Preto no Branco

26679 POSTS 18 COMENTÁRIOS

Petrolina: Mais um supermercado é interditado pela Vigilância Sanitária

0

Na manhã desta quinta-feira (15), a Vigilância Sanitária de Petrolina interditou mais um estabelecimento comercial, desta vez o Supermercado Estrela, localizado no bairro São Gonçalo. De acordo com a equipe da vigilância sanitária denúncias feitas pela comunidade levaram a uma inspeção do local, constatando que produtos de origem animal (carnes) não estavam sendo armazenados à temperatura adequada, além das más condições sanitárias do açougue.

Segundo Jarbas Costa, diretor-presidente da Vigilância a interdição foi parcial. “Nossa equipe encontrou um freezer desligado contendo produtos e outro com a porta quebrada impossibilitando a manutenção da temperatura adequada. A interdição foi parcial, a empresa foi autuada, multada e os produtos de origem animal foram apreendidos”, explicou.

A Vigilância Sanitária trabalha em parceria com a comunidade que tem sido fundamental para garantir ações que promovem saúde pública. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 3864-2738.

Ascom

HDM – IMIP divulga nota sobre suspensão de serviços

0

A direção do Hospital Dom Maln – IMIP divulgou nota sobre a suspensão de serviços na instituição. A nota esclarece como serão os procedimentos de atendimento para os serviços de internamento de obstetrícia, pediatria e ambulatoriais.

Confira a nota na íntegra:

A Direção do Hospital Dom Malan/IMIP informa que todas as demandas referente às suspensões de serviços de internamento de obstetrícia, pediatria e atendimento ambulatoriais deverão ser encaminhadas para a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE). Abaixo seguem os contatos.

Contatos:

Secretaria Estadual de Saúde – PE

Superintendência de Comunicação

(81) 3184.0065 / 99488.2688

Petrolina: Horta orgânica comunitária beneficiará agricultores na zona rural

0

Uma horta orgânica comunitária na qual quinze famílias de agricultores do semiárido pernambucano poderão produzir alimentos saudáveis e livres de agrotóxicos. O projeto será concretizado numa parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) e a Associação Agropecuária e Comunitária do Sítio Coelho, a 52 km de Petrolina, na comunidade de Izacolândia.

A implantação do sistema de irrigação pela Codevasf começa já no início de 2017. O projeto prevê uma estação de bombeamento mais adutora com dois reservatórios e capacidade de 5 mil litros cada – um investimento federal de R$ 215 mil em recursos do Orçamento Geral da União destinados à Codevasf por emenda parlamentar.

Serão 2,5 hectares dedicados a hortaliças e olerícolas como alface, coentro, cebolinha, tomate cereja, pimentão, repolho e quiabo. “Essas famílias hoje trabalham como agricultores diaristas em terras de terceiros. Com a implantação da horta orgânica irrigada, elas poderão produzir em seus próprios lotes e comercializar a produção no sistema de venda direta ou para o comércio local”, aponta o engenheiro agrônomo Osnan Ferreira, gerente regional de Revitalização da Codevasf na 3ª Superintendência Regional, em Petrolina.

“Teremos vida mais digna, trabalho e geração de emprego e renda”, aposta Gracilda Pereira, presidente da Associação Agropecuária e Comunitária do Sítio Coelho. “Esta horta orgânica comunitária é um projeto piloto”, explica Ferreira, acrescentando que há cerca de dez anos a Codevasf vem apoiando a produção familiar orgânica na região – e o resultado é comida saudável, sem agrotóxico e cultivada com agressão zero ao ecossistema para atender a um paladar ambientalmente correto cujo mercado cresce 30% ao ano.

Nos projetos públicos de irrigação da Codevasf, principalmente em Petrolina, o cultivo de orgânicos vem se consolidando: são 54 irrigantes dedicados exclusivamente a essa produção num cardápio onde o carro-chefe é a manga orgânica, mas que também inclui hortaliças, acerola, goiaba, maracujá e mamão.

Apoio à comercialização

Como incentivo à produção de orgânicos na região, a Codevasf tem investido no setor, com ações como oferta de capacitação e construção do Mercado dos Produtores Orgânicos de Petrolina. Na execução da primeira etapa da obra, por meio de convênio com a prefeitura municipal, serão aplicados no próximo ano cerca de R$ 260 mil pela Codevasf, recurso oriundo do Orçamento Geral da União destinado à Companhia por meio de emenda parlamentar.

