Preto no Branco

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“Não me venha feito otário com intervenção militar”, poetisa Maviael Melo

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(foto: arquivo pessoal)

Pessoa que pede um beijo
Pede um mote ou um real
De ressaca tando mal
Pra morrer é seu desejo
Pede um gole de sobejo
Se a seca lhe apertar
Pede um bis pra se cantar
Uma música de novo
Só não peça pro meu povo
Intervenção militar

Guarde a sua teoria
Pegue um livro de história
No caminho da memória
Onde a palavra se ouvia
Quando a censura dizia
A quem iria falar
Peça licença ao pensar
Mas nem tudo é pensamento
Só não peça pro momento
Intervenção Militar

Se quiser intervenção
Faça uma literária
Na palavra libertária
Por cada opinião
Peça um verso cidadão
Pelo direito de usar
Peça pra o homem mudar
Seu sentido em coletivo
Nenhum pensamento é vivo
Em ditadura militar

Peça uma pouco de verdade
Procure bem nas ações
Não volte pelos porões
Nem rogue a iniqüidade
Peça luz por caridade
Não deixe a banda passar
Não é tempo de calar
É muito pelo contrário
Não me venha feito otário
Com intervenção militar

Peça por fim o argumento
Que possa lhe dissolver
Reze pra voltar a ver
Para enxergar o tormento
E não venha no lamento
Sua panela pegar
Nem tente se disfarçar
Com vergonha arrependido
Pois em nada faz sentido
Uma intervenção militar

Peça pra entender um pouco
Se aquela aula perdeu
Só você não percebeu
Ou se disfarça de louco
Gritou até ficar rouco
Feito pato a resmungar
Alienado no ar
Fez da vida uma novela
Alimentando a panela
Da intervenção militar

Maviael Melo, poeta, cantor, cantador, compositor

Juazeiro: Centro de Recuperação de onde desapareceu um interno não possui alvará de funcionamento; veja o que diz presidente

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(foto: arquivo)

No último domingo (28) o PNB foi procurado por Helena Evangelista Costa, moradora do município de Remanso, que aflita, pedia ajuda para encontrar o filho desaparecido.

Cícero Tadeu Costa sofre com o alcoolismo já há alguns anos e no último dia 6 de maio foi internado no centro de recuperação “Desafio Jovem do Sertão”, que fica no bairro Dom José Rodrigues, em Juazeiro, para iniciar um tratamento. Um irmão do patrão de Cícero pediu autorização à família e internou o rapaz de 37 anos.

Segundo Dona Helena, o filho ficou internado no centro por apenas três dias. Ela conta que a família só soube que o filho não estava mais no centro quando tentou visitá-lo, no último dia das mães, 13 de maio.

“Procurei o centro e lá soube que ele tinha tido um ‘surto’ e fugiu durante a madrugada. Não me avisaram nada e quando eu perguntei se ele não estava medicado para controlar a crise de abstinência, eles me disseram que o centro não trabalha com medicamentos, mas somente com a ‘palavra de Deus’”, disse a mãe.

Dona Helena também informou que o centro “Desafio Jovem do Sertão” cobrou R$ 500 para receber o filho dela, e que no ato do internamento foi pago o valor de trezentos reais, mas não foi emitido nenhum recibo.

“Eles disseram que não se responsabilizavam pelo desaparecimento dos internos, porque lá eles ficam livres. Como se cobra pelo internamento e não se responsabiliza por quem está em tratamento?”, questionou.

Cícero Tadeu está desaparecido há mais de quinze dias e a mãe já prestou queixa na Delegacia de Polícia. “Nós concordamos em interná-lo pensando no seu bem, na sua cura, mas foi pior”, complementou Helena.

Nós entramos em contato com o presidente do centro, Rubens, que confirmou a informação do sumiço de Cícero do centro de recuperação. Segundo ele, o interno fugiu durante a madrugada e somente pela manhã os “obreiros” deram pela falta do rapaz.

