Preto no Branco

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“É engraçado, eu tô muito mais tranquilo hoje do que em 1980”, diz Lula

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Em um vídeo gravado na última sexta-feira (6) e divulgado neste domingo (8) em sua página no Facebook, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que o juiz federal Sergio Moro tem uma “mente doentia”. Lula foi preso no sábado (7) e passou a noite na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

Na filmagem, em que aparece ao lado do religioso Frei Betto, o ex-presidente diz ainda que “pode demorar um pouco, mas nós vamos vencer essa batalha”. “Quem sabe, semana que vem estaremos juntos”, afirma ao líder religioso. A conversa foi gravada no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde o petista passou as últimas 48 horas antes de ser preso.

Frei Betto lembra da primeira vez em que o ex-presidente foi preso, nos anos 1980, durante a ditadura militar. Lula liderava, na época, uma greve dos metalúrgicos.

“É engraçado, eu tô muito mais tranquilo hoje do que em 1980”, responde o ex-presidente, que lembra ainda que foi Betto quem denunciou sua prisão à época.

Na conversa, Lula critica Moro e o procurador Deltan Dallagnol. “Eu duvido que o Moro, eu duvido que o Dallagnol, eu duvido que os caras que fizeram as mentiras que eles tão fazendo contra mim deitem toda noite com a consciência tranquila que eu deito, e durmam o sono que eu durmo”, afirmou.

Lula falou ainda que a decretação da prisão dele por Moro aconteceu porque o petista é o “sonho de consumo do Moro”, que tem uma “mente doentia” e segue uma “obsessão em que a mentira não tem limite”.

Para Lula, sua prisão acontece tendo em vista a iminência de uma liminar que proíba a prisão após condenação em segunda instância.

“‘Vai que vem uma liminar e acaba com esse negócio da condenação em segunda instância e nós não prendemos o Lula. Pô, assim não vale’. Então, foi por isso que ele fez isso”, afirma. Ele diz ainda que “toda essa palhaçada com meu nome que ele e a Globo fazem, todo santo dia, não pode ter fim se eu não for preso”.

O petista diz também que sabia que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) “não era para parar na Dilma”. “Não querem que o povo mais humilde ascenda um degrau na escala da sociedade. Só o fato do pobre comer bem parece que incomoda eles”, diz.

Veja vídeo:

https://youtu.be/Xt64gcS2IZo

Petrolina: Vereador (PT) é agredido por Deputado Patriota (PSB)

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De acordo com informações que chegaram ao PNB, na tarde deste domingo (8), o Deputado Federal Gonzaga Patriota (PSB) agrediu o Vereador Gilmar Santos (PT) durante Audiência Pública, que estava acontecendo  na comunidade de Rajada-Petrolina-PE, na tarde deste domingo (8).

Depois de se recusar a estender a mão ao deputado, por considerá-lo “golpista”, o vereador petista foi atingido por um soco no rosto, como contou Gilmar Santos ao PNB.

O Vereador Gilmar Santos não revidou, mas já prestou queixa na delegacia de polícia.

Nós conversamos com o vereador petista que relatou seu sentimento ” Sinto-me encorajado a continuar na luta pela democracia, denunciando qualquer tipo de violência e sem revidar”.

O PNB está mantendo contato com a assessoria de Patriota para ouvir a sua versão sobre o episódio.

Da Redação

 

Fuzis e munições são apreendidas na região de Senhor do Bonfim (BA)

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Na noite de ontem, sábado (7), uma ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de dois fuzis e 239 munições. Durante fiscalização na BR 407, na região de Senhor do Bonfim.

O material foi encontrado em um veículo após fuga de seus ocupantes.

Quando os policiais abordaram um veículo VW/Fox, com placas de Lauro de Freitas, que fugiu e foi perseguido pelos policiais, no KM 103, os ocupantes do veículo fugiram a pé e entraram no município de Jaguarari.

Eles não foram presos, mas no interior do Fox, os PRFs encontraram dois fuzis, sendo um calibre 7.62 com 126 munições, e o outro calibre 556 com 113, além de três carregadores. Os policiais também constataram que o veículo utilizado era fruto de roubo.

