Preto no Branco

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Copa 2018: defesa vacila e Brasil leva empate da Suíça em estreia

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A seleção brasileira não conseguiu estrear com vitória na Copa da Rússia. A equipe comandada por Tite empatou com a Suíça, por 1 a 1, neste domingo (17), em Rostov.

Desde o Mundial da Argentina, em 1978, o Brasil não empatava na rodada de abertura.

Com o resultado, a seleção está em segundo lugar no Grupo E empatada com os suíços. A Sérvia lidera o grupo após vencer a Costa Rica, por 1 a 0, horas antes. Na sexta (22), o Brasil enfrenta a Costa Rica, em São Petersburgo.
Foi o quarto empate da era Tite. Até agora, o treinador soma 17 vitórias e apenas uma derrota.

O quarteto ofensivo montado por Tite não conseguiu romper as duas linhas de quatro montada pelos suíços em campo.

Mesmo assim, o Brasil saiu na frente no placar. Philippe Coutinho acertou um chute de fora da área no ângulo esquerdo, aos 20min do primeiro tempo. O atacante Neymar teve uma atuação sem o brilho esperado. No segundo tempo, ele ainda reclamou de dores no pé direito operado em março. Mesmo assim, o ex-santista ficou até o final em campo.

O gol suíço foi marcado por Zuber num lance contestado pelos brasileiros. Aos 5min do segundo tempo, o suíço encostou no zagueiro Miranda na área em disputa de bola após cobrança de um escanteio. Sem o marcador, ele subiu sozinho para cabecear e empatar o jogo.

Os brasileiros reclamaram de falta, mas o juiz mexicano Cesar Ramos se recusou a ver as imagens do VAR (árbitro de vídeo) e confirmou o gol.

A defesa brasileira não era vazada há cinco jogos. Desde o início da era Tite, a seleção só levou seis gols em 22 confrontos.

Em campo, o Brasil contou com três jogadores remanescentes do humilhante 7 a 1 contra a Alemanha, no Mineirão -Marcelo, Paulinho e Willian.

No início do jogo, parecia que a seleção conseguiria colocar em prática o estilo de jogo planejado por Tite com muito toque de bola.

O time evitou dar chutões e quase sempre saiu jogando com trocas de passes. O jogo começou nervoso. A Suíça fez uma marcação forte no início e teve a primeira oportunidade. Aos 3mim, Dzemalli recebe um bom passe, mas chuta pra fora.

O time nacional tinha dificuldade para sair jogando como Tite pediu.Com o tempo, a equipe foi se acertando em campo.

Aos 10min, Paulinho desperdiçou a primeira oportunidade após bela tabela de Coutinho e Neymar.
A partir daí, a seleção se encontrou. Pela esquerda, o Brasil tinha facilidade, mas falhava na conclusão.
Aos 20min, Coutinho abriu o placar. Ele arriscou de fora da área e acertou um belo chute sem chance para o goleiro adversário. Com a vantagem no placar, a seleção dominava a partida. O Brasil continuava criando boas oportunidades.
Nos minutos finais, a Suíça equilibrou o jogo em Rostov.  A primeira etapa terminou com a Suíça igualando as estatísticas do jogo. A posse de bola ficou em 50% para cada lado, enquanto a Suíça acertou mais passes (221, contra 199 do Brasil), recuperou mais bolas (31 a 21) e correu mais (52km a 50km), de acordo com dados oficiais da Fifa.

A Suíça empatou logo na volta do intervalo. Aos 5min, Shaquiri fez o gol após tocar no zagueiro Miranda e cabecear sozinho dentro da pequena área. Depois do gol, a seleção tentou reagir.

Aos 14min, Tite fez a primeira substituição. Ele tirou Casemiro, que já havia recebido um cartão amarelo, e colocou Fernandinho.

Em seguida, aos 21min, ele tirou Paulinho e lançou Renato Augusto. O Brasil pressionava, mas não conseguia o gol. Tite ainda colocou Roberto Firmino no lugar de Gabriel Jesus.

