Preto no Branco

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Domingo de atos políticos pelo aniversário de Lula, em Salvador; Em Juazeiro terá mobilização

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O “Coletivo Lula Livre” organizou na manhã deste domingo (27), em Salvador, uma carreata em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião dos seus 74 anos de vida. Saindo do Campo Grande, a carreata foi até a praia de Itapuã.

Na Igreja do Bonfim, na cidade Baixa, aconteceu uma missa em homenagem ao petista.

Lideranças de esquerda marcaram presença, a exemplo de Cedro Silva, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e o ex-presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação.

Nas redes sociais, celebridades e políticos escreveram e gravaram mensagem ao ex-presidente.

Atos em comemoração ao aniversário de Lula marcaram o domingo em diversas cidades e capitais brasileiras.

Em Juazeiro, está marcado para às 16 horas, na praça Santiago Maior, um ato em defesa do petista, promovido pelo Movimento Popular da Juventude.

Também em Salvador, vestidos com camisas do Brasil e com bandeiras, um grupo de cerca de 30 pessoas, segundo o site BNews, realizou uma manifestação em defesa do presidente Jair Bolsonaro (PSL), no Farol da Barra, na manhã deste domingo (27).

Os bolsonaristas defendem também a PEC da Bengala, Pacote Anticrime, fim da “ditadura” da toga e apoio à Lava Jato.

Da Redação/ Foto:Bnews

 

Sínodo da Amazônia recomenda a ordenação de homens casados

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Em ação histórica, a assembleia do Sínodo para Amazônia recomendou neste sábado (26) a ordenação de homens casados que vivem na região. Por outro lado, a esperada criação de um diaconato para as mulheres ficou de fora do relatório final, que agora será avaliado pelo papa Francisco.

“Considerando que a legítima diversidade não prejudica a comunhão e a diversidade da igreja, (…) propomos (…) ordenar sacerdotes homens idôneos e reconhecidos pela comunidade, que tenham um diaconato permanente fecundo e recebam uma formação adequada para o presbiterato, podendo ter família legitimamente constituída e estável”, afirma o parágrafo 111 do documento.

A aprovação do ministério para homens casados (viri probati) foi o tema mais controvertido na votação. Recebeu a aprovação de 128 padres sinodais, o mais baixo número de votos dos 120 parágrafos, aprovados individualmente. Os padres que se opuseram somaram 41 votos.

A recomendação não prevê que padres agora possam se casar, mas que homens com família possam assumir as funções de sacerdócio. A expectativa é de que a medida aumente a presença da igreja em áreas remotas, onde os padres atualmente só conseguem visitar poucas vezes por ano. Seria também uma forma de confrontar a crescente presença de igrejas pentecostais na região.

O relatório aprovado pela assembleia dos padres sinodais agora será analisado por Francisco. Cabe a ele decidir quais medidas serão de fato implantadas pela igreja. Neste sábado, o sumo pontífice disse que fará a revisão até o final deste ano.

Com relação às mulheres, o relatório afirma que o sínodo compartilhará “as experiências e as reflexões” com a Comissão de Estudo sobre o Diaconato das Mulheres, iniciativa criada pelo papa Francisco em 2016. Esse trecho teve a aprovação de 137 padres sinodais.

O documento também pede que “seja criado o ministério instituído da ‘mulher dirigente da comunidade’ e reconhecer isso, dentro do serviço das mutáveis exigências da evangelização e da atenção às comunidades”.

Em outro trecho, o texto afirma que é “necessário que [a mulher] assuma com maior força sua liderança no seio da igreja, e que esta a reconheça e a promova reforçando a sua participação nos conselhos pastorais de paróquias e dioceses e inclusive nas instâncias de governo”.

Na curta intervenção durante a assembleia deste sábado, o papa afirmou que “ainda não entendemos o significado das mulheres na Igreja. O papel delas deve ir muito além das questões de função.”

Participante do sínodo, a irmã brasileira Roselei Bertoldo disse que, “como mulher, me sinto contemplada nessa fala de papa Francisco. Enquanto auditora, trabalhei muito para que fosse inserida a dimensão, que vem das escutas, de a mulher ser valorizada não pelo que faz, mas enquanto mulher”.

Radicada em Manaus, Bertoldo que as mulheres da Amazônia ouvidas antes do sínodo pediram um diaconato próprio. Para ela, o sínodo “é um avanço e trará uma abertura”.

Todos os itens do documento levados à votação neste sábado foram aprovados com mais de dois terços pelos padres sinodais (na maioria, bispos amazônicos). Apesar da participação de mulheres durante a assembleia sinodal, apenas homens podem votar.