Da Redação

Marina não terá vaga garantida nos debates de televisão

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A rede Sustentabilidade, partido da pré-candidata Marina Silva, sai da janela partidária com dois deputados a menos. O partido tentou trazer para a sigla parlamentares que substituíssem os deputados Aliel Machado (PR) e Alessandro Molon (RJ), que foram para o PSB, mas a falta de estrutura e de fundo partidário não ajudou nas negociações. Foi também o tamanho do fundo da Rede que teria sido determinante para a saída dos deputados. Na prática, significa que Marina não terá vaga garantida nos debates de televisão.

A lei prevê que são necessários cinco parlamentares no Congresso para isso. Dessa forma, sua participação dependerá de um convite da empresa de TV. Na Rede, insistem que Marina participará dos debates, porque não convidar uma candidata com os índices de intenção de voto dela – que disputa vaga no segundo turno, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, na ausência de Lula nas urnas – pegaria muito mal. Os dois nomes cotados eram os senadores Reguffe (sem partido-DF) e Cristovam Buarque (PPS-DF).

O último cortejo foi anteontem, na abertura do Congresso da Rede em Brasília, em que os parlamentares estavam na primeira fileira da plateia, e a militância gritava em uníssono: “Vem pra Rede”. “Por favor, nessa hora nos ajudem a dizer não àqueles que estão desde já sabotando a Marina”, disse em seu discurso o deputado Miro Teixeira (RJ).

BN

Sempre Aos Domingos, por Sibelle Fonseca: “Um prato de comida, pelo amor de Deus!”

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Ontem, já passava do meio dia do dia da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando alguém bateu na minha porta. Eu, muito ocupada, entre textos e panelas no fogo, perguntei pela janela o que deseja aquela voz que dizia “Ô de casa!”, já na intenção de dispensar a pessoa dali mesmo. Eu não podia parar o que estava fazendo e nem estava a fim de fazer sala pra ninguém. Foi quando ouvi: “Dona, me dê um prato de comida, pelo amor de Deus. Eu me sinto fraco”.

Tomei um soco no estomago! Como não acredito em acaso, não tive dúvida de que aquela voz chegou até mim para reafirmar o lado que escolhi e também a minha humanidade. Bem no dia da prisão de Lula, aquela voz me lembrou um tempo em que era comum os “esmolés”, como eram chamados, baterem nas portas, pedindo “uma esmolinha pelo amor de Deus”. Geralmente uma mulher, com uma penca de filhos, que muitas vezes ouvia como resposta: “Deus lhe favoreça, mas não tem agora não”. Essa cena era cotidiana na porta das famílias brasileiras que gostam muito de pobre. Gostam. Para servi-las ou para dar-lhes a oportunidade de serem religiosas e caridosas, aliviando suas culpas.

Uma cena que desapareceu desde que o projeto da classe trabalhadora ocupou o poder. Desde que um governo popular transformou meu país em um país muito mais justo e bem melhor para gente que pensa que nem eu. Um pais menos desigual. Onde cada brasileiro pode fazer três refeições todos os dias e sonhar com um futuro de dignidade e justiça social.

O meu sonho e o de milhões, de ter um trabalhador na Presidência do Brasil, deixou de ser utopia. E vimos em números, dados, estatísticas e provas concretas como a classe trabalhadora ascendeu. Como teve gente que saiu da miséria, do mundo dos invisíveis, como teve pobre que saiu da indignidade, como começou-se a pagar a dívida com os negros, como as mulheres passaram a ocupar os espaços, como os diferentes se impuseram e empoderaram.

Os interesses e necessidades da população mais pobre foi para o gabinete da presidência. Mulheres e negros ocuparam ministérios. Os programas sociais redistribuíram renda e garantiram qualidade de vida, poder de compra para quem nunca pôde ter nem um carnê na mão. As políticas afirmativas e de inclusão empoderaram muita gente.

Os dominantes não gostaram nada disso. Tiveram que engolir muita coisa e foi a seco. Represaram tanto ódio que hoje até entendo os batedores de panela. É desesperador mesmo pra madame ter que pagar salário mínimo a empregada que ela sempre explorou. Deve ser um horror mesmo para um branco racista ter que fazer o exame de toque retal com um médico negro. Vixe! Vou parar por aqui. A elite sempre pensou que trabalhador tem que comer em cocho e usar macacão ou uniforme de babá.