O Brasil desperdiçou umas três oportunidades de vencer nos minutos finais e deixou o campo com o pior resultado desde 1978. Já os suíços festejavam em Rostov.

BRASIL
Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda, Marcelo; Casemiro (Fernandinho), Paulinho (Renato Augusto), Philippe Coutinho, Willian; Gabriel Jesus (Firmino), Neymar. T.: Tite

SUÍÇA
Sommer; Lichtsteiner (Lang), Schär, Akanji, Ricardo Rodríguez; Behrami (Zakaria), Xhaka, Shaqiri, Dzemaili, Zuber; Seferovic (Embolo). T.: Vladimir Petkovic

Local: Arena Rostov, em Rostov
Juiz: César Ramos (MEX)
Gols: Philippe Coutinho (B), aos 19min do primeiro tempo; Zuber (S), aos 4min do segundo tempo
Cartões amarelos: Casemiro (Brasil); Lichtsteiner e Schär (Suíça)

Folhapress

“Sempre Aos Domingos”, por Sibelle Fonseca: Será que a gente dura até a Copa?

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Num destes meses de março, anteriores a Copa do Mundo, uma pessoa que estava bem dentro da minha vida, estranhou uma pergunta que fiz. “Será que estaremos juntos na Copa?”, indaguei. Ao que ouvi, do meu interlocutor muito magoado, outra pergunta e uma afirmação: ” Como assim? Então tem prazo de validade? Para mim é pra vida toda”, repreendeu-me o moço sonhador, julgando-me demasiadamente negligente com os relacionamentos.

Fiquei comovida, com sua ingenuidade e intrigada com sua inconsequência. Seus 43 deveriam ter sido mais produtivos. Não aprendeu meu querido sobre a efemeridade da vida. Eu, um tanto mais atenta e pragmática, as vezes, tive dó daquele coitado apaixonado que não sabia o que estava dizendo. Sem jamais ter sido leviano, ele foi imprudente. Acreditou nas juras que fez e nas que ouviu, sem se importar muito com a realidade das coisas, sem considerar as fases da vida, que a nada dá garantia.

Pois bem, três meses depois daquela conversa íntima que virou uma DR onde eu era a escorregadia que não fazia planos nem de amor e nem de nada, já nem sei por ele anda. A Copa 2018 chegou e hoje, pós quase 90 dias daquela conversa tudo mudou pra mim, pra ele e pra todas as pessoas. Ainda bem que tudo muda e o mundo continua. O jogo não pára. A Copa veio e outras virão.

Aí, nesta estreia da Seleção Brasileira de hoje, assistindo ao jogo com minha mãe e com minha irmã, pus-me a pensar na Copa que vem. E, novamente na efemeridade da vida. Será que estaremos juntas na próxima?

Bem, isso nem eu e nem ninguém saberemos responder.

A mim só cabe mesmo é viver intensamente cada momento, cada fase, cada pessoa. Dando o meu melhor. Jogada no instante que não tem volta e acaba dando a volta para outros instantes que virão.

Eu estava inteira naquele março e hoje estive inteira com minha mãe, com minha irmã. Sempre com a mais pura convicção de que esses momentos passam. Todo momento passa. O que fica é só a verdade com que foram vividos.

Apois, concluo esse texto falando sobre a inteireza das coisas, da vida … A inteireza se sobrepõe a efemeridade. Se não sabemos do amanhã, vamos viver o agora. Se já sabemos que sofreremos a falta de uma pessoa depois, vamos abraçá-la agora. Se temos o agora para fazer as coisas, pra que perder tempo pensando em fazê-las no incerto depois? Se o jogo está acontecendo agora, pra que ficar pensando no 7 a 1 ou na vitória final?

Vê lá, meus amores! Se tudo o que vivemos for de verdade, vale a pena e isso é o que conta no placar final!