INDÍGENAS E ECOLOGIA
De acordo com o texto aprovado, “é urgente dar à pastoral indígena seu lugar específico na igreja”. “A opção preferencial pelos povos indígenas, com as suas culturas, identidades e histórias, nos exige aspirar uma igreja indígena com sacerdotes e ministros próprios sempre unidos e em total comunhão com a Igreja Católica.”

O sínodo classificou de “escandaloso que se criminalizem os líderes inclusive as comunidades, pelo simples fato de reclamar seus direitos”. Também criticou a “a grave situação de impunidade” em casos de violação de direitos humanos.

A assembleia sugeriu ao papa a criação de um “observatório socioambiental pastoral”, que trabalharia em coordenação com instituições católicas, indígenas e laicas”.

Na sexta-feira (25), o sínodo elegeu 13 membros de um conselho que ficará encarregado de supervisionar a implantação das mudanças, todos cardeais e bispos.

Outros três membros serão escolhidos  por Francisco. O papa afirmou que duas serão mulheres, uma religiosa e uma leiga.

São quatro brasileiros no conselho pós-sinodal: o bispo emérito do Xingu, dom Erwin Kräutler, o presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e bispo de Porto Velho (RO), dom Roque Paloschi, o relator-geral do sínodo, cardeal Cláudio Hummes, e o bispo de Belém, dom Alberto Taveira.

A assembleia reservou um parágrafo para as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), iniciativa ligada à Teologia da Libertação, corrente católica de esquerda que teve seu auge nos anos 1960 e 1970 e voltou a ganhar espaço sob Francisco.

As CEBs, popularizadas principalmente a partir dos anos 1970,  buscaram se aproximar de populações pobres de zonas periféricas e remotas, com envolvimento de laicos.

“As comunidades eclesiais de base têm sido um dom de Deus para as igrejas locais da Amazônia. No entanto é necessário reconhecer que, com o tempo, algumas comunidades se acomodaram, debilitaram ou até desapareceram. Mas a grande maioria continua perseverante e é o fundamento pastoral de muitas paróquias”, diz o parágrafo 36.

“A comunidade eclesial deverá estar presente nos espaços de participação de políticas públicas onde se articulam ações para revitalizar a cultura, a convivência, o lazer e a celebração. Devemos lugar para que as ‘favelas tenham os direitos básicos fundamentais: água, energia, moradia e promover a cidadania ecológica integral”, prossegue o texto.

GOVERNADORES
Nesta segunda-feira (28), cinco governadores da Amazônia Legal e o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), participarão de um encontro no Vaticano com participantes do sínodo, entre os quais o cardeal Hummes.

Além de Dias, estarão na reunião Helder Barbalho (MDB-PA), Wilson Lima (PSC-AM), Waldez Góes (PDT-PA), Gladson Cameli (PP-AC) e Flávio Dino (PC do B-MA).

Os dois governadores da Amazônia filiados ao PSL, do presidente Jair Bolsonaro, não comparecerão. São eles: Antonio Denarium (RR) e Marcos Rocha (RO). O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM-MT), e o de Tocantins, Mauro Carlesse (DEM-TO), tampouco virão.

A Folha procurou a Embaixada do Brasil em Roma, que informou, via e-mail, não estar envolvida na viagem dos governadores. A reportagem tentou entrar em contado com missão diplomática brasileira junto à Santa Sé, sem resposta.

O sínodo tem sido visto com hostilidade pelo governo Bolsonaro. Chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o general Augusto Heleno chegou a dizer que a iniciativa da igreja é assunto “de segurança nacional”.

O Planalto tem refutado críticas ao aumento do desmatamento na Amazônia, estremecendo as relações diplomáticas com países europeus, incluindo a França e a Alemanha.

Também nesta segunda-feira, os Museus do Vaticano, que recebem 6,5 milhões de visitantes por ano, abrem a exposição Mater Amazonia, que mistura artefatos indígenas, um vídeo com denúncias sobre o desmatamento e uma homenagem a religiosos e lideranças assassinadas.

Entre outros, estão na mostra, com fotos e vídeos, a missionária norte-americana Dorothy Stang, ligada a movimentos camponeses e morta em Anapu (PA), em 2005, e o líder guarani-caiová Marçal de Souza Tupã’i, morto a tiros em Bela Vista (MS), em 1983.

Folhapress

PSOL Juazeiro de luto, perdemos o Professor Paulo José

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O Presidente do PSOL Juazeiro, companheiro de grandes virtudes, um grande profissional da educação, amigo, dirigente politico, gestor escolar, professor de Geografia e um grande camarada de luta pelas causas sociais e políticas. Deixa saudade e um grande legado na condução partidária e de vida para seus amigos e familiares.

