Preto no Branco

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Horário de verão termina daqui a uma semana

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O horário de verão acaba no próximo domingo (19), a partir da 0h, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, em vigor desde outubro, tem como objetivo aproveitar melhor a luz solar durante o período do verão, além de estimular o uso consciente da energia elétrica.

A mudança de horário é adotada no Brasil desde 1931, e visa proporcionar uma economia de energia para o país, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo aproveitamento maior da luminosidade natural. Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.

A previsão do governo é que o Horário de Verão deste ano resulte em uma economia de R$ 147,5 milhões, por causa da redução do uso de energia de termelétricas. Na edição anterior (2015/2016), a adoção do horário de verão possibilitou uma economia de R$ 162 milhões.

 

Agência Brasil

Alegria e muita animação marca penúltima noite do Carnaval de Juazeiro no Circuito Caetano e Gil na Orla II

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Alegria e muita energia dos foliões marcaram a segunda noite do carnaval antecipado de Juazeiro. A mistura de ritmos fez milhares de foliões dançarem ao som dos mais variados estilos musicais no Polo Caetano e Gil (Orla II). A folia começou com muito rock da banda Maglore, logo depois o forró com a apresentação da Banda Forró di Cali e em seguida a energia da cantora Alinne Rosa tomou conta dos foliões. Thiago Matheus também agitou as pessoas que se encontravam no circuito e a festa foi encerrada com o vaqueiro Mano Valter.

O destaque da noite foi da cantora baiana Alinne Rosa que agradeceu o carinho dos juazeirenses e agradou ao público. “Aline arrasou. Amanhã volto pra ver Aviões do forró. Está ótima a programação do carnaval de Juazeiro”, disse a professora Kaiala Mirela, de 27 anos, da cidade de Senhor do Bonfim.

A festa que nesta edição tem como tema “Tropicália na Terra da Alegria”, numa homenagem aos 50 anos do Tropicalismo transcorreu em clima de tranquilidade, alegria e segurança. O artista plástico, Iehoshua iahueh, 29 anos, também curtiu a festa momesca. “A prefeitura está de parabéns, trouxe ótimas atrações, agradando mais uma vez todos os públicos. Muito boa à festa. Amanhã estarei aqui novamente”, disse animado o morador de Sobradinho.

Os turistas mais uma vez elogiaram a festa carnavalesca. “Festa incrível, tranquila e muito organizada. Vim pra casa de amigos e estou encantado com a mistura de ritmos e a alegria do povo daqui”, destacou o fisioterapeuta, Carlos Palhas, que veio da capital pernambucana.

O coordenador do carnaval Samuel Morais, avaliou de forma positiva a festa. “O Carnaval é uma festa cultural do povo juazeirense. Um evento que gera economia para a cidade e os foliões esperam com muito entusiasmo. Mais uma vez estamos felizes com o número de público e com o sucesso do carnaval”, finalizou.

Neste domingo, 12, o carnaval antecipado de Juazeiro será encerrado com diversas atrações que farão a alegria do folião. A partir das 15h30, o polo Ivete Sangalo (Avenida Adolfo Viana) contará com o Circuito dos Trios, a banda Psirico, Orquestra Sapupara e Pedro Biloto, com a banda local Trio Granah, entre outros. No polo Luiz Galvão as bandas Gato Multicores e Mirage são uma das atrações , já no polo Caetano e Gil o público contará com a banda Aviões do Forró, Tayrone e muito mais.

Ascom PMJ

Mais um homicídio ocorreu em Juazeiro neste domingo (12)

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Um homem identificado como “Geraldão do Mandacaru” foi assassinado a tiros neste domingo (12), no bairro São Geraldo, em Juazeiro. Segundo informações, a vítima estava próximo ao Curtume Campelo quando dois homens em uma moto o abordaram e dispararam contra a vítima.

De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção às Pessoas (DHPP), as investigações já foram iniciadas, porém ainda não sabem o que motivou o crime. O corpo da vítima foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML).

