesmo não esteve presente, e os familiares foram atendidos pela assistente social.

Após a publicação da matéria, a Ascom do Conjunto Penal de Juazeiro informou, em nota, que iniciou na sexta-feira (31) a realização de visita virtual entre familiares e internos.

“A medida visa diminuir o impacto causado pelo afastamento dos familiares causado pela pandemia de Covid-19, uma vez que as visitas estão suspensas em todas as unidades do Estado da Bahia  desde o dia 17 de março por determinação da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização-SEAP, que visa proteger a saúde dos internos quanto ao novel vírus”.

De acordo com a nota, “o contato dos internos com familiares estavam sendo realizados  apenas por telefonemas e  cartas, que podem ser entregues  e recebidas na portaria da unidade ou via e-mail”.

De acordo com  o setor de Serviço  Social do Conjunto Penal de Juazeiro, os cadastros de visitantes já voltaram a ser realizados no Conjunto Penal de Juazeiro a partir dessa sexta-feira, 31/07.

O Conjunto Penal de Juazeiro foi construído para abrigar os presos provisórios da Comarca de Juazeiro e condenados nos regimes fechado e semiaberto de diversas cidades da região, de forma excepcional. Até fevereiro, o excedente populacional do regime fechado era superior a 150% (o PNB não conseguiu, junto a administração, dados atualizados).

 

Da Redação

Cinco meses após 1º caso, Covid-19 atinge 98% das cidades do Brasil

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Cinco meses após confirmar o primeiro caso de um infectado pelo novo coronavírus, o Brasil tem 98% dos municípios com registros da doença. O número de cidades ainda sem casos diminui dia após dia.

Dados do Ministério da Saúde, tabulados pela Folha de S.Paulo, apontam ao menos 5.442 cidades com casos confirmados de Covid-19. Em contrapartida, apenas 128 ainda não tinham registros até 30 de julho.

Como comparação, três meses antes, no fim de abril, o total de cidades com ao menos um caso de Covid-19 era de 2.072. Em maio, o número passou a 4.074, ou 73%, e, no fim de junho, para 5.096, ou 91%. Agora, já se aproxima quase de 100%.

Nesses municípios com casos confirmados, viviam ao 209 milhões de pessoas em 2019, segundo estimativas do ministério. As cidades sem caso tinham 599 mil habitantes. Segundo o IBGE, neste ano, a população do país chegou a 211,8 milhões de pessoas.

A mudança nos números de cidades com registros do novo coronavírus evidencia um processo de interiorização da epidemia, o qual tem ficado mais visível nos últimos dois meses. Atualmente, a Covid concentra 58% dos casos mais recentes em cidades do interior, contra 42% em capitais e regiões metropolitanas. É o inverso do que ocorria até o fim de maio deste ano.

O Brasil é o segundo país com mais mortes na pandemia, atrás dos Estados Unidos. Desde março, mais de 90 mil óbitos foram registrados em razão do novo coronavírus. O balanço mostra que, em 15 estados e no Distrito Federal, o novo coronavírus já atinge todas as cidades. Nos demais, a taxa de municípios atingidos fica acima de 94%.

Pouco a pouco, a epidemia também já derruba novas fronteiras. Em comum, a maioria das cidades ainda sem registros da doença têm menos de 10 mil habitantes (das 128, são apenas 11 acima desse total, mas ainda com menos de 25 mil habitantes).

“É a lógica dessa doença: ela chegou primeiro nas cidades maiores e depois vai para as cidades pequenas, que estão mais isoladas. São cidades onde a epidemia leva mais tempo para chegar, uma vez que não há um fluxo tão grande de pessoas e mercadorias”, afirma o epidemiologista Diego Xavier, da Fiocruz.

Para ele, que faz parte do MonitoraCovid, os dados reforçam o caminho da epidemia nos últimos meses, a qual iniciou com mais força nas capitais do Sudeste, Norte e Nordeste, e agora acelera também nas demais regiões e municípios.
O infectologista da Fiocruz chama a atenção para a velocidade de propagação do vírus.

“Se for pensar na dimensão territorial do Brasil e onde esses municípios estão, atingir [quase 100%] em cinco meses é rápido. No Amazonas, o vírus chegou até de barco, ou a tribos indígenas”, diz Xavier.
Cidades que tiveram maior adesão ao isolamento no início da epidemia conseguiram retardar o avanço, diz.

“Belo Horizonte, por exemplo, fez um bloqueio rígido no início da epidemia e isso retardou a chegada em algumas cidades do interior”, avalia. “Já em Mato Grosso, é como se tivesse chegado de uma só vez em quase todo o estado.”