Vou voltar ao homem que me pediu um “prato de comida pelo amor de Deus”. Sentei para conversar com ele, enquanto ele almoçava. Era a primeira refeição de verdade que fazia, em dois dias, pelo que me disse. José Romálio, 36 anos, negro, magro e maltrapilho, me mostrou as mãos calejadas e disse “sou um trabalhador. Tenho três filhos, deixei minha família no Piauí em busca de emprego aqui em Juazeiro. Me disseram que aqui tinha trabalho. Mas não tá fácil, não!”

Comunicadora curiosa como sou, testei meu interlocutor sobre o tal Lula, que estava prestes a ser preso. Quer saber o que me disse Romálio? “Dona, pra nós, pobres, nunca foi fácil, mas tinha melhorado muito com o presidente Lula. Agora, já não sei o que será da pobreza. Soube que vão prender o Lula. Ele deu muita vez aos pobres e os grandes ficaram com muita raiva dele, dona”.

Conversamos um bocado e eu senti o desapontamento dele. Era o meu mesmo desapontamento. Romálio me representa.

Um homem politizado e que enxerga melhor que uma raça de gente que sentou num banco de faculdade. Lúcido, ele me descreveu a luta de classes. E ele sabia qual o seu lugar. Muita gente não sabe. Tive orgulho de mim e de Romálio. Agradeci a oportunidade de conhecê-lo. E perguntei: E agora, eleição sem Lula? Ele, sem titubear me respondeu: “E a senhora acha que ele não vai mandar dizer quem deve continuar o governo dele, é?”

Mais tarde, quando Lula disse, antes de ser preso, que: “Eu não sou um ser humano, sou uma ideia”, eu lembrei de Romálio.

É, companheiro, não adianta tentar acabar com as ideias!

“O sonho não acabou e a esperança não morreu”.

Mande as ordens, Luiz Inácio Lula da Silva! Dê a ideia! Somos muitos Romálios por aqui!

 

Sibelle Fonseca é radialista, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, conselheira da mulher, mãe de quatro filhos, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e uma amante da vida e de gente.

 

Eleição presidencial já tem 14 pré-candidatos oficializados

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Há exatos seis meses da eleição presidencial deste ano, pelo menos 14 nomes já se colocaram publicamente na disputa. Mais uma pré-candidatura deve ser oficializada nas próximas semanas, a do PSB, e outros dois grandes partidos, PT e MDB, ainda não definiram seus quadros, apesar de prometerem apresentar um candidato nos próximos meses aos eleitores. A decisão final deve ser tomada até o início de agosto, quando termina o prazo para cada partido definir as candidaturas nas convenções.

Dentre os concorrentes ao pleito, há ex-presidentes, senadores, deputados, ex-ministros e até um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.

 

Álvaro Dias – Podemos

O senador Álvaro Dias será o candidato do Podemos. Eleito senador em 2014, pelo PSDB, Álvaro Dias migrou para o PV e, em julho do ano passado, buscou o Podemos, antigo PTN. Com a candidatura do senador, a legenda quer imprimir a bandeira da renovação da política e da participação direta do povo nas decisões do país por meio de plataformas digitais.

“Nós temos que rediscutir a representação parlamentar. Não somos senadores demais, deputados e vereadores demais? Está na hora de reduzirmos o tamanho do Legislativo no país, tornando-o mais enxuto, econômico, ágil e competente”, afirmou Dias, em entrevista concedida esta semana no Congresso Nacional.

O político, de 73 anos, está no quarto mandato de senador. De 1987 a 1991, foi governador do Paraná, à época pelo PMDB. Na década de 1970, foi deputado federal por três legislaturas e, antes, foi vereador de Londrina (PR) e deputado estadual no Paraná. Álvaro Dias é formado em História.

 

Ciro Gomes – PDT

Pela terceira vez concorrendo ao posto mais alto do Executivo, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes vai representar o PDT na disputa presidencial. Ao anunciar o seu nome como pré-candidato na última quinta-feira (8), o pedetista adotou um discurso contra as desigualdades e propondo um “projeto de desenvolvimento” para o país.