O montante será dirigido à construção de parte da estrutura física do mercado, a ser instalado nas proximidades do parque municipal Josefa Coelho, na área central do município. O recurso total previsto para a implantação do mercado está orçado em R$ 1,2 milhão. “Com a primeira etapa concluída, já será possível a comercialização de produtos pelos agricultores”, afirma Osnan Ferreira.

O projeto conta com a parceria do Ministério Público Estadual, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Embrapa, Sebrae e Associação dos Produtores Orgânicos do Vale do São Francisco (Aprovasf). Com a implantação do Mercado dos Produtores Orgânicos do Vale, que será o primeiro do Nordeste e o segundo no país, a tendência será de crescimento no número de produtos comercializados e de consumidores interessados na produção orgânica da região.

Ascom Codevasf

Petrolina: bairros ficam sem água devido a vazamento em registro

0

Os bairros São José, Loteamento Eduardo e Loteamento Nova York, em Petrolina, estão com o abastecimento de água interrompido para um conserto de um vazamento em um registro. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está na Avenida Monsenhor Angelo Sampaio fazendo o conserto.

Segundo a Companhia, o sistema foi suspenso em caráter emergencial e que os trabalhos tem previsao de conclusão no fim da tarde. O sistema será reativado e normalizado gradativamente a partir das 18h.

Com informações da ascom

“Ensino de Geometria e Matemática: um relato de pesquisas” será tema de palestra na Univasf

0

O Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), por meio do Projeto de Extensão Degustação de Teoremas, realizará amanhã (15) a palestra “Ensino de Geometria e Matemática: um relato de pesquisas”. A palestra será ministrada pela professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Mirian Ferreira de Brito, às 10h30, na sala 40 do bloco de Colegiados, no Campus Juazeiro (BA). O evento é gratuito e aberto ao público.

A palestra tem como público alvo interessados em Matemática, sua história, ensino e aplicações. A exposição visa apresentar um relato simplificado dos estudos realizados até o momento no Laboratório de Desenho, localizado no Departamento de Educação da Uneb, em Senhor do Bonfim (BA), e que envolvem o ensino de Geometria, a formação matemática e as perspectivas de pesquisas.

De acordo com a professora Mirian, sua palestra tratará sobre a quase exclusão da Geometria no ensino fundamental e o não entendimento de seus conceitos pelos alunos e professores pesquisados pelo Laboratório de Desenho. “Verificamos a necessidade de ampliação do universo de pesquisa, chegando aos cursos formativos que proporcionavam a graduação de boa parte destes professores”, diz Mirian.

O coordenador do Profmat, Lino Marcos da Silva, frisa que a palestra é uma oportunidade dos estudantes e pesquisadores discutirem o ensino de Matemática nas escolas. “O evento é importante principalmente para os alunos do Profmat que atuam na educação básica, pois mostra uma vivência prática relacionada ao ensino de Matemática”, observa. O Projeto de Extensão Degustação de Teoremas tem como objetivo divulgar temas relacionados à matemática através de palestras, formações, oficinas, entre outros.

 

Ascom Univasf

MP vai entrar com ação contra mudanças em regras do transporte aéreo

0

As mudanças nas regras para o transporte aéreo de passageiros, aprovadas ontem (13) pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) serão questionadas judicialmente pelo Ministério Público Federal (MPF). A Câmara de Consumidor e Ordem Econômica do MPF anunciou que vai entrar com uma ação judicial para questionar a legalidade e a constitucionalidade das novas regras.

Entre as mudanças aprovadas está a permissão para que as empresas aéreas passem a cobrar pelas bagagens despachadas. Para o MPF, a medida representa um retrocesso legal, viola o direito do consumidor e não garante os supostos benefícios anunciados, como a redução das tarifas das passagens.

“As empresas aéreas em nenhum momento assumiram o compromisso público de compensar a supressão de direitos hoje assegurados aos consumidores, como redução de tarifas hoje praticadas ou outras medidas”, aponta o órgão. A ação judicial será proposta pelo procurador-chefe do MPF em São Paulo e coordenador do Grupo de Trabalho Transporte, vinculado à Câmara de Coordenação e Revisão, procurador da República Thiago Nobre.

As novas regras para o transporte aéreo começam a valer para passagens compradas a partir do dia 14 de março de 2017. Atualmente, os passageiros podem levar uma mala de até 23 quilos nos voos domésticos e duas malas de 32 kg nas viagens internacionais. Com as novas regras, as companhias aéreas terão liberdade para oferecer passagens com e sem franquia de bagagem.

