Preto no Branco

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Oftalmologista do Imip dá dicas de como evitar a conjuntivite no verão

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Ardor, secreção, vermelhidão e coceira nos olhos são os sintomas mais comuns da conjuntivite. A conjuntivite é uma irritação ou inflamação da conjuntiva, que recobre a parte branca do olho. “Ela pode ser causada por alergias ou por uma infecção bacteriana ou viral. A conjuntivite pode ser extremamente contagiosa, sendo transmitida pelo contato com as secreções oculares da pessoa infectada”, explica o oftalmologista do IMIP, Luciano Lira. A infecção provoca bastante desconforto e atinge adultos e crianças, mas no período de férias, os pequenos acabam se contaminando com mais facilidade.

Passeios em lugares com grande aglomeração de pessoas é um dos programas prediletos das famílias nessa época do ano, mas é justamente nesse tipo de ambiente que a contaminação ocorre com maior facilidade, explica o oftalmologista do IMIP, Luciano Lira. “Lugares públicos e fechados são mais propícios para a transmissão do vírus ou da bactéria; por isso, é importante sempre lavar as mãos. A higiene das mãos é muito importante para evitar a doença “, alerta o médico.

A conjuntivite pode ser controlada com antiinflamatórios, antibióticos ou anti-histamínico, dependendo do tipo de inflamação. Em alguns casos, quando há sangramento, o paciente deve se dirigir ao consultório onde o oftalmologista realizará uma limpeza do local. Os sintomas podem durar até 20 dias, principalmente se a conjuntivite for viral. “A conjuntivite viral é um pouco mais complicada e os sintomas demoram mais para desaparecer comparando com a conjuntivite bacteriana”, explica. Aos primeiros sinais da doença, a pessoa deve procurar orientação médica.

Ao perceber os sintomas, a pessoa deve procurar imediatamente um oftalmologista e evitar tomar remédios sem prescrição médica. Para evitar infecções secundárias ou de bactérias, a pessoa, principalmente criança, deve procurar uma colírio ou pomada indicada pelo médico.

Ascom Dom Malan

Governo Bolsonaro prepara pente-fino em todos os benefícios pagos pelo INSS

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O governo Jair Bolsonaro planeja enviar ao Congresso Nacional uma MP (medida provisória) que revê regras previdenciárias para deflagrar um pente-fino em todos os benefícios pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Para viabilizar a operação, a MP estabelecerá o pagamento de um bônus de R$ 57,50 a técnicos e analistas do seguro social que identificarem irregularidades em aposentadorias e pensões.

A medida provisória será apresentada pelo governo Bolsonaro como um conjunto de ações para aperfeiçoamento e modernização da legislação.

A expectativa é que as novas regras possam gerar uma economia de R$ 9,3 bilhões em um ano, já descontados os pagamentos dos bônus.

O valor corresponde a 4,2% do déficit previsto no RGPS (Regime Geral de Previdência Social) para este ano. É um valor ínfimo perto de um rombo total que deve bater em R$ 220 bilhões.

Quem acompanha o trabalho, porém, defende que a MP terá o efeito de funcionar como uma espécie de ação moralizadora, para melhorar a organização do INSS, corrigir distorções legais e coibir fraudes enquanto se finaliza uma proposta mais ampla de reforma da Previdência.

Pela medida provisória, entram na mira dos fiscais a pensão por morte, a aposentadoria rural e o auxílio-reclusão.

No caso de concessão de pensão por morte para quem não era formalmente casado, uma das mudanças propostas na medida provisória é exigir, além da demonstração de dependência econômica, a chamada prova documental contemporânea —um documento que comprove a união na ocasião da morte.

O governo entende que a regra atual, que permite a comprovação de união estável apenas com apresentação de testemunhas, abre brechas para simulações e fraudes.

Na aposentadoria rural, a MP substitui a declaração do sindicato rural pela autodeclaração do segurado.

Entidades credenciadas pelo Pronater (Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária) ficarão responsáveis pela homologação dessa autodeclaração do beneficiário.