“Não dá para falar sério em educação que emancipe, não dá para falar sério em segurança que proteja e restaure a paz da família brasileira sem ter compromisso sério para dizer de onde vem o dinheiro”, disse, no ato de lançamento da pré-candidatura.

Ciro Ferreira Gomes tem 60 anos e é formado em Direito. Ele foi governador do Ceará por dois mandatos, ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco e da Integração Nacional no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, ocupou a prefeitura de Fortaleza e o cargo de deputado estadual. Em 1998 e 2002, ele foi candidato à Presidência, tendo ficado em terceiro e quarto colocado, respectivamente.

 

Fernando Collor – PTC

O senador e ex-presidente da República Fernando Collor vai concorrer pelo PTC. Ele foi presidente da República entre 1990 e 1992, quando sofreu impeachment e foi substituído pelo então vice-presidente Itamar Franco. Foi o primeiro presidente a ser eleito pelo voto direto após o regime militar (1964-1985).

Depois de ter os direitos políticos cassados, ele se candidatou ao Senado em 2006, tendo sido eleito, e reconduzido ao cargo em 2014. Antes de ocupar a Presidência, o jornalista e bacharel em Ciências Econômicas, formado pela Universidade Federal de Alagoas, foi governador de Alagoas (1986) e deputado federal (1982).

Em discurso em fevereiro na tribuna do Senado, Fernando Collor de Mello disse que sua pré-candidatura é a retomada de uma missão pelo país. E afirmou que pretende alavancar novamente o país, mediante um novo acordo com a sociedade. “Isso só será possível com planejamento e com sólido programa social que seja tecnicamente recomendável, politicamente viável e socialmente aceito”, destacou.

Geraldo Alckmin – PSDB

Após a desistência de outros quadros da sigla, o PSDB oficializou, no último dia 20, a pré-candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Esta será a segunda vez que ele disputará a vaga. Em dezembro do ano passado, em uma movimentação para unir os demais quadros tucanos em torno de sua candidatura, Alckmin foi eleito presidente nacional do PSDB.

Na entrevista coletiva em que anunciou a pré-candidatura, Alckmin afirmou que irá destravar a economia e colocou como prioridades a desburocratização, uma reforma tributária, retomar a agenda da reforma da Previdência e reduzir os juros.

Geraldo Alckmin tem 65 anos, é formado em medicina e é um quadro histórico do PSDB em São Paulo. Ele começou a carreira como vereador em Pindamonhangaba, no interior do estado. Foi prefeito da cidade, deputado estadual e deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte. Vice-governador de 1995 a 2001, ele assumiu a administração paulista após a morte de Mário Covas, sendo reeleito em 2002. Disputou o Planalto em 2006, quando foi derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no 2º turno. Eleito em 2010 para mais um mandato à frente do governo de São Paulo, Alckmin foi reeleito em 2014.

Guilherme Boulos – PSOL

Depois de uma consulta interna que contou com outros três nomes, o PSOL decidiu lançar a pré-candidatura de Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), após ele se filiar à sigla no início do mês de março. Repetindo a estratégia das últimas eleições de apresentar uma opção mais à esquerda que os demais partidos, o PSOL participará com candidato próprio à corrida presidencial, que em 2010 e 2014 teve os nomes de Plínio de Arruda Sampaio e Luciana Genro na disputa.

Segundo Boulos, é preciso levar a indignação dos cidadãos para dentro da política. Como bandeiras de campanha, ele elencou o combate aos privilégios do “andar de cima” da economia e a promoção de plebiscitos e referendos de consulta à população sobre temas fundamentais. “Nós queremos disputar o projeto de país. Não teremos uma candidatura apenas para demarcar espaço dentro da esquerda brasileira. Vamos apresentar uma alternativa real de projeto para o Brasil”, afirmou.

Um dos líderes do movimento pelo direito à moradia no Brasil, Boulos ficou conhecido nacionalmente após as mobilizações contra a realização da Copa do Mundo no país, em 2014. Como liderança do MTST, ele organizou a ocupação de áreas urbanas, em especial no estado de São Paulo. Formado em Filosofia e Psicologia, Boulos tem 35 anos.

