Preto no Branco

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Juazeiro: Confira cronograma da Unidade Móvel Odontológica para o período de 07 a 10 de agosto

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro informa o cronograma da Unidade Móvel de Atendimento Odontológico (UMO) para o período de 07 a 10 de agosto. Serão realizados 15 atendimentos por dia na unidade móvel e para serem atendidos os pacientes precisam apresentar: RG, CPF ou Cartão SUS. Os atendimentos iniciam às 8h.

Confira a programação:

07/08 – Segunda-feira: Centro Pop, para atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social na frente do Centro POP, localizado no bairro Angari. Pacientes agendados pela instituição.

08/08 – Terça-feira: UBS Alto do Cruzeiro. Em frente a UBS, 15 pacientes, demanda livre.

09/08 – Quarta-feira: Programa Saúde em movimento em Itamotinga. 15 pacientes, demanda livre.

10/08-  UBS Residencial Praia do Rodeadouro. Em frente a UBS, 15 pacientes, livre demanda.

Ascom/Sesau

Professores apontam desafios da escola em tempo integral

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Rio de Janeiro - Escola municipal Levy Miranda na ilha de Marambaia, baia de Sepetiba, sul do estado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

Na última quinta-feira (3), o município Mata de São João (BA) alcançou a meta de ter todas as matrículas das escolas municipais em tempo integral. O marco foi atingido com a inauguração da Escola Municipal Professora Angelina Rodrigues do Nascimento, na Praia do Forte. Na cidade, localizada na região metropolitana de Salvador, os alunos da educação infantil e do ensino fundamental passam pelo menos sete horas por dia na escola e têm atividades de esporte, cultura e sustentabilidade.

A modalidade tornou-se política pública nacional esta semana com a sanção da Lei 14.640/2023, que institui o Programa Escola em Tempo Integral. O governo federal irá investir R$ 4 bilhões para ampliar em 1 milhão o número de matrículas de tempo integral nas escolas de educação básica em 2023. A meta é alcançar, até 2026, cerca de 3,2 milhões de matrículas.

Mata de São João, segundo o secretário de Educação do município, Alex Carvalho, deverá aderir ao programa federal para qualificar a oferta do ensino em tempo integral. Agora, depois da sanção da lei, os detalhes do programa serão definidos após um ciclo de seminários nas cinco regiões. Os debates começaram também esta semana, em Cuiabá, na quinta e na sexta-feira (4) e são transmitidos pelo YouTube.

Em Mata de São João, desde 2010 o governo local investe em educação em tempo integral. “Essa decisão se baseia nos estudos e pesquisas que foram desenvolvidas pelo município que apontaram a educação integral como uma possibilidade de melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos”, diz o secretário de Educação. Carvalho atribui à modalidade a melhora no desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino. A cidade teve o melhor desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, do 5º ao 9º ano da região metropolitana, em 2021.

Além das estruturas das próprias escolas, os alunos contam com equipamentos da cidade para o ensino e aprendizagem. “Usamos a praia, o campo, a praça da cidade. Nossa ideia foi transformar Mata de São João em um território educativo. Fazemos trilha com os estudantes, mostramos a natureza, mostramos os projetos que tem na cidade, como o projeto Tamar e o projeto Baleia Jubarte. Apresentamos a história da nossa cidade, a relevância dela para nosso país e nosso estado. Existe esse trabalho onde os alunos aproveitam todos os ambientes possíveis de aprendizado”, diz o secretário.

Referência em tempo integral

Para o Ministério da Educação (MEC), a educação em tempo integral é a ampliação do tempo de permanência nas escolas para um período igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. A modalidade tem como finalidade a perspectiva do desenvolvimento e formação integral de bebês, crianças e adolescentes a partir de um currículo intencional e integrado, que amplia e articula diferentes experiências educativas, sociais, culturais e esportivas em espaços dentro e fora da escola com a participação da comunidade escolar.

