Preto no Branco

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Juazeiro: Abatedouro Abatal descumpre leis ambientais e será interditado

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Na sexta-feira (13), o Ministério Público Federal (MPF) convocou representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB), do Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) para discutir sobre as problemáticas ambientais do Abatedouro Abatal, em Juazeiro.

O Abatedouro Regional de Juazeiro é administrado por uma empresa privada (ABATAL Abatedouro Almeida Ltda.), que em 2009 ganhou uma concessão pública para gerir o órgão por 25 anos. O gestor da SEMAURB, Jadson Barros, esclareceu ao MPF que a empresa recebeu diversas notificações para que regularizasse as questões ambientais para que assim pudesse obter o alvará de licenciamento. “Após descumprir as notificações, a empresa foi autuada e mesmo assim continuou ignorando as recomendações necessárias”.

Representando o SAAE, a engenheira do SAAE, Louise Chiochetta, salientou que havia um acordo para a construção de lagoas de estabilização. “O SAAE construiu, junto com a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto, duas lagoas para que os dejetos oriundos do abatedouro recebessem o devido tratamento e não ficassem expostos como estavam. Lamentavelmente, a empresa ignorou o acordo e não utilizou as lagoas”.

Após os esclarecimentos dos órgãos municipais, o MPF recomendou que a SEMAURB realize o procedimento de interdição do abatedouro até que as irregularidades sejam corrigidas. A interdição está programada para ocorrer nesta segunda-feira (16).

Irislane Pacheco/PMJ

Veículos notificados com IPVA atrasado podem ter 70% de desconto no pagamento

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Cerca de 341 mil veículos com o IPVA 2019 em atraso e já notificados podem obter 70% de desconto sobre o valor da multa, afirma a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz).

Os proprietários dos automóveis podem consultar se estão enquadrados nessa situação por meio do site www.sefaz.ba.gov.br. Para isso, basta acessar a opção “Inspetoria Eletrônica” => “IPVA” => “Relação de Notificados” e informar o número do Renavam. O contribuinte notificado deve imprimir o Documento de Arrecadação Estadual (DAE) também no site da Sefaz-Ba, clicando em “Inspetoria Eletrônica” =>”IPVA”=> “Relação de Notificados” => “Emissão de DAE “ e quitar o débito em qualquer banco.

Para obter o licenciamento do veículo, é preciso, além de quitar o IPVA, realizar o pagamento da taxa de licenciamento, do seguro obrigatório e de eventuais multas de trânsito junto ao Detran. Este procedimento também deve ser realizado nos bancos do Brasil, Bradesco ou Bancoob e após o pagamento do DAE de IPVA já notificado. Mais informações podem ser consultadas no site da Sefaz.

BNews

Mais uma vez: Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 36 milhões

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Não houve acertadores das seis dezenas sorteadas neste sábado (14), pelo concurso 2.216, realizado em São Paulo, e mais uma vez o prêmio da Mega-Sena acumulou.

Os números foram: 10 – 24 – 42 – 43 – 48 – 49 e não teve nenhuma aposta ganhadora.

O prêmio agora será de R$ 36 milhões, e o sorteio acontecerá na próxima terça-feira (17).

A quina teve 5 apostas ganhadoras; cada uma receberá R$ 62.000,46. Já a quadra teve 4.361 apostas ganhadoras; cada uma ganhará R$ R$ 995,19.

Da Redação

Projeto Tamar comemora 40 anos com 40 milhões de tartarugas soltas

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Apenas uma em cada mil tartarugas marinhas chegam a fase madura, que se inicia por volta dos 30 anos. Por esta razão, a sobrevivência das espécies depende da sua capacidade de conseguir gerar um volume grande de novas vidas a cada ano. Elas contam com um aliado abnegado desde 1980. Anunciando o robusto número de 40 milhões de tartarugas protegidas, o Projeto Tamar deu início neste fim de semana às celebrações de seus 40 anos, que contará com diversos eventos ao longo de 2020.

As atividades acontecem na Praia do Forte, em Mata de São João (BA), a cerca de 80 quilômetros de Salvador. No local, está a principal estrutura do Projeto Tamar no país. Foram soltos nessa sexta-feira (13), as olhos de dezenas de turistas e moradores locais, 101 animais recém-nascidos.

