Preto no Branco

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Profissionais de saúde alertam para ressurgimento do tipo 3 da dengue

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Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em maio deste ano, já mostrava o ressurgimento desse sorotipo e, na última semana, foram confirmados quatro casos na cidade de Votuporanga, no interior paulista. O primeiro caso, detectado em uma mulher de 34 anos, chamou a atenção por causa da intensidade dos sintomas clássicos da doença, como febre, vômito, dor e manchas vermelhas pelo corpo, além de sangramento nasal e pela urina.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Votuporanga, ações de bloqueio, que incluem a identificação da circulação do sorotipo, mais sete casos foram considerados suspeitos. O resultado das amostras colhidas indicou que, dos sete, três eram do tipo 3 da dengue, sendo todos do sexo feminino, com 5, 31 e 46 anos. Todos os casos ocorreram na mesma região, em um bairro da zona sul da cidade. Os quatro pacientes estão em casa e passam bem.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que não há registro deste tipo da doença em outros municípios do estado de São Paulo, nem óbitos. Em nota, o governo estadual disse que monitora o cenário epidemiológico com plano de contingência, que é feito todos os anos, independente da linhagem.

De acordo com a Fiocruz, a dengue tem quatro sorotipos, e a infecção por um deles cria imunidade contra o mesmo sorotipo, mas o indivíduo pode contrair dengue se tiver contato com um sorotipo diferente. Como poucas pessoas contraíram o tipo 3, há risco de epidemia porque há baixa imunidade contra esse sorotipo.

“O problema é que os sintomas da dengue tipo 3 são os mesmos do tipo 1 e 2. Como muitas pessoas já tiveram os tipos 1 e 2, ao ter o tipo 3, podem desenvolver uma forma grave da doença, o que pode gerar superlotação das unidades de pronto atendimento e hospitais”, diz o infectologista Kleber Luz, coordenador do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia. Por isso, alerta o infectologista, é preciso ter maior vigilância sobre as formas graves da doença. “Do ponto de vista clínico, não há diferença, mas o que chama mais a atenção é a gravidade do caso, por ser uma infecção sequencial. No México e na América Central, por exemplo, a doença tem causado mais mortes”, acrescenta Kleber Luz.

Entre os sintomas de alerta da doença, estão: febre, manchas vermelhas pelo corpo, dor abdominal, vômito persistente, acompanhados também de sangramento na gengiva, no nariz ou na urina. Ao perceber qualquer sintoma, a pessoa deve procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima. As formas de prevenção são as já conhecidas pela população: limpeza dos quintais para evitar água empoçada, que é criadouro do inseto, e receber os agentes de saúde para fazer a vistoria em possíveis focos do mosquito Aedes aegypti.

Oportunidade: Marinha abre Processo Seletivo de Oficiais; há vagas para Juazeiro

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Seguem até o dia 7 de dezembro, as inscrições para o Processo Seletivo de convocação de profissionais de nível superior, para a prestação do Serviço Militar Voluntário como Oficial temporário da Reserva de 2ª Classe da Marinha (RM2), para o ano de 2024, destinadas ao preenchimento de 31 vagas, assim distribuídas:

Para Salvador: na área de Medicina: Cardiologia (1); na área de Odontologia: Prótese Dentária (4), Periodontista(1), Implantodontista (1), Odontopediatria (1) e Ortodontista (1); na área de Apoio à Saúde: Enfermagem (2), Fisioterapia (2), Nutrição (1) e Farmácia (1); na área Técnica: Administração (2), Comunicação Social (1), Informática (1) e Psicologia (1);
na área de Magistério: Biologia (1), Geografia (1), História (1) e Pedagogia (1); e
na área de Engenharia: Mecânica (1) e Civil (1).

Para Porto Seguro, Ilhéus e Juazeiro: Três vagas (uma vaga para cada cidade), na área da
Segurança do Tráfego Aquaviário, que poderão ser preenchidas por profissionais com Bacharelado em Ciências Náuticas (Máquinas e Náutica), Engenharia Naval, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Tecnologia em Construção Naval e Tecnologia em Sistemas de Navegação.

Para Aracaju-SE: Enfermagem (1); e Ciências Contábeis (1).