 

O destaque do sábado de carnaval em juazeiro foi para os talentos da casa

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Máximo respeito aos artistas que vieram de fora para abrilhantar a segunda noite do carnaval de Juazeiro, mas o destaque do sábado foi mesmo a participação dos talentos da terra.
Eles provaram na avenida que estão prontos para alçar voos mais altos e mexeram com o orgulho dos juazeirenses.
Alan Cleber botou o seu bloco na rua e, do trio, comandou com maestria uma multidão de associados e o folião pipoca. Fez o seu axé, fez o pop e abriu espaço para outros artistas se mostrarem no carnaval. Generosamente fez uma homenagem aos trabalhadores da festa e convidou o catador de recicláveis Catatal, que também é sanfoneiro, emocionando quem assistiu a reverência.
A banda Sóda Solta levou a paz do reggae para a avenida. O estreante bloco ” Baile dos Caretas” foi seguido por uma multidão que pode curtir vários sons, estilos, sob a mesma energia limpa que caracteriza a Soda Solta. No Baile dos Caretas tiveram convidados também. Teve o rap da P1 Rappers, que se garantiu e representou a cultura da periferia e da resistência.
Thiago Carvalho é mesmo um fenômeno. Representa muito bem o seu estilo e arrastou uma legião de fãs que seguiu o passo, o passinho e se rendeu ao talento da prata da casa.
Rubinho foi outro filho da terra que esbanjou talento na avenida e puxou a multidão na sua melhor performance.
O Afoxé Filhos de Zaze abençoou o sábado de carnaval com o som de raízes africanas, pedindo paz, respeito e alegria.
E pra alimentar ainda mais o sentimento de “juazeiranidade”, entraram as escolas de samba, com suas batucadas e carros alegóricos, relembrando os antigos carnavais de Juazeiro.
O circuito Ivete Sangalo esteve iluminado por eles, os nossos artistas, que não deixaram a desejar em nada e foram grandes, notórios, notáveis.
As atrações de fora foram igualmente aplaudidas e deram ainda mais brilho a festa. Luiz Caldas foi recebido com toda energia pelos foliões e entre novas e antigas canções mostrou porque tem tantos anos de estrada e mantém todo sucesso.
Um grande espetáculo também fez a “Timbalada”. O som da percussão timbaleira ecoou fazendo a avenida tremer de baianidade. Dose altíssima de energia pura.
Na Orla 2, um outro carnaval, com Aline Rosa, Mano Valter e muito forró. E a mesmíssima organização, alegria, animação, música boa e foliões em êxtase. 
Da Redação/ Fotos Ascom PMJ

Jungmann faz apelo a policiais do ES: “Venham para as ruas defender o povo”

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O ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez hoje (11) um apelo para que os policiais militares, parados há oito dias no Espírito Santo, retornem ao trabalho. “Fazemos um apelo aos bons policiais, praças, oficiais e comandantes, que honrem suas fardas, seu juramento, e venham para as ruas para defender o povo”, disse o ministro, após reunião no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha.

Segundo ele, o governo federal dará total apoio às decisões do governo do estado para encerrar a paralisação. “Vamos assegurar de forma inflexível e determinada este apoio. As reivindicações são justas, mas o limite da legitimidade e da justiça da reivindicação é a vida, a proteção da sociedade. Não se pode aceitar nenhuma reivindicação que coloque em risco a sociedade. Isso é inaceitável e não será aceito”, afirmou Jungmann.

Para o ministro, os policiais parados estão contribuindo para o aumento da criminalidade no estado. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, foram registrados 137 homicídios desde sábado (4) até a manhã de hoje. “A determinação do presidente da República é de envolver os recursos necessários e o tempo necessário até a retomada da normalidade. Podem ter certeza: não vamos vacilar”.

Jungmann está acompanhado do ministro do Gabinete Institucional, general Sergio Etchegoyen; do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy; e do ministro interino da Justiça, José Levi. Eles vieram acompanhar os desdobramentos da Operação Capixaba, que emprega 3.130 homens das Forças Armadas e da Força Nacional em apoio à situação de falta de segurança no estado.

