Preto no Branco

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Secretaria Estadual da Bahia credencia Fundação Banco de Olhos Vale do São Francisco para atendimento de Glaucoma

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Nesta quinta-feira (3), em uma reunião realizada no Núcleo Regional de Saúde – Norte em Juazeiro, com a presença de gestores municipais de saúde, membros do conselho municipal, Presidente da Fundação Banco de Olhos Vale do São Francisco, Julio Lossio Filho, e de Pedro Alcântara, Coordenador Regional de Saúde do Norte da Bahia, foi formalizada a contratação de serviços especializados em saúde na área de Oftalmologia, com foco no tratamento do Glaucoma.

O serviço visa atender as cidades que fazem parte da região de saúde, incluindo Canudos, Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova, Curaça, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho e Uauá.

A Fundação tem uma presença de mais de 20 anos no Vale do São Francisco, sendo reconhecida como uma instituição de referência em oftalmologia no interior do Norte e Nordeste.

“A formalização desse convênio com uma instituição oftalmológica renomada para atender a nossa região é um avanço significativo. Estamos também buscando outros convênios, como o transplante de córnea, que é uma ferramenta importante, e planejamos expandir para incluir cirurgias de catarata. Essa proposta já foi recebida pela Secretaria de Saúde da Bahia, representada pela Dra. Roberta S. de Santana, na última segunda-feira. Reconhecemos que cuidar da visão das pessoas é cuidar da qualidade de vida e agradecemos ao nosso governador, Jerônimo, por impulsionar esse processo. A visita da secretária nesta semana foi um marco importante”, destacou Pedro Alcântara.

Para Robson Vieira, Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Juazeiro, “O conselho, juntamente com o Núcleo Regional Norte, desempenhou um papel fundamental. Hoje, nos alegramos ao realizar um grande sonho: oferecer atendimento especializado em oftalmologia para a nossa população”.

Ascom

Haddad estima que precatórios caiam para R$ 7 bilhões; estoque acumulado referente ao governo passado é menor que o esperado

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Brasília (DF), 31/07/2023 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do lançamento do novo Sistema de Controle de Carga e Trânsito para o modal aéreo (CCT Importação – Aéreo). Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, no início da tarde desta sexta-feira (4), ter sido informado pelo Tesouro Nacional de que o estoque acumulado de precatórios referentes ao governo passado, e que deveria ser pago agora, é menor do que o esperado e que esta é uma “boa notícia”.

“A boa notícia é que as decisões transitadas em julgado, as sentenças, tiveram volume muito menor do que o que era esperado. Esperava-se algo em torno de R$ 20 a R$ 30 bilhões de estoques acumulados até 2027. E a nossa estimativa é que isso deve cair para menos de R$ 10 bilhões, possivelmente em torno de R$ 7 bilhões. Isso faz crer que houve uma espécie de bolha de condenações em torno de decisões da Justiça, mas tudo concorre para que o patamar de precatórios volte para uma trajetória razoavelmente administrável”, afirmou o ministro.

Haddad disse que não pretende deixar esses pagamentos para o próximo governo. “Esta foi uma herança ruim do governo anterior. Foi a primeira vez na história, que eu tenha lembrança, que o governo deixou de honrar seus compromissos. Penso que tudo caminhando para o que nós estamos prevendo, vamos ter uma solução e não vamos deixar essa bomba para o governo que vem, qualquer que seja ele, em 2027.”

Especulação

Em entrevista a jornalistas, o ministro disse também que é preciso “ter cautela” nas análises econômicas e que o Brasil não pode sofrer especulações por “turbulências” externas. “Ontem tivemos uma turbulência no mercado americano de títulos, que teve reflexo em vários países, não só no Brasil. Todo mundo sofreu um abalo na colocação de um volume expressivo de títulos americanos no longo prazo. Isso gerou uma pequena turbulência e que, na minha opinião, foi indevidamente atribuída à decisão correta que o Banco Central tomou de cortar a taxa de juros [Selic] em 0,50 ponto, que continua sendo a mais alta do mundo.”