Jair Bolsonaro – PSL

Deputado federal na sétima legislatura, Bolsonaro se filiou ao PSL na última quarta-feira (7). Considerado polêmico por suas bandeiras, Jair Bolsonaro defende a ampliação do acesso a armas e um Estado cristão, além de criticar modelos de família, segundo ele, “não tradicionais”, como casamento homossexual.

“Nós temos propósitos, projeto e tudo para começar a mudar o Brasil. Nós somos de direita, respeitamos a família brasileira. Está na Constituição que o casamento é entre homem e mulher e ponto final.  Esse pessoal é o atraso, uma comprovação de que eles não têm propostas e que a igualdade que eles pregam é na miséria”, afirmou, durante o ato de filiação ao PSL. De acordo com o partido, ainda não há uma data de lançamento oficial da pré-candidatura.

Nascido em Campinas, Jair Messias Bolsonaro tem 62 anos. Ele é formado em Educação Física e militar de carreira. Ele foi para a reserva das Forças Armadas em 1988, após se envolver em atos de indisciplina e ser eleito vereador pelo Rio de Janeiro. Desde 1991, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado em 2014 pelo PP, mas migrou para o PSC.

 

João Amoêdo – Novo

Com 55 anos, João Amoêdo é o candidato pelo partido Novo, que ajudou a fundar. Formado em engenharia e administração de empresas, fez carreira como executivo do mercado financeiro.

Amoêdo foi um dos fundadores do Partido Novo, que teve seu registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015. A disputa presidencial em 2018 será a primeira experiência política dele.

Entre as principais bandeiras de Amoêdo, assim como do Partido Novo, estão a maior autonomia e liberdade do indivíduo, a redução das áreas de atuação do Estado, a diminuição da carga tributária e a melhoria na qualidade dos serviços essenciais, como saúde, segurança e educação. “É fácil acabar com a desigualdade, basta tornar todo mundo pobre. Ao combater a desigualdade você não está preocupado em criar riqueza e crescer, você só está preocupado em tornar todo mundo igual. O importante é acabar com a pobreza e concentrar na educação básica de qualidade para todos”, diz o candidato em sua página oficial na internet.

 

José Maria Eymael – PSDC

Já o PSDC confirmou no último dia 15 de março a pré-candidatura do seu presidente nacional, José Maria Eymael, que vai concorrer pela quinta vez.

Além de fundador do PSDC, José Maria Eymael é advogado e nasceu em Porto Alegre. Sua trajetória política começou na capital gaúcha, onde foi um dos líderes da Juventude Operária Católica. Em 1962, filiou-se ao Partido Democrata Cristão (PDC) e atuou como líder jovem do partido.

Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo. Em 1990, conquistou o segundo mandato na Câmara dos Deputados. Como parlamentar federal, Eymael defendeu a manutenção da palavra Deus no preâmbulo da atual Constituição Federal durante a Assembleia Constituinte, considerado um marco em sua trajetória política.

 

Levy Fidelix – PRTB

Outro candidato recorrente ao pleito é o jornalista e publicitário Levy Fidelix, representando o partido do qual é fundador: PRTB. Abordando temas em defesa da família e dos “bons costumes”, ele buscará aproveitar o momento de insatisfação dos brasileiros com a corrupção para se dizer um candidato “ficha limpa”.

Fidelix concorreu ao cargo nas eleições de 2014, 2010 e de 1994.

Antes de criar o PRTB, Fidelix participou da fundação do Partido Liberal (PL), em 1986, quando se lançou na carreira política e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo. Depois, migrou para o Partido Trabalhista Renovador (PTR), quando também concorreu a um mandato de deputado federal, no início dos anos 90. Apresentador de televisão, professor universitário e publicitário, Fidelix já concorreu três vezes à prefeitura da capital paulista e duas vezes ao governo do estado.

 

Manuela D’Ávila – PCdoB

A deputada estadual do Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila, será a candidata pelo PCdoB. A ex-deputada federal, por dois mandatos, teve a pré-candidatura lançada pelo partido comunista em novembro do ano passado. Esta é a primeira vez que o PCdoB lançará candidato próprio desde a redemocratização de 1988. Um dos motes da campanha será o combate à crise e à “ruptura democrática” que, segundo a legenda, o país vive.