As vagas são destinadas a candidatos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 41 anos, completados em 25/06/2024, que tenham concluído ou estejam concluindo o curso de nível superior relativo à profissão a que concorre, até a data acima citada, e que preencham os demais requisitos previstos nos Avisos de Convocação.
O Processo Seletivo é constituído de uma Prova Escrita Objetiva de Língua Portuguesa e Formação Militar-Naval, Inspeção de Saúde, Teste de Aptidão Física, Verificação Documental e Prova de Títulos.

Os voluntários classificados em todas as etapas do Processo Seletivo serão matriculados, como Guardas-Marinha, nos Estágios de Adaptação e Serviço e de Serviço Técnico, que serão realizados na cidade de Salvador-BA, com vencimentos na ordem de R$ 9.000,00. Ao lograrem a aprovação nos Estágios, os então oficiais serão designados para as unidades da Marinha do Brasil na área de jurisdição do Comando do 2º Distrito Naval, que abrange os Estados da Bahia e de Sergipe. O valor da taxa de inscrição é de R$ 140,00.

Todas as informações necessárias estão publicadas nos Avisos de Convocação 02 e 03/2023, que estão publicados no link abaixo, onde poderão ser feitas as inscrições:  https://www.marinha.mil.br/com2dn/srd/servico-militar/servico-militar-voluntario-para-oficiais
Ascom

Um homicídio e uma tentativa foram registrados, em Juazeiro, neste final de semana; vítimas são jovens

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Um homicídio e uma tentativa foram registrados em Juazeiro, Norte da Bahia, na noite de sábado (25).

As vítimas foram dois jovens e ambos atingidos por disparos de arma de fogo.

Um dos crimes ocorreu no Residencial Mairi e vitimou o jovem de prenome Jorge.

No Nova Esperança, Aila Santos foi alvejada por disparos e arma de fogo e encaminhada para uma unidade hospitalar da região. O PNB está apurando o estado de saúde da jovem.

Ainda não se sabe a autoria e motivação dos crimes.

Redação PNB

Morre, aos 92 anos, o historiador e acadêmico Alberto Costa e Silva

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Morreu na madrugada deste domingo (26), o acadêmico, diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador Alberto Costa e Silva, aos 92 anos.

Costa e Silva morreu em casa, de causas naturais. De acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL), não haverá velório, e o corpo será cremado amanhã em cerimônia restrita à família.

Para o presidente da ABL, Merval Pereira, a morte de Alberto Costa e Silva tem efeitos múltiplos, todos negativos para a cultura brasileira, que perde um dos seus maiores intelectuais de todos os tempos.

“Para o estudo da África, Alberto foi um dos maiores, senão o maior africanólogo brasileiro. Tinha uma dimensão histórica e política sobre nossas relações com a África, e dava a importância que ela sempre teve, mas nunca foi devidamente enaltecida como ele fez em seus livros. Ganhou o Prêmio Camões, o maior prêmio da língua portuguesa por esta especificação da importância da África no desenvolvimento brasileiro. Era um grande poeta, grande intelectual, grande diplomata. Internamente, nós, da ABL, perdemos uma de nossas bússolas. Alberto dava a direção e a solução correta quando tínhamos dúvidas. É uma perda que tem consequências graves para a ABL, para a cultura brasileira e para o Brasil como um todo”, afirmou o jornalista.

Alberto Costa e Silva deixa sete netos, uma bisneta recém-nascida e três filhos.

Costa e Silva

Especialista na cultura e na história da África, Costa e Silva foi embaixador do Brasil na Nigéria e no Benin, e é considerado um dos mais importantes intelectuais brasileiros. “Sua obra é fundamental para o desenvolvimento dos estudos e do ensino da história do continente africano. Escreveu mais de 40 livros, entre poesia, ensaio, história, infantojuvenil, memória, antologia, versão e adaptação”, diz a ABL em nota sobre a morte do acadêmico.

Eleito para a ABL em 2000, foi o quarto ocupante da cadeira nº 9, na sucessão de Carlos Chagas Filho. Alberto Costa e Silva foi presidente da Academia no biênio 2002-2003 e ocupou os cargos de secretário-geral em 2001, primeiro secretário em 2008-2009 e diretor das Bibliotecas em 2010-15. Era também sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História. A diplomação no Instituto Rio Branco ocorreu em 1957.