São pequenas tartarugas que haviam nascido pela manhã em algum ponto do litoral nordestino. Por diversos fatores, elas não conseguiram deixar a ninhada rumo ao mar e corriam risco de vida. Após serem coletadas para identificação da espécie, puderam finalmente se encontrar com o oceano. Hoje (14), uma nova soltura está programada para as 17h.

Todo esse trabalho iniciado em 1980 teve origem em expedições realizadas por um grupo de estudantes de oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) em ilhas e arquipélagos como Abrolhos, Fernando de Noronha e Atol das Rocas. Quando presenciaram pescadores abatendo tartarugas, resolveram denunciar a situação para órgãos públicos. Na época, já havia um apelo internacional para que algo fosse feito em defesa desses animais.

“Depois dessas expedições, tomou-se conhecimento de uma maior ocorrência das tartarugas na costa brasileira, porque nem os nossos professores sabiam. Todos os trabalhos acadêmicos naquela ocasião reportavam outros países. E daí foi pedido que o Brasil fizesse alguma coisa. Na Austrália, na Costa Rica, nos Estados Unidos já tinham iniciativas. E os animais são migratórios, vão de um lugar para o outro, o que demanda um trabalho integrado”, diz a oceanógrafa Neca Marcovaldi, coordenadora de pesquisa e conservação do Projeto Tamar e uma das fundadoras da iniciativa.

Veio então o convite para que os estudantes da Furg fizessem um mapeamento das espécies que desovavam no Brasil e apontassem quais os principais problemas. “Durante dois anos fizemos um levantamento nos quase 8 mil quilômetros do litoral brasileiro”, conta Neca.

Apesar de registros isolados de desovas de tartarugas marinhas ao longo da costa brasileira, uma noção mais profundada do fenômeno veio com esse trabalho. Pouco a pouco, o conhecimento foi sendo formado. Cinco das sete espécies utilizam o litoral brasileiro para criarem seus ninhos: tartaruga-cabeçuda, tartaruga-verde, tartaruga-oliva, tartaruga-de-couro e tartaruga-de-pente. Os locais de desova vão do Sul ao Nordeste.

O quadro mapeado, porém, mostrava uma realidade preocupante tendo em vista que o ciclo biológico estava interrompido: as fêmeas que chegavam à praia e seus ovos serviam como fonte de alimento para diversas comunidades litorâneas. As capturas incidentais durante a pesca de outras espécies também levavam a uma redução drástica das populações de tartarugas, o que ainda é uma realidade.

Hoje, porém, avanços já são notáveis. Acumulando prêmios, o Projeto Tamar passou a ser reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha. “Se antes era necessário transportar ninhadas de tartaruga para dentro das unidades, hoje basta colocar um estaca informativa nos locais de desova que as comunidades estão conscientes da necessidade de preservar as áreas”, diz o biólogo do projeto Claudemar Santos, mais conhecido como Mazinho.

De acordo com o Tamar, as cinco espécies vêm experimentando recuperação de suas populações, embora a tartaruga-de-couro e a tartaruga-pente ainda estejam consideradas em estado crítico, conforme a lista vermelha de espécies ameaçadas elaborada pela União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Entre as outras quatro, algumas são classificadas como em risco de extinção e outras como vulneráveis.

Apoio

O Projeto Tamar começou se estruturando em três localidades. Além da Praia do Forte, os outros dois pontos de partida foram Regência, distrito de Linhares (ES), e Pirambu (SE). Hoje, considerando tanto os locais com estrutura física como os que têm apenas profissionais em atuação, são 25 pontos da costa brasileira são monitorados.

Esse crescimento contou com o apoio da Petrobras, patrocinadora do Projeto Tamar desde 1982. “Depois de um tempo monitorando as praias a pé e a cavalo, conseguimos a doação de um jipe. Mas não tínhamos dinheiro para o combustível. Então a primeira ajuda da Petrobras foi abastecer nossos veículos. Foi uma construção passo a passo”.

O apoio ao Tamar se dá dentro do Programa Petrobras Socioambiental, que inclui também algumas outras dezenas de projetos voltadas, por exemplo, para a preservação das baleias jubarte, dos corais e do peixe mero. Segundo a estatal, no período entre 2014 e 2020, serão investidos mais de R$1 bilhão somando todas as iniciativas. Apesar da importância deste apoio para a consolidação do trabalho do Tamar, hoje o orçamento do projeto conta com aproximadamente 70% de recursos próprios, gerados a partir da bilheteria de seus centros de visitação, da venda de produtos, entre outras fontes de renda.