Desde agosto, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está colhendo assinaturas contra a resolução da Anac, por meio do siteBagagem Sem Preço. A lista de apoiadores será anexada a uma ação judicial que a entidade irá mover contra a agência reguladora. Um parecer elaborado pela Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB diz que a resolução da Anac para as franquias de bagagens é desvantajosa para os clientes e deixará o consumidor a mercê das políticas que as empresas queiram praticar.

Consumidores

Na semana passada, os Procons de todo o país divulgaram uma nota expressando preocupação com as mudanças. A Fundação Procon de São Paulo criticou a cobrança pelo despacho das bagagens. “Não há clareza quanto aos mecanismos que garantam algum tipo de compensação para o consumidor de que o valor das passagens irá diminuir”, disse a entidade.

A associação de consumidores Proteste considera que estão mantidos os principais direitos de assistência aos clientes, embora ainda seja cedo para dizer se o preço das passagens vai baixar. Para a entidade, a cobrança pela bagagem despachada não é prática abusiva, desde que comunicada com transparência aos consumidores.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a aplicação das mudanças terá que ser acompanhada a fim de evitar retrocessos para os usuários. A entidade diz que vai monitorar o comportamento dos preços das passagens e, caso a flexibilização das regras não beneficiem os usuários, recorrerá à Justiça para evitar abusos.

Empresas

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) garante que os preços das passagens de avião devem cair a partir do ano que vem, com as mudanças. A entidade diz que as empresas poderão oferecer pacotes diferenciados para cada perfil de viajante, fazer parcerias com operadoras de cartão de crédito, ou mesmo não cobrar pela bagagem em voos com menos procura. A possibilidade de liberação de espaço no porão das aeronaves também pode contribuir para a queda de preços, já que outros serviços como o transporte de cargas poderão gerar mais receitas na mesma aeronave.

A Anac também estima que as mudanças podem beneficiar os consumidores e baixar o preço das passagens no país.

Agência Brasil

Acuados pelas delações, Planalto e aliados tentam traçar estratégia para sobreviver à Lava Jato

0

A cúpula do Planalto e dirigentes dos principais partidos aliados decidiram “enfrentar” o Ministério Público Federal com o intuito de blindar o governo e sua base no Legislativo contra as delações da Odebrecht. Para tentar corroer parte do apoio popular à Lava Jato, a orientação é dizer que os procuradores jogam contra a recuperação do país. A tarefa parece inglória diante do baixíssimo capital político do Congresso e do próprio governo para fazer ofensivas do gênero contra a operação.

A declaração de Renan Calheiros de que o Ministério Público faz denúncia “nas coxas” não é, portanto, um ato isolado. Há quem defenda, porém, que governistas partam para cima de forma mais sub-reptícia.

Palacianos dizem que, se isso não resolver, podem buscar “outras maneiras de enfrentar a crise”. Lembram que depende do presidente vetar ou sancionar medidas contra o Judiciário e o Ministério Público.

O pedido de anulação da delação de Cláudio Melo Filho — que atinge a cúpula do PMDB — sugerido por Michel Temer em carta ao procurador-geral Rodrigo Janot é só o primeiro passo no sentido de anular a Lava Jato, dizem investigadores.

Como houve vazamentos de importantes colaborações premiadas até aqui, uma decisão assim abriria precedentes para inviabilizar a operação toda.

Um ou outro ministro do Supremo Tribunal Federal pode até admitir a discussão da nulidade, mas a maioria dos integrantes da corte não parece disposta a adotar posição nesse sentido. Magistrados experientes afirmam que não há clima para decisão assim.

 

Fonte: Folha de SP

Ação da Codevasf fortalece agricultura familiar e promove acesso a água no semiárido baiano

0

Fruto de um investimento federal de quase R$ 1 milhão, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está estruturando sete associações de agropecuaristas familiares da zona rural de Campo Formoso, na região norte da Bahia. Os equipamentos – seis patrulhas agrícolas e duas retroescavadeiras -, vão incrementar a produção agrícola da região, localizada no semiárido baiano, e também melhorar a qualidade de vida de mais de 600 famílias das comunidades beneficiadas.