O acadêmico nasceu no dia 12 de maio de 1931, em São Paulo, e fez os estudos primários e o curso secundário foram em Fortaleza. Em 1943, mudou-se para o Rio de Janeiro.

Entre as condecorações que recebeu no Brasil estão a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco; Grande Oficial da Ordem do Mérito Militar; Grande Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico; Comendador da Ordem do Mérito Naval e Comendador da Ordem do Mérito Cultural. Fora do país, entre outras, recebeu em Portugal a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo; Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada; Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique; na Colômbia, Grã-Cruz de Boyacá; comendador da Ordem de San Carlos; na Espanha, comendador com placa da Ordem de Isabel, a Católica; e, na Itália, Grande Oficial da Ordem do Mérito.

Em mensagem na rede X (antigo Twitter), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou pesar com o falecimento do diplomata, ensaísta, historiador e um dos mais importantes conhecedores da África no Brasil, Alberto Costa e Silva.

“Membro da Academia Brasileira de Letras, teve um papel fundamental na necessária aproximação entre o Brasil e o continente africano, de onde nutrimos nossas origens e em cuja ancestralidade alimentamos os nossos saberes. Sobre o rio chamado Atlântico, que Alberto identificou, seguiremos construindo as pontes que ele sonhou”, escreveu o presidente. “Meu abraço solidário aos filhos, netos e todos os familiares de um dos mais importantes intelectuais brasileiros no século XX.”

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, com grande pesar, o falecimento do embaixador Alberto Costa e Silva. “Como diplomata, ocupou relevantes funções em Brasília, entre elas a de chefe do Departamento Cultural (1983-1984), a de subsecretário geral de Administração (1984-86) e a de Inspetor do Serviço Exterior (1995-98). Ao longo de uma carreira destacada, no exterior, serviu inicialmente nas embaixadas em Lisboa, Washington, Caracas, Madri e Roma, antes de ser embaixador na Nigéria (1979-83) e cumulativamente em Cotonu, Benin (1981-1983), em Portugal (1986-90), na Colômbia (1990-93) e no Paraguai (1993-95). Sua valiosa e extensa contribuição diplomática o tornou um dos artífices da política externa brasileira para a África”, diz o texto.

Redação PNB, com informações Agência Brasil

Casamento Coletivo: Casais recebem orientações e participam de palestra sobre violência doméstica; cerimônia será dia 7 de dezembro, em Juazeiro

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 A Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), realizou nesse sábado (25), o último encontro para ajustes da 2ª edição do ‘Casamento Coletivo’ que será realizado no dia 7 de dezembro. O evento foi realizado no auditório da Secretaria de Educação do Município (Seduc) e contou com orientações do Cartório do Registro Civil e uma palestra com o tema ‘Violência doméstica com foco na inteligência emocional’.Dona Josélia Lima estava junto ao seu parceiro e foi um dos primeiros casais a chegarem ao local. Sorridente, ela expressou sua felicidade em, enfim, poder celebrar a união. “Tenho mais de 35 anos de relacionamento e só agora decidimos oficializar. Participando desse evento, percebo que fiz a coisa certa”, destacou.O Casamento Comunitário é uma ação do município e já está em sua segunda edição, realizando o desejo em comum de muitos casais. “O objetivo desse encontro é de esclarecimento e preparação dos casais para a cerimônia oficial. Quero agradecer à prefeita Suzana Ramos por mais uma edição”, pontuou a superintendente de Políticas Sociais, Janileide Pereira. A cerimônia será realizada no Espaço de Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a partir das 16h.  Ascom/Sedes

Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza

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Um dos principais atores do conflito no Oriente Médio é o Hamas, grupo que liderou o ataque contra Israel no dia 7 de outubro, sendo considerado uma organização terrorista por países como Estados Unidos, Reino Unido, Japão e nações europeias. Para entender a guerra atual na Palestina, é preciso conhecer as origens e história dessa organização. O Hamas, palavra que significa “Movimento de Resistência Islâmica”, foi fundado em 1987 após o início da primeira Intifada, que foi uma ampla revolta palestina contra a ocupação israelense em seus territórios. O grupo foi criado a partir da Irmandade Mulçumana que, até então, fazia um trabalho de assistência social na Palestina.