Estamos consternado por esse momento de dor, sabemos o histórico da sua vida que sempre pautou a justiça social e a luta organizada. Seguiremos nas trincheiras de resistência que ele percorreu.

Agradecemos pela sua iniciativa na condução do PSOL em Juazeiro e de ter feito um belo trabalho árduo de manter em pé o partido. Nosso querido Professor Paulo nos deixa boas lembranças e um bom exemplo de caminho a traçar.

Atenciosamente,

ASCOM PSOL Juazeiro-Ba

O sepultamento do Professor Paulo José acontecerá no distrito de Juremal, em Juazeiro

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Já está no SAF Juazeiro, o corpo do Professor Paulo José, Paulo do PSOL, que morreu na tarde deste sábado (26), em Recife (PE),

O Professor Paulão, como era carinhosamente conhecido pela comunidade, morreu aos 56 anos, após um transplante de rim. Ele estava em processo de recuperação, quando houve um agravo no seu estado de saúde.

Professor de geografia, Paulo era presidente do PSOL, e em 2012 se candidatou a prefeito de Juazeiro. Sempre presente nos movimentos sociais e políticos da região, participava ativamente da sua comunidade, contribuindo, com seu olhar inteligente, sensível e politizado, na busca de soluções para os problemas do município.

Cidadão atuante, Professor Paulo José deixa um legado para educação sanfranciscana, pela dedicação ao magistério e por sua postura ética, combativa e engajada na luta por justiça social, e por um ensino libertador.

O funeral sairá do SAF para o cemitério do distrito de Juremal, onde será sepultado.

Da redação/ Foto: Arquivo da família

Partido dos Trabalhadores Juazeiro/BA emite nota de pesar pelo falecimento do Professor Paulo

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O Partido dos Trabalhadores – PT, Diretório Municipal de Juazeiro-BA, vem se solidarizar com os familiares e amigos do professor Paulo José, presidente do Psol em Juazeiro/BA, pelo seu falecimento.

Um formidável defensor das lutas sociais e um educador comprometido com sua Classe. O professor Paulo, na condição de dirigente partidário, trouxe importantes contribuições para a política municipal, com suas análises sempre ricas em conteúdo e franqueza.

Que a sua luta na defesa da educação pública e por justiça social continue presente nos nossos corações e alimente os nossos sonhos por dias melhores em nosso país. Siga em paz companheiro professor Paulo José e que Deus lhe dê o merecido e iluminado descanso espiritual.

É com profundo pesar que rogamos a Deus para que conforte seus familiares e amigos.

João Leopoldo Viana Vargas Presidente do PT/Juazeiro

Opinião: Por que é difícil não chamar os bolsominions de burros, por Luis Felipe Miguel

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Meus colegas que estudam a base popular da extrema-direita (e a quem não me canso de agradecer, pela disposição para levar adiante um trabalho tão indispensável quanto insalubre) insistem que não devemos chamar os bolsomínions de “burros”.

Se a ideia é não chamá-los assim para não hostilizar pessoas que precisamos conquistar para posições mais democráticas e civilizadas, eu concordo plenamente. Mas se não devemos realmente considerá-los burros – daí já acho difícil.

“Burro” parece se referir a um déficit inato, o que seguramente é incorreto e preconceituoso. A rigor, são pessoas com discursos e comportamentos burros. Dizemos que elas são burras por metonímia.

São pessoas que militam por medidas que prejudicam seus interesses mais óbvios – por uma polícia que mate seus filhos, por um Estado que negue seus direitos, por uma política econômica que os empobreça e destrua seu futuro. Como defini-las?

São pessoas que acreditam nos maiores absurdos. No encontro da Anpocs, agora mesmo, um colega contou que seu dentista – portanto uma pessoa com formação superior – lhe perguntou: “É verdade que nas universidades públicas vocês dão aulas pelados?” Outros acreditam em kit gay, em mamadeira de piroca, em ideologia de gênero, em terra plana, em Olavo de Carvalho, em Lulinha dono da Friboi, em empreendedorismo. Como definir essas pessoas?

Não são questões complexas, que exijam muita reflexão para passar das causas aos efeitos, ou mentiras sofisticadas e verossimilhantes. São coisas tão insanas que nós nem sabemos como rebater. Ou o ANDES deve começar uma campanha de informação com o mote “professores dão aulas vestidos”?