A educação em tempo integral é realidade na Escola de Referência em Ensino Médio Ginásio Pernambucano desde 2004. A escola, que está localizada no Recife, funciona no colégio mais antigo do país, fundado em 1825. Os 692 alunos, todos do ensino médio, têm nove aulas por dia, das 7h30 às 17h. Eles têm três refeições diárias e as atividades são tanto conduzidas pelos professores quanto desenvolvidas pelos próprios estudantes em alguns momentos, para incentivar o protagonismo dos adolescentes.

“A gente percebe a educação integral, e costuma conversar com os estudantes, como algo que não tem a ver com o tempo que fica na escola, mas com a integralidade da formação, a integralidade enquanto formação de sujeitos sociais”, diz o gestor da escola, Oscar Neto. “Ela vai desenvolvendo autonomia, resiliência, proatividade, tomada de iniciativa. Os jovens são mais criativos, mais inventivos, argumentam, participam, refletem criticamente. Começam a construir um arcabouço necessário para o mundo e não só para o mundo do trabalho, mas para outras esferas da vida”, complementa.

Neto explica que uma das atividades é criada pelos próprios jovens, o chamado clube do protagonismo. Trata-se de clubes que funcionam nos intervalos das aulas, onde os alunos desenvolvem atividades como teatro, dança, xadrez, jogos de tabuleiro. “Eles aproveitam esse momento para interagirem, para alicerçar as aprendizagens”, explica.

Para os estudantes

A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz, é uma das estudantes que cursaram o tempo integral no ensino médio na Escola Estadual de Educação Profissional Dona Creusa do Carmo Rocha, em Fortaleza. “A experiência que eu tive foi positiva. Eu fiz curso técnico e, no contraturno, tinha oficina de teatro, oficina de dança, de canto e, inclusive, aula de reforço com professores.”

Ela ressalta, no entanto, que, para que funcione, o tempo integral precisa de uma estrutura mínima e também de bolsas para auxiliar os estudantes que permanecerão mais tempo na escola. A Ubes aponta alguns desafios para a implementação escolar, entre eles está o fato de que para implementar o ensino integral, escolas acabam fechando sobretudo o ensino noturno. Isso faz com que estudantes que precisam trabalhar acabem abandonando os estudos.

Para que isso não aconteça, a estudante diz ser necessário um auxílio para que esses alunos possam ter condições de cursar o ensino integral. Além disso, ressalta, é preciso uma melhora na merenda para que os alunos tenham acesso a três refeições que sejam nutritivas, além de melhoria na infraestrutura das escolas, muitas vezes sucateadas.

“Muitos jovens estão subempregados, como entregadores, nos sinais vendendo bala. Para combater isso e também o trabalho infantil, a gente entende que é importante ter bolsa permanência para escolas em tempo integral. Que isso seja feito de forma qualitativa, entendendo que as escolas que vão aderir precisam passar por reestruturação tanto da parte pedagógica quanto da infraestrutura”, diz Beatriz.

Educação integral

A Lei de Diretrizes e Bases (LDB), Lei 9.394/1996, prevê que as escolas tenham uma carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas em no mínimo 200 dias de efetivo trabalho escolar, o que equivale a quatro horas diárias.

Estender a jornada escolar é uma meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), Lei 13.005/2014. O PNE estabelece a oferta de “educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da educação básica”. O Relatório do 4º Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE 2022 mostra que o percentual de matrículas em tempo integral na rede pública brasileira caiu de 17,6%, em 2014, para 15,1%, em 2021.

“Quando se fala de escola integral fora do Brasil, isso não faz nem sentido se é só escola, pois a escola já tem uma carga horária de sete horas. Estamos falando em um rearranjo do sistema educacional para estar em linha com o que é visto internacionalmente. A gente espera resultados semelhantes no Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Alunos] e no PIRLS [Estudo Internacional de Progresso em Leitura], mas com uma oferta de educação em tempo inferior”, diz o diretor de Projetos da Fundação Lemann, Lucas Rocha.