O ministro recomendou “um pouco de cautela nas análises” e disse que hoje (4) o dólar, que havia subido 2 pontos, já caiu 1. “Às vezes, a gente se deixa levar por um dia de turbulência”, acrescentou.

Segundo Haddad, essa especulação é semelhante ao que ocorre na precificação do petróleo. “Toda vez que a Arábia Saudita corta produção, o preço sofre especulação, e as pessoas começam a especular se a Petrobras vai aumentar os preços por causa de uma semana [em] que o petróleo teve alta, e não deixam os preços acomodarem”, disse ele.

Durante a entrevista, o ministro da Fazenda reforçou que a Petrobras é uma empresa autônoma, sobre a qual o governo não tem ingerência, mas disse que tem falado diariamente com o presidente da petroleira para analisar a sua evolução, “porque isso tem impacto na política econômica”.

Fernando Haddad voltou a elogiar a decisão do Banco Central de baixar a taxa Selic para 13,25% pela primeira vez em três anos.

A decisão surpreendeu o mercado financeiro, que esperava um corte de 0,25 ponto percentual. Segundo o Copom, foi a queda da inflação que possibilitou tal redução. Estão previstos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões.

“Quero aqui elogiar, mais uma vez, a decisão do Copom [Comitê de Política Monetária]”, disse o ministro da Fazenda. “Estou dizendo\: a decisão está corretíssima. Basta ver os indicadores de hoje. Veja como a economia brasileira está reagindo. E ela está correta, a direção está correta.”

Agência Brasil

Vereador Mitu do Sindicato denuncia ao MP precariedade no transporte escolar de Juazeiro

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O Ministério Público deverá investigar denúncia de precariedade do transporte escolar oferecido aos estudantes da rede municipal de ensino de Juazeiro (BA). A representação foi protocolada no MP, nesta quinta-feira (03), pelo vereador Mitú do Sindicato (PC do B).
No documento, o vereador denuncia irregularidades na manutenção dos veículos, além do péssimo estado de conservação da frota municipal. A situação dos ônibus, em especial, tem gerado riscos às crianças que utilizam o transporte escolar.
“Além de toda essa precariedade, outro problema, não menos grave, é o atraso no pagamento do serviço. Já são três meses em atraso, o que tem acarretado na falta de manutenção dos veículos”, acrescentou o vereador do PC do B.
O vereador Mitú do Sindicato também denunciou a condição de alguns motoristas que trabalham no transporte dos estudantes. Segundo ele, há motoristas sem carteira de habilitação e sem curso específico para a condução de transporte coletivo, colocando em risco a vida de centenas de alunos.
Sem Habilitação
“Tem motorista que não tem carteira de habilitação e sem nenhum curso para transporte coletivo. É mesmo um absurdo o que esses estudantes estão vivendo em Juazeiro”, comentou.
Em março deste ano, um ônibus escolar com cerca de 50 estudantes tombou na zona rural da cidade de Juazeiro. Quatro pessoas ficaram feridas, entre elas três estudantes e motorista. O transporte escolar levava os estudantes para o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães.
Ascom

Governo Lula retoma Luz para Todos e inaugura Linhão de Tucuruí; nova fase do programa deve beneficiar até 500 mil famílias até 2026

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Rio de Janeiro - Consumo de energia elétrica, lâmpada e interruptor de luz. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva relançou, nesta sexta-feira (4), o Programa Luz para Todos, que visa garantir o fornecimento de energia elétrica a residentes da área rural, em especial do Norte do país e de regiões remotas da Amazônia Legal. Em cerimônia na cidade de Parintins, no Amazonas, Lula destacou que o governo vai cuidar da Amazônia, em especial do povo que vive na região.“Cuidar da Amazônia é a gente começar dizendo que não quer transformar a Amazônia em um santuário, que a gente quer cuidar de cada igarapé, de cada animal, de cada passarinho, de cada flor, da nossa água, mas sobretudo, eu quero cuidar do povo, amazônidas que moram aqui. Nós vamos fazer o que precisa ser feito, nós não aceitaremos e não há admitiremos garimpo ilegal em terra pública, madeireiro ilegal”, disse.