Passou um filme pela minha cabeça neste domingo de Copa. Pensei na Copa anterior, na pessoa pré Copa que esteve comigo outro dia, na Copa que virá e também nas Copas que virão.

Quero estar inteira nas vindouras, como fui com nas que passaram. Inteira no jogo da vida. Fazendo gols, tomando gols, atacando, acolhendo defendendo, subindo no pódium ou correndo de gandula  …

A vida é mesmo uma roda, um jogo, um mudar de estações, não sei. A vida talvez seja uma Copa. Um abrir e fechar de ciclos, de olhos, de campeões e derrotados.

De quatro em quatro segundos, de quatro em quatro minutos , de quatro em quatro horas, dias, semanas, meses, anos ou séculos … tudo muda e tudo mudará.

” Tudo pode acontecer, inclusive nada”.

Vivamos, então! Inteiros, por favor!

PS: Viva bem inteiro cada instante desta Copa

Sibelle Fonseca é radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, conselheira da mulher, mãe de quatro filhos, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e uma amante da vida e de gente.

Apoio à candidatura de Bolsonaro cria racha em família com história tucana

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Em tempos de polarização, a política se tornou tema proibido em muitos almoços de domingo. Em uma família em particular, as paixões eleitorais puseram irmãos em lados opostos da mesa.

O ruralista Frederico D’Avila, 40, colaborou com o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) por quase 20 anos. Foi seu assessor no governo de São Paulo. Trabalhou em diversas de suas campanhas eleitorais. É padrinho de casamento de sua filha, Sophia.

Luiz Felipe D’Avila, 54, meio-irmão de Frederico por parte de pai, foi trazido de volta ao PSDB em 2017. Disputou as prévias para o governo paulista e agora é um dos coordenadores da campanha tucana à Presidência.

No ramo nordestino da família, o primo Guilherme Coelho, 56, é pré-candidato a deputado federal pelo PSDB e trabalha para se viabilizar como candidato a vice-governador de Pernambuco na chapa de Armando Monteiro (PTB). Se diz pronto para fazer o palanque de Alckmin no estado.

Tudo indicava que, nesta família, os almoços de domingo estavam ganhos para o tucano. Mas Frederico rompeu com o padrinho para contribuir com Jair Bolsonaro (PSL), seu principal rival na eleição.

“Aquele estilo dele definhou”, justifica. “Eu cansei. É muita falta de posição firme sobre determinados temas, especialmente agropecuária e questões de polícia.”

Frederico é entusiasta das políticas prometidas por Bolsonaro como armar a população e adotar penas mais severas para criminosos, especialmente no campo, onde exerce sua atividade profissional.

Luiz Felipe considera as propostas do capitão da reserva absurdas, feitas por “um cara imprevisível e errático”, como definiu à Folha de S.Paulo em maio. Para ele, cientista político de formação, o Brasil precisa da personalidade menos explosiva de Alckmin para sair da crise.

Os irmãos disputarão um com o outro nas urnas em outubro. Mas já competem pelo apoio do pai. Aluizio D’Avila não quer nem saber: “Quando o assunto são os meninos, prefiro não falar. Pode me virar um problema em casa”.

Ele disse que ainda pondera os argumentos de Luiz Felipe e os de Frederico para tomar sua decisão. “Estou desanimado, não vejo um candidato que possa corresponder ao que o Brasil espera”, contou.

“Essa eleição será difícil. Em 1989, quando [Fernando] Collor ganhou, eu tinha esperança nele. Não sei por que, já não era nenhuma criança, mas acreditava que Collor seria o que dizia que era, e no fim foi aquele fiasco”, disse.

Frederico anunciou o rompimento com Alckmin em entrevista à Folha de S.Paulo no final de abril. Procurou “doutor Geraldo” antes disso, para “falar que era um risco grande ele ser candidato”. Também esteve com Sophia. Desde então, não se falaram mais. Amigos dizem que ele era tratado pelo presidenciável quase como um filho, que, para preservá-lo do jogo duro da política, nunca o incentivou a assumir cargos ou disputar eleições.