Ao contrário do Fatah, partido que ainda hoje administra parte da Cisjordânia, o Hamas não aceitou desistir da luta armada e se opôs aos acordos de Oslo, que levaram a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) a depor as armas e negociar com Israel.

A partir dos anos 2000, Hamas passou a disputar eleições e, em 2006, conquistou a maioria no legislativo (76 das 132 cadeiras), em um pleito considerado limpo por observadores internacionais. Porém, Israel, Estados Unidos e potências europeias não aceitaram o resultado e a disputa entre Fatah e Hamas separou o território palestino, com Fatah controlando parte da Cisjordânia e Hamas ficando com toda Faixa de Gaza. Desde então, Gaza vive um bloqueio imposto por Israel, que monitora a entrada e saída de pessoas e mercadorias.

Para entender melhor a história desse grupo islâmico, a Agência Brasil entrevistou dois especialistas no assunto. O primeiro foi o professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo José Arbex Junior, que é escritor e doutor em História pela USP. Autor do livro Terror e Esperança na Palestina, ele foi correspondente internacional da Folha de São Paulo em Moscou e Nova York.

A segunda foi com a professora de pós-graduação em Relações Internacionais da PUC de Minas Gerais Rashmi Singh. De origem indiana, ela estuda a questão árabe-israelense há mais de 20 anos e escreveu o livro O Hamas e o terrorismo suicida: abordagens multicausais e multiníveis.

Agência Brasil: O que determinou a origem do Hamas?

José Arbex: Ele surge, na sua versão original, como um braço da Irmandade Mulçumana na palestina, organização que tem como principal objetivo a assistência social, filantrópica e educativa para atenuar as misérias causadas pela pobreza. Com a 1ª intifada, o Hamas foi criado com objetivo de lutar militarmente contra Israel.

Eles entenderam, a partir da 1ª intifada, que não havia mais como negociar, uma vez que Israel exercia força bruta, incluindo assassinatos contra adolescentes e crianças. Isso distanciou o Hamas da OLP, que assumiu o caminho do diálogo, abandonando a luta armada.

Rashmi Singh: O Hamas foi criado a partir da Irmandade Mulçumana, organização que estava presente na Faixa de Gaza desde 1945. O grupo foi criado para ter uma participação mais ativa na resistência contra a ocupação de Israel com a 1ª intifada.

Com a 1ª intifada, a Irmandade quis participar para ficar relevante no ambiente político palestino. Como eles tinham medo da resposta de Israel, criaram o Hamas.

A diferença do Hamas para os outros partidos palestinos foi o uso do islamismo no discurso para ganhar a nação palestina. Já haviam partidos antigos usando narrativas de nacionalismo palestino e defendendo a luta armada. O que mudou com Hamas foi a ligação do partido com o Islã.

Agência Brasil: Quando o Hamas começou a usar violência contra alvos civis?

José Arbex: Num dado momento, surge dentro do Hamas a disposição de promover ataques a bombas contra civis, mas essa não foi a única forma de luta do grupo. O Hamas também apoiou várias tentativas de luta civil em que a população fazia marchas pacíficas até a fronteira. Em resposta, Israel mandava atirar matando e mutilando centenas de civis. Isso demonstrava que não havia como negociar pacificamente com Israel.

Sempre teve gente muito radical e gente mais disposta ao diálogo no Hamas. Até hoje é assim. O que aconteceu é que o atentado em Hebron foi tão brutal que despertou ainda mais os setores mais radicais do Hamas [Em 1994, um colono israelense abriu fogo contra palestinos que rezavam em uma mesquita, matando 29 pessoas]. Quando o colono faz isso e não é punido, isso desperta os setores mais radicais do Hamas.

Rashmi Singh: É difícil falar o momento que eles começaram a usar terrorismo. Hamas tinha uma narrativa violenta desde o início da 1ª intifada, mas não era só o Hamas. O próprio Fatah e outros partidos também tinham essa narrativa violenta. Inicialmente, a violência do Hamas era contra alvos militares até porque os tanques invadiram as cidades palestinas na 1ª intifada, não tinha como não ser contra militares.