O gerente de Políticas Educacionais do Todos pela Educação, Ivan Gontijo, complementa: “Acho que o governo federal acerta em lançar um programa para induzir as matriculas em tempo integral para que os estudantes passem mais tempo na escola, mas o grande desafio é que essas escolas que vão ser transformadas do tempo parcial para o tempo integral sejam escolas que tenham proposta pedagógica diferenciada. Porque só aumentar a carga horaria para ser mais do mesmo não faz muito sentido. Então, acho que esse é o grande desafio para a implementação dessa política. Como garantir que essa escola em tempo integral seja verdadeiramente integral”, diz.

Gontijo ressalta que a escola em tempo integral não pode ser uma escola “em que os alunos, ao invés de passarem quatro horas sentados enfileirados passam sete horas. Não é essa a proposta. É uma proposta em que estudante são colocados no cento do processo de ensino e aprendizagem, têm seu processo de protagonismo juvenil desenvolvido, têm outra relação com o espaço da escola, isso é uma coisa que a gente precisa pensar”.

Desafios

De acordo com a coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, uma das conquistas no novo programa é a priorização de escolas que atendam estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica.

“Uma das preocupações que a gente tem sempre é que educação em tempo integral normalmente tinha ficado, na história, muito dedicada a escolas urbanas, em locais que tem população mais rica, mais branca e não atingia uma população que não só precisa como tem direito a uma educação integral”, diz.

A implementação do tempo integral traz, de acordo com a coordenadora-geral, alguns desafios como a melhoria da infraestrutura das escolas, a definição de um plano de carreira para os docentes, que passarão a trabalhar mais horas por dia em uma mesma escola, e políticas para a permanência dos estudantes.

Com apontado por Jade Beatriz, Andressa Pellanda também defende a necessidade de bolsas para estudantes. “Eu acho que uma das questões primordiais é permanência. A gente sabe que vários estudantes não ficam, saem da escola no tempo parcial porque não têm condições de se manter na escola. E, para o tempo integral mais ainda, o estudo que foi feito agora é que precisava ter um incentivo para essas populações que estão em situação de vulnerabilidade. A gente precisa de política de permanência. Educação integral sem permanência ou não existe ou existe de maneira excludente”.

Segundo a coordenadora-geral, esse programa é um passo, mas ainda é preciso avançar, tanto na lei do PNE, quanto no financiamento, no Sistema Nacional de Educação, “para cada vez mais a educação brasileira parar de falar de educação em tempo integral e falar em educação integral, que é o modelo de direito que a gente defende”.

Agência Brasil

Governo Lula: Ministro dos Direitos Humanos aciona Ouvidoria Nacional contra mortes pela PM da Bahia

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Sílvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos, informou que procurou o governo da Bahia, para se inteirar dos acontecimentos que resultaram na morte de 30 pessoas, em um período de uma semana, após diferentes confrontos com policiais militares. Somente em Salvador foram ao menos 10 mortos.

Segundo Almeida, a Ouvidoria Nacional de DH vai investigar o caso e ouvir as autoridades e os moradores da região.

A pasta de Sílvio Almeida também está apurando as mortes no Guarujá, no litoral paulista.

Por meio de nota, o ministro informou que as “intervenções policiais que resultam em números expressivos de mortes não são compatíveis com um país que se pretende democrático e em consonância com os Direitos Humanos”.

Redação PNB

Mega-Sena: Acumulado, prêmio chega a R$ 75 milhões

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22/06/2023 - Brasília - Volantes da Mega Sena sendo preenchidos para apostas em casas lotéricas da Caixa. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2618 da Mega-Sena, realizado neste sábado (6).  Sem vencedores, o prêmio principal estimado para o próximo sorteio é de R$ 75 milhões.

Foram sorteados os números: 06-17-29-35-45-48.Ao todo, 121 apostas acertaram a quina e vão ganhar R$ 49.036,67. Outros 9.213 bilhetes fizeram quatro dezenas e vão receber R$ 920,04.