Lula lembrou que, na semana que vem, participa da Cúpula da Amazônia, em Belém, que reunirá os presidentes dos oitos países amazônicos para discutir uma política conjunta de desenvolvimento sustentável para a região.

“Nós vamos fazer energia para 150 mil pessoas que ainda não têm energia. No outro governo, nós fizemos energia para 16 milhões de pessoas. Só é contra o Luz para Todos quem não sabe o que é trabalhar com candeeiro, quem não sentiu a fumaça do querosene no nosso nariz. Quem gosta disso pode ser alguém que venda óleo diesel, mas o povo quer luz”, disse.

A expectativa do governo é beneficiar até 500 mil famílias até 2026 com essa nova fase do Luz para Todos, que se pauta por diretrizes de combate à pobreza energética e também de valorização e respeito à cultura de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.

Desde o lançamento do programa, em 2003, segundo o governo, mais de 3,6 milhões de famílias foram atendidas com acesso ao serviço público de distribuição de energia elétrica. “Nessa nova etapa, o desafio é construir políticas de universalização do acesso e uso da energia elétrica ainda mais justas e inclusivas”, explicou o Planalto, em comunicado.

Linhão de Tucuruí

Também foi inaugurada a interligação de Parintins e Itacoatiara, no Amazonas, e Juruti, no Pará, ao Sistema Interligado Nacional (SIN), conhecida como Linhão de Tucuruí.

Os estudos para o projeto começaram em 2006 e, após atrasos, sua efetiva interligação foi licitada no Leilão de Transmissão em 2018, com investimento de R$ 1,76 bilhão. As linhas têm um total de 480 quilômetros de extensão, partindo de Oriximiná (PA), que também interliga o município de Juruti.

O projeto de interligação contou com a construção de torres com mais de 250 metros de altura, incluindo a implantação em trechos alagados, o que exigiu fundações especiais e planejamento dos períodos de cheia e vazante do rio. São 3,8 quilômetros de travessia do Rio Amazonas e 4,5 quilômetros de travessia de canais em Parintins.

Antes da interligação de Parintins ao Linhão de Tucuruí, a cidade dependia de uma usina termelétrica movida a diesel, que consumia cerca de 45 milhões de litros desse combustível anualmente. “Além dos impactos ambientais, a geração de energia por meio dessa matriz causava poluição sonora e lançava fuligem no ar”, explicou o governo.

Durante o evento, o prefeito de Parintins, Bi Garcia, entregou a Lula o título de cidadão parintinense.

O presidente ainda assinou a ordem de serviço para as obras do Linhão Manaus-Boa Vista, que também interligará Roraima ao SIN. Serão investidos R$ 2,6 bilhões nas obras, com previsão de serem concluídas em setembro de 2025.

Roraima é o único estado isolado do sistema nacional. Os moradores de Boa Vista e cidades próximas dependem de usinas termelétricas movidas a óleo diesel, gás natural, biomassa e uma pequena central hidrelétrica.

Energias da Amazônia

A interligação dos municípios ao SIN marca o lançamento do programa Energias da Amazônia, do Ministério de Minas e Energia, que tem previsão de cerca de R$ 5 bilhões em investimentos para a substituição de termelétricas e descarbonização da matriz energética.

Atualmente, a região amazônica conta com 211 sistemas isolados, que precisam gerar a própria energia a partir de combustíveis fósseis. A estimativa do governo é que aproximadamente 3 milhões de pessoas vivam nessas localidades.

“Ao substituir a matriz térmica por opções mais sustentáveis, 1,5 milhão de toneladas de carbono deixarão de ser lançadas na atmosfera”, informou. O projeto reduzir em 70% a geração térmica, com a interligação desses sistemas ao SIN e implantação de outras fontes renováveis.