Ele disse que fez a ficha do interno em um rascunho porque deduziu que ele não iria ficar. “A gente não prende o jovem”, informou o presidente.

Mesmo sem ter formação na área de saúde, Rubens também afirmou que o rapaz não estava em síndrome de abstinência e confirmou que o centro não utiliza medicamentos no tratamento que oferece.

“Damos muito liquido para os internos urinarem para sair o álcool”, disse.

Ele também informou que nem todos os internos são acompanhados pelo CAPS AD, serviço que oferece tratamento a usuários do álcool e outras drogas, afirmando que “encaminha os internos em ‘surtos’ para o sanatório”.

“Os que chegam aqui com a receita do CAPS AD tomam medicamentos, os outros eu levo para o sanatório”, disse Rubens.

O presidente do centro disse ainda que Cícero “iria passar por uma avaliação médica que seria feita pelo médico que sempre atende seus internos, o ‘Dr Rener’ do sanatório”.

Questionado sobre o fato de não ter avisado a família quando Cícero fugiu, o presidente afirmou que “ligou, mas não conseguiu contato”. Sobre o recibo, Rubens confessou que não entregou ao acompanhante de Cícero Tadeu.

Rubens também revelou somente ele e uma técnica de enfermagem fazem a avaliação para saber se o interno precisa ou não de tratamento e que o método do centro é “a palavra de Deus e ‘terapias ocupacionais’, como limpar a chácara, cuidar da horta e cozinhar”.

O Centro tem 10 anos, hoje tem 20 internos, sobrevive de doações e do pagamento das famílias dos internos. “Uns pagam, outros não”, disse.

O próprio presidente assumiu que a instituição não possui alvará, barrado pela Vigilância Sanitária e nem licença de funcionamento do Corpo de Bombeiros.

“Eles cobram pelo alvará e não temos condições de pagar”, desprezando a importância do controle e fiscalização para toda e qualquer instituição que lida com saúde, com vidas. Rubens se queixou do Ministério Público dizendo que à nossa reportagem que “Eles querem ver os jovens roubando e matando”.

Cabem algumas perguntas:

Como uma instituição de saúde funciona sem alvará? Quem fiscaliza o trabalho realizado no centro? Qual a eficácia do método “palavra de deus” e  as”terapias ocupacionais”, citadas pelo presidente do centro? A instituição dispõe de profissionais da área de saúde ou acessa adequadamente os serviços da rede? Quem se responsabiliza pelos internos, em caso de fuga?

O presidente Rubens não conseguiu nos explicar, mas a Secretaria Municipal de Saúde e o Ministério Público devem alguma explicação.

Encaminhamos um pedido de esclarecimento dos referidos órgãos e aguardamos respostas.

Da Redação

Senado aprova urgência para projeto que isenta diesel de PIS/Cofins

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Após votar seis medidas provisórias (MPs) em uma segunda-feira (28) atípica, os senadores aprovaram, há pouco, o requerimento de urgência do projeto de lei que reonera setores da economia e contém um artigo que pode baratear o preço do diesel. Devido à crise gerada com a greve dos caminhoneiros, que já dura oito dias, os parlamentares imprimiram um ritmo acelerado de votações das MPs, e a maioria foi aprovada de forma simbólica.

Com a pauta livre, o Senado pode agora se debruçar sobre o projeto que retira a desoneração, ou seja, os benefícios fiscais concedidos pelo governo a 56 setores da economia. A matéria foi aprovada na semana passada pela Câmara após os deputados incluírem um trecho que estabelece alíquota zero do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) cobrados sobre o óleo diesel até o fim do ano. Embora não haja acordo em torno do projeto, os senadores já podem discuti-la em plenário a partir desta terça-feira (28).