Estima-se que as unidades abertas ao público recebam juntas, cerca de 1,5 milhão ao ano. O mais estruturado é o Museu do Tamar, na Praia do Forte. Construído em 1982 em um terreno cedido pela Marinha, ele conta com tanques, painéis informativos e estrutura audiovisual, entre outros atrativos. É um dos cinco museus mais visitados do Nordeste brasileiro. Os ingressos custam R$  28, com a meia-entrada para os casos definidos em lei ao valor de R$14. Também há preços promocionais para grupos familiares.

“Essa questão da sustentabilidade financeira é super importante porque a primeira geração de tartarugas protegidas demorou 30 anos para se formar. Então temos que ter um compromisso com um futuro que não é tão próximo. Para isso, é importante que se consiga manter as atividades a longo prazo. Sempre valorizando os parceiros, mas também enxergando a necessidade de autonomia e independência”, diz Neca.

Tecnologia

A evolução do trabalho a partir de novas parcerias é uma busca constante. Uma das iniciativas atualmente em curso se dá com pesquisadores de engenharia e de sistemas eletrônicos da Universidade de São Paulo (USP). A proposta é usar a Internet das Coisas, ou simplesmente IoT na sigla em inglês (Internet of Things). Trata-se de novas aplicações que permitem o uso coordenado e inteligente de aparelhos variados para controlar diversas atividades. Em outras palavras, distintos equipamentos são conectados entre si e funcionam em rede.

O projeto da USP, que ainda se encontra em estágio embrionário de desenvolvendo, pretende que coletores e transmissores de dados acoplados a algumas tartarugas se comuniquem entre si. A expectativa é de que o monitoramento ganhe em eficiência, permitindo que os sinais, sendo compartilhados pelos equipamentos carregados pelos animais, percorram longas distâncias e cheguem a uma central com consumo mínimo de energia. Os dados de profundidade, temperatura e localização dos animais também poderiam ser lidos através de celulares por trabalhadores em campo.

“Você pode estar numa área de desova e acompanhar o comportamento dos animais. A mesma coisa em áreas de pesca. Você pode ter mais informações das tartarugas daquela região para fazer um trabalho com os pescadores. Hoje já temos trabalhos com transmissores de satélites, que são caros, mas também tem um alcance mais amplo. E com a genética complementando a informações, além do mapa em terra, temos um mapa bastante robusto das tartarugas onde elas vivem a maior parte do tempo que é o oceano”, avalia Neca.

Agência Brasil

Sobradinho: Prefeitura realiza sorteio de lotes do Programa “Nova Sobradinho I e II”

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Após o período de análise das inscrições para acesso aos lotes do Programa “Nova sobradinho I e II , a Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, convocou todos os cadastrados para participarem da realização do sorteio da localização dos terrenos, nesta sexta-feira (13) no Plenário da Câmara Municipal.

Nesta primeira etapa foram sorteados 843 lotes para famílias em vulnerabilidade econômica, que fazem parte dos programas sociais desenvolvidos pelo município, e também pessoas com renda familiar até três salários mínimos. Na próxima etapa, 513 lotes serão repassados para empreendedores, com valores bem abaixo do mercado, em sistema de venda direta.

Para garantir transparência e lisura no sorteio, as famílias pré-cadastradas acompanharam todo o processo e, a cada nome anunciado, os contemplados vibravam com a conquista de ter seu terreno para construção da casa própria.

“Estou muito feliz em ter sido contemplada com este terreno, depois de tanto tempo morando de aluguel, finalmente vou poder realizar o sonho da casa própria”, declarou a dona de casa, Maria Lúcia de Oliveira.

Para o prefeito Luiz Vicente Berti, a doação dos lotes é um passo importante na edificação do bem-estar social e na política de inclusão desenvolvida pela gestão municipal.

“Quando a pessoa consegue o seu terreno, fica fácil, pois é o primeiro passo para a construção da casa própria, sonho de todo brasileiro. Com a garantia do terreno, a pessoa se organiza para construir, os filhos vão ajudando, compra o cimento, compra a areia, compra o tijolo, compra telha, termina construindo a sua casa, e finalmente sai do aluguel. Portanto, quando nós assumimos a prefeitura, tínhamos uma meta, um foco: valorizar as pessoas dentro do contexto social da nossa cidade, dentro de uma visão de que todos temos importância em nossa comunidade. Mas, para isso, as pessoas precisam morar com dignidade, ter sua casa própria,” finalizou o prefeito.