“Trata-se de uma pré-candidatura que tem como algumas de suas linhas programáticas mais gerais a retomada do crescimento econômico e da industrialização; a defesa e ampliação dos direitos do povo, tão atacados pelo atual governo; a reforma do Estado, de forma a torná-lo mais democrático e capaz de induzir o desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho”, escreveu a presidente nacional do partido, Luciana Santos, ao lançar a candidatura de Manuela D’Ávila.

Manuela D’Ávila tem 37 anos e é formada em jornalismo. Ela é filiada ao PCdoB desde 2001, quando ainda era do movimento estudantil. Em 2004, foi eleita a vereadora mais jovem de Porto Alegre. Dois anos depois, se candidatou ao cargo de deputada federal pelo Rio Grande do Sul e se tornou a mais votada do estado. Em 2008 e 2012, disputou a prefeitura da capital gaúcha, mas ficou em terceiro e segundo lugar, respectivamente. Desde 2015, ocupa uma vaga na Assembleia Legislativa do estado.

 

Marina Silva – Rede Sustentabilidade

A ex-senadora Marina Silva vai disputar a Presidência pela terceira vez consecutiva. Integrante da sigla Rede Sustentabilidade, Marina tem como plataforma a defesa da ética, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

Ela é crítica do mecanismo da reeleição, que, segundo ela, se tornou um “atraso” no país. “Sou pré-candidata à Presidência para unir os brasileiros a favor do Brasil. Os governantes precisam fazer o que é melhor para o país e não o que é melhor para se perpetuar no poder. Chega de pensar apenas em interesses pessoais e partidários”, escreveu recentemente em seu perfil do Facebook.

Marina Silva militou ao lado do líder ambientalista Chico Mendes na década de 1980. Filiada ao PT, ela foi eleita vereadora de Rio Branco e deputada estadual, antes de ocupar dois mandatos de senadora representando o Acre. Por cinco anos, foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula e se desfiliou do PT um ano após deixar o cargo. Ela foi candidata ao Planalto em 2010 pelo PV e, em 2014, assumiu a candidatura do PSB à Presidência após a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

 

Paulo Rabello de Castro – PSC

Até a semana passada no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro deixou o cargo para confirmar a disposição de disputar à Presidência. Segundo o PSC, embora não tenha promovido um ato de lançamento, a legenda já trabalha com a pré-candidatura como oficial. Desde fevereiro, ele participa de eventos partidários pelo país junto ao presidente da sigla cristã, Pastor Everaldo, que concorreu à Presidência no pleito de 2014.

As principais bandeiras do PSC são contra a descriminalização das drogas e a legalização do aborto. “Temos uma sociedade cujos valores morais estão completamente invertidos. Onde a arma na mão do bandido é uma arma livre, mas a arma na sua mão é proibida. E eventualmente você vai preso por portá-la. Quando o bom comportamento da família é zombado pelas novelas pornográficas e toda pornografia é enaltecida, como preservar a família nacional”, disse, durante recente ato.

Doutor em economia pela Universidade de Chicago, Paulo Rabello de Castro foi fundador da primeira empresa brasileira de classificação de riscos de crédito, a SR Rating, criada em 1993. Autor de livros sobre a economia e a agricultura brasileiras, o pré-candidato foi presidente do Lide Economia, grupo de empresários que têm em comum a defesa da livre iniciativa. Ele também coordenou o movimento Brasil Eficiente. Em 2016, foi indicado para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e comandou a instituição de pesquisa por onze meses, até assumir a presidência do BNDES, em maio do ano passado.

 

Rodrigo Maia – DEM

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ) é o pré-candidato pelo DEM. Maia tem buscado ser uma alternativa de centro e, em suas próprias palavras, “sem radicalismos”. Ele assumiu o comando da Câmara após a queda de Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso pela Operação Lava Jato, e ganhou mais protagonismo político pelo cargo que ocupa, já que é o responsável por definir a pauta de projetos importantes, como a reforma da Previdência.

Segundo ele, a pauta da Câmara não será prejudicada devido à sua candidatura ao Planalto. “A gente tem responsabilidade com o Brasil, já deu demonstrações disso. O projeto político do DEM é legítimo e é feito em outro momento e local, não tem problema nenhum disso”, afirmou.