Mas quando começou o acordo de Oslo eles percebem que, para continuar a ter relevância, tinham que manter a posição revolucionária e, para isso, precisavam usar violência, fazendo isso contra os colonos e militares israelenses.

Hamas tem objetivos estratégicos para usar o terrorismo. O primeiro objetivo é sempre a sobrevivência. Eles usam violência para sobreviver em um ambiente político que não têm mesmo nível dos outros partidos. O segundo objetivo é para ficar relevante. Outro motivo é a vingança.

É muito difícil explicar como a ocupação israelense é pesada, como é difícil o dia a dia dos palestinos. É difícil falar com palavras, tem que ir lá ver a ocupação. Nesse cenário, um dos objetivos da violência é a vingança. Muitos voluntários do Hamas perderam famílias, casas, e tiveram irmãs estupradas. A violência do Hamas é uma vingança contra a violência da ocupação.

Agência Brasil: Qual o atual objetivo do Hamas? Há espaço para negociação?

José Arbex: A primeira carta de princípios do Hamas, de 1987, dizia que o objetivo era acabar com Israel e com os judeus, declarações que poderiam ser classificadas como antissemitas. Mas, em 2017, elas adotaram outra carta e substituem a palavra judeu, se colocando contra apenas os sionistas. Além disso, proclamam a intenção de criar um Estado islâmico, regido pelas leis islâmicas, mas onde seriam assegurados os direitos e a plena cidadania a islâmicos, cristãos e judeus.  

Ao contrário do que dizem, o Hamas quis, ao longos dos anos, entrar num processo de negociação. Quem não quer é israel. A própria OLP, por exemplo, era chamada de terrorista antes do acordo de Oslo e isso não impediu Israel de negociar.

Rashmi Singh: Hamas sempre mostrou capacidade para negociação. Temos que separar o que é narrativa e o que é comportamento. Apesar de sempre ter existido essa narrativa de não aceitar Israel, na prática eles sempre mostraram capacidade de diálogo, diferente da Jihad Islâmica, que é bem mais radical e não tem capacidade de negociar.

Foram muitas vezes que eles sugeriram parar de usar violência, desde que Israel aceitasse determinadas condições, mas essas condições nunca foram aceitas, como o retorno dos palestinos para suas terras. Temos que entender que Israel não aceita a solução dos dois estados.

Nós perdemos a oportunidade de moderar o Hamas quando ele ganhou as eleições em 2006 e o resultado foi rejeitado. Foi um grave erro nessa época.

Agência Brasil: O que aconteceu depois da vitória do Hamas em 2006?

José Arbex: Aconteceu que Israel e os EUA não reconheceram as eleições, considerada limpa por observadores internacionais. Como não aceitaram o resultado, iniciou-se uma disputa que deu ao Hamas o controle da Faixa de Gaza, com a Cisjordânia ficando com a Autoridade Nacional Palestina (ANP) [entidade que administra parte da Cisjordânia e, até 2006, administrava Gaza].

Mas essa foi uma crise provocada por Israel e Estados Unidos. Afinal, Benjamin Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] achava bom o crescimento do Hamas porque isso dividia os palestinos.

Por isso, Israel fechou os olhos para o fato de o Hamas receber verbas e dinheiro do Catar e de outras fontes sunitas. Durante todo esse período, Israel permitiu que Hamas recebesse fundos, mantendo a política terrível chamada de ceifadeira. Essa política deixava o Hamas crescer e se armar. Depois de crescer um pouco, Israel vai lá e dá uma “podada” na grama. Isso explica os ataques à Gaza de tempos em tempos.

Rashmi Singh: O Hamas ganhou em uma situação de guerra e de muita violência. Havia também muita corrupção na Autoridade Nacional Palestina. O sentimento da população, depois de dez anos de Oslo, era de que a ANP não tinha capacidade de garantir a paz ou os dois estados.

Porém, Israel, Estados Unidos e União Europeia não aceitaram o resultado da eleição democrática. Esses países começaram a apoiar a ANP para dividir o movimento palestino. Mahmoud Abbas, que perdeu as eleições, viu a chance de continuar no poder e também não aceitou a vitória do Hamas.