Especialistas alertam ainda para a possibilidade de subnotificação. “A doença está indo mais para o interior, região com menos acesso a dados e testes”, diz o epidemiologista Wanderson Oliveira, ex-secretário de Vigilância do Ministério da Saúde.

Mesma avaliação tem Ana Freitas Ribeiro, infectologista do Emílio Ribas. “[A notificação] Depende da capacidade de triagem, de fazer monitoramento de casos e de seus contatos. Se o município tiver essa capacidade de detecção, a tendência é o número [de casos] aumentar.”

Representantes de municípios ouvidos pela Folha negam haver subnotificação. Eles citam a distância de cidades maiores e a adesão da população ao isolamento social como possíveis fatores para o menor impacto até agora.

Os gestores também dizem investir em medidas de controle, como barreira para monitoramento de visitantes e uso obrigatório de máscaras.

Em Urupema (SC), uma dos cidades mais frios do país, a prefeitura fechou o que antes era um dos principais pontos turísticos: um mirante onde é possível ver o fenômeno chamado de sincelo, quando há o congelamento da neblina.

O motivo é o temor de aglomeração no local, diz a secretária municipal de Saúde, Tânia Borges. Segundo ela, a baixa densidade demográfica e a adesão ao distanciamento social ajudaram a retardar a chegada da doença.

“Em contrapartida, como somos do interior, temos de nos deslocar com frequência para um centro maior, que é Lages e tem casos”, afirma Borges, que monitora também os registros de cidades vizinhas.

“A proximidade ajuda. Se sair um caso confirmado e os parentes estão aqui, conseguimos monitorar e fazer isolamento”, explica.

Única a não ter registros no Rio Grande do Norte, a cidade João Dias, com 2.654 habitantes, teme o novo coronavírus. Segundo a secretária municipal de Saúde, Elizabeth Xavier de Souza, a população tem ajudado.

“Todo mundo tem medo de ser acometido, e as pessoas temem, sim, pelo fato de ver em jornais que as UTIs estão lotadas”, afirma.

A cidade só tem um posto de saúde. Para casos graves, é preciso viajar 40 km até Pau dos Ferros.
Para evitar a propagação da doença, a prefeitura diz ter comprado uma máquina para desinfecção das ruas e colocou equipes de saúde para distribuir máscaras e dar orientações de isolamento.

Já em Santa Mercedes (SP), a aposta tem sido em seguir o plano proposto pelo estado, que prevê fases de isolamento, e manter medidas já adotadas, como a restrição a feiras livres.

“Os feirantes vêm de municípios vizinhos, e julgamos que poderia ser um motivo de transmissão”, diz o chefe de gabinete da prefeitura, Cláucio Roberto Cruz.

A cidade, porém, corre risco de deixar a lista em breve. Atualmente, equipes de saúde monitoram 21 casos suspeitos, que aguardam período indicado de coleta de exames em isolamento, aponta a secretaria de saúde. Mesma situação ocorre em outros estados.

“Ainda estamos com cidades sem casos. Mas acreditamos que é questão de dias para ter em todos os municípios”, afirma Tânia Marcial, médica infectologista da secretaria estadual de Saúde de Minas Gerais, que, até o dia 30, tinha 53 cidades ainda sem casos.

Para Marcial, o fato de ter um número maior de cidades ainda sem mortes confirmadas -são 465 no estado– mostra que a assistência tem sido efetiva.

Especialistas, no entanto, alertam que o número de municípios que tiveram óbitos também vem crescendo no país. Atualmente, 3.580 deles registraram mortes por Covid-19, segundo os dados tabulados pela Folha de S.Paulo.

“Em entrevista na quarta-feira (29), o atual secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Correia, disse que, apesar do aumento no número de cidades com registros de Covid-19, a maioria concentra baixo número de casos.

Os dados apresentados pela pasta mostram que, na última semana, 4.795 cidades tiveram novos casos da doença -destas, 401 tiveram apenas 1 registro, 3.842 entre 2 a 100 casos e o restante acima desse montante.

“A grande maioria tem de um a cem casos”, disse Correia.
Especialistas, no entanto, dizem que mesmo um pequeno número de registros pode ter impacto em cidades de menor população.

Para Xavier, da Fiocruz, o avanço da epidemia em cidades menores também traz um alerta para a organização da rede e medidas conjuntas entre municípios -em um momento em que ainda há aceleração de casos em boa parte do país e concentração de leitos nas capitais.

“Se as cidades maiores desmobilizarem antes da hora, a curva pode voltar a subir e ter aumento de casos junto com a demanda do interior [por UTIs]”, afirma o epidemiologista.

Folhapress