Para o governo Bolsonaro, o reconhecimento de direitos por meio do sistema sindical é um resquício inadequado da mistura entre o Estado e essas entidades.

O auxílio-reclusão, benefício pago aos dependentes do trabalhador preso, passa a ter um período de carência (tempo mínimo de contribuição consecutiva ao INSS) de 12 meses.

O benefício não poderá ser acumulado a outros e haverá aferição de baixa renda com base em uma média dos salários. Hoje, o limite de renda é definido a partir do último salário do trabalhador preso.

O governo estima que essa regra consiga reduzir a concessão do benefício para pessoas fora do perfil de renda, mas que estão desempregadas na véspera da prisão.

Esse modelo de conferência dos benefícios que a equipe de Bolsonaro quer adotar com a MP é parecido com o usado pela gestão Michel Temer (MDB) no pente-fino realizado nos auxílios-doença e nas aposentadorias por invalidez pagos há mais de dois anos.

Desde 2016, os peritos médicos previdenciários estão recebendo R$ 60 por exame extra realizado nos postos do INSS.

Até 15 de dezembro de 2018, quase 1,2 milhão de perícias tinham sido realizadas no pente-fino dos benefícios por incapacidade.

Cerca de 651 mil segurados, praticamente a metade dos que foram avaliados nos exames periciais, tiveram o pagamento cortado. A economia com esses pagamentos foi de R$ 13,8 bilhões.

Segundo pessoas que participaram da elaboração da MP, o bônus dos peritos será prorrogado por mais um ano, o pente-fino dos benefícios por incapacidade será estendido e a atuação dos médicos será ampliada.

Eles trabalharão também em ações judiciais e em casos de revisão de BPC (Benefício de Prestação Continuada).

As perícias do pente-fino, que até então convocaram benefícios sem avaliação há mais de dois anos, chegarão a segurados que recebem auxílio ou aposentadoria por invalidez há mais de seis meses.

O governo estima gastar R$ 56,9 milhões com o pagamento do bônus aos técnicos e analistas previdenciários.

Em 2018, o INSS tentou viabilizar o pagamento de uma bonificação para acelerar a análise de pedidos de benefícios e revisões e reduzir os gastos com a correção monetária da fila de espera, mas o dinheiro não foi liberado.

Sempre que o INSS leva mais de 45 dias para responder a um pedido, o benefício, quando concedido, é pago com correção pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

O governo calcula uma despesa superior a R$ 600 milhões ao ano com essa correção, além de aumento nas disputas judiciais.

Levantamento realizado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) estima que mais de R$ 92 bilhões são pagos todos os anos após decisão judicial.

A expectativa da gestão Bolsonaro é que o incentivo à conclusão de processos com suspeita de irregularidades resulte em uma economia mensal de R$ 188 milhões, que poderia ser ampliada pela perspectiva de cobrar a devolução do que foi pago irregularmente.

Para essa apuração, a medida provisória define que serão considerados suspeitos os benefícios com indícios de acumulação indevida (quando um segurado mantém dois benefícios que não poderiam ser pagos ao mesmo tempo), suspeita de morte do beneficiário e BPC fora dos parâmetros previstos em lei.

Os critérios são baseados em apontamentos do TCU em fiscalizações e auditorias.

Segundo o INSS, 955,2 mil processos estavam parados, em fevereiro de 2018, com suspeitas de irregularidades.

A média anual de análise de processos nas APS (Agências da Previdência Social) ficou, entre 2010 e 2017, em 178.335 casos.

Para que o conjunto de novas regras possa ser adotado, e o pente-fino, posto em prática, a MP vai alterar boa parte do arcabouço legal previdenciário dos últimos 30 anos.

Serão revisados trechos de seis leis que foram promulgadas entre 1991 e 2017.

BN

Sobradinho: Secretaria de Educação adere ao Programa Escola do Adolescente 

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A Secretaria de Educação aderiu ao novo programa do Ministério da Educação “Escola do Adolescente”.

O Programa “Escola do Adolescente” busca a melhoria dos indicadores, por meio da construção de um ambiente escolar atrativo para os adolescentes e seus contextos e efetivo na garantia da aprendizagem nas escolas que ofertam os anos finais do Ensino Fundamental.