Frederico diz que as razões pelas quais rompeu são basicamente três. “1. Posicionamentos dúbios e acanhados em relação aos temas caros ao setor do agronegócio; 2. Alianças com esquerdistas, o que gerou muitas concessões; 3. A não valorização do trabalho das polícias.”

Descontada a irritação inicial, a relação entre Frederico e Luiz Felipe voltou ao normal. Entre irmãos, fala-se de tudo, viagens, filhos, animais de estimação. Só não se fala naquilo. “O nosso ideal é o mesmo”, afirma Frederico. Luiz Felipe não quis comentar a divergência.

Em um café nos Jardins na semana passada, Guilherme Coelho brincou com Frederico. “É um irresponsável”, disse, rindo. “Mas vivemos em uma democracia, ele é livre para tomar sua decisão.”

“É de lascar”, divertiu-se Frederico. “Até o final da campanha o convenço a votar 17 [número do PSL]”, retrucou.

“Chance zero”, treplicou o primo. Elogiando Alckmin, Coelho afirmou que “pesquisa não diz nada, o que importa é o conteúdo do candidato”.

As origens da família Coelho d’Avila estão no PFL, por onde passou inclusive o parente Fernando Bezerra Coelho, senador pelo MDB-PE, mas que começou a carreira no PDS (sucessor da Arena, partido de sustentação da ditadura).

Frederico diz que a família, exceto Bezerra Coelho, à época filiado ao PSB e aliado do então presidente Lula, foi importante para a primeira campanha de Alckmin à Presidência, em 2006. “Se não fosse o PFL [hoje DEM], ele não tinha nem sequer ido para o segundo turno. O PSDB só o sacaneou”, afirma.

Ele migrou do PFL para o PSDB naquela eleição para acompanhar Alckmin. Em 2014, mudou-se para o PP e neste ano ingressou no PSL de Bolsonaro, “um cara afetuoso, brincalhão, porém muito verdadeiro e autêntico, dono de valores e princípios éticos inabaláveis”.
Folhapress

Bahia lamenta morte do carnavalesco Orlando Tapajós

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O governador Rui Costa lamentou a morte do carnavalesco Orlando Tapajós, 85 anos, ocorrida  na madrugada deste domingo (17) vítima de complicações após um infarto.

“É com imenso pesar que recebo a notícia do falecimento de Orlando Tapajós, uma das personalidades baianas que mudaram a forma de se fazer Carnaval na Bahia e no Brasil. Quero me solidarizar, em meu nome, da primeira-dama e de todos os baianos, com os familiares e amigos de Orlando Tapajós, nesse momento de dor e sofrimento. Expresso meus sentimentos de luto e pesar pela perda de uma figura tão importante para a história do Carnaval baiano”, disse Rui.

O secretário de Cultura e Turismo de Salvador, Claudio Tinoco, também se pronunciou sobre a morte do carnavalesco Orlando Tapajós, em entrevista ao BNews. “Seu Orlando marcou a história do Carnaval de Salvador e foi decisivo para projetar a Bahia no mundo. Quando os nossos artistas se apresentam nos trios elétricos – o palco que se movimenta – e leva o povo atrás, desde a Caetanave, tem a influência de Orlando Campos”.

Tinoco ressaltou a homenagem prestada pela prefeitura a Orlando: “nos últimos anos, Orlando Tapajós foi homenageado com a denominação do Circuito Oficial do Carnaval de Salvador, onde desfilam o Furdunço e o Fuzuê, e teve a sua obra destacada na Casa do Carnaval, Museu inaugurado pela Prefeitura no último mês de fevereiro”.