Podemos discutir como essa burrice é produzida, quais mecanismos a fomentam. Mas não dá para não chamá-la pelo nome.

Alguns argumentam que o voto em Biroliro tem suas razões. Por exemplo, que o sacerdote pilantra que orienta as escolhas políticas reacionárias é também alguém que oferece consolo e apoio espiritual em algumas circunstâncias. Ou que a violência urbana que atinge em primeiro lugar as classes populares explica a sedução de propostas “duras” de segurança pública. Mas isso apenas nos diz que esse voto não é aleatório, que tem alguma motivação. Permanece o fato de que ele expressa uma profunda incapacidade de relacionar as escolhas políticas com suas consequências esperadas, de vinculá-las aos interesses ligados às condições reais de vida.

Ter uma motivação para o voto não significa que o voto é esclarecido, pelo simples fato de que essa motivação pode ser… burra.

Por exemplo: eu posso optar por votar em João Doria porque ele é o mais botocado dos candidatos. Isso faz com que meu voto tenha uma razão de ser. Nem por isso ele demonstra qualquer discernimento.

A ignorância política das massas – e incluo aqui, igualmente, trabalhadores pobres e classes médias – é um componente do sistema político vigente, ativamente produzido e reproduzido por inúmeros aparelhos. Cabe ao campo popular trabalhar permanentemente para combatê-la.

A constatação da burrice dominante é, portanto, uma acusação contra a esquerda, que não fez ou fez mal o seu trabalho.

Há, claro, uma explicação alternativa: o que o bolsonarismo revela é uma pulsão pela violência. Racismo, misoginia, homofobia e desprezo pelos mais pobres seriam atrativos tão poderosos que compensariam todas as perdas.

Não seria burrice, mas perversidade. O que é muito pior.

DCM

Cuidar da Gente e SAAE em Ação mobilizam estudantes e moradores dos bairros Alto da Aliança e Vila Tiradentes

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Uma tonelada e 200 quilos de material reciclável coletado na minigincana com os alunos da Escola Professora Carmem Costa  e mais de 80 toneladas de entulho removido  das ruas e terrenos baldios foi o resultado do SAAE em Ação na quinta- feira (24) nos bairros Alto da Aliança e Vila Tiradentes, cumprindo mais uma semana do Programa Cuidar da Gente.

A população foi agraciada ainda com diversos serviços, a exemplo de negociação de débitos, revisão de ligações de água, retirada de vazamentos,  reposição de calçamento e pedido de novas ligações,  sem precisar sair do seu bairro.

Para a presidenta da Associação de Moradores  da Vila Tiradentes, Vilma Maria Santana Borges, trabalhos como estes reforçam o compromisso dos órgãos públicos para com a comunidade. “O SAAE tem realizado um serviço de excelência no nosso bairro e está sempre apto  a ouvir nossos anseios. Acredito que esse é o verdadeiro papel de uma entidade pública. Estar perto do povo e trazer melhorias para toda população”, afirma Vilma.

Já a presidenta da Associação de Moradores do Alto da Aliança, que também recebeu serviços do SAAE, enfatizou a importância do programa para as comunidades, “Em nome da comunidade, digo que estamos satisfeitos com todos os serviços prestados. Nosso bairro precisa de atenção e essa atuação nos deixa gratos”, enfatizou Sônia Gomes.

Todo o material coletado pelos estudantes na minigincana foi destinado aos integrantes da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Juazeiro (COOPERFITZ), presente em todas as ações do SAAE.

“Estimular a consciência ambiental entre as crianças é um ótimo começo para aprendizagens mais significativas e o SAAE pensou nessa atividade educativa de uma maneira bastante lúdica. Na medida em que as crianças vão brincando elas vão se apropriando do meio ambiente e entendendo  o seu papel no contexto social”, enfatizou  a Coordenadora pedagógica Karla Cristina.

Com a mesma satisfação estava Francisca Gomes de Souza, que teve atendimento do SAAE, pertinho de sua casa. “Em alguns minutos pude fazer minha solicitação e resolver algumas pendências. Espero que nosso bairro receba outras vezes o SAAE em Ação”. Comentou  a dona de casa.

Outro morador que ficou bastante satisfeito com o trabalho prestado pelas equipes do SAAE foi o aposentado Otávio Dias, que aproveitou para solicitar a retirada de um vazamento na sua residência. “Se tivesse que ir até o centro iria demorar e seria mais água desperdiçada. Fui muito bem atendido e a equipe veio resolver o problema”, disse.