Ele propõe que os adolescentes sejam ouvidos pela escola e que sejam estabelecidos um aprendizado e desenvolvimento próximos de seus interesses e prioridades. A partir de formações oferecidas aos gestores e professores, pretende-se aprofundar os conhecimentos sobre o universo adolescente e os desafios e as oportunidades para os anos finais do Ensino Fundamental. Em processos de escuta, criação conjunta e experimentação, auxiliaremos a escola na construção de um plano de ação para os desafios dessa etapa.

O Escola do Adolescente é um programa de apoio técnico, por meio da oferta de formação e instrumentos de gestão em ambiente virtual. O PEA não contempla repasse financeiro, mas disponibiliza conteúdos formativos para professores e gestores e ferramentas para a escola.
Podem participar do programa as escolas que atendem alunos do anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). No caso das escolas públicas, é necessário que, primeiramente, a secretaria de educação faça a adesão ao programa.

O Programa oferece formação aos gestores e aos professores, para a construção de uma escola conectada aos adolescentes e seus contextos, e apoio técnico por meio de ferramentas de gestão.

A equipe escolar terá ferramentas para aprofundar seu olhar sobre o adolescente, sua realidade e seus desafios e, mediante a realização de ações sugeridas, aproximar a escola à cultura e aos interesses dos alunos. Dessa forma, cria-se um ambiente e práticas que façam sentido aos estudantes e possibilitem garantir a aprendizagem.

O Programa contará com três etapas: Diagnóstico, Plano de Ação e Monitoramento e Avaliação. Em cada uma delas, os professores e gestores contarão com formações específicas e ferramentas de gestão em ambiente virtual para pôr em prática os conhecimentos adquiridos e, assim, promover uma verdadeira transformação na escola.
Cada participante terá um login e uma senha para acessar os conteúdos do Escola do Adolescente. Neste site, os participantes poderão encontrar os cursos formativos e as ferramentas de gestão para diagnosticar e agir sobre a realidade de suas escolas.

A Secretária de Educação Ducilene Kestering ressalta a importância da adesão ao programa.

“Fizemos a adesão do programa, por recomendação do Prefeito Luiz Vicente Berti, que se destaca no Vale por incentivar práticas inovadoras. Acredito que iremos evoluir ainda mais com essas ferramentas educacionais que o programa disponibiliza. Estamos empenhados a criar oportunidades de crescimento para nosso alunado, e tenho certeza que esse programa só veio a somar esforços para atingirmos os objetivos, principalmente com os estudantes do 6º ao 9º ano do ensino médio”, finalizou Ducilene.

Ascom PMS

Guedes foi fiador de empresa de prateleira, segundo Procuradoria em Brasília

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Documentos de fundos de pensão, sob análise do MPF (Ministério Público Federal) em Brasília, mostram que o ministro da Economia, Paulo Guedes, atuou como uma espécie de fiador de negócios suspeitos de fraude, feitos por uma de suas empresas com entidades de previdência patrocinadas por estatais.
Guedes diz que não tinha protagonismo nos negócios.

Pelos relatórios da Funcef, fundação previdenciária dos empregados da Caixa, a experiência de Guedes compensaria a falta de segurança e de garantias dos investimentos.

O ministro é descrito como pessoa-chave no controle da destinação dos recursos. Caberia a ele, segundo os documentos, “participar ativamente das estratégias de investimento e desinvestimento”.

Guedes é alvo de três investigações, na Polícia Federal e na Procuradoria da República no Distrito Federal, para apurar indícios de gestão fraudulenta ou temerária ao captar e aplicar, a partir de 2009, R$ 1 bilhão de sete fundos de pensão.

Além da Funcef. estão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios).

O dinheiro foi aportado nos fundos de investimento em participações (FIPs) BR Educacional e Brasil de Governança Corporativa, por ele criados, e usado em projetos diversos.