Quem também falou ao BNews sobre o legado de Tapajós foi a cantora Margareth Menezes: “Seu Orlando Tapajós tem uma importância enorme para tudo que aconteceu depois com o carnaval da Bahia e sua música contemporânea. Ele expandiu o trio elétrico para o mundo a partir. Ele juntamente com Dodo, Osmar sāo os pais desse equipamento tão importante para a Bahia e para o Brasil, já que hoje o trio é usado em vários tipos de manifestações públicas que vão de festa a missa. Orlando Tapajós deixa um lindo legado para nós e para as gerações futuras. Merece todo nosso carinho e reconhecimento. Valeu, Seu Orlando”, disse a cantora.

Da Redação

Em entrevista, japonês da PF afirma: “o Lula foi preso por uma besteira”

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Newton Ishii, mais conhecido como o japonês da Federal, concedeu entrevista à Folha cuja publicação aconteceu neste domingo (17). O japonês, que ficou famoso ao ser fotografado inúmeras vezes conduzindo presos célebres da Operação Lava Jato, revelou que não gosta muito de ver as notícias por causa das fake News e diz que explica: “Demorei um ano para entender que tinha ficado famoso”. Tão famoso que sua vida virou livro: “O Carcereiro — o Japonês da Federal e os Presos da Lava Jato”, biografia escrita pelo jornalista Luís Humberto Carrijo, estará disponível nas livrarias a partir do dia 7 de julho. Ishii fará sessões de autógrafos em cinco capitais: SP, RJ, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Boa parte da obra está dedicada à convivência dele com réus ilustres como Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci.

Na sua gestão, as salas ficavam destrancadas e ele conversava com os outros agentes para que evitassem tratar os presos famosos de forma que revelassem algum “recalque”. “Se algum dos presos tivesse um problema de saúde ou psicológico, seria preciso interná-lo. Eu precisaria de oito homens só para fazer escala no hospital”, afirma. Esposas, pais e filhos dos presos também recebiam um tratamento especial do japonês. “Queria que a família chegasse lá sorrindo e não chorando, desesperada. Porque isso também atrapalharia lá dentro. Cometeram crime? Cometeram. Mas são pessoas cultas, inteligentes, que sempre me trataram com respeito”.

“Um dia o [lobista Fernando] Baiano começou a chorar comigo porque o filho caçula tinha completado um ano e tinha dito ‘papai’. Ele não queria receber visita dos meninos. Um dia eu disse: ‘Bota lá na minha sala e fala pros seus filhos que você trabalha aqui na Polícia Federal’. Mas ele não quis”.  Newton afirma que tratava os presos comuns da mesma forma. “A diferença entre eles é a falta de educação. Só que o homem é como qualquer animal. Se você tratar bem, ele vai te tratar bem. Pode ser traficante, contrabandista, falsificador ou pedófilo: eu sempre tratei com o maior respeito. E esse respeito voltava”.

“Um dia o pessoal [réus da Lava Jato] começou a me perguntar se eu não me lançaria candidato. Eles falaram: ‘O Pedro Corrêa [ex-deputado federal] tá aqui, ele te ensina’. [Corrêa] se vira para mim e diz: ‘Se eu ensinar, daqui a um tempo o senhor está aqui com a gente, viu?”, conta o ex-agente, rindo em entrevista à Folha. “Também fiz uma brincadeira com a mulher do Palocci, que ele me apresentou no dia de visitas. Eu falei: ‘Não era essa que tava ontem na visita íntima’. O Palocci arregalou o olho. E ela olhou sério para ele. Eu falei: ‘Desculpa, Palocci, acho que dei uma bola fora’. Ele me disse que demorou um mês para convencer ela de que era uma brincadeira.”

Ishii se orgulha de sua relação com os presos: “fiquei quatro anos lá e nunca deu uma discussão”, diz. “Foi eu sair e deu problema com o [ex-governador do Rio Sérgio] Cabral. No episódio das algemas [em janeiro, o ex-governador do Rio foi levado com algemas nas mãos e nos pés para exames de corpo de delito]”. “Na minha época ninguém andava algemado. A mão para trás é segurança. A pessoa pode bater na arma do policial, que pode achar que ela está tentando pegar. Nós caminhamos devagar não para a imprensa fotografar — mas para evitar cair ou tropeçar”.