Interligação sul-americana

Um outro decreto assinado por Lula, nesta sexta-feira, trata das possibilidades de intercâmbio de energia elétrica com países que fazem fronteira com o Brasil. Atualmente, o Brasil realiza intercâmbios internacionais com Argentina e Uruguai, além do Paraguai, por meio da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Ontem (3), em entrevista a rádios dos estados amazônicos, o presidente Lula também afirmou que vai recuperar a relação energética com a Venezuela. De 2001 a 2019, o estado de Roraima foi abastecido com a energia elétrica via Linhão de Guri, que ligava Boa Vista ao complexo hidrelétrico de Guri, em Puerto Ordaz. Após uma série de apagões no país vizinho, em 2019, o fornecimento foi interrompido e, desde então, Roraima é dependente de energia de termelétricas.

O texto prevê a possibilidade de importação de energia para atendimento aos sistemas isolados, com o objetivo de reduzir os gastos da Conta de Consumo de Combustível (CCC), que chegam a R$ 12 bilhões em 2023. Ela representa quase 35% da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A gradativa substituição do sistema acarreta redução nos custos da CCC, que é paga por todos os consumidores de energia elétrica do país, embutida nas contas de luz.

A decreto altera as competências do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que deverá avaliar as propostas de importação apresentadas. Caberá ao CMSE deliberar sobre o preço, volume e eventuais diretrizes adicionais, avaliando os benefícios econômicos da importação e a preservação da segurança energética do sistema atendido.

Ainda, inclui como competência do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definir orientações para o estabelecimento de políticas nacionais de integração do sistema elétrico e de integração eletroenergética com outros países.

Agência Brasil

Prefeitura de Sobradinho promove Mutirão de Saúde Preventiva da Mulher com oferta do Exame Papanicolau

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Com o objetivo de fortalecer a saúde preventiva e atender à demanda reprimida de exames e consultas, a Prefeitura de Sobradinho, por meio da Secretaria de Saúde, realizará neste sábado (05), um amplo mutirão para a realização do exame Papanicolau, popularmente conhecido como Preventivo, em todas as UBSs. Os atendimentos ocorrerão das 8h às 17 horas.

Além do exame Papanicolau, que é essencial na detecção precoce de lesões pré-cancerosas e no combate ao câncer de colo de útero, a ação também contemplará outros serviços de saúde e vacinação rotineira para o público em geral.

A Secretária de Saúde, Maysa Sanjuan, ressaltou a importância desse mutirão para conscientizar à população sobre a relevância da realização periódica do exame preventivo.

“O exame Papanicolau é um aliado crucial na prevenção e identificação precoce de possíveis anomalias, contribuindo para a promoção da saúde e a qualidade de vida das mulheres do município. Portanto, é fundamental que todas aproveitem essa oportunidade e compareçam ao mutirão, garantindo sua saúde e bem-estar,” convidou a secretária

Ascom/PMS

Zona Azul: “As irregularidades foram contra o contribuinte ou contra o erário público. Como ficam as multas?”, condutores cobram explicações à Prefeitura de Juazeiro

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Após alegar irregularidades na prestação de serviço à população, a Prefeitura de Juazeiro encerrou, no último dia 13 de julho, o contrato com a empresa Sinal Vida Dispositivo de Segurança Viária LTDA, que administrava o sistema Zona Azul no município, a Sinal Vida.

“Por descumprimento de cláusulas contratuais”, segundo informou o Diário Oficial, que também destacou que a gestão municipal vinha recebendo reclamações diversas da população “pela má prestação de serviço executados pela contratada”.

A decisão foi tomada 30 dias depois da suspensão preventiva e temporária, que ocorreu em  14 de junho, em decorrência da instauração de processo administrativo contra a empresa.

Após a notificação sobre as irregularidades, foi disponibilizado o prazo de 10 dias para que a empresa se justificasse, mas as alegações “não foram aceitas pelo poder público, que decidiu pelo fim da zona azul”, informou a PMJ.

Até o momento, a Prefeitura de Juazeiro não esclareceu sobre quais foram as irregularidades cometidas pela empresa Sinal Vida e questionam sobre possíveis cancelamentos de multas indevidas.