Os sorteios da Mega-Sena ocorrem às quartas-feiras e sábados. A aposta mínima, de seis dezenas, custa R$ 5. As apostas podem ser feitas por pessoas maiores de 18 anos nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa ou pelo App Loterias Caixa.

 

Redação PNB

Circuito Sesc de Corridas reúne quase 500 atletas neste domingo (6) em Juazeiro

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O Circuito Sesc de Corridas, etapa Juazeiro, reuniu cerca de 500 atletas na manhã deste domingo (6).

O evento, que está na sua 6ª edição no município, é realizado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc Bahia), com o apoio da Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte (Seculte).

O Circuito teve duas provas de corrida, de 5km e 10km, e caminhada de 3 km. O superintendente de Esportes da Seculte, Joacir Oliveira, parabenizou o evento, que, além de incentivar o esporte, também é solidário.

“Em nome da nossa prefeita Suzana Ramos, parabenizamos toda equipe do Sesc Bahia por Juazeiro receber mais uma etapa do Circuito Sesc de Corrida, um evento que tem também como objetivo a arrecadação de alimentos não-perecíveis que serão distribuídos para instituições carentes da nossa cidade”, disse Joacir.

Antes da largada, os inscritos participaram de um aquecimento com o educador físico Milton Rodrigues.

Iniciante na prática de esportes, Magária de Carvalho correu a prova de 5 km.

“Ainda estou no ritmo leve. Já participei de outras competições em outros municípios e estou começando aos poucos. Esses eventos são um incentivo para atividade física, a gente fica muito tempo parado e essas corridas são ótimas”, ressaltou Magária.

Gilmara de Melo correu pela 2ª vez no Circuito do Sesc etapa Juazeiro. A atleta fez o maior percurso, 10 km, e se preparou para fazer uma boa prova. “Lembrei de estar bem hidratada. Passei a semana me preparando para fazer o meu melhor, apreciando a beleza do Vale do São Francisco”, disse.

Tarcísio Teles já corre há 5 anos e pela segunda vez participou do Circuito Sesc de Corridas.  A corrida no Vale do São Francisco cresceu muito. O esporte está incrível, os atletas estão invadindo as ruas e a Corrida do Sesc reforça mais ainda esse compromisso com o bem-estar. É massa ver a galera reunida, as famílias, todo mundo junto. É um movimento lindo”, declarou Tarcísio.

A supervisora do Sesc Paulo Afonso, responsável pela organização da etapa Juazeiro, Grasiela Dantas, reconheceu a importância do apoio para a realização do evento. “Temos apoio das Polícias Militar, Rodoviária Federal e da Prefeitura de juazeiro, nesta 10ª etapa do Circuito Sesc de Corrida, 6ª edição em Juazeiro. Importante o apoio dos órgãos neste evento que reúne atletas de várias regiões. O evento só acontece a partir destas parcerias”, disse.

Ascom/Seculte

Semiárido Show supera metas e se consolida como um grande intercâmbio do Semiárido brasileiro e vitrine da Agricultura Familiar

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O encerramento da décima edição do Semiárido Show foi marcado por lágrimas de emoção e sorrisos que externam a alegria pela conclusão bem sucedida dessa Feira, que é voltada para Agricultura Familiar e que, de acordo com as avaliações, já se tornou um grande intercâmbio do Semiárido. A programação intensa do evento, que é realizado pela Embrapa em Petrolina, a cada dois anos, proporcionou ao longo de 4 dias atividades como palestras, encontros, debates, exposição de diversas instituições e espaço de comercialização. A Feira teve a participação do público das cidades vizinhas, de representação de 140 municípios e aproximadamente 250 caravanas de todo o Semiárido, mobilizadas por entidades, com o apoio dos estados e municípios e também as trazidas por instituições de ensino. Contou ainda com a presença de representantes do poder público e de organizações da sociedade civil de todo o país.