Ishii lembra que um dia o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró tropeçou e caiu no prédio Justiça Federal. “Outra vez, ele caiu da escada na cela. O agente penitenciário foi perguntar se ele tinha se machucado. Cerveró respondeu: ‘Porra, caralho, claro que eu me machuquei!’.” Ishii diz que o agente o chamou pra contar o que aconteceu. “Determinei que aquela ala ficasse três dias na tranca direto e sem banho de sol. Todos os outros presos xingaram o Cerveró depois”.

“Para mim não tinha Zé Dirceu, Zé Antônio ou Zé do Caixão. Era todo mundo igual. Brincava com eles [da Lava Jato], mas brincava com os outros também. Tirei várias fotos com família de preso, mandei vídeo para mãe de preso, inclusive os da Lava Jato”, diz. A convivência acabou criando afeto entre carcereiros e presos. “Se eu pudesse, visitaria o Marcelo [Odebrecht]. Mas, se eu chego lá [na casa do empreiteiro, que cumpre prisão domiciliar], a imprensa me fotografa. Vão dizer que fui cobrar a propina.”

Ishii rechaça a ideia de que a Lava Jato seria partidária. “[Os tucanos] não foram presos porque ainda não foram julgados. Quanto tempo o Lula demorou para ser preso? Quatro anos. E foi por uma besteira”. “Fui contra ele ter vindo pra cá [Curitiba]. Pra que gastar tanta grana pra fazer o deslocamento e trazer colegas de fora para nos ajudar? Ele podia ter ficado em SP, num quartel ou na PF. Até falei isso pro superintendente da PF, que não gosta muito de mim, não sei por quê. Mas ele disse que o [juiz Sergio] Moro não entende.”
Ishii se aposentou em fevereiro deste ano e atualmente é o presidente do partido Patriota no Paraná. “Não vou ser candidato. Mas tenho dado palestras para pré-candidatos. Falo sobre a importância do voto. Vamos analisar: Newton, famoso, Japonês da Federal. E o meu voto vale tanto quanto o do pedinte”.
A obra sobre a vida dele mostra, entre outras aventuras, como em determinado momento ele passou da condição de carcereiro para a de encarcerado: em junho de 2016, Ishii foi preso por quatro dias após ser condenado por facilitação de contrabando, crime que teria cometido há 13 anos. Por quatro meses, usou tornozeleira eletrônica. Ele acredita que sua condenação só aconteceu devido à fama. E que sua punição tenha sido uma tentativa de “manchar a Lava Jato”. Ficou triste. Mas diz que já havia passado por coisa muito pior. “Perdi meu filho [em 2005] e, quatro anos depois, a minha mulher [que sofreu um infarto]. Namorei com ela dos 15 aos 53 anos. Era minha companheira, meu tudo. Nada mais pode me atingir”, finalizou em entrevista à Folha.

BN

Boa sorte, Brasil!!!

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A Copa do Mundo da Rússia começa hoje para o Brasil, que estreia daqui a pouco contra a Suíça, na Rússia.

As competições vão até o dia 15 de julho. A estreia da Seleção Brasileira junta amigos e familiares, em casa ou nos bares das cidades, ansiosos por ver o desempenho do time de Tite.

Ao que parece, o espírito dos brasileiros não estava lá tão animado, o clima de Copa não é o mais animador, mas com a proximidade do primeiro jogo, juazeirenses e petrolinenses começam a demostrar interesse pela seleção.

Alguns bares montaram uma programação especial para o domingo de jogo. O churrasco está garantido para as famílias e amigos que decidiram ver o jogo em casa.

Certamente o 7 a 1 da Copa passada ainda paira na cabeça dos torcedores e isso causou um certo “trauma” nos brasileiros. A situação política, econômica e social do Brasil também não é inspiradora e o orgulho de ser brasileiro anda muito ferido.