Filho do ex-prefeito do Rio, César Maia, o político está no quinto mandato como deputado federal. Em 2007, assumiu a presidência nacional do DEM, após a reformulação do antigo PFL. Rodrigo Maia ingressou, mas não chegou a concluir o curso de Economia. Foi secretário de Governo do município do Rio de Janeiro no final da década de 1990, na gestão de Luiz Paulo Conde, que à época era aliado de César Maia.

 

Vera Lúcia – PSTU

O PSTU, que nas últimas vezes concorreu com o candidato José Maria de Almeida (Zé Maria), lançará uma chapa tendo a sindicalista Vera Lúcia como candidata à Presidência.

Vera Lúcia, 50 anos, foi militante no PT e integrante do grupo fundador do PSTU.

O vice na chapa é Hertz Dias, 47 anos, militante do movimento negro.

 

MDB

Com a promessa de, pela primeira vez depois de 24 anos, apresentar ao país um candidato à Presidência da República, o MDB ainda não definiu oficialmente como formará a chapa para a disputa. Nesta semana, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles se filiou à sigla.

No entanto, ao deixar o comando do Ministério da Fazenda na sexta-feira (6), Meirelles não informou a qual cargo pretende concorrer. Mas é cogitado como opção ao lado do presidente Michel Temer.

O presidente Michel Temer não descartou a possibilidade de concorrer à reeleição. Nos últimos meses, o partido tem feito movimentos de resgate à história da legenda, que tem mais de 50 anos. Foi com esse intuito que mudou a sigla de PMDB para MDB. A decisão sobre a candidatura, porém, ainda não está tomada.

 

PSB

Após a morte do ex-ministro e então presidente nacional do partido, Eduardo Campos, em plena campanha eleitoral de 2014, o PSB passou por dificuldades de identificação e falta de lideranças nos últimos anos. Nessa sexta-feira (6), porém, a sigla recebeu a filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e tem nele a grande aposta de participar do pleito deste ano.

Como membro da Suprema Corte de 2003 a 2014, Joaquim Barbosa ganhou notoriedade durante o período em que foi relator do processo do mensalão, que condenou políticos de diversos partidos pela compra de apoio parlamentar nos primeiros anos de governo do PT. Antes, foi membro do Ministério Público Federal, funcionário do Ministério da Saúde e do Itamaraty.

De acordo com o líder do PSB na Câmara, deputado Júlio Delgado (MG), que tem participado das conversas com Barbosa, o nome dele fica eleitoralmente viabilizado, embora ainda seja necessário construir sua candidatura por todo o Brasil. “Ao se filiar, até pela viabilidade que já mostra, eu acho que o nome dele já fica irreversível. Acho que ele é o candidato capaz de unir o Brasil, tranquilizar, trazer a decência necessária contra essa divisão de lados [que o país vive]”, disse à Agência Brasil.

PT

Depois de ganhar as últimas quatro eleições, o PT anunciou a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas dificilmente conseguirá lançá-lo à disputa. Lula foi preso nesse sábado (7) para cumprimento da pena de 12 anos e 1 mês de prisão.

Ele foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Embora o cenário seja desfavorável, aliados defendem que Lula recorra ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em busca de uma autorização para se candidatar, já que a Lei da Ficha Limpa prevê a impugnação das candidaturas de políticos condenados em segundo grau da Justiça.

Outros nomes cotados dentro do partido são do ex-governador da Bahia Jaques Wagner e o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, além de optar por apoiar a candidatura de outro partido da esquerda.

Prazos

De acordo com a legislação, os partidos políticos devem promover convenções nacionais com seus filiados entre 20 de julho e 5 de agosto para que oficializem as candidaturas. A data final para registro das candidaturas pelos partidos políticos na  Justiça Eleitoral é 15 de agosto.

Agência Brasil

Solidariedade: Campanha mobiliza ajuda para família que teve casa destruída pelo fogo, em Juazeiro

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Na manhã de ontem (7) um incêndio destruiu uma residência, onde também funcionava uma reformadora de estofados, na rua 04, Alto da Maravilha, em Juazeiro.