Os recursos são oriundos do Orçamento Geral da União e destinados à Codevasf por meio de emendas parlamentares. A Associação Comunitária Quilombola de Gameleira do Dida Escurial, por exemplo, passa a ter acesso a trator e implementos, como grades niveladora e aradora, carretas agrícola e tanque para transporte de água, roçadeira e sulcador. De acordo com o presidente da associação, Neemias Joaquim Lourenço, o maquinário traz alívio sobretudo em tempos de estiagem prolongada.

“Nossa produção nos plantios mais predominantes, como feijão, mandioca e mamona, além do capim para os caprinos, ficará mais rápida e eficiente”, afirma o produtor, acrescentando que, além das 100 famílias associadas, as comunidades Gameleira do Dida, Mulungú, Sangrador, Barroca e vizinhanças também poderão usar em suas lavouras os equipamentos disponibilizados pela Codevasf.

Já na Associação Comunitária dos Agricultores e Moradores da região de Cacimbinha, 230 famílias passarão a ter, mais perto de casa, água para dessedentação animal e para manter pequenos cultivos, como de hortaliças: elas foram beneficiadas com uma retroescavadeira hidráulica, com a qual terão condições de construir barreiros para acumulação de água. “Vai melhorar, e muito, nossas vidas e as das comunidades vizinhas”, garante a presidente da associação, Evilázia Francisca Silva.

“Estes equipamentos estão chegando em um bom momento”, observa o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Misael Aguilar. “O período compreendido entre o final de novembro até o início de março é uma época de esperar pelas chuvas – e neste ano, que foi tão quente, nós esperamos que elas venham. Quando vierem, os pequenos produtores já estarão com os barreiros prontos, terão limpado aguadas e reservatórios de acumulação de água, e ainda poderão contar com os implementos agrícolas para preparar a terra”, aponta.

Estão sendo também beneficiadas pelo maquinário a Associação Agropastoril Quilombola de Alagadiço de Lages dos Negros, a Central das Associações Comunitárias Quilombolas do Distrito de Lages dos Negros, a Associação de Desenvolvimento Comunitário de Tuiutiba, a Associação Comunitária de Tiquara e a Associação da Comunidade de Produtores da Lagoa do Mato.

Renda assegurada

A estruturação de famílias do semiárido afetadas pela seca prolongada é uma das linhas de ação da Codevasf no âmbito da inclusão produtiva de comunidades rurais. Somente no Norte da Bahia, R$ 4,4 milhões já haviam sido investidos nos últimos anos objetivando assegurar a produção e o sustento de famílias de agricultores por meio da disponibilização de forrageiras, tratores e implementos agrícolas para o uso de associações de pequenos produtores na lavoura e nas criações animais.

Os investimentos beneficiaram 2.640 famílias daquela região. Hoje, elas têm renda assegurada, melhor qualidade de vida e fortalecem a economia regional em municípios como Campo Alegre de Lourdes, Sento Sé, Jaguarari, Jacobina, Ourolândia, Mirangaba e Curaçá, entre outros da área de atuação da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, sediada em Juazeiro, no Submédio São Francisco baiano.

Ainda no Norte baiano, cerca de R$ 1,6 milhão está sendo investido pela Codevasf para suprir os municípios com uma tecnologia de convivência com a seca que garante a sobrevivência dos rebanhos e viabiliza pequenos cultivos, como os de hortaliças: as aguadas. A ação de limpeza e desassoreamento de aguadas irá beneficiar um total de 1,3 mil famílias. Das 102 aguadas previstas, 28 já foram concluídas, outras oito serão finalizadas até o final deste mês e 66 terão os trabalhos iniciados em janeiro.

A maior parte dos recursos investidos nessas ações é oriunda do Orçamento Geral da União por meio de emendas parlamentares destinadas à Codevasf.

Ascom/Codevasf

Aos teus e aos que você abraçou, Juazeiro

0

 

Por Queila Patrícia

“A ingratidão tira a afeição! ” Frase célebre, desferida a quem com esnobe atitude despreza, ou não reconhece uma benevolência praticada por outrem. Há muito me questiono sobre o que leva um
indivíduo juazeirense, ou não, a criticar sua cidade e por ela nutrir tamanho desprezo a ponto de supervalorizar uma outra, sem nem perceber o mesmo desprezo desta outra e das/dos suas/seus pelo cujo ser.