Mas como já disseram que ” brasileiro não desiste nunca”, não desistamos, pois! E mesmo com o coração gelado ou desencantado, é o Brasil que joga. O velho Brasil, uma pátria tão maltratada, que hoje, mais do que nunca, precisa de alguma vitória!

Boa sorte, Brasil!

Da Redação 

 

Sérvia bate a Costa Rica por 1 a 0 com gol de falta neste domingo

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A seleção da Sérvia bateu a Costa Rica por 1 a 0 neste domingo (17). O gol foi do lateral Kolarov após cobrança de falta. O gol de Kolarov foi o terceiro em cobrança de falta no Mundial da Rússia até agora. A Costa Rica volta aos gramados na próxima sexta-feira (22), às 9 horas da manhã, contra o Brasil. Já a Sérvia enfra a Suíça no mesmo dia, às 3 horas da tarde.

Da Redação 

Movimento pelo fim da Queima da Cana de Açúcar lança manifesto de protesto

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O “Movimento pelo fim da Queima da Cana de Açúcar” lançou neste domingo (17) um manifesto em protesto ao processo de queima da cana pela empresa Agrovale, situação que ocorre há anos, e é alvo de inúmeras reclamações das comunidades de Juazeiro e Petrolina, atingidas pelos impactos da queima.

Confira:

A empresa Agro Indústrias do Vale do São Francisco S.A. – AGROVALE, empresa do ramo sucroalcooleiro, que ao longo de quatro décadas vem sistematicamente desenvolvendo a queima palha da cana-de-açúcar como forma de colheita da cana, ocasionando assim graves consequências a saúde de toda população de Juazeiro e da
região do Vale, lesão ao potencial hídrico, o extermínio brutal de inúmeros espécimes de animais e vegetais.

O Estado de São Paulo é o maior produtor, sendo responsável por mais de 60% de toda produção nacional de açúcar e etanol e, também, por mais de 70% das exportações.

A região de Ribeirão Preto é responsável por 45% do total produzido no estado e vários outros municípios têm grandes áreas de plantio com diversas usinas instaladas, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. São mais de 17 usinas da cana-de-açúcar.

Mesmo com todo seu potencial econômico foi criada no ano 2002 a Lei no. 11.241, que controla a queima da cana-de-açúcar para despalha e instalou um cronograma para que a totalidade dos canaviais deixe de ser queimados até o ano vigente.

Um dos pontos mais críticos sobre a queima da palha da cana-de-açúcar são as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera, principalmente o gás carbônico (CO2), como também o monóxido de carbono (CO), óxido nitroso (N2O), metano (CH4) e a formação do ozônio (O3), além da poluição do ar atmosférico pela fumaça e fuligem
Não somos contra a cultura da cana em nossa região, o que não podemos tolerar, no atual estágio da civilização, é que isso se dê mediante práticas dantescas.

E pelo que estamos vivenciamos nos últimos anos, é inadmissível que a sociedade do Vale do São Francisco fique somente com o ônus desse processo produtivo.

Reafirmamos nosso compromisso com o desenvolvimento do vale, com as centenas de trabalhadores e trabalhadoras rurais da AGROVALE, acima de tudo reafirmamos nosso compromisso com respeito ao meio ambiente e com a dignidade da pessoa humana.

Movimento pelo fim da Queima da Cana de Açúcar

Flanelinha é assassinado no centro de Petrolina na manhã deste domingo (17)

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Informações que chegaram ao PNB dão conta de um assassinato que aconteceu agora a pouco em Petrolina.

O fato ocorreu na Avenida Guararapes, após uma briga entre flanelinhas.

A vítima identificada pelo apelido de “Truta” foi esfaqueada por outra pessoa em situação de rua, que também trabalhava como flanelinha no centro da cidade.

Após uma discussão, os dois teriam entrado em luta corporal, que culminou no esfaqueamento de Truta.

O acusado, de identidade ainda não revelada, foi preso pela Polícia Civil e encaminhado à Delegacia de Polícia.

Da Redação