Além da partilha de saberes e debates vivenciados no Encontro das Juventudes do Semiárido, a estudante da Escola Família Agrícola de Sobradinho (EFAS), Letícia Oliveira, destaca que gostou muito das atividades de campo que são proporcionadas na Feira. “Como a gente está finalizando o curso técnico, então a gente acaba adquirindo novos conhecimentos”.

O evento foi marcante para Isac Gabriel Bernardes, de 15 anos, que estuda Comércio Exterior na Escola Técnica Estadual Profª Maria Wilza Barros de Miranda, em Petrolina-PE. Ele gostou da oportunidade de conhecer detalhes sobre a criação de animais. “Muito interessante pro meu estudo, porque lá na escola a gente tem o campo da fruticultura e do comércio. Como sou do comércio, achei interessante ver os animais Os animais me chamaram a atenção porque nunca tinha visto pessoalmente, então ver aqui como eles se alimentam, o tipo de comida que eles dão, achei muito informativo para minha educação”.

O técnico agrícola Emerson Augusto, integrante da Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), de Cícero Dantas-BA, ressalta que o Semiárido Show “É uma oportunidade ímpar, pois aqui tem diversas tecnologias de Convivência com o Semiárido, principalmente, e nós trouxemos agricultores acompanhados por projeto de Ater (Assessoria Técnica e Extensão Rural) para estar mostrando a eles essas tecnologias. O que mais me chamou atenção e do pessoal, foi o sistema de reúso de água que o Irpaa apresentou”.

Emerson pontua ainda que essas tecnologias são fundamentais nessa nova difusão de Políticas Públicas, tendo em vista o Marco do Saneamento, para garantir esse direito também para quem vive em áreas rurais. “Quando a gente chega, que vê os quintais, as famílias com esgoto a céu aberto expostos a doenças, mosquitos e com esse sistema de reúso (tratamento de esgoto) vai possibilitar uma vida mais digna”, defende.

Uma das atividades que mais chamou a atenção dos visitantes foi a Vila da Economia Economia Solidária. De acordo com levantamento da organização desse espaço, foram movimentados 150 mil reais, aproximadamente. Entre os/as expositores/as estava a artesã em couro e crochê da Aió, Silvia Nina. Ela avalia que “Foi satisfatório! Contemplou tudo que diziam do Semiárido Show, a gente vendeu bastante […] Um espaço muito lindo e eu aconselho as pessoas virem daqui a dois anos. Já estou com saudade”.

Os Povos Indígenas estiveram representados também no espaço da Vila. Deivid Carinhanha, do Povo Indígena Truká, de Cabrobó-PE, expôs o artesanato Truká e destaca que teve uma boa recepção. “Gostei bastante da recepção das pessoas. A primeira vez eu era meio quieto, mas dessa vez eu tô sendo muito acolhido aqui, gostei muito. Com permissão do nosso pai Tupã, todo ano que tiver, eu tô sempre aqui. Fiquei muito feliz com a curiosidade do povo em conhecer nossa cultura”.

A coordenadora administrativa do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Nívea Rocha, enfatiza que a Vila superou as expectativas, “bombou”, assim como todas as outras atividades. “A partir desse espaço de vivência eles levam para suas comunidades, para suas escolas um Semiárido possível, de beleza, de potencialidades! Porque o Semiárido Show é isso, ele promove conhecimento”.

Durante a cerimônia de conclusão, Maria Auxiliadora Lima, que é a chefe-geral da Embrapa Semiárido, anfitriã do evento, destacou que o Semiárido Show cresce a cada edição, porque consegue reunir o esforço e a capacidade das parcerias para desenvolver a agricultura familiar nesta região. Desta vez, a Embrapa reuniu na Feira o maior número de Unidades da instituição, 16 no total. “A gente celebra números maiores do que a gente já teve. O Semiárido Show consegue, a cada ano, superar metas e consegue se fortalecer. É um evento que é importante para todos, para a agricultura familiar, para cada produtor que está em sua comunidade, em áreas da Caatinga pouco assistidas, mas que conseguem ter visibilidade, que sabem e tem certeza que existem instituições que trabalham por eles”, ressalta Auxiliadora.