Agência Brasil

Prefeitura de Sento-Sé prorroga prazo para inscrição nos editais da Lei Paulo Gustavo

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A Prefeitura de Sento-Sé, através da Secretaria de Administração e sua Gerência de Cultura, anunciou a prorrogação do prazo de inscrições nos editais da Lei Paulo Gustavo. O anúncio de prorrogação para os dois editais, Edital – 01/2023 – Audiovisual e Edital – 02/2023 – Demais Áreas, foi publicado na edição desta sexta-feira (24), do Diário Oficial do Município. Com a prorrogação, as inscrições seguem até o dia 03 de dezembro de 2023.

As inscrições estão sendo feitas online e de forma gratuita, através dos links disponíveis nos editais, no portal do município, ou no final deste texto.

Editais Lei Paulo Gustavo – visam proporcionar o fomento à produção cultural no município de Sento-Sé por meio da execução da Lei Paulo Gustavo, que dispõe sobre ações emergenciais para o setor cultural a serem adotadas em decorrência dos efeitos econômicos e sociais da pandemia da covid-19.

O valor destinado ao município de Sento-Sé é de pouco mais de R$ 385 mil para execução através de publicação de editais, chamamentos públicos e premiações e contemplam a produção audiovisual, fomento à produção, capacitação e qualificação do audiovisual e apoio às salas de cinema, demais áreas culturais, tais como teatro, circo, dança, artes visuais, artesanato, literatura, música, entre outros.

Links para inscrição:

Edital – 01/2023 – Audiovisual (https://www.sentose.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/Edital-01-Lei-Paulo-Gustavo-Audio-Visual.pdf)

Pessoa Física – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdXS3ESXRfDy0eU1Y2vxOpmCZ5iFEMPc3C2tYOH7-CDnanjNQ/viewform

Pessoa Jurídica ou Grupo Informal – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdd3fjiLHhhx8224OyE2xnXo-98zJw–I1G7N_pqBfhuHlsRQ/viewform

Edital – 02/2023 – Demais Áreas (https://www.sentose.ba.gov.br/wp-content/uploads/2023/11/EDITAL-02-Lei-Paulo-Gustavo-Demais-Areas.pdf)

Pessoa Física – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdXS3ESXRfDy0eU1Y2vxOpmCZ5iFEMPc3C2tYOH7-CDnanjNQ/viewform

Pessoa Jurídica ou Grupo Informal – https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdd3fjiLHhhx8224OyE2xnXo-98zJw–I1G7N_pqBfhuHlsRQ/viewform

 Ascom/PMSSE

“Situação delicada, mas necessária,” justifica síndico de condomínio que obteve autorização para derrubada de árvores no São Geraldo, Juazeiro

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Na manhã de ontem (25), o PNB foi procurado por moradores da Rua do Aveloz, no bairro São Geraldo, em Juazeiro, que demonstraram indignação com a retirada de dezenas de árvores ‘Nim’ que existiam há anos no local. Eles protestaram contra a ação realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano.

Em contato com nossa redação, o síndico do condomínio afirmou que pediu autorização ao poder público para a retirada das árvores, desde o último mês de maio.

Carlos Cointeiro informou ainda que houve uma conversa com “o Presidente da Associação de Moradores do São Geraldo e mais 3 pessoas da rua, que são líderes, e ficou acordado a supressão as árvores.”

Ele disse ainda que no local haverá “o plantio de mudas de plantas que não danifiquem calçadas e muro. As árvores que estão sendo suprimidas não são adequadas para o local e tem causado dano ao patrimônio de terceiros e o muro está sob risco de queda em cima de crianças, idosos, animais e veículos. É uma situação delicada, mas necessária,” disse o síndico.

O síndico enviou fotos do muro que estaria comprometido e afirmou ainda que as árvores foram plantadas em baixo da rede de energia.

“Ainda tem outro agravante. As árvores foram plantadas em baixo da rede elétrica. Aí já tivemos várias ocorrências de apagões devido aos galhos dessas árvores.” E reafirmou que: “tudo foi acordado ontem (24) com a Associação de Moradores do São Geraldo.”