A comitiva de ministros seguiu para encontro com o governador do estado licenciado, Paulo Hartung, e o governador em exercício, César Colnago, na residência oficial do governo em Vila Velha.

Agência Brasil

Prefeito Paulo Bomfim comemora a organização do primeiro dia do carnaval de Juazeiro 2017

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O prefeito Paulo Bomfim comemorou organização na primeira noite do Carnaval De Juazeiro. Além de vir acompanhando por toda a Avenida Adolfo Viana o trio elétrico do cantor Bell Marques, o prefeito entregou a Chave da Cidade ao Rei Momo e toda a realeza momesca, marcando o início da festa que termina no próximo domingo, 12.

Durante o percurso, o prefeito foi abordado por populares e turistas, que o parabenizavam pela organização do evento e aproveitavam para dar sugestões. “O CarnaJuá 2017 está saindo como planejamos. A equipe está de parabéns e o que tem para ajustar, nós iremos nos reunir e solucionar. Desejo que todos curtam o carnaval em paz, alegria e respeito. Peço aos juazeirenses que recebam bem os turistas e vamos consolidar esta festa como a melhor do interior da Bahia”, disse o prefeito Paulo Bomfim.

Encontros

Vários políticos, prefeitos, deputados, vereadores, de Juazeiro e Região estiveram juntos com Paulo Bomfim: o deputado federal Daniel Almeida, os deputados estaduais Zó e Roberto Carlos, o ex-prefeito Isaac Carvalho e o destaque para a participação do prefeito da vizinha cidade de Petrolina, Miguel Coelho, convidado na última quinta-feira, 09, pelo prefeito Paulo Bomfim. “O Carnaval de Juazeiro é uma referência  não só para a Região, mas para todo o Nordeste. Foi uma grande satisfação acompanhar esse evento de perto e sentir  o calor e a receptividade do povo juazeirense e sua cultura”, declarou o prefeito vizinha cidade pernambucana, Miguel Coelho, muito cumprimentado pelos foliões.

Raphael Leal/Ascom

Rui encaminha ao Legislativo proposta de criação do Fundo Penitenciário da Bahia

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Rui Costa, governador da Bahia, é entrevistado por Patrícia França do jornal A Tarde. Fotos Mateus Pereira/GOVBA
O governador Rui Costa encaminhou, nesta sexta-feira (10), à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) projeto de lei que prevê a criação do Fundo Penitenciário Estadual (Funpen). A lei possibilitará à Bahia receber R$ 44 milhões do Fundo Penitenciário Nacional para investir em novas vagas e modernização do sistema prisional.
Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal anunciou, em dezembro de 2016, o repasse de R$ 1,2 bilhão, por meio do Funpen, para os estados da Federação investirem no sistema penitenciário. “Com esse projeto de lei, o governo baiano dá mais um importante passo no sentido de ampliar a captação de recursos destinados ao sistema penitenciário baiano, fortalecendo as políticas de segurança no estado”, afirma o secretário estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte.
Após o encaminhamento do chefe do Executivo baiano, os parlamentares devem apreciar e votar a criação do Fundo Penitenciário baiano para que a Bahia seja contemplada com o repasse federal. Até o momento, o Estado, com recursos próprios, já investiu R$ 169 milhões na recuperação e ampliação de diversas unidades do estado, além de criar 7.356 novas vagas.
Caso a matéria seja aprovada pelo legislativo, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) investirá em torno de R$ 32 milhões na ampliação do número de vagas prisionais, além de R$ 21 milhões na aquisição de veículos, celas, armamento e munição letal, equipamentos de proteção individual, munição de baixa letalidade, bloqueador de sinal de radiocomunicação, equipamentos de inspeção e scanner corporal.

Secom BA

Violência policial no carnaval de Juazeiro(BA): Professora e familiares denunciam agressões praticadas por PMs

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A professora das redes municipal e estadual Neide Tomaz, ex presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) de Juazeiro, seu marido e os dois filhos denunciaram no Comando de Policiamento da Regional Norte, na tarde de hoje(11) uma ação de violência praticada por um grupamento formado por seis policiais militares que aconteceu na primeira noite do carnaval antecipado de Juazeiro, ontem(10).