Na ocasião, o coordenador institucional do Irpaa, Clérison Belém, agradeceu pela oportunidade da parceria na realização do Semiárido Show. “O Irpaa contribui desde 2011 na construção e execução desse evento, porque a gente entende que a sociedade civil precisa estar junto com a universidade, junto com a empresa de pesquisa e junto com os agricultores/as. Sem os agricultores/as esse evento não teria sentido”.

Clérison pontuou também a importância da formação das pessoas, que cada um/a encontrou “brilho” em todos os espaços do evento e que isso deixa frutos. Ele afirmou que pôde constatar isso ao longo das atividades, no acompanhamento das comunidades assessoradas. “Quando a gente visita os agricultores nos projetos de Ater, eles sempre falam: ‘eu lembro muito daquele evento da Embrapa’, ‘eu aprendi aquilo’, ‘eu trouxe uma semente de lá’. Então, essa semente (Evento) prospera e a gente não tem dimensão do espaço que ela consegue atingir”.

Esse olhar para as famílias agricultoras, com o objetivo de promover autonomia também foi enfatizado por Maria Auxiliadora. Ela aproveitou a oportunidade para agradecer pelo apoio recebido de diversas instituições e a parceria com o Irpaa. “A embrapa se orgulha de coordenar esse evento, de ter à frente essa missão, de dividir com o Irpaa esse papel de difundir as tecnologias de Convivência com o Semiárido, de trazer esses produtores para um novo patamar de tecnologia e que eles consigam ao longo do tempo transferir para suas gerações futuras a certeza de que seus filhos e netos terão muito mais estrutura, muito mais condições de conviver com a seca e de sobreviver com a agricultura, com a pecuária no Semiárido. Não apenas para alimentar sua família, mas com dignidade para todas as necessidades”, conclui.

A décima edição do Semiárido Show terminou na tarde desta sexta-feira (4), com uma estimativa de ter recebido em torno de 15 mil visitantes. Marcando o final do evento de forma celebrativa, o público presente na cerimônia de encerramento foi agraciado com um espetáculo da Cia de Dança do Sesc Petrolina.

Saiba mais detalhes do que aconteceu nesta edição:

Abertura do Semiárido Show, Vila da Economia Solidária e espaços das atividades de campo

III Feira da Agrobiodiversidade e Soberania Alimentar

Intercâmbio de Famílias Agricultoras do Território Sertão do São Francisco

I Encontro das Juventudes do Semiárido

Texto e fotos: Eixo Educação e Comunicação do Irpaa

Confira cronograma da Campanha de Vacinação Antirrábica de 08 a 11 de agosto, em Juazeiro

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro segue vacinando gatos e cães contra a raiva, doença letal para os pets e que pode ser transmitida para o ser humano. Durante a primeira semana da campanha, foram aplicadas quase 700 doses.A Campanha, segue até o dia 21 de setembro eos tutores podem levar os animais, a partir dos três meses de idade, para vacinar no ponto fixo localizado no Núcleo de Endemias (Rua Visconde do Rio Branco, Nº 07, bairro Angari), de segunda a sábado, das 08h às 13h.Confira o cronograma de vacinação nos bairros:• Segunda-feira (07)Sol Nascente – Praça CentralJardim das Acácias – Igreja Adventista do Sétimo Dia• Terça-feira (08)Juazeiro I – Avenida Principal (Ao lado do Verdurão, próximo a creche municipal)• Quarta-feira (09)Juazeiro II – Quadra de Esportes na Avenida PrincipalJuazeiro III – Quiosque ao lado do Campo de Futebol• Quinta-feira (10)Itaberaba – Praça da Rua da Marquesa e em frente a UBS• Sexta-feira (11)Vila Tiradentes – próximo a Igreja CatólicaJardim São Paulo – Praça da Igreja

Ascom

“Apoie a amamentação: faça a diferença para mães e pais que trabalham”, tema do Agosto Dourado 2023

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Profissionais de saúde orientam sobre amamentação na Semana Mundial de Aleitamento Materno, no Palácio do Catete.