Antes do requerimento de urgência, aprovado de forma simbólica, os parlamentares aprovaram cinco medidas provisórias enviadas pelo presidente Michel Temer e rejeitaram uma. Além do projeto que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi aprovada e encaminhada à sanção a matéria que autoriza a União a doar recursos ao Estado da Palestina para a restauração da Basília da Natividade. Durante as discussões, senadores criticaram medidas que podem gerar novos custos para os cofres públicos em meio à crise atual.

Apesar da urgência, não há consenso para a votação do projeto, tanto do lado do governo quanto da oposição. O líder do PT, senador Humberto Costa (PT-PE), defende a retirada do trecho que isenta o diesel do PIS/Cofins, alegando que o fim do tributo pode gerar consequências negativa no repasse de recursos para as áreas sociais.

Para o líder do governo, Romero Jucá (MDB-RR), o momento é de “calma” e “equilíbrio” para que a situação seja resolvida de forma definitiva. Segundo Jucá, não adianta votar com pressa a proposta sem conversar previamente com os outros atores: os deputados, que podem novamente analisar o texto; e o governo, que poderia se comprometer com algum veto ao projeto. “A matéria será apreciada oportunamente”, limitou-se a dizer o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), logo após a aprovação do requerimento de urgência.

Servidores de ex-territórios

Já as novas condições para a carreira dos servidores de ex-territórios da União tiveram que ser votadas de forma nominal. Os senadores mantiveram a medida provisória por 48 votos a 11. A MP trata de salários e demais vantagens dos funcionários civis e militares de Roraima, do Amapá e de Rondônia.

Alvo de divergências no plenário, a matéria amplia o escopo dos servidores que, após a Constituição Federal de 1988, optaram por integrar quadros da administração pública federal. De acordo com o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), a MP trará “enormes consequências orçamentárias e fiscais” para a União. Utilizando dados do Ministério do Planejamento, Ferraço afirmou que a despesa do governo federal pode aumentar, a cada ano, em R$ 2,4 bilhões.

Já os parlamentares favoráveis à MP, entre os quais os representantes dos estados cujos servidores serão beneficiados, defenderam a medida. As demais MPs aprovadas tratam dos fundos constitucionais de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e da liberação do pagamento do PIS/Pasep para idosos com mais de 60 anos.

Agência Brasil

Juazeiro sedia primeira semana municipal de atenção à pessoa com Lúpus

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Aconteceu nesta segunda-feira (28), no auditório da loja Maçônica no centro de Juazeiro, a primeira atividade voltada para a capacitação dos profissionais da rede de atenção básica do município voltada ao atendimento e diagnóstico às pessoas com Lúpus. O evento teve como objetivo repassar para médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde informações sobre como identificar uma pessoa com Lúpus.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas Lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão.  Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento.

De acordo com a Psicóloga e uma das organizadoras do grupo de atenção a pessoa com Lúpus no Vale do São Francisco Fabiana Bezerra, o evento direcionado aos profissionais da rede de atenção básica é importante porque “eles são os responsáveis pelo primeiro atendimento e também pelo diagnostico. Sabemos que o Lúpus não tem cura, mas com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado pode ser controlado”, explicou à psicóloga.

Alguns sintomas podem estar ligados ao Lúpus, como: cansaço, desânimo, febre baixa (raramente pode ser alta), queda de cabelo e perda de apetite, inflamações nas articulações (juntas), rins, nervos, cérebro, e membranas que recobrem o coração e pulmão, inchaço nos gânglios (ínguas) que geralmente é acompanhado por febre. Podem aparecer manchas no corpo e no rosto em formato de asa de borboleta.

Sobre os sintomas relacionados à pele, a Dermatologista Pauliane Sampaio falou aos profissionais sobre as fases e como identificar. “O lúpus pode acometer somente a pele como também outros órgãos sistêmicos e é importante que os profissionais da rede de atenção básica do município tenham conhecimento na hora de atender aos pacientes. O diagnóstico tem que ser feito inicialmente por eles, isso para que não deixem passar nenhum caso de Lúpus”, explicou a dermatologista.