Dona Sueli Rodrigues acompanhou o filho durante todas as atividades e ficou feliz com o desempenho do mesmo. “São ações desse tipo que vão ensinando mais sobre limpeza e cuidados com o meio ambiente. Com o que foi colocado hoje aqui pelas equipes do SAAE, todos aprendem e só nos resta colocar em prática”, pontuou Sueli.

Ascom SAAE

Governo lança edital para qualificar 800 desempregados de 18 a 29 anos

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Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia lançou um edital de pregão eletrônico para contratar empresas que darão cursos para reinserir 800 jovens de 18 a 29 anos no mercado de trabalho.

O novo modelo prevê que as empresas que ministrarão os cursos de qualificação só serão pagas pelo governo se determinada parcela dos alunos conseguir emprego. O novo programa é financiado com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Atualmente, as empresas que promovem os cursos de qualificação profissional são remuneradas com base na quantidade de diplomas emitidos.

As empresas serão avaliadas da seguinte forma: até oito meses depois de concluírem os cursos, os jovens deverão conseguir emprego com duração de pelo menos quatro meses.

Nessa primeira etapa, serão escolhidos 2 mil jovens desempregados de 18 a 29 anos. Desse total, 800 serão matriculados nos cursos, com carga horária mínima de 250 horas presenciais.

Os 1,2 mil restantes comporão o grupo de controle. Caberá à empresa contratada desenvolver a metodologia das aulas, mapear a demanda por empregos e decidir que cursos serão oferecidos.

O edital foi publicado na última sexta-feira (25) no Diário Oficial da União. A abertura das propostas deve acontecer dia 18 de novembro. As empresas do Sistema S, que promovem cursos de qualificação profissional, poderão concorrer.

Os cursos poderão ser ministrados em qualquer localidade do Brasil, a critério da instituição contratada, desde que cumpram a exigência de pelo menos 250 horas presenciais.

Também caberá à empresa contratada definir os critérios e os mecanismos de seleção dos jovens desempregados. Após a seleção, os nomes serão sorteados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Agência Brasil

Tribunal nega pedido de Lula e mantém julgamento sobre anulação de sentença do sítio

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O relator da Lava Jato no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), João Pedro Gebran Neto, negou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender o julgamento que analisará se a ação do sítio de Atibaia (SP) deve voltar para a primeira instância. Com a decisão, a sessão que analisará o assunto continua marcada para a próxima quarta-feira (30).

“Eventual questão prejudicial ao julgamento poderá ser suscitada pela defesa na própria sessão de julgamento, em sustentação oral”, disse Gebran em sua decisão. O TRF-4 pretende analisar se o caso do sítio de Atibaia deve ou não voltar para a primeira instância visando eventual correção da ordem de apresentação das alegações finais. Na última quarta (23), a força-tarefa da Lava Jato se manifestou pela anulação da sentença do processo.

O magistrado afirmou que não cabe à defesa de Lula contestar por meio de agravo regimental (um tipo de recurso) a inclusão de um julgamento na pauta da corte. “Houve tão somente intimação para ciência das defesas objetivando assegurar o direito à apresentação de memoriais e sustentação oral se assim quiserem.” No pedido em defesa do petista, o advogado Cristiano Zanin Martins alegava, entre outros motivos, “quebra da ordem cronológica” das decisões da turma julgadora.

Ele afirmava que havia outros 1.941 processos apenas na oitava turma do tribunal, composta de três juízes e responsável pelas decisões da Lava Jato em segunda instância. A turma também julga outros casos criminais. Zanin também questionava o motivo de a pauta incluir apenas um dos capítulos do seu recurso, em vez de outros tópicos, como a nulidade completa do processo do sítio. Além disso, queria que fosse julgado antes um recurso relacionado a um pedido de compartilhamento de mensagens obtidas na Operação Spoofing, da Polícia Federal, sobre a invasão de contas de Telegram.

“As cópias dessas mensagens [de Telegram] encontram-se acauteladas pela Justiça Federal do Distrito Federal, bem como pelo Supremo Tribunal Federal”, dizia o recurso. “Considerando que tais mensagens reforçam a suspeição tanto dos procuradores da Lava Jato, quanto do ex-juiz Sergio Moro (…) resta evidente que a suspeição e as demais questões prejudiciais de mérito não podem ser analisadas antes do julgamento dos embargos de declaração”, afirmava o advogado.

Para Gebran, o julgamento do recurso sobre as mensagens de Telegram não impede a análise da questão marcada para a quarta-feira. No caso do sítio, Lula foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal em Curitiba a 12 anos e 11 meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro. Ele está preso desde abril do ano passado, após condenação em segunda instância em outro processo, o do tríplex de Guarujá (SP).

Folhapress