 

Com o slogan “Apoie a amamentação: faça a diferença para mães e pais que trabalham”, o Ministério da Saúde lançou no dia 31 de julho, a Campanha da Semana Mundial de Aleitamento Materno – SMAM 2023.

“O objetivo da SMAM deste ano é informar a sociedade quanto a importância da licença remunerada e apoio no local de trabalho para facilitar a amamentação”, conta a coordenadora do Banco do Leite Humano (BLH) do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Danielle Aparecida da Silva.

O apoio à amamentação no ambiente de trabalho influencia diretamente de forma positiva a saúde e o bem-estar tanto das mães que trabalham quanto dos bebês. “O aleitamento materno é um direito bilateral, da mãe de amamentar seu filho mesmo trabalhando, o que é garantido pelas normas trabalhistas, e do bebê de ser alimentado adequadamente para crescer e se desenvolver em condições saudáveis, conforme previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, completa Danielle Aparecida da Silva.

Programa de Certificação Fiocruz para Bancos de Leite Humano

O evento de lançamento da campanha da SMAM – 2023 serviu de cenário para o lançamento do Programa de Certificação Fiocruz para Bancos de Leite Humano (BLHs), que terá como objetivo avaliar o grau de conformidade dos BLHs perante a legislação e normativas inerentes aos BLHs, buscando garantir a qualidade nas ações realizadas pelos BLH.

Conforme explicado por Danielle Aparecida, que participou do lançamento, “o programa é composto por seis eixos: Certificação de Recursos Humanos; Certificação da Informação; Certificação de Equipamentos; Certificação de Instalações; Certificação de Processos; e Certificação de Produto”.

Sobre a SMAM

A SMAM é uma iniciativa da Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (rede global de organizações e particulares dedicados à proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno em todo o mundo). Anualmente, a SMAM é celebrada entre 1 e 7 de agosto, com o intuito de informar a população sobre a importância do aleitamento materno e promover seus benefícios tanto para os recém-nascidos quanto para as mães.

Além da SMAM, a Lei nº 13.435/2.017 instituiu o mês agosto como “Agosto Dourado”, o mês do Aleitamento Materno no Brasil. Assim, durante todo o mês são promovidas diversas ações em todo o país para a conscientização sobre a importância da amamentação. A escolha da cor dourada do mês está relacionada ao padrão ouro de qualidade conferido ao leite humano e simboliza o incentivo ao aleitamento materno.

Redação PNB, com informações Fiocruz

Universidades podem combinar conhecimentos tradicionais e acadêmicos

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Conhecimentos tradicionais e acadêmicos podem se somar, ampliando horizontes e benefícios para gente e meio ambiente. É o que pensa o primeiro indígena a integrar a Direção Executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tel Guajajara, de 23 anos.

Estudante do quinto semestre de direito da Universidade Federal do Pará (UFPA), o diretor de Cultura da UNE é originário da Terra Indígena Morro Branco, localizada em Grajaú, no Maranhão. E é filho da cacique de sua aldeia – a Cacique Virgulino.

“Sou filho da luta”, apresenta-se o estudante “extremamente ativo” no ambiente universitário. Foi idealizador do 1º Encontro dos Estudantes Indígenas da Amazônia, tendo inclusive ajudado na criação da União Plurinacional dos Estudantes Indígenas, entre 2021 e 2022. Fundou também o Circuito Curupira, que é uma rede de ações estudantis em defesa de ações climáticas.

Ele é um dos participantes da plenária transversal sobre juventude do Diálogos Amazônicos, evento preparatório que resultará em sugestões de políticas públicas a serem encaminhadas aos chefes de Estado que participarão da Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9, em Belém.