Programa Habitacional Nova Sobradinho I e II

Programa Habitacional Nova Sobradinho I e II, criado pela gestão municipal, tem como objetivo diminuir o déficit habitacional e atrair empreendimentos que promovam o desenvolvimento econômico do município.

O número total de lotes residenciais é de 1.174, enquanto que os lotes comerciais, que serão repassados através de venda direta e valores bem abaixo do mercado, são de 513 no total. Os recursos oriundos da comercialização, serão investidos em serviços de infraestrutura do novo bairro que está nascendo em Sobradinho, de forma regulamentada, através de uma iniciativa inédita na região, no quesito habitacional.

De acordo com estudos recentes, existe um déficit habitacional de menos de 2000 residências no município e o Nova Sobradinho irá atender grande parte desta demanda, contemplando famílias com lotes que variam de 8 por 20 a 10 por 23 metros quadrados, cada.

As áreas que serão loteadas foram adquiridas pela gestão municipal da Chesf – Companhia Hidroelétrica do São Francisco, com recursos próprios, um total de cerca de 500 mil reais, numa área total de 45 hectares, localizada nas proximidades do Pátio do Vaqueiro, e do bairro São Francisco.

Ascom PMS

 

Moradores do Angary comemoram conquista do saneamento, e pedem mais

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Apesar de ser um dos bairros mais antigos de Juazeiro-BA e fonte de inspiração, o Angary vem sofrendo ao longo dos anos com diversos problemas em sua estrutura. As reclamações dos moradores e visitantes vão desde esgoto a céu aberto, até matagal e lixo acumulado.

Em março de 2018, nossa equipe atendeu ao chamado da comunidade e foi até o Angary mostrar a triste situação vivenciada pelos moradores. Abandono, desrespeito e revolta foi o que encontramos no local (veja a reportagem de Sibelle Fonseca e Aílton Nery abaixo).

Ontem (11), após quase dois anos da reportagem e diversas reivindicações de moradores, o Prefeito Paulo Bomfim assinou a ordem de serviço da obra de esgotamento sanitário da centenária comunidade. O trabalho será realizado com recursos do Serviço de Água e Saneamento Ambiental  da cidade.

De acordo com o SAAE, a obra terá 240 metros de rede coletora de esgoto, 125 metros de ligações prediais, 90 metros de ramais condominiais, 100 metros de recuperação da rede de drenagem beneficiando diretamente mais de 90 residências. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em cinco meses.

O presidente da Associação de Moradores do Bairro Angary, Carlos Augusto Brito (Neguinho), lembrou a luta histórica dos moradores que ajudaram a erguer aquela comunidade, por esta conquista. “Fomos persistentes, pois sonhamos sempre sem desistir nunca. Quero dedicar essa conquista aos que já se foram, mas que também contribuíram para essa realização” declarou Neguinho.

Agradecido a gestão municipal, e comemorando a conquista, o morador também ressaltou que a obra vai acabar apenas com um dos problemas enfrentados pela comunidade.

Em conversa com o PNB, e perguntado se os demais problemas relatados na reportagem de março de 2018, como a falta de iluminação e o matagal que toma conta da margem do rio, “Neguinho” declarou que ainda esperam pela realização dos dois serviços públicos. Serviços que deveriam ser de rotina, uma “tarefa de casa”, coisa simples de ser resolvida, mas, pela demora, parece ser algo difícil para os órgãos competentes.

“O problema da iluminação e do matagal continua. E essa nossa reivindicação é antiga também. Vou conversar com a Semaurb sobre este problema. Vamos correr atrás. O saneamento é muito importante para a comunidade, vai contribuir na revitalização do Rio São Francisco, mas há outros projetos pendentes, como a urbanização, a passarela, as postulações, que a Coelba não colocou e garantiu que assim que saísse o saneamento, iriam fazer as instalações. A secretaria também parou de fazer a limpeza diária dentro da comunidade, passa somente no asfalto. Lutamos para que eles retornem”, disse o presidente.

Sobre o problema da falta de iluminação pública, a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro informou que enviará uma equipe ao bairropara realizar a reposição de lâmpadas que estejam queimadas.