Como noticiou a Folha em outubro, a suspeita é que transações com eles geraram ganhos excessivos para Guedes, em detrimento das entidades que injetaram o dinheiro, responsáveis pela aposentadoria complementar de milhares de empregados das estatais.

Na época, elas eram capitaneadas por executivos ligados ao PT e ao MDB.

Para administrar os recursos, Guedes criou a BR Educacional Gestora de Ativos.

Segundo as investigações, apesar da alta cifra captada, a empresa não tinha experiência, tendo, em 2009, obtido recentemente autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para operar.

Além disso, a primeira empresa a receber investimentos, a BR Educação Executiva S.A., era, segundo investigadores, “de prateleira”.

Havia sido criada em abril de 2009 por um escritório de advocacia especializado em vender CNPJs.

Constavam como sócios dois funcionários da banca, que são responsáveis por várias outras firmas.

Pelas investigações em curso, a empresa recebeu R$ 62,5 milhões do FIP BR Educacional. Não tinha patrimônio líquido, histórico de faturamento ou qualquer outra garantia.

A BR Educação Executiva teve o nome alterado para HSM. Guedes atuou nas duas pontas do negócio. Foi presidente do conselho administrativo da empresa, que recebeu recursos dos fundos de pensão. Ao mesmo tempo, era sócio majoritário da gestora, que decidia o destino do dinheiro.

Para os investigadores, esse duplo papel pode configurar um conflito de interesses.

Guedes foi intimado a depor na Procuradoria duas vezes, mas as oitivas foram desmarcadas pelos investigadores na primeira ocasião e pelo ministro na segunda. Ele alegou problemas de saúde.

Em petição enviada à força-tarefa Greenfield —grupo de procuradores responsável pelo caso—, a defesa de Guedes  disse que ele “não detinha participação na operacionalização cotidiana dos investimentos em questão, à qual cabia às equipes técnicas da gestora”.

O roteiro do investimento de R$ 62,5 milhões, iniciado em 2009, terminou em 2015 com prejuízo de R$ 22 milhões aos fundos de pensão (valores atualizados pela Selic, a taxa básica de juros da economia), de acordo com a força-tarefa.

O valor inicialmente aportado foi usado para comprar a empresa HSM do Brasil, voltada a cursos e palestras para executivos. O pagamento foi feito a um grupo com sede em Delaware, paraíso fiscal dos Estados Unidos.

Do total investido, R$ 50,2 milhões foram pagos como ágio sobre as ações por se tratar da compra de uma marca.

Em 2011, dois anos após o desembolso, um documento da empresa registrou que esse mesmo ativo, a marca, valia cerca de 10% do que fora pago (R$ 5,1 milhões).

Para os técnicos que auxiliam a força-tarefa, a desvalorização é um item fundamental.

De 2012 a 2013, parte das ações da HSM foi vendida e parte trocada por participação na Gaec Educação. Na ocasião, segundo documentos, a empresa tinha alto endividamento e risco de insolvência.

Os investigadores sustentam que o fundo administrado por Guedes pagou valor bem mais alto do que outros acionistas pelas ações na Gaec. Foram vendidas de 2013 a 2015, resultando no prejuízo estimado de R$ 22 milhões.

A Procuradoria também investiga o FIP Governança Corporativa, que aplicou em 2010 R$ 112,5 milhões em um grupo de infraestrutura, a Enesa. O negócio, concluído em 2018, deu perda total às entidades.

No início de 2018, um laudo constatou que a Enesa havia perdido o valor de mercado e o FIP de Guedes vendeu por simbólicos R$ 100 mil as ações que havia adquirido por R$ 112,5 milhões.

Defesa de ministro diz que negócios são legais e lucrativos

OUTRO LADO

A defesa de Paulo Guedes reafirmou “a legalidade e a correção de todos os investimentos dos fundos que, diga-se de passagem, têm sido lucrativos aos cotistas, incluindo os fundos de pensão”.

Em nota, os advogados do ministro, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, informaram que foi apresentada ao Ministério Público Federal “vasta documentação e petição comprovando a diligência, a lisura e a lucratividade dos investimentos”. “O ministro, aliás, se colocou à disposição dos órgãos investigatórios.”