“Identificar o Lúpus significa dar vida novamente à pessoa e com a família para estar presente e apoiar o tratamento ajuda o tratamento ao paciente. Estamos abertos a novas capacitações bem como a auxiliar no diagnóstico e tratamento”, pontuou a agente comunitária de saúde Rosângela de Souza Peixinho.

Para a Superintendente de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde, Lorena Pesqueira o município está atento às atividades buscando sempre a capacitação dos profissionais para atender cada dia melhor e com qualidade à população. “Realizamos esse treinamento com os profissionais da rede de atenção básica trazendo para a nossa comunidade assistida, um maior conhecimento sobre o assunto, maior assistência. O grupo de atenção à pessoa com lúpus iniciou há cinco anos esses treinamentos e estamos felizes em estarmos juntos melhorando os conhecimentos profissionais e atendendo estas pessoas”, explicou.

Débora Sousa/ SESAU

Em grupos de Whats APP, parte dos caminhoneiros pede intervenção militar no País

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Organizados por WhatsApp, os caminhoneiros estão irredutíveis com relação à paralisação nacional. Nos grupos de alguns manifestantes, as medidas anunciadas no domingo (27) pelo presidente Michel Temer não surtiram efeito.

Pelo contrário, nesta segunda-feira (28) os participantes demonstram impaciência e irritação com Temer. Além de afirmarem que as reivindicações não foram completamente atendidas, eles aumentam a incitação por uma intervenção militar. Para membros de alguns grupos, essa medida é uma questão de tempo.

Pelo WhatsApp, caminhoneiros afirmam que suas reivindicações não foram completamente atendidas e incitam uma intervenção militar. Na troca de mensagens, os membros se organizam rapidamente. As informações se alastram em minutos, como ocorreu após o pronunciamento do presidente.

Após a publicação das medidas anunciadas pelo governo no Diário Oficial da União, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, José da Fonseca Lopes, pediu que os motoristas “levantem acampamento e sigam a vida”. Nos grupos, a ordem de lideranças grevistas ainda era manter os protestos.

Momentos após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, atendendo as reivindicações dos caminhoneiros, as lideranças inflamavam os motoristas a continuarem parados. Pelo WhatsApp, a ordem que circulava nos grupos era a de manter os protestos. Frases como “Não vamos sair”, “É guerra”, “Não quero mais saber de imposto, quero todo o governo fora” e “Não podemos parar, eles viram a força que temos” davam noção do clima entre os caminhoneiros no domingo.

As fake news também são fartas nos grupos. No sábado, circulavam vídeos com informações de que o governo cortaria energia elétrica de todo o País se a greve não chegasse ao fim ou de supostos áudios de integrantes do governo criticando a condução da greve. Também ganhavam simpatia dos grupos teses sobre uma possível intervenção militar. Numa delas, eles afirmavam que a Constituição Federal dava prazo de 7 dias e 6 horas de paralisação para que o Exército assumisse o poder.

A cúpula das Forças Armadas avalia que a situação da greve dos caminhoneiros é “muito delicada” e que o quadro se agravou no domingo. Comandos de todo o País têm feito duas reuniões diárias e consideram que esta segunda-feira será um dia crucial para medir a temperatura do que está por vir. Os militares temem a adesão de novas categorias e consideram que isso poderá trazer novo complicador à situação.

A grande preocupação das Forças Armadas é parecer que os militares querem um protagonismo. A avaliação é de que, no processo dos caminhoneiros, todas as medidas foram tomadas de afogadilho, atirando para todos os lados e, ao final, se tornando refém da categoria, deixando claro para o País a péssima sensação de que “está dando tudo errado”. Os militares observam ainda que é muito ruim o governo estar negociando com a faca no pescoço.