“Em relação ao matagal, a Secretaria comunica que somente neste ano o setor de manutenção enviou a máquina duas vezes ao bairro realizando a limpeza próximo ao Nego D’água e que já está na programação da SESP para que o serviço seja realizado novamente. Quanto à limpeza do bairro, a SESP o forma que envia periodicamente agentes de limpeza para realizar a varrição e capinação”.

A SESP lembrou ainda da importância dos moradores ligarem para o número de atendimento que é no 3612 5411 e solicitar sua demanda.

 

Da Redação

Sobre a Ilha do Fogo, uma carta para o Prefeito de Petrolina, Miguel Coelho

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Caro Prefeito Miguel,

Não sei se o senhor já teve o prazer de ir a Ilha do Fogo. Também não sei se conhece suas lendas, se viveu histórias naquele pedaço, se já foi a ponta da Ilha pra contemplar o pôr-do-sol, ou já ancorou nela após um passeio de caiaque. Mas eu, antiga frequentadora desse lugar paradisíaco, para onde eu fugia na adolescência, e levava meus filhos pequenos para banhar no rio, lugar que hoje costumo ir, duas a três vezes por mês, tenho autoridade para lhe cobrar respeito por aquele espaço.

Por que tanto abandono? Nunca a vi tão imunda e abandonada. É de cortar o coração. É certo que os gestores das duas cidades nunca se interessaram por ela, mas maltratada como está agora, ela jamais foi. É intencional, prefeito, largar a Ilha às traças, ao lixo? Qual a sua intenção com aquele espaço? Pensa o senhor em torná-la “um problema” para assim fazer uma espécie de privatização?(Já me adianto neste questionamento).

Me parece de propósito, uma birra, ou uma covardia mesmo. A melhor porção da Ilha do Fogo não é somente virada para Juazeiro, ela é a cara de Juazeiro. Talvez por isso nem um dedinho da sua gestão tenha alcançado esse lugar. Sequer seu setor de limpeza funciona naquele espaço, prefeito. A nossa Ilha do Fogo é invisível para seu governo, Miguel.

Deixa eu tentar descrever a situação cotidiana da Ilha: Os coletores estão sempre abarrotados – sobra lixo, faltam educação dos frequentadores e responsabilidade da sua gestão. Por todos os lados desse cartão postal do São Francisco, entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), só se registra lixo. Garrafas de vidro, garrafas pet, lata de sardinha, embalagens de creme, incontáveis sacos de salgadinhos e mais uma série de itens que estão no lixo produzido por quem vai a ilha aproveitar as águas do Velho Chico. Lixo que se acumula por dias, lixo que não é recolhido. O senhor sabe para onde está indo parte desse lixo, não é? O desrespeito ao rio por lá é flagrante. A Petrolina das baronesas parece não se preocupar muito com isso não. (por falar em baronesas, elas já estão acabando também com o Balneário das Pedrinhas, onde não existe mais um bom lugar pra banho. Elas ocuparam toda margem e os comerciantes estão penando, porque os frequentadores sumiram. Saiba disso).

Mas é de revoltar também quando penso que, depois de horas de um refresco, contemplando uma bela paisagem, e se banhando nas águas do rio, os exploradores da Ilha, deixam para trás todo tipo de sujeira, numa demonstração de tamanhas estupidez e ignorância.

A rampa de acesso está caindo aos pedaços e pode desabar a qualquer hora, provocando acidentes. O casarão abandonado está mais abandonado, mais largado ainda, depois que o Sr assumiu o poder. O comércio se prolifera desorganizadamente, e está feio aquilo ali.

O senhor, certamente, já ouviu falar que o problema da Ilha são os maconheiros. Não é não, prefeito. Eles fazem menos mal a ilha do que sua gestão. O Sr também já deve ter ouvido falar no tráfico de drogas que rola por lá, como diz a polícia. Mas onde não tem comando, e nenhuma ação do poder público, isso acontece mesmo. O tráfico é apenas a fumaça, o fogo é o abandono. E quem quer controlar o incêndio, vai no foco.

Dizia minha avó que “quem não pode com o pote não segura na rodilha”. Talvez essa frase sirva para sua reflexão. Se Petrolina não se apropria da Ilha do Fogo porque não busca uma solução para dela desobrigar-se? Não seria mais honesto? Quais são seus planos para Ilha, “prefeito visionário”? Pode revelá-los?

Repito: Qual a sua intenção com aquele espaço? Pensa o senhor em torná-la “um problema” para assim fazer uma espécie de privatização?