A Gaec disse que “apenas a partir de 23 de março de 2013”, assumiu o controle da HSM, “instituição de educação corporativa brasileira que promove a HSM Expo, maior evento de educação corporativa da América Latina”. Procurada, a Enesa não se pronunciou.

Agência Brasil

Atenção: Sinal analógico de TV será desligado nesta quarta-feira (9)

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Na próxima quarta-feira (9) será desligado o sinal analógico de TV em Juazeiro, Petrolina e Sobradinho. Quem já retirou o kit distribuído pela Seja Digital e ainda não fez a instalação do equipamento, pode aproveitar o final de semana para instalar seu conversor e sua antena digital.

Não haverá prorrogação do prazo para o desligamento e quem não agilizar a conversão, ficará sem TV.

Vale lembrar que os televisores de tubo ou de tela plana fabricados até 2010 precisam de conversor para receber o sinal digital. Se sua TV já possui conversor embutido, basta conferir se sua antena é adequada para recepção do sinal.

O processo é simples. O mais indicado é instalar sua antena no telhado da casa. Depois, conecte o conversor à sua TV e faça a sintonia dos canais. Se ainda tiver dúvidas, ligue gratuitamente para o 147.

Na região, o desligamento do sinal analógico já começou. A qualquer momento, as emissoras podem desligar o sinal e a transmissão será feita apenas pelo sinal digital.

Sobre a Seja Digital

A Seja Digital (EAD – Entidade Administradora da Digitalização de Canais TV e RTV) é uma instituição não governamental e sem fins lucrativos, responsável por operacionalizar a migração do sinal analógico para o sinal digital da televisão no Brasil. Criada por determinação da Anatel, tem como missão garantir que a população tenha acesso à TV Digital, oferecendo suporte didático, desenvolvendo campanhas de comunicação e mobilização social e distribuindo kits para TV digital para as famílias cadastradas em programas sociais do Governo Federal. Também tem como objetivos aferir a adoção do sinal de TV digital, remanejar os canais nas frequências e garantir a convivência sem interferência dos sinais da TV e 4G após o desligamento do sinal analógico. Esse processo teve início em abril de 2015 e, de acordo com cronograma definido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, mais de 1300 municípios terão o sinal analógico desligado até 2018.

Da redação com informações Ascom/Seja Digital

Em meio a muita dor e comoção, vítimas do acidente de Seabra são sepultadas em Campo Formoso(BA)

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Sepultados ontem (5) os corpos das vítimas do acidente envolvendo uma carreta e um micro-ônibus, na BR-242, nas proximidades da cidade baiana de Seabra, na Chapada Diamantina.

O acidente vitimou seis pessoas de uma mesma família. Após o velório coletivo, que aconteceu em Campo Formoso (BA), duas vítimas foram enterradas na manhã e as outras quatro foram sepultadas no final da tarde.

Entre as vítimas estavam servidores e ex-servidores da Prefeitura de Juazeiro. Morreram Thalita Ribeiro da Silva Lopes, 31 anos, Angeline da Silva Costa, 33, Simone Otília Gomes Silva, Rosalvo Ferreira da Costa (pai de Angeline), Delma Ribeiro da Silva, 55 anos (mãe de Thalita) e Rebeca Silva Oliveira.

O acidente, que aconteceu na manhã de quinta-feira (3), deixou outras 26 pessoas feridas. As vítimas foram distribuídas em hospitais da região e as de maior gravidade receberam atendimento em unidades de Feira de Santana e da capital do estado.

O grupo, formado por familiares e amigos, voltava de Pirenópolis, Goiás, onde celebrou a virada de ano.

O acidente aconteceu na entrada de Seabra e segundo a polícia, foi ocasionado por uma carreta, que saiu de Barreiras, no oeste da Bahia, perdeu o freio após descer uma ladeira e acabou batendo no micro-ônibus.