Em nota enviada a nossa redação, a Semaurb informou que, “após realizar levantamento no local, identificou que as raízes das árvores ‘Nim’ estavam comprometendo a estrutura do muro. Devido a isso e para evitar possíveis incidentes graves, a equipe de fiscalização ambiental da Semaurb concedeu autorização para a retirada dessas árvores. A Semaurb ressalta que já promoveu campanhas educativas para orientar a população sobre como agir diante de situações semelhantes. A prevenção é fundamental para garantir a segurança de todos”.

Reclamações

“Nós, moradores, fomos pegos de surpresa com essa ação da prefeitura. Não fomos avisados e ficamos até preocupados. Um dos moradores ainda acionou a Polícia Militar, mas os policiais disseram que eles tinham autorização. São mais de 20 árvores que estão sendo derrubadas no total. Agora só restam 5, mas já disseram que vão retirá-las hoje ainda. No calor que está fazendo, a prefeitura deveria era está plantando mais árvores, e não retirando as que têm”, relatam.

Os moradores questionam ainda se a gestão municipal teve autorização do IBAMA para a retirada das árvores.

“Acredito que para derrubar esse tanto de Árvores o Ibama deveria ser comunicado. Será se a prefeitura tem essa autorização? Estamos tentando acionar o IBAMA, mas não estamos conseguindo. O que está acontecendo aqui é um crime ambiental. Nenhum morador está de acordo com essa ação, pois não trará benefício nenhuma para nós”, acrescentaram.

Redação PNB

“O poder do amor ou o amor pelo poder”, por Gilberto Santana

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Em política, buscando fugir da razão, que exige uma demonstração do conhecimento, é comum que o debate evite o campo científico e programático e , se desloque para manipulação dos afetos.

Se fosse um trabalho acadêmico, “amor”, seria a palavra chave. Ocorre uma disputa acirrada com enorme apelo ao emocional coletivo. Um concurso da narrativa de quem ama mais a cidade.

O marketing político se converte no “CUPIDO” mirando sua flecha no coração dos munícipes.  E o jogo de sedução encampa toda a a urbe.
Quem ama Juazeiro vota em…
Por amor a juazeiro vote em…

Até o maior dos amores, que é o amor maternal, incorporou uma “mãe” para cuidar dos filhos dessa terra.

Uma espécie de romantismo, acelerado no pragmatismo exacerbado, atropela o debate racional que é ofuscado intencionalmente. Ai de quem na relação cidade, cidadão, cidadania, ousar apresentar uma crítica amparada na “accountability”, que é o conjunto de práticas utilizadas pelos gestores, para prestar contas e se responsabilizar pelas suas ações.

A comunicação oficial, ou a “ ASCOM” do candidato, abafa o diálogo acusando ser coisa de quem não ama Juazeiro.

Na amplitude do ser político, exercitando a consciência crítica , no uso da inteligência, submetida ao crivo da justiça, me pergunto:

Que amor é esse que se esquiva da razão o tempo inteiro?

Que amor é esse que aposta na ignorância e escapa do debate público. Não encara o contraditório.

Esse amor é o amor pelo poder.

Quando o poder do amor é vencido pelo amor ao poder, a cidade experimenta um relacionamento abusivo com os seus homens públicos.

Quem vence é o “ CUPIDO POLÍTICO” , ou o estúpido político.

Amar a cidade é mergulhar nos seus desafios, admitir as imperfeições, ouvir amplamente e respeitar as contradições adversas.

Juazeiro tem muito coração. Aqui vive o povo mais lindo, afetuoso e alegre da Bahia. Mas toda paixão, cega. O desafio é traduzir o amor numa decisão que se apóie na razão.
Não queremos um pai, tampouco uma mãe… Precisamos de um programa claro e transparente, construído sob critério científico, passível de averiguação e que sobreviva ao debate público.

Precisamos de um modelo para além da democracia representativa burguesa. Os que prometem colocar o povo no poder, deveriam colocar o poder no povo.

Um debate cujo o alicerce espiritual seja o respeito. Sem agressão, sem violência, promovendo a civilidade que devolva o interesse do povo pela política, por sua polis, por sua terra.

Com amor e com razão.

Gilberto Santana, Cientista Social com ênfase em Ciência Política, Educador popular,
Séc de Formação política do SINERGIA BA, Membro do coletivo de formação da CUT e analista político