Em tempo, sugiro que o senhor permita-se a um passeio, ainda que breve, a Ilha do Fogo. Só não vale ir de lancha. Passe pelo portão de entrada, desça a rampa, bote os pés na areia, quem sabe não lhe faça bem um mergulho no rio? Quem sabe assim o Sr não enxergue sua responsabilidade com aquele paraíso?

Só não tente fazer uma selfie de frente para o rio, eu vou logo avisando. Seguramente, as lentes vão flagrar o lixo que enfeia atrás, denunciando o abandono da gestão pública, depondo contra o gestor da cidade, que legitimamente é o Sr.

Confira, prefeito, a galeria de fotos feitas pelo PNB em um dia de domingo, após duas semanas sem o trabalho de coleta do lixo. Uma cena corriqueira naquele paraíso que é nosso. É do São Francisco

Atenciosamente,

Sibelle Fonseca

 

Prefeitura de Sobradinho convoca os cadastrados no Programa “Nova Sobradinho I e II para uma reunião nesta sexta-feira (13)

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A Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, convoca a todos os cadastrados no Programa “Nova Sobradinho I e II” para participarem nesta sexta feira (13), às 8h, na Câmara de Vereadores de um encontro, quando serão repassadas informações e sorteadas as localizações dos terrenos que serão doados aos beneficiários.

O Programa Habitacional Nova Sobradinho I e II, criado pela gestão municipal, tem como objetivo diminuir o déficit habitacional e atrair empreendimentos que promovam o desenvolvimento econômico do município.

Desenvolvido pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, o programa vai realizar a doação de lotes para famílias em vulnerabilidade econômica, que fizeram um pré-cadastro, e que atendam aos critérios explícitos na legislação ( prioridade para mulheres que chefiam famílias, idosos e pessoas com deficiência, entre outros). Além disso, também contempla empreendedores que queiram investir nos setores do comércio, indústria e serviços, através da venda direta de lotes, com valores bem abaixo do mercado, o que irá impactar positivamente na economia do município.

“Convocamos todas as pessoas que fizeram o Pré cadastro para comparecerem nesta sexta feira (13) na Câmara de Vereadores, onde teremos um importante encontro para explanarmos sobre as condicionantes do programa e onde sortearemos as localizações dos terrenos. Será um momento bastante importante para de fato darmos início a implantação deste grande projeto que vai desenvolver nossa cidade, ainda mais”, afirmou a Secretária de Assistência e Desenvolvimento Social Fernanda de Cássia.

Ascom PMS

 

Sobradinho: Legião da Boa Vontade, em parceria com a gestão municipal, realiza entrega de cestas básicas para famílias da zona rural

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A Caravana da Solidariedade, promovida pela Legião da Boa Vontade, em parceria com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Sobradinho, realizou nesta quarta-feira (11) a entrega cestas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social da zona rural do município.

Foram atendidas as comunidades de Correnteza, Algodões Novos e mais outras 9 localidades. Quem recebeu o benefício reconheceu a importância da ação.

“É uma felicidade pra mim receber essa ajuda, porque essa cesta vem pra completar a minha feira do mês. Assim, eu vou poder passar um fim de ano sem aperto agradecendo a Deus por tudo,” declarou a dona de casa Vanilda de Jesus.

A Caravana vem percorrendo várias cidades do Vale do São Francisco, como forma de vivenciar o espírito natalino.

“No mês do nascimento de Cristo, nós da LBV, viemos com a missão de levar a solidariedade a todas as pessoas que precisam e que têm fé em dias melhores. Portanto o nosso trabalho busca acima de tudo atender aqueles que são mais necessitados”, disse a representante da instituição filantrópica Nizete Souza.

O psicólogo do CRAS, André Maturano, falou da parceria entre a gestão municipal e a LBV, que tornou possível a  ação.

“Essa parceria já vem a cerca de 5 anos, levando a solidariedade as pessoas que mais precisam. O papel da gestão municipal é o de fornecer informações e dados das famílias que são referenciadas ao CRAS, principalmente as que residem na zona rural. A LBV é uma instituição séria que faz parceria com gestores comprometidos com a assistência social. Portanto, o trabalho da LBV vem pra somar as políticas públicas promovidas pelo Prefeito Luiz Vicente. Deste modo agradecemos a todos os voluntários que realizaram este belo trabalho”, finalizou o profissional.

Ascom PMS