Da Redação

Entidades preparam campanha contra decreto pró-armas de Bolsonaro

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Entidades da sociedade civil e especialistas em segurança pública preparam reações às medidas prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro para flexibilizar o acesso a armas no país. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
O Sou da Paz fará campanha nacional para reforçar o discurso de que o combate à violência e ao crime se dá por meio de investimento em segurança, e não armando a população. “Se ele fizer, será um retrocesso e deve acelerar as mortes violentas com armas de fogo”, diz Ivan Marques, diretor-executivo do instituto.
A ideia dos grupos contrários à política armamentista de Bolsonaro é reunir diversos setores, inclusive as igrejas, para chamar a atenção da população sobre as possíveis consequências das propostas do presidente. A campanha vai afirmar, por exemplo, que a política de Bolsonaro pode ser fatal nos casos de violência doméstica.
Se a linha de corte para a liberação da posse de armas nos estados for a citada pelo presidente na entrevista que concedeu ao SBT na última semana, a flexibilização das regras vai valer para quase todas as unidades da federação. As exceções seriam Santa Catarina e São Paulo.
À emissora, Bolsonaro disse que a posse de armas poderia ser requisitada em estados que tivessem mais de dez homicídios por armas de fogo para cada 100 mil habitantes.
Folhapress

“Sempre Aos Domingos”, por Sibelle Fonseca: Não me abandones, em hora alguma

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Fui ali em Sergipe, meu segundo estado, receber o ano novo. Faltando pouco para a virada, após cinco anos, cheguei na casa de praia de uma família que tenho como minha também e já cai direto no brinde à 2019. Me joguei no abraço de uma irmã que não via há anos e nem por isso deixamos de nos amar e nos entender. Por trás deste primeiro braço, vi um casal que se beijava. Era um querido que soube depois, ter se casado com um cara muito legal que eu identifiquei logo de cara. Aquela cena me acolheu e me deu a certeza de que eu estava em lugar seguro e amigo. Os meus estavam ali. Os fogos brilhavam no céu, a fogueira queimava, os cumprimentos afetuosos faziam a cena mais mágica, comida e bebida fartas, até que dei uma escapulida no mar para fazer meus pedidos.

Sozinha naquela imensidão pensei no que pedir. Tive dúvidas do que pedir. Eram sete os pulinhos no mar e seus pedidos. Achei que era muita sacanagem pedir qualquer coisa material, um bem, dinheiro…. Achei inocência pedir sorte, saúde, trabalho, um amor pra toda vida, paz , filhos fora do risco se serem infelizes, tudo de melhor para os meus amigos, sucesso, felicidade plena e livramento dos perigos. Fiquei confusa e vi que tinha mesmo era muito e muito mais a agradecer. Fiquei até envergonhada achando-me injusta. Quis repetir o que todo mundo pede comumente (muito dinheiro no bolso, sucesso, saúde pra dar e vender, paz no coração e um amigo que me dê a mão). Mas percebi que o que todo mundo pede não é o mais importante para mim.

E já inclinada a soprar para o alto que me desse apenas o que eu merecesse, reagi com uma solicitação ao Arquiteto do Universo: “Não me abandones em hora alguma, meu Deus!”, roguei na prece, também dirigida a Yansã, a oxum, aos santos e demais orixás e energias salutares.