O fato aconteceu no circuito da Adolfo Viana, mais precisamente na rua Coronel João Evangelista. Segundo contou Neide Tomaz ao Portal Preto No Branco, por volta das 23 horas, quando ela, o marido e os dois filhos assistiam a passagem dos trios elétricos, presenciaram uma abordagem violenta de uma guarnição da PM contra um jovem já rendido pelos policiais. Neide, numa atitude cidadã, tentou intervir e alertar os policiais que aquele ato de violência era desnecessário e que bastava prendê-lo e encaminhá-lo ao posto da policia civil, que fica na avenida, já que o jovem estava sendo visto pela policia como ameaça à ordem pública. No momento que tentava falar com a guarnição ela passou a ser o alvo das agressões e foi atingida com um tapa no rosto por um dos policiais. Iniciou-se aí uma série de agressões contra a professora e seus familiares.

“Eles começaram a espancar o rapaz violentamente com cassetetes, socos, chutes e pontapés. As pessoas que presenciavam a cena de violência ficaram chocadas e eu e minha família, que estávamos mais próximos, tentamos intervir pedindo que os policiais fizessem o papel deles de encaminhar o jovem para as providencias cabíveis. A  reação deles contra nós foi também de  violência e agressões desproporcionais. Eles investiram contra nós, nos batendo com cassetetes, socos e pontapés. Mandavam-nos calar a boca. Todos nós apanhamos. E apanhamos muito”, contou a professora.

A filha da professora, uma jovem de 25 anos, foi a que mais sofreu as agressões, como denunciou Neide Tomaz  “Minha filha chegou a ser espancada covardemente depois de ser derrubada no chão. Ela levou um soco no rosto e foi pisada na cabeça por um dos policiais. Tudo com muita crueldade”, declarou Neide.

Depois da sessão de agressões o marido da professora, o comerciante Edésio Antônio dos Santos foi detido e conduzido a delegacia de policia civil, de onde só foi liberado na madrugada deste sábado(11). As quatro vítimas fizeram exame de corpo de delito e já registraram queixa na policia civil e na corregedoria da Polícia Militar.

Neide Tomaz questiona: “Qual o papel da polícia militar? Não é proteger os cidadãos, a sociedade ? Colaborar com todos os segmentos da comunidade, gerando a sensação de segurança que a comunidade tanto anseia? Segundo pesquisas todo cidadão/ã  brasileiro/brasileira já foi agredido pela polícia  ou conhece alguém que já foi. Encaminhar o detido para a polícia civil seria o papel da polícia. Não cabe a PM julgar e condenar nenhum cidadão, até onde eu sei. Fomos agredidos porque não aceitamos o espancamento de um jovem negro. Um cidadão negro, que como tantos outros são espancados e mortos todos os dias neste país, sem que a justiça seja/esteja para eles e as oportunidades tampouco. Eu não aguento mais saber e ver este tipo de ação violenta de policiais e ficar omissa”, desabafou a professora.

Neide Tomaz e seus familiares, acompanhados por integrantes do Compir, levaram o caso ao coronel Alfredo Nascimento, comandante do CPRN , na manhã de hoje. Ele recomendou que as vítimas também registrassem a queixa na Corregedoria da PM, o que já foi feito e garantiu que ainda hoje dará novas instruções à tropa, assegurando também que tomará providências.

A professora Neide Tomaz também assegura que levará o caso para a instância judicial e agradece as  pessoas que já se dispuseram a testemunhar o fato e enviaram vídeos do ocorrido.

Da Redação

Temer diz ao STF que não houve “má intenção” ao nomear Moreira Franco

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O Palácio do Planalto apresentou na noite dessa sexta-feira (10) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello os motivos para a nomeação de Wellington Moreira Franco como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. A mensagem, encaminhada à Corte pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, é uma resposta ao pedido de Celso Mello feito ontem (9), em que o ministro deu 24 horas para que o presidente Michel Temer prestasse informações que considerasse relevantes para o julgamento de ações que impediram a nomeação de Moreira Franco.