BN

Aviões da FAB serão usados para transportar medicamentos e insumos

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Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) passarão a ser usados para transportar medicamentos e insumos de saúde que não estão chegando ao destino por conta da greve dos caminhoneiros, de acordo com o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun. Os insumos serão transportados em voos regulares.

A informação foi dada hoje (28) em coletiva de ministros no Palácio do Planalto. “A Força Aérea passa a transportar medicamentos por determinação do presidente em conjunto com o comitê de crise. Foi determinado que a Força Aérea passe a transportar medicamentos e insumos da área da saúde para os hospitais”. Segundo ele, o presidente Michel Temer “tem revelado uma preocupação cada vez maior com a questão da vida humana, da saúde”.

Mapeamento

O Ministério da Saúde informou que todos os estados estão sendo acompanhados e as demandas, mapeadas. As necessidades do setor estão sendo atendidas, segundo a pasta, com o apoio de forças federais, estaduais e municipais. “Ainda não há um balanço geral das iniciativas dos três entes federados”, informou o ministério, por meio de nota.

Em diversas localidades há registros de falta medicamentos e insumos hospitalares. No Rio de Janeiro a Secretaria Estadual de Saúde suspendeu, a partir de hoje (28), as cirurgias eletivas (não emergenciais) em sua rede de hospitais.

O mesmo procedimento foi adotado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que também suspendeu consultas ambulatoriais em hospitais e policlínicas. As unidades básicas de saúde permanecem fechadas hoje. Serão priorizados casos de urgência e emergência e o transporte de pacientes para exames será feito apenas em casos de extrema necessidade A remarcação, segundo a pasta, será feita na primeira oportunidade.

Em entrevista à Agência Brasil, o vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Eduardo de Oliveira, disse que o estado de São Paulo, em particular, enfrenta problemas relacionados ao deslocamento de funcionários – sobretudo os que trabalham na periferia, em unidades de pequeno e médio porte.

Outro alerta da entidade diz respeito ao estoque de sangue nos hemocentros do estado. “Os doadores estão com dificuldade para chegar ao posto de coleta. E o estoque das unidades está começando a acabar. Se essa situação não se normalizar, vamos ter problemas cada vez piores”, avaliou.

Animais

De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, diante da situação crítica de falta de ração para animais que, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) poderá levar a morte de pelo menos 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, juntamente com o Ministério da Saúde, estão tratando de protocolos para atuar se necessário.

“Não se fala ainda e emergência, o assunto esta sob controle e na medida que tenhamos a retomada do transporte, a retomada do abastecimento, a retomada da ração, das condições de manutenção deles, sairemos desse risco da emergência”, diz o ministro.

Agência Brasil

Botijão de gás por R$120, em Juazeiro e Petrolina: Crime que deve ser denunciado ao Procon

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Alguns consumidores entraram em contato com nossa redação para reclamar do preço do botijão do gás de cozinha cobrado por alguns comerciantes de Juazeiro e Petrolina, após a escassez do produto provocada pela paralisação dos caminhoneiros, que já dura oito dias.

Uma dona de casa, que pediu para não ser identificada, informou que comprou um botijão por cento e vinte reais, num comércio no bairro Santo Antônio.

Entramos em contato com o dono do estabelecimento que negou a informação e disse que “não tem mais botijão pra vender, mas se tivesse venderia pelos cento e vinte reais”, assumindo a prática abusiva.

O comerciante Edmilson Oliveira, dono de uma padaria, também no bairro Santo Antônio, falou a nossa reportagem que para garantir a produção de pães no dia de hoje, teve que comprar o gás de cozinha em Santana do Sobrado, Casa Nova. Ele comprou os seis botijões que estavam no estoque. Cada um, por cento e vinte reais.

Segundo informações que apuramos, as distribuidoras de Juazeiro já estão sem estoque e ainda sem previsão de receberem o produto.