“A população precisa saber quais foram essas irregularidades, pois tem muitos usuários com multas a pagar. As irregularidades afetaram os proprietários de veículos? São passíveis de um pedido de anulação das multas? As informações da gestão municipal estão muito vazias. Não sabemos sequer o que vai acontecer a partir de agora, se outra empresa vai assumir o sistema ou não”, avaliou o cidadão Henrique Souza.

“Não foram poucas as denúncias dos abusos do Zona Azul. Agora, a prefeitura encerra o contrato dizendo que houve irregularidades e não informa quais? Tem um erro aí. As irregularidades foram contra o contribuinte ou contra o erário público? Como ficam as multas? O órgão deve esclarecer esta questão. Será que o contribuinte foi lesado e ainda assim as multas continuam valendo? questionou Rosângela Sena.

Encaminhamos as reclamações e questionamentos para a CSTT de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

“A gente está comprando pipa de água desde fevereiro”, relata morador de Itamotinga, Juazeiro, reivindicando água para as famílias do sequeiro

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Quixadá - Cisterna para captação e armazenamento de água da chuva em uma casa ao lado do Açude do Cedro, que começou a ser construído no Império e hoje não abastece mais a cidade (Fernando Frazão/Agência Brasil)

 

Desde o último mês de fevereiro, Seu Estanislau Nunes da Silva, morador do Sítio Logradouro, Itamotinga, zona rural de Juazeiro, Norte da Bahia, vem tendo que desembolsar 250 reais por uma carrada de água para garantir as necessidades essenciais de sua família.

Em sua propriedade na região de sequeiro, tem uma cisterna que ainda não secou, por completo, porque o morador tem comprado água. A família conta que a Prefeitura de Juazeiro não atende às solicitações feitas para o envio de um carro pipa, desde o último mês de fevereiro.

“Ate abril eles respondiam pelo Whats App que a Defesa Civil disponibilizou. De abril pra cá, não respondem mais. A gente está comprando pipa de água desde fevereiro”, contou um filho do morador.

De acordo com prints das mensagens enviadas ao PNB, no dia 14 de fevereiro, a  Defesa Civil respondeu a uma pedido da família informando que iria agendar o serviço e que já havia “mais de duas semanas que os pipas foram deslocados para uma demanda juntamente com Exército e quando retornarem já tem agendadas algumas carradas na frente”.

Já nos dias 15 e 16 de março, ultima vez que houve um retorno, após novo contato da família cobrando a ida do pipa, informaram que iriam “saber o que aconteceu” e depois, que não tinham nenhuma resposta sobre quando poderiam fazer o atendimento.

Após estes contatos, a família não mais obteve mais resposta às várias mensagens enviadas.

Seu Estanislau segue aguardando o pipa, segue pagando água, desfalcando seu orçamento para ter acesso ao precioso líquido.

Estamos encaminhando a demanda para a Defesa Civil de Juazeiro.

Redação PNB

 

Casos de infarto aumentam 25% no Brasil, em 6 anos

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Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram aumento de 25% no total de internações por infarto no Brasil, nos últimos seis anos. Passando de 81.505 casos, em 2016; para mais de 100 mil, em 2022.Para discutir possibilidades para reverter esse cenário, especialistas participam nesta semana, aqui no Rio de Janeiro, do Encontro Internacional de Cardiologia Intervencionista, maior evento na América Latina dedicado ao tema.

Para o cardiologista Roberto Botelho, diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, a saúde do coração é um dos maiores desafios na área da saúde.

“Há um estudo feito em 60 países que mostrou que quanto menor a renda per capita e o nível educacional de uma população, pior os indicadores da saúde cardiovascular, maior a mortalidade por infarto, maior a hipertensão, maior epidemia. Por isso por isso fica quase que automático a gente supor – e dados mostraram isso – que a saúde cardiovascular do brasileiro vai mal e vem piorando.