“Não houve qualquer má intenção do Presidente da República em criar obstruções ou embaraços à Operação Lava Jato”, diz o texto subscrito por Temer, pela AGU e pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Em mais de 50 páginas de documentos, a Advocacia-Geral da União (AGU) contesta dois mandados de seguranças impetrados no Supremo pelo PSOL e pela Rede que questionam a indicação de Moreira para a secretaria com status de ministério. Segundo os partidos, a nomeação teve a intenção de garantir foro privilegiado ao peemedebista, que é citado na Operação Lava Jato.

Desde a posse do novo ministro, na última sexta-feira (3), uma guerra de liminares teve início na Justiça Federal. Na mais recente, na noite desta sexta-feira, o Tribunal Regional da 2ª Região (TRF-2), com sede no Rio de Janeiro, liberou a posse de Moreira, mas retirou a prerrogativa do foro privilegiado. O impasse só deve ter fim após a decisão de Celso de Mello, no início da próxima semana.

Argumentos

A AGU argumenta na mensagem ao STF que não há nenhuma investigação em curso contra Moreira Franco e que o fato de impedir cidadãos de assumirem cargos públicos antes de sentenças condenatórias “viola o princípio da presunção de inocência”. Além disso, prossegue o órgão, Moreira Franco “está sujeito, ainda que no cargo, a responder por todos os atos que supostamente tenha cometido”.

“É imperioso destacar que não se tem conhecimento da existência de menção em delação premiada ao nomeado. Cumpre ressaltar que mesmo homologada, esta permanece em sigilo. Ademais, a ilação feita pelo impetrante, quanto a um efeito secundário e incerto do ato impugnado, adota pressuposto de que essa Suprema Corte seria leniente, menos capaz ou eficaz do que qualquer juízo inferior no processamento e julgamento das ações penais originárias, como que um locus [lugar específico] para proteção e impunidade”, diz a AGU no texto.

Os defensores do governo também discordam que o caso seja similar ao da nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de ministro da Casa Civil da então presidenta Dilma Rousseff. Na época, a nomeação de Lula foi suspensa pelo ministro do STF Gilmar Mendes. Para a AGU, no entanto, as “situações fáticas e jurídicas são distintas”.

“Naquele caso, tratava-se de ato de nomeação de um cidadão, no momento sem qualquer vínculo formal com o governo, para um ministério há muito existente na estrutura da Presidência da República. No presente caso, trata-se de uma impugnação a um ato de nomeação de ocupante de cargo de natureza especial em razão de reestruturação da organização ministerial.” Antes da posse na Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco já atuava no governo, à frente do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Segundo a AGU, no caso de Lula, havia investigações policiais formalizadas e em andamento sobre  o ex-presidente, diferentemente da atual situação de Moreira Franco.

“No presente caso, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República não é sequer investigado em qualquer inquérito ou procedimento a esse fim destinado. A alegação dos impetrantes quanto à existência de supostas citações no âmbito do instituto da colaboração premiada [documentos estes que se encontram em segredo de justiça] não se presta à caracterização de investigação formal em andamento.”

A defesa do governo também contesta a alegação de que houve desvio de finalidade por parte do Planalto ao recriar a Secretaria-Geral da Presidência. De acordo com a AGU, a medida provisória editada por Temer possui como base “relevantes razões de interesse público” e teve como objetivo não apenas a criação da pasta mas também uma “verdadeira recomposição da divisão de competências” e organização de “unidades administrativas existentes no núcleo estratégico do Poder Executivo Federal”.

Como último argumento, a Advocacia-Geral da União recorre ao princípio da separação dos Poderes para dizer que a nomeação de um ministro é “prerrogativa própria” do presidente da República e afirma que a suspensão de Moreira pode “provocar danos irreparáveis” e “grave lesão à ordem pública administrativa”.

 

Agência Brasil