Segundo informações de Paulo Capoteiro, estofador conhecido na cidade e dono da residência, o incêndio começou por volta das quatro horas da manhã após uma queda de energia.

O fogo se espalhou rapidamente destruindo seus equipamentos e material de trabalho, móveis, eletrodomésticos e pertences da família.

” Muito triste. Eles perderam tudo o que tinham, de roupa a equipamentos de trabalho. Precisamos ajudar a esta família”, lamentou James Mix, amigo da família, lançando uma campanha para arrecadar donativos e recursos para a família.

“Vamos nos unir para ajudá-lo? A família precisa de tudo. Roupas, sapatos, utensílios de cama, mesa e banho, móveis básicos, fogão, geladeira. A filhinha tem 3 aninhos, precisa de roupas e brinquedos. Vamos ajudar essa família?” , convocou uma outra vizinha que preferiu não ser nominada.

O Portal Preto No Branco se junta a esta campanha de solidariedade e disponibiliza seus contatos para quem desejar colaborar com a família, (74) 8847-3422 e (74) 8833-5270.

“Vamos nos juntar para ajudar esta família que passa por momento tão desolador.  Nos fale da sua intenção de contribuir, que vamos até você pegar sua doação”, pediu Sibelle Fonseca, editora do portal.

As doações em dinheiro podem ser feitas através da conta número 502636-9, Agência 3527 (Bradesco), de Ueslei de Oliveira Belfort, genro de Paulo Capoteiro.

 

Da Redação

Primo de Lula é baleado e morre no sábado da prisão do petista

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Um primo de Luiz Inácio Lula da Silva foi baleado e morreu no sábado (7), dia em que o ex-presidente foi preso. Sandoval Ferreira de Melo, 70, levara dois tiros ao reagir a um assalto em Garanhuns (PE), na noite de sexta-feira (6).

Morreu em Caruaru, para onde fora transferido e passou por uma cirurgia. O hospital de Garanhuns estava sem cirurgião, conta Eraldo Ferreira dos Santos, primo de segundo grau de Lula e presidente do PT da cidade.

Melo era primo de primeiro grau de Lula, filho de Ananias, irmão de dona Lindu (Eurídice Ferreira de Melo, mãe do ex-presidente). Conhecido como Vavá, foi caminhoneiro e corretor de veículos e terrenos.

Segundo a Delegacia Seccional de Polícia Civil de Garanhuns, Melo estava em um bar próximo de sua casa, na avenida Santa Rosa, em Heliópolis, bairro de classe média, quando foi baleado. Lutou com um dos dois assaltantes, que queriam dinheiro e celulares dos clientes. Levou dois tiros no tórax.

Socorrido a princípio no hospital Dom Moura, em Garanhuns, foi transferido para o Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, onde morreu.

Folhapress

Confronto entre manifestantes e PF em Curitiba deixa feridos

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Oito pessoas ficaram feridas durante as manifestações ocorridas neste sábado (7) com a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Curitiba para cumprir a pena de 12 anos e um mês à qual foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Três dos oito feridos são crianças, um é policial militar e os demais são manifestantes favoráveis ao ex-presidente.

Segundo o comando da Polícia Militar (PM), todos sofreram ferimentos leves e foram atendidos no local, mas três tiveram de ser encaminhados ao Hospital Evangélico. Entre os que foram para o hospital está uma criança que bateu a cabeça.

Após as mobilizações favoráveis e contrárias ao ex-presidente, o comandante do 20° Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, que coordenou a operação, considerou bem-sucedida a ação policial.

Questionado sobre o uso de bombas contra manifestantes, Carmo disse que houve duas explosões no meio dos manifestantes. “Eles explodiram duas bombas no chão. E, pelo efeito das explosões, eles avançaram contra o portão da Polícia Federal (PF), e esta, por sua vez, os repeliu”, disse o tenente-coronel.

De acordo com Carmo, após a explosão das bombas da PF, os manifestantes correram para todos os lados, e a PM usou balas de borracha para evitar a aproximação entre os grupos com ideologias diferentes.

Perguntado sobre rojões lançados por grupos contra o ex-presidente, que caíram no estacionamento do prédio da Polícia Federal, o comandante respondeu que não poderia se posicionar porque não viu o material.

Agência Brasil