O especialista avalia que é urgente investir em recursos tecnológicos como forma de prevenção e tratamento. E ressalta a importância de um olhar mais atento para os efeitos das doenças cardiovasculares. “Não só pelo gasto de saúde direta, consumo com remédio, UTI, como pelo pelo gasto com medicamentos, mas como o gasto das economia, por causa do custo secundário. A pessoa que tem a doença trabalha menos, produz menos. O impacto de um PIB no país é bastante afetado

A boa notícia, de acordo com Roberto Botelho, é que 85 por cento dos riscos que levam a doenças cardiovasculares podem ser evitados com hábitos saudáveis.

“Só 15% que a gente não consegue modificar. Você consegue modificar o fato de ter na família uma genética de doença cardiovascular. Então qual é a melhor prática? Aí vem uma notícia muito boa: se você pratica exercícios, toma cuidado com seu intestino e procura uma comida mais saudável, se aplica  técnicas para diminuir o estresse, isso são medidas baratas que dependem muito mais da vontade de disponibilizar um tempo para aquilo e priorizar.. Com isso, a gente consegue uma transformação muito impactante na saúde populacional e individual.”

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento gratuito para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, em Unidades Básicas de Saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, em caso de necessidade, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada, onde terá toda assistência para o acompanhamento com especialista, exames, tratamento e os procedimentos necessários, ambulatoriais ou cirúrgicos.

Agência Brasil

Reecantingamento é debatido no Semiárido Show

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“Não dá para pensar a vida no Semiárido sem pensarmos a relação com a Caatinga!”. Com essa afirmação, o engenheiro agrônomo e técnico do Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), Luis Almeida, iniciou a palestra Recaatingamento – Recuperação e Conservação da Caatinga em parceria com a Comunidade, nesta terça-feira (01/08), durante o primeiro dia do Semiárido Show, evento realizado pela Embrapa Semiárido, em Petrolina, com apoio do Governo do Estado da Bahia.

A metodologia do Recaatingamento é composta por um conjunto de ações ambientais, produtivas e sociais, construídas e executadas em parceria com as famílias agricultoras. O Recaatingamento é feito a partir do isolamento de uma área, com 50 hectares em média, onde é aplicado o plano de manejo para a recuperação da vegetação. Contudo, a metodologia é mais abrangente, pois associa a esta ação específica processos educativos e de troca de aprendizagem, além da implantação de tecnologias ambientais e sociais, que potencializam o seu impacto. Exemplo disso é a construção de banheiros, biodigestores, sistemas de reuso de água e o resgate de práticas coletivas para fortalecer as tradições comunitárias, como os mutirões.

Luis Almeida ressaltou a parceria com o Governo da Bahia, por meio do projeto da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Pró-Semiárido, que possibilitou a ampliação das ações de Recaatingamento em 20 comunidades do Semiárido baiano, com experiências significativas tanto na recuperação de 10 mil hectares do bioma quanto na convivência entre os/as agricultores/as e o Semiárido.

“O diferencial da metodologia é o empoderamento das famílias, ter o povo presente, dentro das áreas, participando e tomando decisões. Com isso, é fortalecido nelas o entendimento de que é muito mais estratégico manter a Caatinga em pé. Recuperar a ideia de que temos uma terra próspera, farta e biodiversa”, defendeu Luis Almeida.

Segundo o agrônomo, quando o assunto é a relação do uso terra para a preservação e a conservação do bioma, garantia da segurança alimentar das famílias e a geração de renda, é preciso atentar para o uso da área, observando o tamanho adequado para a criação dos animais, para que não haja empobrecimento e sobrecarga dos bens naturais.

Ele destacou ainda a importância do assessoramento técnico contínuo implantado nas áreas em que a metodologia do Recaatingamento é aplicada, o que tem possibilitado resultados positivos, inclusive com a ampliação do uso responsável da Caatinga para atividades produtivas como a apicultura, meliponicultura e o beneficiamento de frutas. O Recaatingamento é “rememorar a Caatinga, trazê-la para o lugar dela, um lugar de vida abundante e de dignidade”, concluiu.

O projeto Pró-Semiárido é executado pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), cofinanciado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Secom