O direito a crítica (direito a crítica, não desrespeito e xingamento) é irrefutável, tanto que estou a fazê-la neste momento, de modo a tentar refletir junto sobre esse “Complexo de vira lata” (de forma livre: termo de Nelson Rodrigues ao se referir ao povo brasileiro como idólatra e supervalorizador dos Estados Unidos.) que acomete algumas pessoas juazeirenses, ou não, no que se refere à vizinha cidade de Petrolina. Não quero aqui criticar, ou tolher ninguém no seu direito de ir e vir e/ou adotar qualquer lugar como seu. Mas atentar para o fato da desqualificação gratuita que se faz à cidade de Juazeiro, sem
refletir acerca das suas posições e atitudes enquanto cidadã e cidadão deste torrão do São Francisco. Sou juazeirense e me sinto legitimada a repudiar qualquer atitude de menosprezo e/ou
desvalorização por esta terra que tanto acolhe e recebe hospitaleiramente quem aqui pisa. Não sou ingênua ao ponto de não perceber as necessidades da minha cidade, bem como suas deficiências.

Mas há muito deixamos de ser uma província e alcançamos o status de cidade de médio porte, tornando-se uma das mais importantes do Vale do São Francisco, da Bahia e do Brasil, vide os destaques dados nacionalmente nos telejornais e nos mais importantes jornais impressos do país, até virando enredo de escola de samba, como será o caso da Grande Rio no ano que vem, na homenagem feita a Ivete Sangalo. Visto
isso, há aqueles e aquelas que aqui chegam, ou nasceram, estejam bem sucedidas/os, fizeram-se estruturadas/os e tiram seus sustento desta “pobre e atrasada” Juazeiro. Mas, sendo ela desta forma adjetivada, optam por morar na vizinha cidade do estado de Pernambuco, pois, esta, é progressista, evoluída, desenvolvida e rica, merecendo que o indivíduo invista lá, more lá, gere receita para lá, escolha as melhores escolas de lá, lembrando que temos ótimas escolas aqui também, mas “a mente provinciana” teima em prevalecer, pois, o que é de Juazeiro não presta, nada aqui presta, tudo é atrasado, o bom é de Petrolina (falo sem nem uma intensão de ofender a vizinha cidade,
pois, ambas, são necessárias à região e tem seu valor perante a História.). Nada aqui funciona, as coisas aqui não andam, é uma terra sem lei, por isso eu não paro na faixa de pedestre e nem uso o cinto de
segurança, porque não tem câmera e nem fiscalização. Petrolina que é lugar de se viver, o povo é educado, respeitador, “um povo bonito” que nem parece daqui… Afirmações como estas são proferidas a todo tempo por pessoas de Juazeiro, sem nem se darem conta
de que estão desqualificando a elas mesmas. Ora, se sou eu uma cidadã
cumpridora das obrigações que me dizem respeito enquanto tal, eu as cumpro em qualquer lugar do planeta, seja ele monitorado ou não, pois, de mim, depende o bom andamento da sociedade e das leis vigentes. Se sou cidadã, sou em qualquer lugar e não somente onde sou obrigada a cumprir com a lei por meio de coerção, e não por educação e cidadania. A culpa é dos governantes? Sim, talvez.

Tivemos muitos que também pensavam dessa forma provinciana e faziam seus investimentos fora daqui. Mas a culpa também é da cidadã e do cidadão que não os monitora, que não os cobra e que não faz a sua parte, no que diz respeito às várias contra partidas para o bom andamento e ordem das bem feitorias executadas na cidade. Não há governante bom, se o povo é mal educado e não se percebe como responsável pela cidade e o seu
ordenamento. Voltando a frase inicial e, repito, não quero criticar ninguém pelo seu direito de escolha, me refiro aqui às pessoas que menosprezam e desqualificam gratuitamente Juazeiro, sem nada fazerem para transformá-la na cidade que tanto desejam. Assim sendo: Se trabalho aqui, em Juazeiro, ganho meu sustento aqui, por que não querer que este local seja do jeito do que eu escolhi para desfrutar do bônus que ganho na que me acolheu e me oportunizou esse bem estar fora dela?

 

 

Queila Patricia, juazeirense, graduada em Letras-UPE e graduanda do curso de Ciências Sociais-Univasf. Especialista em Gestão de Políticas Públicas em gênero e raça-NEIM/UFBA; em Língua Portuguesa
e Literatura-UNIESB; em Língua Portuguesa:uma perspectiva didática-UPE. Militante feminista da Marcha das Mulheres Negras e dos Movimentos Antirracistas do Vale.