As revendedoras que ainda ofertam o botijão nas duas cidades, estão inflacionando o preço e cobrando um valor que é 85% a mais do que era vendido antes do protesto dos caminhoneiros.

O Sindicato dos Revendedores de Gás LP do Estado da Bahia (SINREVGAS) informou que o valor médio do preço do botijao de 13Kg é R$ 65.

Nossa equipe deu um giro por vários pontos de venda de Juazeiro para conferir os preços e constatou que em  alguns locais, o valor é de R$ 120.

A prática de preço abusivo é crime contra a Ordem Econômica e abuso do Direto do Consumidor e as denúncias podem ser feitas ao Procon.

Da Redação

Produtores de frutas do Vale do São Francisco estimam R$ 570 milhões em prejuízos com a paralisação dos caminhoneiros

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Maior exportador de frutas do país, o Vale do São Francisco já contabiliza um prejuízo de R$ 570 milhões ao final do oitavo dia de paralisação dos caminhoneiros. A conta foi apresentada na tarde desta segunda-feira (28), pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira.

Segundo o representante do mais importante segmento da economia regional, a paralisação vem atingindo fortemente o setor, que deixou de comercializar nesta semana para os mercados interno e externo 40 mil toneladas de uvas e 60 mil toneladas de mangas, além de mais 200 mil toneladas de outras frutas, a exemplo de acerola, banana, coco e mamão.

“Com todo esse tempo de paralisação, nossas câmaras frias já estão com a ocupação esgotada, não oferecendo mais espaço para o armazenamento das frutas colhidas recentemente. O resultado são pomares e mais pomares com frutas apodrecendo no campo”, lamentou.

Jailson Lira advertiu ainda que 80% da safra a ser colhida essa semana poderá ficar comprometida por falta de mercado. “Além de termos cancelados todos os novos pedidos do mercado interno, outro agravante é a falta de combustível para os tratores e pulverizadores, o que pode ocasionar a perda das safras de exportação de setembro e outubro”, pontuou.

Ao final da reunião, os produtores assinaram um documento, onde reconhecem a legitimidade do movimento dos caminhoneiros, “por que também sentem o alto custo do diesel na atividade agrícola” e solicitam dos poderes competentes a agilização das negociações, liberação das estradas e acessos aos portos, além da agilização dos documentos de liberação das frutas, a exemplo da Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV).

Clas Comunicação 

Rui solta o verbo e culpa deputados de oposição por “caos no Brasil”: “Deveriam pedir desculpas ao povo”

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O governador Rui Costa (PT) elevou o tom contra os deputados federais baianos da oposição e os culpou pela crise que culminou na greve dos caminhoneiros, que hoje entrou no oitavo dia. Durante ato na inauguração de policlínica em Feira de Santana, o petista disse que os parlamentares “deveriam pedir desculpas ao povo”.

“Fico me perguntando como tem algumas pessoas que têm a capacidade de dissimular as suas responsabilidades. Os mesmos que são oposição na Bahia, são aliados de Temer, quem tirou Dilma do poder. Quem é responsável por ter tirado a gasolina de R$2,60 para R$5 são esses que estão no poder. São esses deputados de oposição. O PSDB, o MDB, o PPS. Quem dobrou o valor do PIS-Cofins, foi Temer quando entrou. Quem ajudou Temer a fazer isso? Esses deputados de oposição e esses partidos. Eles deveriam pedir desculpas ao povo baiano”, disparou.

Rui disse ainda que a refinaria Landulfo Alves está funcionando com apenas 50% da capacidade”. “Por quê? Com isso aumenta o custo do combustível, é evidente. O diesel que estão importando é mais caro do que o que poderia estar sendo produzido aqui. O imposto sobre o diesel aqui na Bahia e no Nordeste é igual, 18%. Não aumentamos nada. O imposto sobre gás é o menor do Brasil.  São esses deputados os responsáveis por esse caos no Brasil”, acrescentou.

BN