Daí iniciou-se uma prece silenciosa e muito verdadeira. E pulando um sem fim de ondinhas, pus-me a rogar: Não me abandones na doença, para que eu não desanime. E nem na saúde para que eu não me sinta imortal. Não me abandones nem na sorte e nem no azar. Não me abandones na solidão, nem na solitude, o que é bem diferente. Solitude é o pleno contato consigo mesmo, quando não há necessidade de estar sempre em companhia de outras pessoas. Não me abandones na dor, no insucesso. Não me abandones na morte e nem nos renascimentos todos. Não me abandones na tristeza e muito menos na alegria. Não me abandones no desespero e nem na euforia. Não me abandones nas minhas escolhas e nem na consequência delas. Não me abandones nem nas perdas e nem nos ganhos. Nas conquistas e frustrações, não me abandones, Senhor! Fica perto se não tiver um amor pra toda vida e, mesmo que eu tenha, não me deixe mais ainda, eu te peço. Porque é preciso Deus pra conviver com alguém. Não me deixes na estrada, nem no leito, nem na mesa de bar. Não me deixes na hora difícil e nas fáceis, marque tua presença, eu te imploro. Não me deixes na hora dos julgamentos e na condenação.  Nem nos momentos de elogios e condecorações. A vaidade sempre está a espreita. No prazer, esteja do meu lado. Nas agruras, por favor. Quando me faltarem os amigos, esteja comigo. Na presença deles, se manifeste. Quando me faltarem fé no ser humano, desesperança e quando a revolta se aproximar de mim, cole bem muito, meu Deus!  Nos voos e nos abismos, não me abandones. Não me abandones quando eu for assediada pelo mal e nem pelo bem, para que eu não os subestime. Não me abandones na hora na palavra, das decisões, da menor atitude a tomar. Nas traições, me ampare. Não me abandones nem no plantio e nem na colheita. Na fartura, na escassez e nas mil fases ruins, não saias de perto de mim.

Quem está livre da gangorra da vida? Ninguém, ninguém. O que a gente precisa nos altos e baixos, senão de que Deus esteja por perto? Somente ele com sua força, com sua fé e sabedoria nos bastarão em todas as horas. No bem bom e no inferno astral, com Deus tudo é engrandecedor. Ou não ?

Nos embates e empatias, só Deus! Quando a gente muda de direção ou fica na inercia, só Deus para nos sustentar! Não me abandones em nenhum momento, te suplico! Eu não sou auto-suficiente nem na felicidade, quem dirá na falta dela?

Então, só espero que o universo tenha ouvido minhas preces ao pé do mar. “Não me abandones em hora alguma, meu Senhor”e nem a ninguém que, como eu, entenda que é nada sem a tua presença.

Me benzi e deixei o mar voltando pra roda de gente que, de mãos dadas, cantava um hino de louvor. Eram os meus. Uma gente feliz que Deus nunca abandona. Voltei para o afeto da minha irmã que nem parecia ter cinco anos que não nos víamos, para o casal de homens que contagiava a todos com muito afeto e respeito, voltei para a fogueira ardente onde minha filha caçula se aquecia com o que somos e temos.

Uma gente que implora a Deus, a Yansã, a Oxum, aos santos e demais orixás e energias, que estejam presentes em todos os momentos, porque somos pequenos demais pra fazer qualquer outro pedido que não seja este: “Não nos abandones, em hora alguma”!

Que o mar de Atalaia leve as ondinhas que pulei, até o infinito e que ele me escute! Que o Universo nos escute e as divindades estejam presentes em cada instante deste 2019.

Sibelle Fonseca é radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, conselheira da mulher, mãe de quatro filhos, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e uma amante da vida e de gente.

Bolsonaro vai combater assistencialismo no Nordeste, afirma Capitão Alden

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O deputado estadual eleito Capitão Alden (PSL) afirma que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não deverá escantear o povo nordestino na liberação de recursos para obras. Para ele, o novo líder do Palácio do Planalto vai combater o que ele chama de “assistencialismo” implantado pelas gestões petistas.
“Em princípio, ele vai cumprir as promessas de campanha. A região Nordeste e a Bahia foram os lugares onde ele menos teve voto, mas ele afirma que isso não vai diminuir o interesse dele pela região Nordeste como um todo”, diz ao BNews. “Ele vai mostrar através de trabalhos sérios que esse assistencialismo não deve mais existir. […] O que a gente espera do governo Bolsonaro é que se ensine a pescar”.
O parlamentar também comenta a proposta de flexibilização da posse de armas. “Todos os países sérios que têm feitos pesquisas com essas temáticas comprovaram que, efetivamente, adotando esses critérios técnicos e legais pertinentes a liberação da posse de armas, estão garantindo que as pessoas que preencham os requisitos tenham o direito de se defender”, analisa.
Bolsonaro afirmou na última semana que que o decreto flexibilizando a posse de armas de fogo sai ainda em janeiro. O presidente disse que o decreto vai tirar a “subjetividade” do Estatuto do Desarmamento.
BN