Dois mundos

A vivência no ambiente universitário possibilitou ao estudante indígena “vivenciar dois mundos”: o das tradições indígenas e o acadêmico. E também o levou a algumas conclusões. Uma delas é que a universidade “pode ser a intersecção desses dois mundos”, motivo pelo qual defende, entre seus pares, a criação da Universidade Integrada da Amazônia. “Ela facilitaria a produção de debates transversais, juntando conhecimentos”, disse à Agência Brasil o estudante indígena e dirigente da UNE.

Segundo Tel Guajajara, o mundo acadêmico, tem muito a aprender sobre os conhecimentos tradicionais. “Afinal, somos também campo de estudo”, disse o jovem. “Nossa sensação, ao viver no ambiente acadêmico, é de que ensinamos tanto quanto aprendemos, uma vez que as pessoas nos desconhecem. Para nós, as universidades são uma ferramenta que pode nos ajudar a melhorar a vida de nossos povos”, acrescentou.

O aprender

Para Tel Guajajara, existe uma certa limitação entre os não indígenas sobre o termo “aprender”. “Nossas comunidades são também uma espécie de universidade. É curioso vermos que os brancos só aprendem por meio de papel escrito. Nós aprendemos muito a partir das conversas. Temos muita tradição oral.”

“O problema é que as secretarias de Educação não reconhecem isso, e as universidades cobram diplomas de papel. Com isso, nos limitam ao ensino médio. Lamento muito o fato de muitos dos meus primos não terem o privilégio que tenho, de ser estudante universitário”, afirmou.

Para ampliar o acesso das comunidades indígenas ao ensino superior, Tel defende a criação de universidades em territórios indígenas. Ele, no entanto, considera fundamental que as instituições tenham uma boa estrutura de laboratórios.

“As universidades precisam ser interiorizadas, mas com estrutura e com disposição para enxergar isso como uma via de duas mãos, onde o conhecimento é compartilhado. Todos aprenderão com todos”, disse.

Áreas com potencial

Segundo Tel Guajajara, o potencial disso seria imenso, principalmente para áreas de conhecimento como as de biologia, química, farmácia e medicina. “Mas, repito, é fundamental que isso seja feito com uma boa estrutura de laboratórios.”

O acesso do estudante à universidade foi possível graças às ações afirmativas que garantiram cotas para indígenas no ensino superior. Ele percebe que majoritariamente a opção dos cotistas é por cursos das áreas de direito e saúde – faltando, portanto, profissionais indígenas nas áreas de ciências aplicadas e de comportamento humano.

“Isso nos possibilitaria avançar nas questões ambientais e de conscientização”, disse ele, ao defender, também, mais estudantes indígenas em cursos da área relações internacionais. “Eu mesmo penso em, depois de cursar direito, fazer relações internacionais porque a diplomacia pode ser um elo entre as comunidades indígenas e o mundo”, argumentou.

Outras áreas de conhecimento acadêmico citadas por ele como de potencial para as comunidades indígenas são os voltados para a tecnologia e a inovação. “Pensamos em cursos que nos ajudem a usar satélites para monitorarmos, com maior independência, nossas florestas.”

Disputas

A competitividade no mundo acadêmico é uma coisa que incomoda o estudante indígena. “Essas disputas internas são bastante prejudiciais e representam um grande choque cultural que vivenciamos. Inclusive, há casos de estudantes indígenas que se apresentam como não indígenas, para evitar serem vítimas de racismo.”

“Eu mesmo já fui chamado de Come Sapo até por professores, quando estudei o ensino médio. No primeiro semestre da universidade, alguns estudantes se recusaram a fazer trabalhos acadêmicos comigo, sob a justificativa de que as temáticas pensadas por mim não tinham precedentes”, acrescentou.

E o trabalho proposto por ele era exatamente sobre “visibilidade dos povos indígenas nas universidades”.